LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Sérgio Moro e Nefi Cordeiro nos ensinam a quem serve a justiça brasileira.



Via DCM

Por Carlos Fernandes

Reza o ditado popular que um único exemplo vale mais do que mil palavras.
Nada mais oportuno para a valiosa lição que nos deram, num único dia, o juiz federal Sérgio Moro e o ministro do STJ Nefi Cordeiro.
Todo um tratado sobre a justiça brasileira não seria mais didático para explicar a disparidade do rigor judicial, a depender do réu, do que os exemplos dados por esses dois expoentes do nosso obeso, injusto, classista e ineficaz sistema judiciário.
Vamos aos fatos.
Na tarde desta quinta (25) Sérgio Moro, o herói da grande mídia nacional, inocentou Cláudia Cruz, a mulher de um dos maiores bandidos da história de nossa República, Eduardo Cunha, no processo em que ela respondia por crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Enquanto a ilustre madame usufruía de uma vida nababesca nos mais altos círculos da sociedade carioca às custas de uma mesada milionária em forma de propina que manteve calado o seu marido, o justiceiro de Curitiba entendeu que não havia provas suficientes para comprovar dolo nos seus atos.
Na acusação, que contou com documentos da justiça suíça, ficou provado que Cláudia recebeu mais de U$$ 1 milhão numa conta secreta no país europeu após um sofisticado esquema de ocultação financeira que utilizava dois trusts e uma offshore. Tudo em benefício da propina recebida pelo marido por facilitação de contratos da Petrobrás em Benin, na África.
A despeito de tudo isso, sentenciou Moro:
Falta materialidade à imputação do crime de lavagem de dinheiro, tendo por antecedente o crime de corrupção. Então a imputação do crime de lavagem descrito como fato 05 da denúncia é insubsistente”.
Ainda para subsidiar sua decisão em desacordo com a denúncia em questão, Moro entende que os artigos de luxo e as viagens internacionais pagas por Cláudia através de seu cartão de crédito vinculado a essa conta, apesar de “altamente reprovável” apenas “leva à conclusão de que a acusada Cláudia Cordeiro Cruz foi negligente quanto às fontes de rendimento do marido e quanto aos seus gastos pessoais e da família”.
Por fim, arremata: “Não é, porém, suficiente para condená-la por lavagem de dinheiro.”.
Vou tentar explicar.
Para Moro, basicamente, o único crime cometido por Cláudia Cruz foi ignorar a renda do marido enquanto torrava milhões despreocupadamente mundo afora.
Por que prender uma criatura tão ingênua, né mesmo?
Pois bem, muito longe dali, o ministro do STJ, Nefi Cordeiro, nos mostrava que para a justiça brasileira existem uns mais iguais do que outros.
Cordeiro, nesta mesma quinta, algumas horas antes, negava recurso impetrado pela Defensoria Pública de São Paulo que visava libertar uma mãe de quatro crianças de 13, 10 e 3 anos e mais um bebê de 1 mês que encontra-se com ela numa cela superlotada.
O crime cometido por essa mãe de família foi ter furtado alguns ovos de Páscoa e um quilo de peito de frango de uma grande rede de supermercados. Sua pena, exatos três anos, dois meses e três dias.
Para o eminente juiz, nesse caso não observa-se qualquer “evidente constrangimento ilegal” capaz de justificar um Habeas Corpus. No seu despacho, frisou: 
Esta não é uma situação presente, onde as pretensões de absolvição por aplicação do princípio da insignificância, readequação da pena ou determinação do que a condenação seja cumprida em prisão domiciliar são claramente satisfativas”.
Pois é!
Enquanto a digníssima socialite Cláudia Cruz continuará frequentando os mais caros restaurantes do mundo, a nossa personagem anônima terá que se contentar em amamentar o seu filho recém-nascido numa cela lotada de outras detentas até que ele complete 6 meses. A partir daí a nossa “imparcial” justiça determina que sejam separados.
Quanto aos demais filhos que encontram-se desamparados, quem mandou não nascerem no mesmo berço que velou Daniela Cunha, a filha também investigada do nosso querido casal Cunha?
Aos ilustres juízes Sérgio Moro e Nefi Cordeiro, o que podemos dizer? Obrigado pela excelente aula de como procede e a quem serve o nosso ostentoso sistema judiciário?

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Temer “afrouxa a tanga” e revoga decreto que autorizava Exército contra Diretas Já


Por Esmael Morais, em seu blog

O ilegítimo Michel Temer “afrouxou a tanga” na manhã desta quinta-feira (25) ao revogar decreto, de ontem (24), que empregava o Exército na contenção de manifestações políticas no Distrito Federal.

O Estado de exceção de Temer não resistiu a 24 horas de críticas de parlamentares e juristas.

