LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

segunda-feira, 31 de maio de 2010

POEMA DA QUASE PERFEIÇÃO


Ainda abalado com a covarde agressão do Estado Nazisionista de Israel à “Frota da Liberdade”, lembrei-me de um poema que escrevi entre 2001 e 2004, não sei precisar o ano, sei precisar que, com certeza, sob influência da sociedade competitiva em que, insisto, somos obrigados a cumprir pena.

Abalado, friso, mas não surpreso, tendo em vista as recentes atrocidades cometidas em Gaza, por Israel, entre o final de 2008 e o início de 2009, com a morte de mais de 1.500 palestinos, afora os incontáveis feridos, mutilados, doentes.

Não surpreso, por todo o histórico de terrorismo de estado executado desde 1948, quando as terras dos Palestinos foram roubadas para dar vazão à culpa dos europeus pela 2ª grande guerra, que nada mais foi do que uma guerra por mercados, para encher os bolsos dos capitalistas e matar os filhos das classes operárias em batalha de irmãos contra irmãos. Só que a coisa saiu um pouquinho de controle, mas por pouco tempo.

Sempre me indago por que não se criou o Estado de Israel no território da Alemanha ou da Inglaterra, os dois maiores responsáveis por essa guerra gigantesca e estúpida? Ou ainda, nos EUA, tão defensores que são da liberdade, da democracia e da fé cristã.

Sinto raiva, asco, além de pena da humanidade por está nas mãos desses monstros. O mundo é um pesadelo só, daqueles que torcemos para acordar, mas o mesmo prossegue, prossegue e prossegue.


POEMA DA QUASE PERFEIÇÃO

Se não mijássemos,

Se não cagássemos,

Se não peidássemos,

Se não fedêssemos,

Se não apodrecêssemos,

Se não guerreássemos,

Se não mentíssemos,

Se não traíssemos,

Se não mutilássemos

Se não roubássemos,

Se não fingíssemos,

Se não fenecêssemos...

Que seresinhos arrogantes seríamos.

A barbárie de Israel contra pacifistas - onde entra o Brasil nisso


Por Laerte Braga

Uma das mais covardes ações terroristas do governo sionista de Israel foi o ataque a uma flotilha de nove navios, com 800 passageiros de diversas partes do mundo, todos pacifistas, que levavam alimentos, medicamentos e toda a sorte de auxílio a palestinos da Faixa de Gaza, submetida a um bloqueio que revela o caráter terrorista do governo de Tel Aviv, tanto quanto, as pretensões bélicas ao contrário do discurso de negociações que Israel faz de público ao mundo.

São terroristas covardes, desumanos e repulsivos.

Cerca de quinze pessoas morreram nos ataques, feitos em águas internacionais e o governo turco, um dos aliados de Israel ameaça romper relações com o governo nazista de Tel Aviv. As manifestações de repúdio a esse ato de boçalidade do governo sionista ocorrem em todo o mundo e nem Obama pode dizer neste momento que Israel agiu em legítima defesa, como costumam fazer os presidentes norte-americanos.

O ataque vem em seguida a uma decisão do governo de Israel de não discutir a questão das armas nucleares, já que é um dos países que detém esse tipo de arma.

Em todo o Oriente Médio, mesmo em governos favoráveis a negociações de paz, há temores de um conflito de maior proporção e grandes manifestações, como no Egito e na Jordânia – que têm tratado de paz com Israel – de protesto contra a boçalidade das SS navais de Israel.

O presidente do Irã, freqüentemente acusado de terrorista, na sórdida política de mentiras da organização ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A disse que “essa violência apressará o fim do regime sionista, regime sinistro e de simulacro”. Notem que ao contrário do que costuma dizer a GLOBO por aqui, Ahmadinejad não disse que o ataque terrorista significa o fim de Israel, mas do regime sionista. É completamente diferente.

