LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

quarta-feira, 30 de junho de 2010

União Europeia quer vigiar cidadãos de opiniões radicais

Publicado no Opera Mundi

Entre as realizações do mandato espanhola na presidência da União Europeia, passou praticamente despercebida a aprovação de um programa de vigilância e coleta sistemática de dados pessoais de cidadãos suspeitos de experimentar um processo de “radicalização”. Este programa pode voltar-se contra pessoas envolvidas com “grupos de extrema esquerda ou direita, nacionalistas, religiosos ou antiglobalização”, segundo consta nos documentos oficiais.

Em 26 de abril, o Conselho da União Europeia reunido em Luxemburgo, discutiu a ordem do dia intitulado “Radicalização na UE”, que terminou com a aprovação do documento 8570/10. A iniciativa faz parte da estratégia de prevenção do terrorismo na Europa e foi inicialmente criado para terroristas islâmicos. No entanto o documento estende as suspeitas de tal forma e em termos tão genéricos que abrange a vigilância policial sobre qualquer individuo ou grupo suspeito de ser radical. Assim, um ativista de uma organização civil, político ou cidadão sem vínculos com o terrorismo, pode ser espionado no âmbito de um programa que se propõe investigar “o nível de compromisso ideológico e político” dos suspeitos, ate se sua situação econômica é “de desemprego, de deterioração ou de uma bolsa da auxilio financeiro”.

O documento aprovado recomenda aos países-membros que “compartilhem informações relativas aos processos de radicalização”. O que a UE entende por radicalização? O texto deveria definir o conceito porque permitiria reduzir a área de fiscalização ao âmbito do terrorismo islâmico, mas não o faz. Se propõem, pelo contrario, considerar entre seus objetivos todo tipo de defensores de ideias heterodoxas. O acordo propõem também sob a observação policial cidadãos que defendem as ideias radicais clássicas, aqueles partidários do reformismo democrático que tanto bem fizeram à democracia. Também poderia aplicar-se contra os que são considerados radicais no sentido etimológico, pois “radicais” são, nada mais nem menos, quem aborda os problemas em sua raiz.

O acordo pulveriza o espírito europeu de tolerância para todas as ideias, sempre defendidas com a palavra, porque em seu zelo de prevenir o terrorismo, amplia a gama de suspeitos ate diluir a notável diferença entre os meios com que se defende as ideias e as próprias ideias.

O programa completo de vigilância está contido em um documento anterior, o 7984/10, intitulado “Instrumento para armazenar dados e informações sobre processos de radicalização violenta”, de março deste ano. Coincidentemente, este texto deu ao programa um caráter confidencial, e só se tornou conhecido graças à organização de defesa das liberdades civis StateWatch.org, que teve acesso a ele e o tornou público. Essa ONG denuncia que este programa “ não se dirige principalmente a pessoas ou grupos que pretendam cometer atentados terroristas, mas sim a quem tem pontos de vista radicais, aos que se definem como propagadores de mensagens radicais”.

Vigilância individual

Entre os objetivos do documento secreto consta “combater a radicalização e o recrutamento”, e inclui referencias relativas às perseguições daqueles que incitam ao ódio ou à violência que parecem dirigidas a grupos terroristas ou filoterroristas. No entanto, são medidas desnecessárias pois já estão contempladas na legislação penal dos países europeus. O texto se refere indistintamente à radicalização e à radicalização violenta, associando o recurso da violência com todo tipo de ideias extremas antissistema. O documento incita os governos a vigiar “as mensagens de radicalização”até o ponto de fronteira de violação da liberdade de expressão. O programa incentiva a escuta de audiências dos que formulam mensagens radicais, se estas apóiam ou não a violência, se existem outros grupos com as mesmas ideias que renegam a violência, como se transmite as mensagens radicais, etc.

À medida que se desce a detalhes da vigilância individual, recomenda-se investigar também os sentimentos das pessoas que militam em grupos suspeitos, através de abordagens para recolher informações sobre “sentimentos do individuo em relação a sua nova identidade coletiva e aos membros de grupo”. Com perguntas como “ a pessoas fez comentários sobre assuntos, principalmente de natureza política, usando argumentos baseados em mensagens radicais? Fez comentários sobre sua intenção de tomar parte em um grupo violento?” Deste modo o acordo abre um caminho perigoso de perseguição de ideias, argumentos e ate mesmo humor.