Uma edição extra do Diário Oficial da União traz um novo decreto revogando a medida determinando as Forças Armadas na repressão dos protestos pelas Diretas Já.

Caso mantivesse essa excrecência antidemocrática, a tendência era de Temer sofrer revés maior no Congresso Nacional, pois congressistas se preparavam para sustar os efeitos do decreto que tinha por objetivo “segurar” o ilegítimo no Palácio do Planalto.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Curitibana bolsonarista diz que ataque de Manchester deveria ter sido na Bahia


Mulher diz que ataque de Manchester deveria ter sido na Bahia: 'gente nojenta e escurinha'


Internautas denunciaram, na manhã desta terça-feira (23), o perfil de uma mulher, que informa em seu perfil viver em Curitiba (PR), após ela fazer um comentário racista e xenófobo a respeito dos baianos. Em um comentário que causou revolta de muitos usuários, ela diz que o ataque terrorista que matou 22 pessoas e feriu mais 100 em Manchester deveria ter ocorrido na Bahia.

"Só lamento que tenha sido em Manchester e não na Bahia. Seria lindo ver aquele gente nojenta e escurinha da Bahia explodindo. Kkkkkkkkkkkk", escreveu a mulher. Revoltados, os internautas passaram a compartilharam prints do comentário e da página do Facebook.

"A racista [nome] lamenta q um ataque com bomba ñ tenha acontecido na Bahia. Mande um recado pra ela no facebook. Cadeia pra ela!", escreveu uma internauta no Twitter.

"Triste é constatar que grande número dos ofendidos por [nome] agem como ela nas redes sociais. Um lixo de cidadã!", respondeu outro. "Alô @policiafederal, dona [nome] se enquadra no artigo 20 da lei 7.716/1989. preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional", marcou outro indignado. 

O CORREIO tentou entrar em contato com a mulher para verificar a autenticidade das mensagens, mas até a publicação do texto não obteve resposta. Segundo outros internautas, após a repercussão negativa do comentário, o perfil foi bloqueado pela mulher.


VÍDEO: Vereadora gaúcha Eleonora Broillo diz que “nordestino sabe se unir para roubar e aumentar corrupção”

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Procurador preso nesta quinta foi à Câmara defender pacote "anticorrupção" do MPF

Ângelo Goulart Villela, em audiência da Câmara sobre medidas anticorrupção.

Via Conjur
O procurador da República Ângelo Goulart Villela, preso nesta quinta-feira (18/5) sob suspeita de repassar detalhes de investigações ao dono do frigorífico JBS, já subiu à tribuna da Câmara dos Deputados para defender as chamadas 10 Medidas contra a Corrupção — proposta de reforma do Código de Processo Penal defendida pelo Ministério Público Federal.

Em audiência no dia 22 de junho e 2016, ele afirmou ser necessário o “aprimoramento do combate à corrupção em nosso país” e pediu “um basta no caixa dois” eleitoral. Das dez medidas listadas pelo MPF, ele destacou proposta para tipificar a contabilidade paralela como crime e determinar que partidos políticos respondam de forma objetiva (independentemente de dolo ou culpa) por qualquer dissimulação de valores.
Diretor de Assuntos Legislativos da Associação Nacional dos Procuradores da República e assessor da Procuradoria-Geral Eleitoral, Villela integrou um grupo criado pela Procuradoria-Geral da República para “velar pela preservação do espírito do projeto inicial” da proposta, quando a Câmara sugeriu mudanças no texto.

Ele iniciou a audiência na Câmara dos Deputados saudando o “estimado colega e amigo” Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação “lava jato” e também participante da audiência.
“É preciso dar um basta no caixa dois, que acaba gerando um abuso do poder econômico e acaba sequestrando daqueles candidatos que querem participar de um pleito justo, limpo, equilibrado e de igual possibilidade de eles contribuírem no processo eleitoral”, declarou.
Ainda estavam na Câmara, naquele dia, os procuradores Bruno Freire de Carvalho Calabrich, José Maria de Castro Panoeiro, Guilherme Guedes Raposo, Thaméa Danelon Valiengo e Roberson Pozzobon, além da subprocuradora-geral da República Luiza Cristina Frischeisen, coordenadora da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF (que cuida da área criminal).
Gosto amargo

Segundo o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, Villela recebeu propina para vazar informações sigilosas sobre a operação greenfield, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em fundos de pensão de funcionários de estatais. A primeira denúncia da operação foi apresentada também nesta quinta. Foram denunciadas 14 pessoas, incluindo os ex-diretores da Funcef, empresários ligados à Engevix, além de políticos e um ex-superintendente da Caixa Econômica Federal.

Em comunicado a colegas, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, declarou que a prisão “tem um gosto amargo para a nossa instituição”.