O secretário geral da Liga Árabe, que busca formas de paz através de negociações, disse que o ato do governo terrorista de Israel mostra que “Israel não está preparada para a paz”. Amr Moussa convocou uma reunião de emergência para discutir o ato de terrorismo sionista em Qatar e a reação dos países árabes deve ser a de exigir que os EUA, parceiro e sócios de Israel em ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A, tomem atitudes que ponham fim a violência deliberada e genocida imposta ao povo palestino pelos sionistas.

A estupidez e a boçalidade do governo de Israel podem ser vistos em

http://gazafreedommarch.org/cms/en/home.aspx

O número de mortos pode aumentar já existem cinqüenta feridos, das mais diversas nacionalidades e todos integrantes de grupos pacifistas. Pretendiam levar ajuda humanitária aos habitantes da Faixa de Gaza.

Em mensagem no twitter, um dos mais importantes canais de comunicação da rede mundial de computadores, há um alerta – “se Israel faz isso de público diante do mundo, o que não faz por trás do muro que construiu em terras palestinas?”

O cerco a Gaza começou depois que um fanático sionista assassinou o primeiro-ministro israelense Itzak Rabin, logo após a assinatura de um tratado de paz com Yasser Arafat, que previa o fim da guerra e a fundação do Estado Palestino como determinam resoluções da ONU. O grupo nazi de Israel assumiu o poder com a vitória do Hamas nas eleições em Gaza e rompeu todos os acordos.

De Ariel Sharon para o governo atual a escalada do terrorismo sionista aumentou em todos os sentidos e a política de extermínio de palestinos é prática do governo israelense. Homens são assassinados, mulheres são estupradas, crianças são mortas, isso diariamente, tudo com o aval de Washington.

Não há uma única decisão da ONU que censure Israel que tenha sido cumprida, ou que tenha gerado sanções e tampouco os EUA falam nas armas nucleares de Israel (chegou a oferecê-las ao governo branco da África do Sul para eliminar populações negras).

O mundo odeia Israel foi a conclusão a que chegou uma pesquisa sobre a forma como aquele estado terrorista conduz suas ações contra os palestinos.

Não há diferenças entre o holocausto contra o povo judeu nos campos de concentração nazistas, e o que fazem a palestinos, pois Hitler vive em Israel e governa Israel.

O acordo firmado pelo Brasil, Turquia e Irã para controle e inspeção do programa nuclear iraniano frustrou planos de ações militares de Israel e dos EUA contra aquele país, já que não desejam a paz, mas vivem da guerra e das atrocidades que cometem contra palestinos. Sustentam interesses econômicos de empresas petrolíferas na região, governos ditatoriais no Egito, na Arábia Saudita, na Jordânia, com amplo respaldo do governo dos EUA e dos grupos sionistas, principais acionistas de ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Osama Bin Laden é fichinha perto dessa gente.

O anúncio que o Brasil dominou o chamado ciclo do urânio aumentou o apetite bélico da empresa terrorista – ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A –. A perspectiva de novos atores no cenário internacional e em posições contrárias ao terrorismo desses grupos reforça a posição genocida no Oriente Médio e se volta para ofensiva contra o Brasil através da candidatura de José Arruda Serra, funcionário brasileiro da ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A.

É um jogo complexo, brutal, estúpido e é praticado por essa junção de duas nações dominadas por terroristas, sejam eles Bush, Obama, ou qualquer SS de Tel Aviv. Há cerca de um mês agentes da GESTAPO de Israel assassinaram um líder do Hamas em Dubai com passaportes originais ingleses e nomes falsos. É visível a cumplicidade dos britânicos com isso.

O que está em disputa é a hegemonia do terrorismo capitalista no mundo e os grupos sionistas, aliados a grupos norte-americanos formam hoje a mais estúpida e perversa organização terrorista do mundo, ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A, sucessora de SPECTRE.