A reunião em que se aprovou este programa de vigilância dos cidadãos foi presidida pelo ministro das relações exteriores espanhol, Miguel Angel Moratinos, já que a Espanha detinha a presidência da União Europeia. Participaram também o ministro espanhol para a UE, Diego Lopes Garrido, assim como a maioria dos ministros de assuntos exteriores.


*Irene Lozano é jornalista e escritora espanhola. Artigo originalmente publicado no blog Casi Desnuda, dentro do portal Cuarto Poder. Tradução de Edna Meire de Moraes.

Che e Fidel: uma amizade revolucionária


Publicado no Diario Liberdade

A Verdade - Dois homens especiais cuja contribuição à Humanidade ficará para sempre na História.

Duas personalidades com pontos em comum e também com diferenças, mas que se completaram para constituir uma luz para os povos oprimidos do Caribe, da América Latina e de todo o mundo. Fidel Castro Ruz, cubano, nasceu em 1926, filho de Ángel Castro e Lina Ruz, ele um imigrante galego, pobre, que fez fortuna em Cuba, acumulando terras, madeira e gado. Fidel cursou direito na Universidade de Havana, onde começou sua intensa militância política, com uma visão profundamente anti-imperialista, evoluindo para o socialismo e o comunismo. Ernesto Guevara de La Serna, argentino, nasceu em 1928, filho de Ernesto Guevara Lynch e Célia de La Serna, um casal de classe média alta, embora em crise financeira, e progressista. Ernesto (Teté, Chancho) não participou ativamente do movimento estudantil, desde cedo estudou a filosofia marxista, mas não simpatizava com o Partido Comunista Argentino.

Dois caminhos se encontram

Fidel criou um Movimento Revolucionário, que se chamaria 26 de Julho, em memória à data do assalto ao Quartel Moncada para distribuir armas com o povo e incitá-lo a derrubar a ditadura de Fulgencio Batista; foi preso, solto e saiu para o México, onde iria se encontrar com outros companheiros exilados a fim de organizar uma expedição para desencadear uma guerra de guerrilhas contra a ditadura a partir da Sierra Maestra.

Ernesto Guevara buscava um caminho, tinha uma consciência profundamente anti-imperialista e socialista. Não se contentava com o conhecimento baseado na leitura. Queria ver, contatar os oprimidos de perto. Fez sua primeira viagem junto com Alberto Granado, por grande parte da América do Sul (ver filme Diários de Motocicleta). No retorno, disse “Não sou o mesmo de antes”. A segunda viagem foi de engajamento. Na procura de um movimento para lutar pela libertação dos oprimidos, chegou à Guatemala, onde o povo se mobilizava para defender o governo Árbenz (democrático e nacionalista) de uma invasão de reacionários apoiados pelos Estados Unidos (CIA).

Derrotada a revolução guatemalteca, Ernesto segue para o México, onde foi apresentado aos cubanos, em cuja missão se integrou e por eles foi rebatizado como “Che”, devido a Ernesto dirigir-se às pessoas como tchê (costume dos Pampas). Com eles, encontrou seu “norte”. Che ficou tão impressionado com Fidel, que escreveu um poema para ele: “Vamos, ardoroso profeta da madrugada/por caminhos longínquos e desconhecidos/liberar o grande caimão que você tanto ama/quando soar o primeiro tiro e na virginal surpresa toda a mata despertar/lá ao seu lado, serenos combatentes/você nos terá...”

Fidel também se impressionou com aquele argentino cheio de entusiasmo e fé, absolutamente decidido a dedicar sua vida ao povo, que considerava a luta em Cuba a primeira grande oportunidade de pôr em prática seu inquestionável objetivo. Aceitou-o como médico da expedição, mas, logo nos primeiros treinamentos militares, sua firmeza, sua capacidade de aprender as técnicas da guerrilha, sua capacidade de liderança e a magnética personalidade deixaram claro que ali se encontrava um guerrilheiro de primeira hora.

