LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

sábado, 31 de outubro de 2009

Frango à la Carte


Frango à la Carte: Diretor: Fernando Dimadura | Gênero: Drama | Produzido em: 2005

Sinopse: Este filme é sobre a fome e a pobreza provocada pela globalização. Há 10.000 pessoas a morrer todos os dias devido à fome e à desnutrição. Este pequeno filme mostra uma parte esquecida da sociedade. As pessoas que vivem na recusa dos homens para sobreviver. O que é inspiradora são a esperança e a espiritualidade que nunca deixaram este povo.


Fonte: cultureunplugged.com

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Índio sabido

FMI: Bolívia terá maior crescimento da América Latina em 2009

A economia da Bolívia registrará o maior crescimento na América Latina este ano com uma taxa de pelo menos 3%, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentado na segunda-feira em La Paz.

Segundo o FMI, 12 países da América Latina e Caribe registrarão taxas positivas de crescimento em 2009, enquanto 22 sofrerão contração na economia este ano. O relatório mostra que a economia mexicana será a que mais sentirá os efeitos da crise, com uma contração de 7,5%.

O principal assessor no Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Gilbert Terrier, afirmou que na Bolívia "a crise econômica não impactou tanto porque as políticas econômicas permitiram suavizar o impacto da crise global".

Destacou que a economia conseguida pelo país durante o período de expansão lhe permitiu aplicar durante a crise "uma política fiscal contracíclica" que incluiu um maior investimento público para fomentar a demanda interna e a proteção social.

Terrier também ressaltou o nível de reservas internacionais alcançado pela Bolívia, sua inflação controlada e o processo interno para fomentar um maior uso da moeda nacional.
Uma das recomendações do FMI em seu relatório é que se retirem os estímulos fiscais implementados através da política da despesa nas economias da região.

Fonte: TERRA

domingo, 25 de outubro de 2009

Dois Brasis?

Amigos, dias atrás o governo instituiu uma taxação de 2% sobre o capital especulativo estrangeiro que por aqui tem vicejado para contrabalançar seus efeitos sobre nossa valorizada moeda, além de ser nova fonte arrecadatória para as finanças nacionais. Tão logo foi anunciada os analistas/urubus de plantão alardearam aos quatro ventos e para quem quisesse ouvir e pior para quem também não quisesse ouvir que essa taxação era um absurdo, que seu percentual não seria aceito pelo deus mercado, que isso implicaria numa fuga de capitais dado o artificialismo da medida, que em nada contribuiria para a desvalorização da moeda, etc. Nesse dia a bolsa despencou ou caiu, dependendo do analista que falava, e o dólar subiu. Depois da tempestade vem a bonança. Passados alguns dias eis que a bolsa opera em alta, o dólar cai e o fluxo de investimentos persiste em trajetória crescente. Passados alguns dias, necessários para o entendimento da medida e dos seus efeitos não tão imediatos, o Financial Times, vespertino jornal londrino dedicado às finanças, publica um artigo com o título Taxação modesta sobre capital externo é "política sábia". Artigo esse perpassado de elogios à forma de atuação do nosso executivo na abordagem da questão, “Apesar de os investidores ofendidos terem provocado uma queda tanto dos preços das ações quanto do real, esta foi uma boa escolha do governo”, “O governo é sábio em se preocupar antes que seja tarde demais”, “O Brasil tem moldado suas políticas de forma sensível. O imposto é modesto. Ele não se aplica ao investimento estrangeiro direto, menos propenso a gerar bolhas. Mais importante, ele trata os investidores honestamente, ao cobrá-los na entrada, em vez de quando tentam resgatar seu dinheiro, como fez a Malásia há uma década”. Diante dessa dicotomia, dessa miopia em se dar e entender a mesma notícia vem a pergunta: Existem dois Brasis? Felizmente a resposta é não. Por caminhos tortuosos parece que a tese de deu no New York Times ultimamente tem prevalecido em nosso país. Desfocados de interesses político-partidários os periódicos internacionais se preocupam com o efetivo alcance das medidas por aqui tomadas, visto que o Brasil, ao menos na ótica internacional, é um dos puxadores do crescimento mundial, ou Player para usar um termo em voga. Daí vislumbrarem apenas os efeitos econômicos, pois são esses que afetam seus países, na verdade, o mundo todo in factum. Encerro essa missiva com uma frase do nosso comandante: Eles (a oposição) estão muito nervosos. Peço que se acalmem, pois nós só estamos começando.

Aquele Abraço!

