LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Curta Mulheres 02 | ‘Antonieta’, de Flávia Person

Direção: Flávia Person • SC • 2016 • p&b • 15 min. • Documentário.



Antonieta de Barros (1901-1952) foi professora, cronista e feminista. Em 1935, tornou-se a primeira mulher negra a assumir um mandato popular no país. O curta documental da cineasta Flávia Person, de Santa Catarina, emociona e informa. Com vocês, o segundo filme do projeto Curta Mulheres, que traz um curta-metragem por semana ao longo de 12 meses. Todos dirigidos por mulheres nos últimos cinco anos. São, ao todo, 52 filmes de diretoras de todo o país. Apoie as minas: assista, indique, compartilhe.

Depois de dois anos do lançamento, “Antonieta”, de Flávia Person, uma produção da Magnolia Produções e da OMBU, já foi visto por milhares de pessoas e participou de 32 festivais e mostras no Brasil, México, Ucrânia, Uruguai, Espanha, Argentina, África do Sul, Equador, Colômbia e China. Recebeu também o prêmio de melhor curta-metragem no REcine 2017 – Festival Internacional de Cinema de Arquivo.

E agora a história de Antonieta vai alcançar muito mais pessoas! A partir de amanhã vai poder ser visto gratuitamente, na íntegra, no Hysteria, uma plataforma de conteúdo criada e produzida por mulheres, dentro da Conspiração Filmes, que busca estimular a presença feminina na direção audiovisual.

O filme foi convidado a ser o segundo curta dirigido por uma mulher a estar na plataforma. Ao todo, serão 52 curtas. O lançamento acontece também neste Mês da Consciência Negra. Nosso agradecimento a tod@s que acompanharam várias etapas desta história e que agora vai ainda mais pro mundo. Viva Antonieta viva!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Homenagem ao Dia das Crianças


Você conhece Ana Lídia Braga?

Ela tinha sete anos de idade quando foi estuprada e assassinada, em 1970, pelo filho do então ministro da Justiça, o jovem Alfredo Buzaid Jr. Consta que Ana Lídia foi vendida pelo irmão, Álvaro Henrique Braga, para alguns filhos de políticos, e que teria sido levada ao sítio do então vice-líder da ARENA, Eurico Resende.

Lá foi assassinada quando Alfredo Buzaid Jr., Eduardo Ribeiro Resende e Raimundo Lacerda Duque estavam no sítio. A justiça atuou com bastante preguiça nas investigações: não houve análise do sêmen das duas camisinhas encontradas ao lado do corpo de Ana Lídia, as digitais no cadáver não foram especificadas, nem as marcas dos pneus de carros no local do crime. 

A própria família de Ana Lídia se mostrou passiva no decorrer das investigações. O caso foi abafado pela ditadura militar. Em 1974, o Departamento de Polícia Federal emitiu um comunicado que dizia:

“De ordem superior, fica terminantemente proibida a divulgação através dos meios de comunicação social escrito, falado, televisado, comentários, transcrição, referências e outras matérias sobre o caso Ana Lídia”.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

OS SINAIS DA CHEGADA DO FASCISMO



Esse cartaz está afixado no museu do Holocausto em Washington, para alertar as pessoas sobre os perigos do fascismo e como identificar seus primeiros sinais.

1. Empoderamento nacionalista contínuo.
2. Desdém por direitos humanos.
3. Identificação do inimigo como causa unificadora.
4. Supremacia militar.
5. Sexismo desenfreado.
6. Controle de mídias de massa.
7. Obsessão com segurança nacional.
8. Governo e religião interligados.
9. Poder/direitos corporativistas protegidos.
10. Poder/direitos de trabalhadores suprimidos.
11. Desdém pelos intelectuais e pelas artes.
12. Obsessão por crime e punição.
13. Corrupção e nepotismo desenfreado.
14. Eleições fraudulentas. 

Tradução de Loo Silva

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

DESHISTÓRIA BRASIL, POR MARCIA DENSER




Para além do cotidiano Brasil, prossigo tentando me aproximar dum verdadeiro panorama do país, revelado ao se colocar em perspectiva histórica todo som e fúria de vilezas e interesses mesquinhos – eternamente silenciando o bem comum - e que constitui secularmente o anfiteatro de ações e torpes manobras de nossas elites cleptocráticas que reiteradamente colocam em colapso (e fora da vista do grande público) um projeto de país.