Não há palavras que possam descrever a covardia nazi-fascista do governo de Israel contra a flotilha de navios que levava ajuda humanitária para palestinos.

O silêncio e a falta de atitudes de outros países significarão cumplicidade, omissão e isso é inaceitável, pois descaracteriza o ser humano como tal.

São monstros, monstros em todos os sentidos. Repugnantes, sórdidos. Abjetos.

Israel ataca civis em missão humanitária


As Forças Armadas israelenses atacaram nesta segunda-feira a “Frota da Liberdade”, integrada por 750 pessoas em seis embarcações, que se dirigia a Gaza para prestar solidariedade à população palestina. A frota humanitária pretendia entregar mais de 10 mil toneladas de suprimentos na Faixa de Gaza. Segundo a TV israelense (Canal 10), no mínimo 19 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no ataque.

O porta-voz do Exército israelense, general Avi Benayahu, afirmou que o ataque aconteceu em águas internacionais. "O comando agiu em alto mar entre 4h30 e 5h, a uma distância de 70 a 80 milhas (130 a 150 km) de nossa costa", afirmou o general à rádio pública.

Segundo a imprensa israelense, as autoridades militares tinham duas opções: uma intervenção em alto-mar contra a pequena frota ou uma abordagem quando os barcos entrassem no limite de 20 milhas. Acabaram escolhendo a primeira.

Em entrevistas coletiva, o número dois do Ministério das Relações Exteriores israelense, Daniel Ayalon, destacou que seu país "fez todo o possível para deter" a frota, mas seus integrantes "responderam inclusive com armas".

Ayalon fez vagas acusações de que ativistas da frota estavam armados e que alguns deles mantinham relações com “organizações terroristas internacionais", como a rede Al Qaeda.

ANP

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto nos territórios palestinos devido ao ataque. Em comunicado emitido na Cisjordânia, por meio da agência oficial palestina "Wafa", Abbas não anunciou, no entanto, uma interrupção do diálogo indireto de paz que mantém com Israel.

"O que Israel cometeu contra os ativistas da 'Frota da Liberdade' é um massacre", disse Abbas. Seu porta-voz, Nabil Abu Rudeina, qualificou a ação de "crime contra a humanidade, já que foram atacados ativistas que não estavam armados e tentando romper o bloqueio sobre Gaza fornecendo ajuda".

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, leu diante das câmaras um comunicado no qual assegura que "nada pode justificar" o "crime" cometido hoje por Israel. "Esse crime reflete mais uma vez a falta de respeito de Israel pelas vidas de civis inocentes e pelo direito internacional", acrescentou.

Um dos principais assessores de Abbas, o chefe negociador palestino Saeb Erekat, qualificou o ocorrido de "crime de guerra" que "confirma que Israel age como um Estado acima da lei". Ele pediu uma resposta "rápida e apropriada" da comunidade internacional.

"Eram embarcações civis, que levavam civis e bens civis - remédios, cadeiras de rodas, comida, materiais de construção - para os 1,5 milhão de palestinos fechados por Israel. Muitos pagaram com suas vidas. O que Israel faz em Gaza é horrível, nenhum ser humano esclarecido e decente pode dizer algo diferente", apontou Erekat.

O chefe do governo em Gaza do movimento islâmico Hamas, Ismail Haniyeh, qualificou o ataque como "brutal" e convocou um Dia da Ira, ou seja, que os palestinos tomem as ruas em protesto pelas mortes.

Ele pediu à "comunidade internacional, principalmente as Nações Unidas, que ajam o mais rápido possível para proteger os navios e os ativistas e pôr fim ao bloqueio" que Israel mantém sobre Gaza há anos com a cooperação do Egito.

Além disso, pediu a Abbas que suspenda "imediatamente" o diálogo entre israelenses e palestinos com mediação dos Estados Unidos. Representantes da comunidade palestina com cidadania israelense convocaram para amanhã uma manifestação geral.