Companheiros de comando, amigos e confidentes. Che e Fidel.

Já no Natal de 1956, após os primeiros meses de luta na Sierra, Che integrava o Estado-Maior do Exército Rebelde, depois foi nomeado Comandante da Segunda Coluna. No dia de sua nomeação por Fidel, Che escreveu no Diário: “Isso me fez sentir como o homem mais orgulhoso da Terra neste dia”. A partir daquele momento, ele era o Comandante Che Guevara.

A bravura e dedicação do Che tornaram-no um símbolo do guerrilheiro heroico, braço direito de Fidel e seu principal confidente. Mesmo quando suas colunas estavam distantes, constantemente trocavam bilhetes. Fidel falava para ele dos planos militares, debates políticos, assuntos financeiros, e relatava experiências com novas armas que iam inventando no decorrer da luta.

Em entrevista ao jornalista argentino Jorge Masetti, ainda na Sierra, Che disse: “Fidel me impressionou como um homem extraordinário. Ele enfrentou e superou as coisas mais impossíveis. Ele tinha uma fé excepcional de que, uma vez que partisse para Cuba, chegaria. Que uma vez que tivesse chegado, lutaria. E que, lutando, venceria. Eu compartilhei desse entusiasmo...”

Após a tomada do poder, em janeiro de 1959, Che assumiu diversas funções no governo, buscando pôr em prática sua ideia de construção do homem novo. Para ele, o socialismo só seria possível com o ser humano superando o individualismo e colocando a coletividade em primeiro plano. Para isso, dizia Che, incentivos materiais não servem e sim a emulação proporcionada pelo trabalho voluntário, no qual ele era o primeiro a dar exemplo. Uma vida simples. Uso de carro oficial apenas a serviço, recusa de levar a mulher em viagens ao exterior, em dar presente aos filhos que o homem do povo não pudesse dar também, e assim por diante. Che sempre recebeu o apoio e o incentivo de Fidel.

Che sempre teve claro que Cuba não seria seu porto final. Que era preciso continuar a luta pela libertação da humanidade. E que Cuba não poderia avançar sozinha na construção do socialismo, dependendo apenas do apoio da União Soviética, onde a política dos governantes já sinalizava um recuo, em vez de avançar para o comunismo.

De Che para Fidel

Mas Che compreendia a posição do governo cubano e de Fidel, só que não via sentido em permanecer mais em Cuba enquanto outros povos precisavam de sua “modesta” contribuição. A carta de despedida que fez para Fidel antes de partir para o Congo, de onde sairia para a Bolívia, é um testemunho emocionante da admiração e amizade que mantinha pelo Comandante Fidel: “...Vivi dias magníficos ao seu lado, senti o orgulho de pertencer ao nosso povo nos dias brilhantes, embora tristes, da crise caribenha. Raramente um diplomata foi mais brilhante que você naqueles dias...Carrego para novas frentes de batalha a fé que você me ensinou, o espírito revolucionário do meu povo. Se minha hora final me encontrar debaixo de outros céus, meu pensamento será para o povo e especialmente para você...”

Bem, infelizmente, a hora final chegou debaixo dos céus da pátria-mãe latino-americana, mais precisamente da Bolívia, quando, ferido em combate em 8 de outubro de 1967, no dia seguinte, o eterno Che Guevara foi assassinado, fria e covardemente, por um esbirro do exército boliviano, assessorado pelos boinas-verdes dos EUA.