Ou ex-país, ou semipaís, ou região, segundo Roberto Schwarz. Sem contar que a estupidez cresce no buraco deixado pela ausência de pensamento de nossos intelingentérrimos, buraco aliás recheado por todos os clichês encontráveis em qualquer almanaque de globalização, algo como uma cosmogonia da asneira com legendas em português neoliberal.

Mas tudo isso é preâmbulo para comentar um artigo publicado na revista Margem Esquerda 14, “Dos estudos da formação à greve como formação” de Luiz Renato Martins. Em termos objetivos, ele trata da perda de um sentido histórico dos atos culturais e artísticos, do naufrágio que engoliu, tanto países periféricos como centrais, quando submetidos à hegemonia do discurso neoliberal anglo-saxão, engolfados pela idéia do “pensamento único”, ou seja, pelo esquecimento da noção de luta de classes.

Em suma, acreditamos no “fim da história” – a nossa, sobretudo a história da nossa cultura. Que doravante deveria incorporar-se ao universo dos negócios em geral, e do capital fictício em particular. Todos globais. O autor aponta dois sintomas desse processo:

1) A extinção da função crítica das artes e do pensamento em relação ao todo do processo histórico moderno; 2) O papel paradigmático, central e inovador desempenhado pelas artes e pela arquitetura nos novos negócios, especialmente financeiros e imobiliários; fazendo raporte a Otília Arantes de “A ‘virada cultural’ do sistema das artes”. A questão é que a etapa histórica da chamada formação nacional (e seu diagnóstico histórico-crítico), ao lado da criação dos mercados nacionais, entrou em retrocesso com o advento do modelo neoliberal, o que deu origem ao complexo de sintomas que, no Brasil, denomina-se desmanche.

Martins explicita o termo formação como construção de uma tradição, não no sentido conservador, mas sim modernizador e transformador; no limite, inventar uma tradição num contexto onde esta não existe, no sentido de Mário de Andrade de tradicionalizar o presente, isto é, traçar um passado a partir de um presente, empresa levada à cabo pela arte moderna brasileira.

Aliás, o tema formação absorve a produção, a crítica e a discussão das artes e das ciências nas décadas de 1930 a 1950, sempre vinculada à preocupação com a construção da nação: o que é, de onde vem e para onde vai a formação histórica chamada Brasil? Passando por Gilberto Freyre (Casa-grande & Senzala – 1933), Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil – 1936) e chegando a Caio Prado Júnior (Formação do Brasil Contemporâneo) que conclui sombriamente: “nascemos para atender ao mercado europeu e nada mais”.

Razão pela qual nossa intelectualidade crítica sempre foi consciente de que não se tratou jamais de construir uma sociedade na América portuguesa, mas sim uma unidade produtiva avançada da maior rentabilidade. Por exemplo: o tráfico negreiro foi o negócio mais rentável do mundo enquanto durou. Até porque a produção de açúcar e extração de ouro seriam impensáveis sem ele. Inclusive a idéia de formação de uma sociedade existia mas como objetivo futuro, já que a nação não existia.

Escreve Martins: o Brasil, que não era uma nação, tinha raiz no trauma de que se constituíra no país o maior e mais duradouro campo de concentração da história do Ocidente. Basta comparar a escala das monstruosidades de Dachau ou Auschwitz, que duraram menos de quinze anos, com o genocídio africano no campo de concentração brasileiro, efetivado em toda a extensão de seu território, incluindo todo o espaço produtivo e doméstico, não só na colônia como também no Brasil independente – algo que já dura cinco séculos. Desse mal-estar pouco se falou, com exceção de Machado de Assis. Não obstante, a questão continua pendente e bem pouco elaborada.

Ainda na década de 1950, com a Cepal de Celso Furtado e Raul Prebish, descolonização e formação passaram a ser entendidas como crítica e superação do subdesenvolvimento. A esta altura entra Antonio Cândido (Formação da Literatura Brasileira – 1959) cujos estudos o levam a afirmar que se os estrangeiros esperavam da literatura brasileira somente a apresentação de temas exóticos (tucanos, zés cariocas, bananas, garçons & macacos ) é porque a abordagem dos problemas humanos fundamentais era um privilégio das velhas literaturas (e culturas centrais).