Repercussão

As mortes dos ativistas envolvidos na expedição de ajuda aos palestinos teve repercussão internacional. O governo do Paquistão condenou o uso de "força descarada" por parte de Israel contra uma "missão humanitária" que se dispunha a fornecer ajuda humanitária aos palestinos de Gaza.

O Ministério de Assuntos Exteriores da Turquia reagiu duramente ao ataque e, em comunicado, afirma que o governo israelense terá que enfrentar as consequências por seu comportamento.

O governo turco diz que o Exército israelense usou a força contra um grupo de ajuda humanitária, que inclui "idosos, mulheres e crianças" que viajam nos navios, o que considerou "inaceitável".

O Ministério de Assuntos Exteriores da Grécia iniciou um mecanismo de gestão de emergência com um telefone à disposição dos familiares dos gregos que estão na "Frota da Liberdade", pois três dos navios que a compõem procedem deste país.

Yanis Maistros, porta-voz em Atenas da seção grega da iniciativa, declarou que "os navios foram sequestrados"; e que "receberam disparos a partir de lanchas e helicópteros israelenses quando estavam navegando em águas internacionais, próximas ao litoral israelense".

Assim como os gregos, a comunidade europeia também reagiu ao incidente. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, pediu hoje às autoridades israelenses uma "investigação completa" sobre o ataque à "Frota da Liberdade".

O Líbano pediu a convocação do Conselho de Segurança da ONU. O Irã qualificou o ataque como desumano. O Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha classificou o ataque como um fato inaceitável. O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner disse que nada justifica o uso de tal violência.

O ataque também mereceu enérgica condenação da Organização da Conferência Islâmica.
A “Frota da Liberdade” foi a segunda tentativa de romper o bloqueio à Faixa de Gaza, imposto por Israelo desde 2007. Entre o final de 2008 e o início de 2009, Israel realizou um massacre àquele território palestino, que deixou cerca de 1500 mortos.

O ataque revela o terrorismo de Estado de Israel e demonstra que o país não pretende permitir a libertação do povo nem a criação do Estado palestino.

Para o secretário de Relações Internacionais do PCdoB, Ricardo Abreu Alemão, o ataque revela o verdadeiro caráter do governo de Israel que mantém uma ocupação a ferro e fogo do território palestino. Ele afirmou ainda que além de uma ação pacífica, a Frota da Liberdade tinha um significado simbólico. “O PCdoB se solidariza com as famílias das vítimas e se soma à denúncia contra o governo sionista de Israel”.

Da Redação com agências

FONTE: PORTAL VERMELHO

COM TEXTO LIVRE


Hoje o blog COM TEXTO LIVRE, do amigo ZCarlos, completa um ano de existência, quero de público, parabenizá-lo!

O blog é um sucesso, mais de 180 seguidores, mais de 2.600 postagens, quase 48.000 visitas, tudo em apenas um ano.

Uso aqui a palavra sucesso sem a sua conotação perversa no contexto da sociedade capitalista. O COM TEXTO LIVRE é um sucesso por que é humanista, utopista, sonhador, um blog sem credibilidade, mas honesto.

Os textos ali veiculados, sejam os de outros blogs ou do seu editor, trazem a mensagem de que outro mundo é possível, de que o pensamento único que nos foi imposto pela ideologia do capitalismo é mentiroso.

O ZCarlos, assim como eu e milhões de pessoas, acredita no socialismo como forma de salvação do planeta, como forma de curar as mazelas criadas pela sociedade de consumo e acumulação, que tanto sofrimento traz aos nossos irmãos por todos os cantos do mundo, inclusive na sua capital, os EUA, vide o Katrina, assistam Sicko.

A internet tornou possível aos sem voz, aos sem mídia, se fazer ouvir, mostrar ao mundo que existem vozes descontentes com o caminho que o Deus Mercado traçou para a humanidade.