De Fidel para Che

Ao anunciar ao povo cubano a morte do Comandante Che Guevara, Fidel manifestou publicamente – e visivelmente emocionado – toda a admiração e amizade que também mantinha pelo herói, dizendo, entre outras palavras ardorosas:
“...Che possuía, como revolucionário, as virtudes que podem ser definidas como a mais cabal expressão das virtudes de um revolucionário: homem íntegro, homem de honradez suprema, de sinceridade absoluta, homem de vida estoica e espartana, homem em quem, praticamente, em sua conduta, não se encontra uma só mancha. Constituiu, por suas virtudes, o que se pode chamar de verdadeiro modelo de revolucionário. Um verdadeiro exemplo de virtudes revolucionárias! Mas, além disso, tinha outra qualidade, uma qualidade do coração, porque era um homem extraordinariamente humano, extraordinariamente sensível! Homem de ação, mas também homem de pensamento, homem de imaculadas virtudes revolucionárias e de extraordinária sensibilidade humana, unidas a um caráter de ferro, a uma vontade de aço, a uma tenacidade indomável.

Trabalhador infatigável, nos anos que esteve a serviço de nossa pátria não conheceu um só dia de descanso. Sua inteligência multifacetada era capaz de empreender, com o máximo de segurança, qualquer tarefa, de qualquer ordem, em qualquer sentido.

Nos dias regulamentares de descanso, empenhava-se no trabalho voluntário. Foi o inspirador e o máximo impulsionador desse trabalho que hoje é atividade de centenas de milhares de pessoas em todo o país, o impulsor dessa atividade que cada dia ganha mais força nas massas de nosso povo.

E como revolucionário, como revolucionário comunista, verdadeiramente comunista, tinha uma infinita fé nos valores morais, tinha uma infinita fé na consciência aos homens. E devemos dizer que, em sua concepção, viu com absoluta clareza nos recursos morais a alavanca fundamental da construção do comunismo na sociedade humana.

Em uma palavra, deixou-nos seu exemplo! E o exemplo de Che deve ser um modelo para nosso povo, o exemplo de Che deve ser o modelo ideal para nosso povo!

Se queremos expressar como aspiramos a que sejam nossos combatentes revolucionários, nossos militantes, nossos homens, devemos dizer sem vacilação de nenhuma índole: que sejam como Che! Se queremos expressar como aspiramos a que sejam os homens das futuras gerações, devemos dizer: que sejam como Che! Se queremos dizer como desejamos que nossos filhos sejam educados, devemos dizer sem vacilação: queremos que se eduquem no espírito de Che! Se queremos um modelo de homem, um modelo de homem que não pertence a este tempo, um modelo de homem que pertence ao futuro, de coração digo que esse modelo, sem uma só mancha em sua conduta, sem uma só mancha em suas atitudes, sem uma só mancha em sua atuação, esse modelo é Che! Se queremos expressar como desejamos que sejam nossos filhos, devemos dizer com todo o coração de veementes revolucionários: queremos que sejam como Che!”

José Levino é historiador

La vida es una tômbola

Uma homenagem do Brizola Neto ao craque Maradona, a qual assino embaixo!

Publicado no blog Tijolaço.com

Resolvi fazer esta homenagem agora, enquanto a rivalidade futebolística entre Brasil e Argentina deixa a gente pensar ainda sem grande paixão, porque há uma coisa que, como ser humano, me comove profundamente.

É a recuperação de Diego Maradona.

Não há uma régua de medir talentos fora-de-série, portanto é uma besteira a gente ficar discutindo se este ou aquele craque é melhor que o outro. Pelé é o nosso, para sempre. Maradona, o dos nossos irmãos argentinos.

Mas não dá para não sentir alegria em ver o Maradona – marrento, passional, polêmico – de novo colhendo vitórias no seu chão natal, um campo de futebol.

Alguém que, como dizem os versos de Lupicínio Rodrigues, desceu ao inferno em busca de luz, que quase afundou no pântano das drogas pesadas, que se deformou com uma obesidade doentia, que se desmanchou em lágrimas com sua própria degradação e que está agora onde deve e quer estar, com sua missão inconclusa – e que, se Deus quiser, que não se conclua em cima do Brasil – de dar alegria ao povo argentino.