Delegado da PF que coordena Lava Jato fez campanha para Aécio


Por Eduardo Guimarães, em seu blog
Em janeiro deste ano, o delegado da Polícia Federal que coordena as investigações da Operação Lava Jato no país, Igor Romário de Paula, afirmou que o juiz Sergio Moro ainda poderia prender o ex-presidente Lula.
Esse delegado é o mesmo que, em manifestações feitas no Facebook durante a campanha eleitoral de 2014, compartilhava propaganda eleitoral do então candidato do PSDB à Presidência da República, segundo matéria do jornal O Estado de São Paulo.
“Esse é o cara!!!!”, escreveu Romário de Paula no dia 18 de outubro de 2014, de dentro da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado. Ele comentava montagem com várias fotos de Aécio nas quais ele aparece ao lado de diferentes mulheres.
As investigações da Lava Jato estão sendo conduzidas por delegados vinculados a Romário de Paula, que atuou na prisão de Youssef e participa de grupo do Facebook chamado Organização de Combate à Corrupção, cujo símbolo é uma caricatura de Dilma, com dois grandes dentes incisivos para fora da boca e coberta por uma faixa vermelha na qual está escrito “Fora, PT!”.
Esse grupo se autoproclama um instituto cujo objetivo é mostrar às pessoas que “o comunismo e o socialismo são um grande mal que ameaça a sociedade”.
No dia 17 de outubro, Igor de Paula também compartilhou um link da revista inglesa The Economist que defendia voto em Aécio. Na notícia, lia-se: “Brasil precisa se livrar de Dilma e eleger Aécio”.
Entre o 1.º e o 2.º turnos, o delegado também divulgou duas propagandas eleitorais de Aécio. A primeira acusava o PT de perseguir o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na Justiça Federal do Paraná. A outra era uma reprodução de uma frase do tucano criticando Dilma, num dos debates na TV: “Que triste o País onde a presidente da República é que determina quem será investigado”.
Isso tudo sem falar da célebre foto que todos estamos carecas de conhecer.

Mar de lama


O triplex é meu


‘DISCUSSÃO NÃO É SE TEMER CAI, MAS SE PEGA 20 OU 30 ANOS DE CADEIA’

O amor é lindo...

Via Brasil 247 

Jornalista Alexandre Versignassi, da Superinteressante, aponta que o maior crime de Temer foi ter antecipado a Joesley Batista, da JBS, a informação privilegiada de que o Banco Central cortaria a taxa de juros em 1 ponto porcentual; "É por isso que, em qualquer país com algum fiapo de noção, não se discute se um presidente que cante os movimentos da taxa de juros para um empresário deve ou não cair: só se discute se ele vai puxar 20 ou 30 anos de cadeia", diz.

O ex-presidente do BC dos Estados Unidos Alan Greenspan, evitava sentar na mesma mesa do Presidente dos EUA, para ratificar o sigilo do Banco Central, segundo o jornalista Alexandre Versignassi, da Superinteressante.
No Brasil, Michel Temer antecipou uma informação privilegiada a um dos donos da JBS Joesley Batista: a de que o o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, cortaria a taxa de juros em 1 ponto porcentual, informou a Folha. O empresário ficou possibilitado de especular no mercado de títulos públicos e levantar R$ 1 bilhão em uma semana com meia dúzia de operações.

Mas Temer fez pior, ao minar a confiança nos títulos públicos e, em consequência, não consegue se financiar. Posteriormente, governo precisa pagar juros mais altos para se financiar, ou seja, o dinheiro fica mais caro no mercado, o que implica em menos financiamentos, menos consumo e menos geração de empregos
"É por isso que, em qualquer país com algum fiapo de noção, não se discute se um presidente que cante os movimentos da taxa de juros para um empresário deve ou não cair: só se discute se ele vai puxar 20 ou 30 anos de cadeia", diz o blogueiro.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Moro deve se juntar a seus amigos Temer e Aécio




MORO JÁ ERA

Agora, é possível entender a dimensão dessa foto.

Todo o trabalho de investigação, a partir da delação dos donos da JBS, foi feito pelo Ministério Público e pela Polícia Federal sem que o juiz Sérgio Moro soubesse de nada.

O sátrapa da República de Curitiba voltou ao seu tamanho real.

A ligação de Moro com o golpe, no todo, e com o PSDB, no particular, o reduziram a esse boneco de camisa preta cujo prazo está expirando rapidamente, até mesmo na Globo, onde foi fabricado.

Também ficou clara a razão de Moro ter censurado as perguntas de Eduardo Cunha sobre Michel Temer, agora revelada como uma proteção desavergonhada à gangue que derrubou uma presidenta eleita para assaltar os cofres da União.

Esse trio tem que ser expelido ao mesmo tempo.

Olha só quem apoia Aécio