Sem mais delongas, meus votos de vida longa ao COM TEXTO LIVRE e ao ZCarlos, que considero um irmão, um amigo. Apesar de estarmos fisicamente a 3.301,60 quilômetros de distância, mas virtualmente pertos.

Abraços!

P.S.: Republico, a seguir, a primeira postagem do COM TEXTO LIVRE.

domingo, 31 de maio de 2009

O jornalismo papagaio de repetição

Escolhi este texto de Leonardo Sakamoto para o primeiro post do Com Texto Livre porque sintetiza o espírito deste blog.

Leonardo Sakamoto

Não existe imparcialidade jornalística. Qualquer estudante de jornalismo aprende isso nas primeiras aulas. Quando você escolhe um entrevistado e não outro está fazendo uma opção, racional ou não, por isso a importância de ouvir a maior diversidade de fontes possível sobre determinado tema.

Fazer uma análise ou uma crítica tomando partido não é o problema, desde que não se engane o leitor, fazendo-o acreditar que aquilo é imparcial. Infelizmente, muitos veículos ou jornalistas que se dizem imparciais, optam sistematicamente por determinadas fontes, sabendo como será a análise de determinado fato. Parece até que procuram o especialista para que legitime um ponto de vista. Ou têm preguiça de ir além e fugir da agenda da redação, refrescando suas matérias com análises diferentes.

Dois amigos, grandes jornalistas com anos de estrada, ajudaram a fazer uma lista exemplar do que estou falando.Vale ressaltar que boa parte destas fontes são especialistas sérios, reconhecidos em seus campos de atuação e que já deram importantes contribuições à sociedade. Como disse um desse amigos, terem posições conservadoras ou liberais não os descredencia. É um direito que eles têm. O problema são as mídias que sempre, sempre, sempre procuram esses mesmos caras para repercutir. Sempre eles. E somente eles.
Façam um teste e procurem esses nomes no seu jornal, revista, rádio, TV, site preferidos.

Questões trabalhistas? Disk Pastore (O sociólogo José Pastore, mas sem dizer que ele dá consultoria para a Confederação Nacional da Indústria e a empresários que têm interesse direto no assunto)
Constitucionalismos? Disk Ives Gandra (O respeitável jurista do Opus Dei não vacila jamais)
Ética? Disk Romano (O professor de filósofia Roberto Romano)
Questões sindicais? Disk Leôncio (O cientista político Leôncio Martins Rodrigues)
Ética na política? Disk Gabeira (O deputado federal Fernando Gabeira, que viaja bastante de avião…) [*ou o senador Pedro Simon, que é sempre a favor de CPIs, exceto para investigar o governo tucano/peemedebe de Yeda, no Rio Grande do Sul] *acréscimo meu!
Ética dos juros? Disk Eduardo Giannetti (O professor do Ibmec é quase um gênio)
Pau no governo Lula? Disk Marco Antônio Villa (Historiador. Tiro e queda. Mais pau no governo Lula? Disk Lúcia Hippólito - com a vantagem de ser uma das meninas do Jô)
Relações internacionais? Disk Rubens Barbosa (Ex-embaixador. Precisa diversificar? Disk Celso Lafer, o ex-chanceler)
Mercado financeiro? Disk Arminio Fraga, o ex-BC (Não rolou? Disk Gustavo Loyola!Ocupado? Ah, então vamos no Disk Maílson mesmo)
Mercado financeiro mundial? Disk Paulo Leme (O cara está em Wall Street, pô, sabe tudo…)
Segurança pública? Disk Zé Vicente (Ele é durão, estava lá dentro, mas fala como sociólogo. E com a vantagem de não ficar falando em direitos humanos para qualquer “resistência seguida de morte”. É o coronel esclarecido…)
Partidos? PT especificamente? Disk Bolívar (O cientista político Bolívar Lamounier, mas, por favor, não diga que ele é filiado ao PSDB)
Geografia? História? Demografia? Sociologia? Socialismo? Política? Geopolítica? Raça? Relações internacionais? Coréia? Pré-sal? Cotas? Mensalão? América Latina? MST? Pugilistas cubanos? Liberdade de imprensa? Farc? Tarso Genro? Disk Demétrio Magnoli
(Se te ocorrer algum outro assunto, ligue para ele também)

FONTE: COM TEXTO LIVRE

domingo, 30 de maio de 2010

Ficções dos nossos dias: que mercados financeiros?