JJ

domingo, 11 de outubro de 2009

“Parabéns Presidente Obama pelo Nobel, agora por favor ganhe-o”, por Michael Moore


Caro Presidente Obama
Como é notável que o tenham reconhecido como um homem de paz. Os seus rápidos pronunciamentos - que fecharia Guantánamo, que faria regressar as tropas do Iraque, que quer um mundo livre de armas nucleares-; o seu reconhecimento perante os iranianos de que em 1953 derrubámos o presidente que eles tinham eleito democraticamente, aquela grande mensagem ao mundo islâmico feita no Cairo, a eliminação do termo inútil "Guerra ao terror", que tenha posto fim à tortura: tudo isso fez com que nós e o resto do mundo nos sintamos um pouco mais seguros, tendo em conta o desastre dos oito anos anteriores. Em oito meses o senhor fez uma reviravolta e levou esta nação por um caminho muito mais sensato.
Mas...
A ninguém escapa a ironia de que tenha sido agraciado com o prémio no segundo dia do nono ano da nossa guerra no Afeganistão. Agora o senhor está numa verdadeira encruzilhada. Pode ouvir os generais e expandir a guerra (que só nos conduzirá a uma mais que previsível derrota) ou pode declarar o fim da guerra de Bush e trazer todos os militares para casa. Agora. É o que um verdadeiro homem de paz deve fazer.
Não há nada de errado em fazer o que o seu predecessor não conseguiu: capturar o ou os responsáveis do assassinato massivo de três mil pessoas no 11 de Setembro. Mas isso não pode fazer com tanques e tropas. O senhor persegue um criminoso, não um exército. Não se usa dinamite para matar um rato.
Os talibã é outro assunto. É um problema que o povo do Afeganistão deve resolver, tal como nós o fizemos em 1776, os franceses em 1879, os cubanos em 1959, os nicaraguenses em 1979 e os habitantes de Berlim Oriental em 1989. Algo têm em comum todas as revoluções empreendidas pelos povos que querem ser livres: Em última instância são os próprios que devem conseguir a sua liberdade. Os outros podem apoiar, mas a liberdade não se pode conceder do lugar da frente de um veículo militar (humvee) por alguém de fora.
O senhor tem que pôr fim agora mesmo ao nosso envolvimento no Afeganistão. Se não o fizer, não lhe resta outra saída que não seja devolver o Prémio Nobel a Oslo.
Saudações
Michael Moore, publicado em michaelmoore.com
Tradução de Carlos Santos para esquerda.net
Fonte: ESQUERDA.NET

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pedagildo, o idiota!



O governador José Serra, candidato a presidente da República, classificou de "tremenda trapalhada" a ação do Itamaraty no caso do abrigo concedido ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya. Como diz o doutor Marco Aurélio Garcia: uma pessoa bateu à porta da embaixada brasileira e a porta se abriu. Serra deixou de lado as "minúcias" e esqueceu-se da mãe de todas as trapalhadas: o golpe hondurenho. Logo ele, que teve sua integridade física ameaçada por dois golpes e garantida pelos institutos do direito de asilo e da imunidade diplomática, no Brasil, em 1964, e no Chile, em 1973.

Elio Gaspari

EREMILDO, O IDIOTA

Eremildo é um idiota e alistou-se nas brigadas internacionais de combate ao bolivarianismo. (Ele não sabe o que isso quer dizer, mas também não conhece quem saiba.) O idiota entende que são bolivarianos os presidentes Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa. Todos mexeram na Constituição para prorrogar suas permanências no poder, ad referendum de resultados eleitorais.

Ensinaram-lhe que jamais foram bolivarianos os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Carlos Menem, que também mudaram as Constituições de seus países para buscar a reeleição. Por algum motivo, o colombiano Álvaro Uribe, que, pela segunda vez, está fazendo a mesma coisa, também não é bolivariano.

Eremildo é um idiota feliz, mas teme ser internado por conta da última ideia que lhe passou pela cabeça: o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, seria um bolivariano ao defender a mudança da lei da cidade para buscar o direito de disputar o terceiro mandato. (Da coluna de Elio Gaspari)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Comente a ilustração de Latuff sobre Honduras e a mídia brasileira



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Mas o que é a Novae?
Novae: uma história de amor ao copyleft

REFLEXO NO ESPELHO OU ITINERÁRIO PARA UM DESCONHECIMENTO


O meu quarto são quatro paredes brancas

me refugio.
fora, os ruídos,
as inacabáveis batalhas pela vida.
Eu continuo ferido,
enquanto a morte não vem.
Lembranças da infância cada vez mais nebulosas
e distantes.
A fumaça do cigarro do homem
que está ao meu lado,
nesta gravura na parede,
incomoda-me os pulmões.
Repetem-se os sons
como a repetição da vida,
nas tempestades de ânimos em que se afundam
meus navios.
Busco-me
- como busca o sol a trepadeira,
minha língua, tua língua,
o suicídio, o aposentado –
nos meus livros empoeirados
como um mágico à fantasia de espelhos,
noites, beijos e bombas,
sons, cores e seres.
Do livro "Apocalipse e Outros Poemas", publicado em 1989, pela Editora Bagaço, de Palmares / Recife, reunindo poemas escritos entre 1984 e 1989. Os 4 últimos poemas escritos, para o livro, foram A carne, Meu país, este Reflexo no Espelho e Na rotina das manhãs (ainda não publicado no blog).


Enquanto escrevo poeminhas, pensando em mudar o mundo e comer menininhas (o Lobo Mau é um babaca!), somos comandados pela lógica (?) da guerra: A GUERRA É O MODELO.