O mesmo que dizer para entregar ao consumo externo todas as nossas riquezas naturais deixando a indústria para os de fora, cujos produtos deveríamos importar. Todos. Desde parafusos ao MacDonald’s, passando pelas idéias, teorias, filosofias e culturas centrais.

Mas a cultura – não a economia – é infra-estrutura . Para as nossas elites cleptocráticas, a ausência de formação simbólico-cultural da nação, esta carência infra-estrutural é o objetivo central e necessário para a “manutenção sustentável” da fazenda-modelo ou campo de concentração ou ex-país ou semipaís ou região.

E campo de concentração precisamente no sentido daquela piadinha nazista: eles (o povo) acampam e nós (a elite) concentramos. Concentramos o que?As rendas. Todas. E esta clareza básica detona qualquer ilusão.

Voltando: desde a colônia, segundo o autor, a vida mental brasileira aponta para uma constante: a mania das modas culturais. Sílvio Romero já notara isto no século XIX: 

Na história do desenvolvimento mental do Brasil há uma lacuna: a falta de seriação nas idéias, a ausência de uma genética, um autor não procede de outro, um sistema não é conseqüência de algo que o precedeu.


A dependência de autores e agentes culturais estrangeiros corresponde à necessidade das elites de se pautar pelo mercado externo. A conseqüência é a permuta incessante de referências, sem reflexão crítica ou debate, motivada pelo desejo de reconhecimento e atualização cosmopolita.

A propósito, comenta acidamente Paulo Emílio Salles Gomes (1973): Não somos europeus nem americanos do norte mas, destituídos de cultura original, nada nos é estrangeiro, pois tudo o é. A penosa construção de nós mesmos se desenvolve na dialética rarefeita entre o não ser e o ser outro. Segundo Antonio Cândido, as elites periféricas se desenvolvem em termos “desiguais e combinados”, isto é, sem serem acompanhadas pelo resto do país: a formação do nosso sistema literário, concluída em 1970 com a obra de Machado de Assis, coexistiu com a escravidão.

E Martins conclui: À complexa questão histórica agrega-se hoje a aguda problemática contemporânea do desmanche, cuja marca é o abandono do juízo histórico reflexivo que engendrou o ideal da formação. O abandono de tal juízo e da proposição crítica de futuro como projeto distinto da atualidade – em favor da solução de um declarado estado de emergência – significa o estabelecimento permanente de um estado sem nenhuma outra prioridade que a do “salve-se quem puder”, sob a lei do mais forte.

E já que estamos tratando de sistemas simbólicos, por aí então se entende a ausência absoluta de reconhecimento/identificação, por parte da elite nacional, da projeção do presidente Lula e elevação do status do Brasil no presente contexto internacional: mutatis mutandis, ocorreu o desenvolvimento “desigual e combinado” (formulado por Cândido) do presidente (identificado com o trabalhador analfabeto nordestino, a base da pirâmide social) e do Brasil (pré-fixado no inconsciente colonial como ex-país ou semipaís ou região ou campo de concentração) só que, desta vez, em sentido inverso, isto é, sem serem acompanhados pela elite do país.

Perfeito. Também pela primeira vez, são pouquíssimos os prejudicados. Eu deportaria todos – latifundiários, donos de jornalões, neotraficantes, banqueiros, especuladores universais do reino de deus, rentistas de quatro costados – salvo os americanos que já estão lá – , e você?

(21/6/2010)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Janio de Freitas: Gilmar e as togas acovardadas



Gilmar Mendes age como quem pode desafiar e desacatar o que quiser



Além do papel de orientador voluntário do denunciado Michel Temer, o ministro Gilmar Mendes presta-lhe outro serviço, de igual ou maior utilidade: suplantou-o na dupla condição de figura mais comentada e reprovada. Essa desonraria se deve, porém, muito menos à sua atividade de político e tutor ideológico do que à maneira como usa sua magistratura contra a Magistratura.

A tal ponto Gilmar Mendes está personificando a ideia de desmandos da Justiça que o repúdio o excede e causa danos ao Judiciário e em particular ao próprio Supremo Tribunal Federal.