Na realidade, os mal denominados mercados têm muito pouco de mercado. São bancos com muito lucro e poucos riscos. Se os mercados financeiros fossem mercados de verdade, os bancos teriam de absorver as perdas em investimentos financeiros falidos. Esses bancos gozam de um grande protecionismo fornecido pelos estados, assim como por instituições como o FMI que garantem os seus exuberantes lucros à custa de enormes reduções dos gastos públicos e da proteção social das classes populares. O que o FMI faz é a transferência de fundos das classes populares para os bancos. O artigo é de Vicenç Navarro.

Este artigo assinala que os mal denominados mercados financeiros não correspondem às características que definem os mercados, pois os seus agentes – os bancos – gozam dum grande protecionismo fornecido pelos estados, assim como por instituições internacionais – como o Fundo Monetário Internacional – que garantem os seus exuberantes lucros à custa de enormes reduções dos gastos públicos e da proteção social das classes populares. O artigo mostra exemplos deste protecionismo no caso dos EUA e na mal denominada “ajuda” do FMI-Euro aos países com elevados déficits e dívida pública, como a Grécia, que é em realidade ajuda primordialmente para os bancos europeus.

A linguagem que se utiliza para explicar a crise é uma linguagem que aparenta ser neutra, meramente técnica, quando, na realidade, é profundamente política. Assim, dizem-nos que os “mercados financeiros” estão forçando os países da União Europeia e, muito em especial, os países mediterrânicos – Grécia, Portugal e Espanha – e Irlanda, a seguir políticas de grande austeridade, reduzindo os seus déficits e dívida públicos, com o objetivo de recuperar a confiança dos mercados, condição necessária para alcançar a recuperação econômica. Como disse há uns dias Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE): “A condição para a recuperação econômica é a disciplina fiscal, sem a qual os mercados financeiros não certificam a credibilidade dos estados” (Financial Times, 15-05-10).

A realidade, contudo, é muito diferente. Estas medidas de austeridade, promovidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela União Europeia (UE), estão criando uma grande deterioração da qualidade de vida das classes populares, pois estão afectando negativamente a sua proteção social e destruindo emprego, dificultando a sua recuperação econômica. Assim aconteceu na Lituânia, onde o PIB diminuiu 17% e o desemprego alcançou 22% da população ativa (veja-se o meu artigo Quién paga los costes del euro?). Uma situação semelhante ocorrerá nos países citados anteriormente.

Pareceria, pois, que são os mercados financeiros que estão a impor estas políticas aos governos. Ora bem, que quer dizer “os mercados financeiros”? Em teoria, na dogmática liberal que domina os establishments europeus (o Conselho Europeu, o BCE e a Comissão Europeu, assim como nos governos da maioria dos países da UE), os mercados são um processo de livre comércio entre agentes financeiros – os bancos – que obtêm benefícios para compensar os seus riscos, pois que se assume que existem riscos em tais mercados. Mas tal retórica não define a realidade, pois tais entidades – os bancos – operam em âmbitos e instituições enormemente protecionistas dos seus interesses, nos quais o risco, em geral, brilha pela ausência. Na realidade, os mal denominados mercados têm muito pouco de mercado. São bancos com muito lucro e poucos riscos. E o que está a acontecer mostra a certeza deste diagnóstico.