A força dos números





Do excelente Crônicas do Motta

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República mantém um site rico em informações sociais e econômicas sobre o Brasil. O
Caderno Destaques é um manancial de dados interessantes. Quem tiver um tempinho livre deve dar uma lida na publicação. É excelente para levantar o astral, pois combate, com números suficientes, o pessimismo cotidiano exarado pela imprensa nativa.
Transcrevo abaixo uma sugestiva comparação entre os governos FHC e Lula. A primeira coluna é referente a 2002, último ano da administração tucana, e a segunda, a 2008. A terceira mostra a variação porcentual.

PIB (R$ bilhões de 2008)
2.269/2.890/+27%
Exportações (USS milhões)
60.362/197.942/+228%
Saldo comercial (US$ milhões)
13.121/24.746/+89%
Superávit primário (% do PIB)
3,91/4,07/ +4%
Reservas internacionais (US$ milhões)
37.652/206.806/+449%
Investimento estrangeiro direto (US$ milhões)
16.590/45.058 /+172%
Investimento brasileiro no exterior (US$ milhões)
2.482/20.457/+724%
Risco-Brasil (pontos-base)
1.439/428/ -70%
Juros Selic* (% a.a.)
25,00 13,75/-45%
Crédito total (% do PIB)
22,0/41,3/+88%
Dólar comercial (R$)
2,92/1,83/ -37%
Inflação IPCA** (% a.a.)
12,53/5,90/ -53%
Cesta básica (R$)
198***/218/+10%
Emprego (milhões de postos formais)
28,7/39,4/+37%
Taxa média anual de desocupação - regiões
metropolitanas (%)

11,7/7,9/-32%
Salário mínimo real**** (R$)
292/427/+46%
Produção industrial (Índice de Base Fixa: 2002 = 100)
93,75/99,40/+6%
S
afra de grãos (milhões ton)
97,7 /45,8/+49%
Vendas do comércio (Índice de Base Fixa: 2003 = 100)
134,73/195,20/+45%



* Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Taxa do Banco Central.

** Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IBGE.

*** Valor médio da cesta básica do Dieese em dez/02 corrigido pelo IPCA a preços de dez/08.

**** Deflacionou-se o SM nominal pelo INPC do IBGE. Base: jul/09. Fonte: Ipeadata.



Já os tópicos abaixo ilustram o que se passou na economia brasileira no período da crise financeira global. Como se sabe, no Brasil ela foi, como havia previsto Lula, uma marolinha:

PIB
+ 1,9%
(PIB do 2º tri/09 foi R$ 756,2 bilhões. Aumento de 1,9% frente ao 1ºtri/09. Na comparação com 2ºtri/08, decréscimo de 1,2%. Fecha o 1º sem/09 com variação negativa de 1,5% frente ao 1º sem/08)
Consumo das famílias
+ 2,1%
(Aumento de 2,1% frente ao1º tri/09 e de 3,2% frente ao 2º tri/08, 23º trimestre de crescimento consecutivo nessa base de comparação)
Reservas internacionais
+ 3,4%
(Aumentaram de US$ 211,9 bilhões, em jul/09, para US$ 219,1 bilhões, em ago/09)
Saldo comercial
+ 18%
(Resultado acumulado até ago/09 é de US$ 20 bilhões. Aumento de 18% frente a igual período de 2008)
Inflação/IPCA
- 29%
(Acumulado nos últimos 12 meses encerrados em ago/09 é de 4,36%, abaixo da meta anual de 4,5%. Queda de 30% na comparação com mesmo período do ano anterior, 6,17%)
Produção industrial
+ 2,2%
(Após forte queda no último tri/08, indústria se recupera em 2009. Em jul/09, aumento de 2,2% na comparação com mês anterior, 7º mês consecutivo de crescimento)
Superávit primário
+ 60%
(Acumulado nos últimos 12 meses encerrados em jul/09 é de 1,76% do PIB. Queda de 60% na comparação com mesmo período do ano anterior, de 4,38% do PIB)
Crédito
+ 21%
(O volume de crédito do sistema financeiro atingiu valor recorde de R$ 1.311,4 bilhões em jul/09 ou 45% do PIB. Aumento de 21% na comparação com jul/08, R$ 1.086 bilhões)

Os números que aí estão mostram que o país está firme, com ótimas chances de, no término do governo Lula, ter dado um salto extraordinário de qualidade. Só não vê isso quem não quer - ou, por dever de ofício, torce contra o governo.

Crise de 1929, oitenta anos depois

Crédito da foto: Blog do Cappacete


"Como a crise internacional de 2008 demonstrou, o livre mercado não existe mais. A ultramonopolização privada atual está por exigir o aparecimento do superestado, capaz de fazer frente aos frequentes riscos de quebra da grande empresa e que podem levar à bancarrota de um país, quando não a uma crise internacional. Ao mesmo tempo, cabe ao superestado o desenho de novas políticas que possibilitem a reinvenção do mercado, especialmente para as micro e pequenas empresas, que se encontram, na maioria das vezes, completamente marginalizadas do acesso aos mercados."

Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no artigo "Crise de 1929, oitenta anos depois" (Valor Econômico, 1/10)

Fonte: Jornal da Ciência