Gilmar Mendes age, com indiferente segurança, como quem pode desafiar o que quiser e desacatar a quem quiser –e nada lhe acontece. Não que desfrute de cobertura legal ou moral para tanto. Conta, isso sim, com a falta de resposta para a pergunta que mais se ouve e se faz: não há ninguém nem o que fazer contra esse vale-tudo?

A partir de Gilmar Mendes, começa a ficar claro que, pior do que um ministro-magistrado sem limites, é não se encontrar entre os seus pares quem busque impor-lhe os limites éticos e funcionais a que, como princípios, está submetido.

Ainda mais estarrecedor é que o contraste de deslimite e omissão se passe em um conjunto de vidas dedicadas a dizer se condutas alheias incorreram em falhas ou não. E, se as cometeram, condenar os autores. Até à prisão.

Via Tijolaço

Cenas que gostaríamos de ver

SEJA UM PADRINHO DO TUDO EM CIMA!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A negligência do governo golpista com a Aids


Via DCM

Por Jean Wyllys

Em diversos Estados brasileiros multiplicam-se relatos de pessoas que convivem com HIV/Aids e que não conseguem encontrar seus medicamentos nos postos do Sistema Único de Saúde. Quem depende dessa distribuição gratuita, ao chegar nos postos de saúde tem recebido a informação de que os estoques estão em falta e que alguns postos já estão até sem acesso ao tratamento. Segundo a Agência Aids e outros portais de notícias, nos últimos trinta dias há falta de medicamentos em cidades do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Bahia e Amazonas.

É vergonhoso que os gestores públicos tenham permitido que o nosso país, que já foi referência mundial para prevenção e o tratamento do HIV/Aids, tenha chegado a essa situação de calamidade na saúde pública. Como se já não bastasse o estresse cotidiano de lidar com o estigma que vitima soropositivos, que enfrentam preconceitos que jamais foram combatidos pelas campanhas de conscientização e prevenção do atual governo, essa população ainda está sendo submetida a uma via crucis para conseguir os remédios que, por determinação da lei, é um direito que deve ser garantido pelo poder público.
Como membro da Comissão de Seguridade Social e Família e integrante da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às DST/HIV/Aids, utilizarei das minhas prerrogativas parlamentares para questionar o Ministério da Saúde sobre as razões da ausência de medicamentes em várias regiões do país. Também me somo às vozes que protestam contra esse descaso, que pode agravar o aumento no número de novas transmissões, especialmente entre os jovens e os mais pobres, já que muitos pacientes acabam abandonando ou suspendendo o tratamento. Os riscos à saúde pela ausência ou interrupção do tratamento podem ser fatais.

Devemos cobrar responsabilidade não só do governo como de todos os que, por alguma razão, ignoraram também essa questão ao apoiar o golpe que conduziu uma camarilha de corruptos ao poder, com um discurso falso-moralista e hipócrita! É inacreditável que estejamos testemunhando um retrocesso tão grave em uma área tão sensível como essa!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Jurista afirma que condenação de Lula por Moro fere todos os princípios do direito




Um dos mais respeitados juristas do Brasil, jurista Afrânio Silva Jardim, professor de Direito Processual Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ex-membro do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que a sentença do juiz Sérgio Moro contra Lula fere todos os princípios do direito.