Nos EUA, onde existe amplo consenso sobre o fato de que a crise financeira foi iniciada pelos comportamentos de Wall Street, a crise bancária foi resolvida com a entrega aos bancos de quase um bilião de dólares pagos pelo Estado, que beneficiou enormemente os banqueiros e os seus acionistas, conseguindo inclusive mais benefícios do que os que tinham antes da crise. A obscenidade de tais benefícios e as práticas desonestas e criminosas dos banqueiros (causadores da crise) explicam a sua enorme impopularidade e a de tais medidas, que não se repercutiram favoravelmente sobre a população, que viu como os seus padrões de vida diminuíram devido à crise provocada pelos bancos. Não foram os mercados, mas os bancos e os seus políticos no Congresso (com nomes e apelidos conhecidos) e nas administrações Clinton, Bush e Obama (também com nomes e apelidos conhecidos) que criaram a crise, salvaram os bancos e agora apelam à austeridade.

Uma situação quase idêntica está acontecendo na UE. Os comportamentos especulativos da banca europeia foram consequência de decisões políticas que desregularam a banca, decisões que se tomaram particularmente, não apenas em Wall Street, mas também nos centros financeiros, principalmente a City de Londres e Frankfurt, consequência da enorme influência da banca sobre os governos britânico e alemão. A mal denominada “ajuda” do FMI-EU (de 750 bilhões de euros) aos países com dificuldades não é uma ajuda às populações daqueles países, mas sim aos bancos (e muito em especial aos alemães e franceses) para assegurar-lhes que os Estados lhes pagarão as dívidas com os juros confiscatórios que exigiram. Na realidade, se os mercados financeiros fossem mercados de verdade (e, portanto, houvesse competitividade e risco no seu comportamento), os bancos teriam de absorver as perdas em investimentos financeiros falidos. Se o Governo da Grécia, por exemplo, fosse à bancarrota, a banca alemã teria de absorver as perdas por ter tomado a decisão de comprar títulos do Estado grego.

Ora bem, isto não acontece nos mal denominados mercados financeiros devido a haver toda uma série de instituições que protege os bancos. E a mais importante é o FMI, que empresta dinheiro aos Estados para que o paguem aos bancos. Daí que, como nos EUA, os bancos nunca perdem. Quem perde são as classes populares, pois o FMI exige aos governos que extraiam o dinheiro dos serviços públicos das tais classes populares para pagar aos bancos. O que o FMI faz é a transferência de fundos das classes populares para os bancos. Isto é o que se chama “conseguir a credibilidade dos Estados face aos mercados”.

Estas transferências, contudo, além de serem profundamente injustas, são enormemente ineficientes. O fracasso das políticas de austeridade propostas pelo FMI nos países em crise é bem conhecido, o que explica o descrédito de tal instituição. O FMI, desde a era Reagan, é a organização financeira que impôs mais sacrifícios às classes populares dos países que receberam a “sua ajuda”, com resultados económicos altamente negativos, tal como denunciou correctamente Joseph Stiglitz. Não são os mercados, mas os interesses bancários e seus aliados – entre os quais se destacam o FMI e o BCE – que estão a impor estes sacrifícios. Ao menos, chamemos os culpados pelo nome.

Artigo publicado por Vicenç Navarro no diário PÚBLICO, 20 de Maio de 2010

(*) Vicenç Navarro ha sido Catedrático de Economía Aplicada en la Universidad de Barcelona. Actualmente es Catedrático de Ciencias Políticas y Sociales, Universidad Pompeu Fabra (Barcelona, España). Es también profesor de Políticas Públicas en The Johns Hopkins University (Baltimore, EEUU) donde ha impartido docencia durante 35 años. Dirige el Programa en Políticas Públicas y Sociales patrocinado conjuntamente por la Universidad Pompeu Fabra y The Johns Hopkins University. Dirige también el Observatorio Social de España

Tradução para o Esquerda.net de Paula Sequeiros

FONTE: CARTA MAIOR

Lá como cá: o desmentido do Chico

Apanhou-lhe o gosto?...

