LULA PRESO POLÍTICO

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domingo, 31 de maio de 2009

Cacique do povo Xukuru é condenado antes de depoimento de suas testemunhas de defesa




BLOG DO DIA:

Por Michelle Amaral da Silva última modificação 29/05/2009 16:57

O cacique Marcos Luidson, do povo Xukuru, foi condenado pela Justiça Federal de Pernambuco, a dez anos e quatro meses de prisão


A Justiça Federal em Pernambuco condenou o cacique Marcos Luidson, do povo Xukuru, a 10 anos e quatro meses de prisão. A sentença foi publicada no dia 21 de maio, apesar do depoimento de uma testemunha de defesa de Marcos, o deputado federal Fernando Ferro (PT/PE) estar marcado para amanhã (28 de maio) em Brasília. Marcos foi condenado na ação que trata de um conflito ocorrido em 2003, dentro da terra Xukuru, agreste de Pernambuco.
Além do cacique, os indígenas Paulo Ferreira Leite, Armando Bezerra Coelho, Rinaldo Feitosa Vieira e Ronaldo Jorge de Melo foram condenados a quatro anos e oito meses de reclusão. Outros 26 Xukuru já haviam sido condenados, em janeiro de 2009, também acusados de participar do mesmo conflito. Os advogados dos indígenas recorreram da decisão ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, em Recife. Os Xukuru aguardam o julgamento do TRF em liberdade, exceto Rinaldo Vieira, que está preso desde 2008 acusado, sem provas, de envolvimento num assassinato.
A prisão de Rinaldo e a condenação dos 31 Xukuru são a expressão do processo de criminalização que o povo enfrenta há mais de uma década, por causa da reconquista da terra. Atualmente, pelo menos 43 Xukuru estão sendo processados; dois estão presos; 31 foram condenados e os outros dez aguardam julgamento. Os interesses de elites políticas e econômicas da região estão por trás da tentativa de desestruturar os Xukuru, por meio da criminalização de suas lideranças. Esse processo foi denunciado, em março de 2009, à Organização dos Estados Americanos (OEA).Tranquilo, o cacique afirma que infelizmente "já estava esperando por isso". No entanto garante que "a comunidade está mobilizada e esta é uma decisão contra o povo, pois foram 30 condenados , na verdade, é uma ação para condenar a comunidade toda.
Segundo advogado de Marcos, Sandro Lobo, as condenações mostram que os fazendeiros e posseiros exercem poder sobre a Justiça. “São posseiros e fazendeiros que foram obrigados a sair das terras indígenas e que tem aliados nas estruturas do poder local e que, portanto, utilizam esses aliados para tentar destruir a organização social. A pena contra o cacique é uma tentativa de desmobilizar a sociedade indígena” afirma Lobo, que deve recorrer da decisão no Tribunal Regional Federal (TRF), em Recife (PE).
(com informações da Radioagência, Notícias do Planalto)

Fonte: Brasil de Fato

Foto: Lucine Zanchetta

Súplica Cearense


Domingo, 31 de Maio de 2009


Composição: Gordurinha e Nelinho




Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem pararOh!
Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há
Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedir pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão
Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração
Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar
Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará

terça-feira, 26 de maio de 2009

Duas vezes Quintana




Uma vez:

"Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!"


Outra:

"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...Eu passarinho!"

domingo, 24 de maio de 2009

Um porre de informação

Fonte da foto: 5DIAS.NET


Meu primeiro porre, de cerveja, foi quando eu estava entrando, de cabeça, na adolescência, não vou precisar a idade para não chocar os mais, digamos, conservadores – lembrei agora da história do primeiro porre do Antônio Maria, ele tinha 15 anos, vou pesquisar, quando achar o texto, posto aqui – pois bem, fiquei, é claro, eufórico.

Eu tímido, depressivo, carregando um peso danado pela minha deficiência física, o álcool foi uma libertação, e não havia, ainda, a ressaca. Nesta época, como diz um amigo, bebíamos até querosene, e no outro dia, uma beleza.

Hoje a mesma sensação de euforia, de querer mais, me assalta. A possibilidade de ter um blog era uma coisa longe, distante, assim como a democracia, pois não domino a tecnologia informática, que, parece, a cada hora tem uma inovação, uma novidade, e como sou do tempo da máquina de escrever...

Pois é, criei meu blog, primeiro dia, e já estou viciado, tanta informação na blogsfera, que já era freqüentada faz tempo, e a necessidade de gritar: olha, tem coisa boa na net, resultado: terceira postagem em menos de 24 horas, overdose!

Isto tudo para indicar uma postagem do Idelber Avelar, no blogue O biscoito fino e a massa, “Um adeus a Eve Kosofsky Sedgwick”, boa leitura a todos.


Solidariedade maior para o Sul

Domingo, 24 de Maio de 2009
BLOG DO DIA:

"Por que os desabrigados do Norte e do Nordeste, apesar de viverem o mesmo drama, estão recebendo menos donativos do que as vítimas da enchente de Santa Catarina?"

Do Blog do Joildo Santos

Foto: Antônio Cruz/ABr

A primeira postagem, o primeiro poema

Domingo, 24 de Maio de 2009


Para inaugurar, um poema escrito entre 1979 e 1983, que reuni, junto com outros 44 poemas, num livrinho intitulado "Se não canto, pelo menos grito".

LUTA CORPORAL


Meu esquálido corpo paralítico
sente a falta do teu corpo,
faminto,
feito peste.

E a guerra que se trava
sob o intenso bombardeio de nossos
hálitos
deixa saldo terrível:
corpos suados e exaustos.

Teus peitos esféricos de moça
ferem minha língua sôfrega de prazer.

Através do teu e do meu suor
sorvemos um ao outro.

Os pêlos freneticamente arrepiados
são ervas daninhas,
são árvores,
floresta a ser derrubada a machado,
a unha de bicho,
a sopro de Deus.

Mas sob o ruído de ratos
que se amam como nós,
num desesperado esforço de esgotamento físico,
sinto vontade de te roer as entranhas.