Por Dayane Santos

Na entrevista ao Vermelho, Afrânio fez questão de ressaltar que não leu todo o conteúdo da sentença, mas apontou que a acusação de lavagem de dinheiro, que fundamentou a sentença de Moro, não se sustenta.
“Não li toda a sentença, mas o que me causa estranheza é que o Moro teria condenado o Lula por lavagem de dinheiro. Dinheiro que não recebeu e que não tem. E não teria ele participado, seja como autor, coautor ou mesmo partícipe, daqueles contratos lesivos à Petrobras. Seria necessário, se tivesse havido aquele ato ilícito que ele tivesse um proveito e, depois para esconder esse proveito, ele comprasse o imóvel e colocasse em nome de outro. Ele não comprou o imóvel. Nem o imóvel passou a ser patrimônio dele. Como é lavagem do dinheiro que você não tem?”, questiona o criminalista.
Afrânio Jardim é autor de diversas obras de processo penal e considerado um dos mais influentes pensadores acadêmicos do sistema de Justiça criminal. Há 37 anos lecionando Processo Penal, Afrânio chegou a trocar e-mails com o juiz Moro sobre questões processuais e foi um entusiasta dos atos que cercavam o início das investigações da Lava Jato. Mas as ações da força-tarefa e a conduta do juiz Sergio Moro fizeram com que ele rompesse com o magistrado e se tornasse um dos principais críticos.
“Responsabilizar o Lula por um contrato lesivo à Petrobras, apenas porque ele era presidente da República, ou porque ele teria referendado a indicação que nem é ele quem faz, é um diretor da Petrobras, que teria depois praticado um ato ilícito, isso fere todos os princípios do direito, que trata da autoria e participação do delito”, explica o jurista.
Para o jurista, o processo configura um estado de exceção que, segundo ele, teve início com o ativismo judicial.
“O Judiciário começou a julgar de acordo com a sua conveniência, seus interesses. E como temos um Poder Judiciário conservador e reacionário, isso se tornou um perigo. Eu agora, voltei a ser legalista, positivista, coisa que não era. Já é um avanço cumprir a Constituição, pois se cair na mão dessa turma, nós não temos garantia nenhuma”, frisou.
Parecer
Recentemente, Afrânio Jardim publicou no site Empório do Direito um detalhado parecer sobre o caso do processo do ex-presiente Lula. A análise serviu de subsídios para a defesa de Lula na denúncia apresentada ao Comitê de Direitos Humanos da ONU.
O parecer aponta que Lula é vítima do chamado “Lawfare”, método de perseguição política em que se utiliza o judiciário.
“Estou convicto de que o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva está “previamente condenado”. Contra ele, criou-se um “clima” de verdadeira perseguição, através de investigações policiais e processo penal carentes de tipicidade penal e do mínimo de provas de conduta de autoria ou participação em delitos. Como se costuma dizer: escolheram o “criminoso” e estão agora procurando o crime”, afirma Afrânio.
Para ele, por motivos vários, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Poder Judiciário, principalmente o juiz Sérgio Moro, “se ‘irmanaram’ naquilo que acham ser um “severo combate à corrupção”, daí o nome “Força-Tarefa da Lava-Jato”, que se tornou popular em nosso país. Tudo isso lastreado em massivo e constante apoio da grande imprensa”.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O que os governos do PT fizeram? Pouca coisa...



O PT roubou tanto que tinha dinheiro para todos estes programas e projetos e ainda deixou um caixa de US$ 400 bilhões. E agora que a direita tomou o poder acabou o dinheiro??!!! Mas que belos princípios a direita tem! E como a Esquerda rouba!

O que os governos do PT fizeram? Pouca coisa...

01) FIES
02) Pronatec
03) Prouni
04) Ciência sem Fronteiras
05) Mais Médicos
06) Farmácia Popular
07) Minha Casa, Minha Vida
08) Bolsa Família
09) Cisternas no sertão
10) Luz para Todos
11) Transposição do Rio São Francisco
12) Reativação do Transporte Ferroviário
13) Ferrovia Norte-Sul
14) Ferrovia Transnordestina
15) Aumento do salário mínimo acima da inflação
16) Água para Todos
17) Brasil Sorridente
18) Pronaf
19) FAT
20) Programa Brasil Sem Miséria
21) Bolsa Atleta
22) Bolsa Estiagem
23) Bolsa Verde
24) Bolsa-escola
25) Brasil Carinhoso
26) Pontos de Cultura
27) Programa Biodiesel
28) SUS
29) SAMU
30 Saúde da Família
31) FGEDUC (Seguro do FIES)
32) Casa da Mulher Brasileira
33) Aprendiz na Micro e Pequena Empresa
34) MEI Microempreendedores Individuais
35) Pagamento da Dívida Externa ao FMI
36) Empréstimo ao FMI
37) BRICS
38) Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome
39) Reequipagem, Valorização e Autonomia da Polícia Federal
40) Liberdade para a PGR
41) Liberdade para o MP
42) Escolha para os órgãos da Justiça dos primeiros das listas das corporações
43) Jogos Pan-americanos
44) Copa do Mundo
45) Olimpíadas
46) 98 conferências nacionais de 43 áreas, como educação, juventude, saúde, cidades, mulheres, comunicação, direitos LGBT, entre outras.
47) Orçamento para a Cultura cresceu de R$ 276,4 milhões em 2002 para R$ 3,27 bilhões em 2014
48) Vale-cultura
49) Programa Cultura Viva
50) Programa Mais Cultura nas Escolas
51) PND - Política Nacional de Defesa - Investimentos em defesa cresceram dez vezes: de R$ 900 milhões em 2003 para R$ 8,9 bilhões em 2013
52) Participação das FFAA em 11 missões militares de paz da ONU
53) Projeto Submarino Nuclear
54) Modernização da frota de aeronaves da FAB com transferência da tecnologia
55) Pré-sal
56) Redução de 79% do desmatamento da Amazônia brasileira
57) Aumento em mais de 50% da extensão total de área florestal protegida.
58) Liderança mundial em redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE). Entre 2010 e 2013, o Brasil deixou de lançar na atmosfera uma média de 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.
59) Valorização do polo naval
60) Refinaria Abreu e Lima
61) Novas usinas hidrelétricas: Teles Pires, Belo Monte, São Manoel, Santo Antônio, Jirau, São Luiz do Tapajós
62) Conferência Mundial Rio+20
63) PPP
64) PAC
65) Aumento exponencial do parque eólico brasileiro
66) Polos de desenvolvimento NE: Suape PE, Pecém CE e Camaçari BA: Investimentos somam cerca de R$ 100 bilhões.