Sócrates, depois do tango com Passos Coelho, deu-lhe para sambar com Chico Buarque.
Só que, alguém do seu gabinete, trocou-lhe os passos ao divulgar aos jornalistas uma mentirinha, de imediato desmentida por Chico Buarque , com justificada indignação: não era ele quem estava interessado em conhecer o primeiro-ministro português, mas o contrário.
Enfim, às vezes não resulta!..

FONTES: VIVA BABEL! / OUTRA MARGEM

Desespero: Falha de SP Distribui Seu Tablóide de Graça em Shoppings.

Fui hoje a um Shopping comprar um presente para minha namorada. Enquanto andava pelos corredores, vi uma bonita moça oferecendo exemplares da Falha de São Paulo em grandes sacolas promocionais, que exaltavam o "novo visual" do tablóide. Sacolas de plástico, óbvio. Além de poluir as mentes dos leitores, a Falha, que é contra o Brasil, quer poluir também o meio ambiente.

Passei em outro corredor, já com uma sacola na mão, e havia outra moça. Peguei outro exemplar. Quando fui pagar o estacionamento, qual a minha surpresa que o rapaz do guichê novamente me deu outro exemplar do mesmo jornaleco.

Já garanti o banheiro do Afonso até o fim da Copa.



FONTE: VENDEDOR DE BANANAS

A Faxina

Às vezes precisamos arrumar o guarda-roupas, o armário da cozinha, fazer barba, cortar cabelo... Por a casa em ordem, dentro e fora de nós. Isso leva tempo. Tempo precioso demais, quando vamos ficando velhos. Para quem sempre foi do tipo organizadinho, desde criança, passar uma temporada com as coisas meio fora do lugar chega a ser até cômico. Confesso que mais de uma vez pensei que podia ter TOC, transtorno obsessivo compussivo, por causa da preocupação ritualística com ordem, simetria e exatidão. Mas acho que bateu na trave. Gosto das coisas em ordem sim e primo pela organização. Porque acredito que quem é organizado aproveita melhor o tempo, tem melhor performance e não gasta energia com problemas que poderiam ter sido evitados. A família, os amigos e os colegas de trabalho sempre fizeram troça disso, mas nunca tentei esconder esse funcionamento e sempre me diverti com as brincadeiras deles. Nas últimas férias, por exemplo, enquanto escrevia a série O Correspondente, refugiado na casa dos meus pais, na Fazenda Santa Maria, em Minas Gerais, num dia sem acesso à internet na roça, resolvi ir para a cidade. Ao abrir minha caixa de correio não me contive, depois que vi fotos que os colegas fizeram na mesa em que trabalhava. Tudo esparramado ao redor, bem ao contrário do que estaria, se eu estivesse trabalhando. Tive um acesso de riso e a turma da "lan house" ficou olhando para mim sem entender o que se passava. Tudo isso é para justificar minha ausência nos últimos dois dias. Parar para por a vida no lugar é necessário, mesmo que tenha que renunciar um dos meus maiores prazeres, o blog. Com a casa em ordem, a cabeça funciona melhor, a inspiração - que andava sumida - tende a reaparecer e a sensação é de estar inteiro de novo. Mas voltando ao TOC, sempre que sou compelido a arrumar, lembro-me do poema Instantes, atrabuído erroneamente à Jorge Luis Borges, quando na verdade é da norte-americana Nadine Stair, e que diz: "Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais..."

Copiado de DoLaDoDeLá

Nota do blog:

Adorei o texto do Marco, de cara identifiquei-me com ele, sou muito organizado, já fui muito mais, e o pessoal do trabalho costuma brincar que tenho TOC, talvez até tenha, alguns até de forma um pouco ácida. O TOC é algo da “família” da depressão, e esta é minha conhecida de muito tempo. Curtam o texto.