O PT roubou tanto que tinha dinheiro para todos estes programas e projetos e ainda deixou um caixa de US$ 400 bilhões. E agora que a direita tomou o poder acabou o dinheiro??!!! Mas que belos princípios a direita tem! E como a Esquerda rouba!

terça-feira, 4 de julho de 2017

MARCELO ODEBRECHT DIZ QUE EM CUBA A CORRUPÇÃO BEIRA ZERO



Ex-presidente da Odebrecht afirmou em sua delação premiada que não houve nenhum pedido de vantagem por parte de autoridades cubanas na construção do Porto de Mariel; Marcelo chega a dizer que a corrupção em Cuba "beira zero"

O empresário Marcelo Odebrecht afirmou em sua delação premiada que não houve nenhum pedido de vantagem por parte de autoridades cubanas na construção do Porto de Mariel.
A informação é do jornalista Guilherme Amado, da coluna de Lauro Jardim, do Globo.
Segundo o colunista, Marcelo chega a dizer, em seu depoimento, que a corrupção em Cuba "beira zero", o que seria comprovado por ministros terem carros simples e morarem na mesma casa.

Bob Fernandes | "Minha especialidade é matar", informa o fascista Bolsonaro, em 2º lugar para 2018

Lançamento do livro: PRIMEIRAMENTE


...os artistas são como antenas de suas épocas. Eles captam os acontecimentos de suas épocas e os refletem em suas obras”.
Ezra Pound



Lançamento do livro:

PRIMEIRAMENTE

Organização: Sonia Nabarrete e Vanessa Farias


Uma coletânea de contos, que trata de diferentes visões durante uma manifestação, FORA TEMER, na Avenida Paulista, São Paulo - Brasil


Local: Sensorial Cerveja, Café & Discos - Rua Augusta, 2389 - Cerqueira César, São Paulo - SP



Data: 15 de julho de 2017
Horário: 16h


Custo: R$38,00 (Aceita todos os cartões)




Primeiramente ...

Em São Paulo, as concentrações mais importantes aconteceram na Avenida Paulista, a partir do vão do MASP. Uma delas, reprimida pela Polícia militar, foi escolhida como cenário comum para os personagens desta coletânea, que interagem neste universo compartilhado.

A ideia ganhou adesão de autores com diferentes estilos que criaram uma galeria de personagens igualmente heterogênea, composta por seres humanos, com suas dores, delícias, e também uma mosca, um museu e seres extraordinários.

O resultado é uma antologia, diversificada e provocante

Eis alguns exemplos:
Degustação I: Manifestação -  "Relógios, calendários, mil anos, dois mil anos, após três mil anos do sono mais profundo você brota do chão, mas ninguém percebe, ninguém se espanta, porque você é invisível & inaudível, porque eles estão envolvidos demais com a própria violência, com a própria insatisfação, porque você é o último deus que sobreviveu, o último que despertou, meio afro meio índio, numa época que despreza qualquer delírio sobrenatural que não possa ser domesticado & transformado num parque temático" De Luiz Brás

Degustação II: A infalível tática da paixão - “E qual seria o verdadeiro Jonas? Nestas horas não poderia haver dúvidas, debaixo do capuz, além da alta dose de adrenalina, não havia nenhum espaço para questionar o quanto de engajamento de fato ele tinha. Em manifestações anteriores, com pedras na mão enfrentou os PMs, ergueu barricadas com o lixo, tocou fogo e figurou numa grande foto que circulou na web e em diversos jornais impressos no Brasil e no exterior”. De Paulo Lai Weneck

Degustação III: A primeira vez - “Antes de sair de casa, Maria o alertou para que tomasse cuidado e não se envolvesse em encrencas. Ela não concordava com a decisão do marido, de participar da manifestação. Achava perigoso demais sair na rua em protesto contra o governo. A polícia era brutal e ainda tinham os grupos radicais que provocavam, fazendo vandalismos, repetia sempre a ele.” De Renato Ladeia

Degustação IV: Labirinto - “...meninos e meninas comem biscoito de polvilho, assentados aos pés de pais mais famintos ainda. os pequenos brincam de papel, picados no mar de sandálias havaianas dos sem-teto, sem parede, sem chão na cidade ao menos para se cair morto, um lugar que seja a própria calçada, o meio-fio, o olho da rua. vânia, francisco, edimilson, meire, pardal, chico, lu, rosa, sara, zé, ana, cândido, pereira, fátima, edinanci, gladiston, vera esperam a palavra, a mais simples e potente palavra, a que vem agora do alto-falante, “companheiros, a democracia é respeitarem o voto da gente, do nosso filho”. De Marcilio Godoi

Degustação V: O catador de latinhas: Gosto mais quando é aquele povo de vermelho. Eles são mais gente fina. Eles chegam na gente de um jeito diferente, mais na moral, entende, dotô? O caso é que sempre que é esse pessoal de verde-amarelo a coisa rende mais. Eles gosta de ficar na frente daquele pato de prástico bem no meio da avenida, e enchem o caneco até esvaziar o isopor dos manos que vende cerveja” De Nanete Neves,

Degustação VI: O dia em que a sopa bebeu a mosca - “A confusão maior começou quando a mosca se interessou pela ferida malograda na mão de um policial militar. Sangue tem gosto de ferro e policial costuma ser nervoso. O homem, na sua sapiente gentileza, desceu o spray de pimenta na mosca que se escondeu num copinho de café largado na calçada. Café com pimenta e a bicha voou doida. Queria revanche. Partiu pra cima do policial. ” De Fábio Mariano,

Degustação VII: V de vendeta - “Embora considerasse a reivindicação justa e em outro momento pudesse até integrar a massa, procurei me afastar da aglomeração, mas a multidão não queria se distanciar de mim. Havia muitos tipos estranhos. Um guardinha negro parecido com um capitão do mato observava o movimento com os olhos vermelhos e sangue na mão tensionada sobre o cassetete. Um catador de latas se infiltrava por entre as pessoas atracado a um saco preto como se abraçasse a sua própria vida. Um grupo carregava um boneco do Michel Temer com os caninos pronunciados e capa de vampiro. Um casal se beijava numa voracidade como se a revolução fosse das salivas e a briga hormonal”. De Kakao Braga.


“Os governos suspeitam da literatura porque é uma força que lhes escapa. ”
Émile Zola
Antologia de contos contra o golpe
“A tarefa da literatura é ajudar o homem a compreender-se a ele mesmo.”
Máximo Gorky

Primeiramente reúne 17 contos, de 17 autores, todos ambientados em uma manifestação contra o governo Temer na Avenida Paulista.  Os autores, de diferentes estilos, criaram uma galeria de personagens igualmente heterogênea. Tem catador de latinha, black block, garoto de programa, seres extraordinários, idoso com Alzheimer, militar na ativa e aposentado, gente que foi à manifestação por românticas razões pessoais, desavisados que se viram, sem querer, em meio à confusão, e ainda quem fez sua estreia em manifestações, além de personagens como uma mosca, um museu e um deus.

Organizada pelas também autoras Sonia Nabarrete e Vanessa Farias

Conta com a participação de: Aline Viana, Fabio Mariano, Germano Quaresma, Gláuber Soares, Jorge Nagao, Kakao Braga, Luiz Bras, Manu Araújo, Marcilio Godoi, Maurício Kanno, Melissa Suárez, Nanete Neves, Paulo Lai Werneck, Plínio Camillo e Renato Ladeia.

Contatos:
Sonia Nabarrete
Tel.: 11 993432397
E-mail: sonianabarrete@hotmail.com

Glauber Soares
Tel.: 11 2955-5833
E-mail: contato@linkinformatica.com.br  

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A roleta suspeita dos sorteios do Supremo



Por Luis Nassif
Vamos a uma análise probabilística, tão ao gosto dos procuradores midiáticos.
Para avaliarmos a extraordinária coincidência dos processos de José Serra e Aloysio Nunes caírem com o Ministro Gilmar Mendes e o de José Serra com Alexandre de Moraes, o roteiro é o seguinte:
 STF (Supremo Tribunal Federal) tem 11 Ministros:
1.     Ministro Roberto Barroso
2.     Ministro Marco Aurélio
3.     Ministro Luiz Fux
4.     Ministra Rosa Weber
5.     Ministro Alexandre De Moraes
6.     Ministro Gilmar Mendes - Presidente
7.     Ministro Celso De Mello
8.     Ministro Ricardo Lewandowski
9.     Ministra Cármen Lúcia
10.  Ministro Dias Toffoli
11.  Ministro Edson Fachin
O Ministro Fachin decidiu sortear os processos pelos demais Ministros da casa. Do sorteio saem ele (que vai sortear) e a presidente do STF Carmen Lúcia.
Restam 9 Ministros:
1.     Ministro Roberto Barroso -
2.     Ministro Marco Aurélio
3.     Ministro Luiz Fux
4.     Ministra Rosa Weber
5.     Ministro Alexandre De Moraes
6.     Ministro Gilmar Mendes
7.     Ministro Celso De Mello
8.     Ministro Ricardo Lewandowski
9.     Ministro Dias Toffoli
Três processos são sorteados. Há dois Ministros propensos a tratar com generosidade os políticos do PSDB: Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
Gilmar não poderia ficar com o processo de Aécio, pois poderia ser arguida sua suspeição pelas conversas gravadas. Portanto, o único Ministro disposto a analisar o caso Aécio com boa vontade (para com o réu) seria Alexandre de Moraes:
·      Ou 1 em 9
·      Que significa 1/9 avos
·      Que significa 11,11% de probabilidade.
Sobram então, 8 Ministros para analisar o caso Serra-Aloysio.
1.     Ministro Roberto Barroso
2.     Ministro Marco Aurélio
3.     Ministro Luiz Fux
4.     Ministra Rosa Weber
5.     Ministro Gilmar Mendes
6.     Ministro Celso De Mello
7.     Ministro Ricardo Lewandowski
8.     Ministro Dias Toffoli
Brasília inteira sabe das relações de Gilmar com José Serra e, por tabela, com Aloysio Nunes. Mas como não foi explicitada em nenhuma gravação. Gilmar se arrisca a não ser considerado impedido. Dos 8 restantes, ele seria a única certeza de não condenação de Serra e Aloysio.
A probabilidade de sair com Gilmar é de 1/8 ou 12,5% de probabilidade.
A primeira probabilidade foi de 11,11%; a segunda, de 12,5%.
E qual seria a probabilidade somada de Aécio sair com Alexandre e Serra/Aloysio sair com Gilmar?
Seria de 1 / (8x9) = 1,39% 
Não é a primeira vez que os tribunais superiores mostram um sistema de sorteios sob suspeição. Para os que reclamam de azar pelo fato de todos os processos sensíveis saírem com Gilmar – que, em todas as hipóteses, pende para um lado só – não maldigam a má sorte. Quem explica isso é a probabilidade. E a falta de discernimento de presidentes de tribunais de permitirem a mancha da suspeição sobre sua seara.
As formas de direcionamento
Aproveitando as dicas nos comentários, o jogo de direcionamento se dá assim:
1. O sorteio se dá incluindo a quantidade de processos nas mãos de cada Ministro.
2. Cada rodada de distribuição altera a quantidade de processos nas mãos de cada Ministro.
3. Se quiser direcionar determinados processos, basta esperar a rodada em que os Ministros para os quais se pretende entregar os processos sejam a bola da vez.

P.S.: 

Gilmar relatará casos de Serra e Aloysio; Alexandre de Moraes, de Aécio.