Coloco aí em cima clipe musical “La vida tombola” (A vida é um jogo) do franco-espanhol Manu Chau, que tocou aqui com o Paralamas do Sucesso. Bem legal e, acima da rivalidade – que deve ser futebolística e, nem assim, nos impedir de amar o bom futebol e os seres humanos – uma bela e crua homenagem a um homem que cruzou os abismos e ressurgiu para o mundo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Trem de Alagôas


Viajo hoje para o interior do Estado. Antes dou uma passada na casa dos meus pais, em Aldeia. Vou para Santa Cruz do Capibaribe rever amigos, parentes, tomar umas cervejinhas, uma cana com capão, conversar. Santa Cruz não foi afetada pelas últimas chuvas que caíram em Pernambuco e Alagoas, diferentemente de outras dezenas de cidades atingidas. Dentre elas, Palmares e Barreiros, onde tenho amigos que perderam tudo. Lá no trabalho, através do nosso Sindicato e da Coordenadoria de Administração, estamos arrecadando dinheiro, roupas, colchões e água mineral para os irmãos desabrigados, como forma de trazer algum “conforto” imediato, neste momento de dor, que só quem vive na pele pode saber a verdadeira dimensão. Volto a Recife no dia 28/06. Deixo a vocês um poema de um filho de Palmares, o poeta Ascenso Ferreira. Abraços a todos!


Trem de Alagôas

O sino bate,
o condutor apita o apito,
Solta o trem de ferro um grito,
põe-se logo a caminhar…

- Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...

Mergulham mocambos,
nos mangues molhados,
moleques, mulatos,
vêm vê-lo passar.

Adeus !
- Adeus !

Mangueiras, coqueiros,
cajueiros em flor,
cajueiros com frutos
já bons de chupar...

- Adeus morena do cabelo cacheado !

Mangabas maduras,
mamões amarelos,
mamões amarelos,
que amostram molengos
as mamas macias
pra a gente mamar

- Vou danado pra Catende,

vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...

Na boca da mata
ha furnas incríveis
que em coisas terríveis
nos fazem pensar:

- Ali dorme o Pai-da-Mata
- Ali é a casa das caiporas

- Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...

Meu Deus ! Já deixamos
a praia tão longe…
No entanto avistamos
bem perto outro mar...

Danou-se ! Se move,
se arqueia, faz onda...
Que nada ! É um partido
já bom de cortar...

- Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...

Cana caiana,
cana rôxa,
cana fita,
cada qual a mais bonita,
todas boas de chupar...

- Adeus morena do cabelo cacheado !

- Ali dorme o Pai-da-Matta !
- Ali é a casa das caiporas

- Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...

A dor de cotovelo do Vaticano

O diário considera Saramago um ideólogo anti-religioso


Publicado no blog CIDADÃ DO MUNDO



A corja do Vaticano sentiu dor de cotovelo e resolveu destilar o seu ódio, num artigo asqueroso e de muito baixo nível. É que eles sabem perfeitamente que nenhum deles, sobretudo o "Bentolas sub-16", jamais irá atingir a grandeza de Saramago!

Com estas declarações, a gentalha do Vaticano provou, uma vez mais, a sua incapacidade para tolerar e compreender quem pensa diferente deles. No fundo, não passam de uns PARASITAS!!!

Faço minhas as palavras de um comentador do Público : "Pois eu defino L'Osservatore Romano" como papel higiénico da Mafia Vaticana S.A."

Linguagem e medo global


Publicado no blog CIDADÃ DO MUNDO

Por Eduardo Galeano

Na era vitoriana, as calças não podiam ser mencionadas na presença de uma senhorita.

Hoje, não fica bem dizer certas coisas na presença da opinião pública. O capitalismo ostenta o nome artístico de economia de mercado, o imperialismo chama-se globalização.

As vítimas do imperialismo chamam-se países em vias de desenvolvimento, o que é como chamar de crianças aos anões.

O oportunismo chama-se pragmatismo, a traição chama-se realismo.

Os pobres chamam-se carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos.

A expulsão das crianças pobres do sistema educativo é conhecida sob o nome de deserção escolar.

O direito do patrão a despedir o operário sem indemnização nem explicação chama-se flexibilização do mercado laboral.

A linguagem oficial reconhece os direitos das mulheres entre os direitos das minorias, como se a metade masculina da humanidade fosse a maioria.

Ao invés de ditadura militar, diz-se processo.

As torturas chamam-se pressões ilegais, ou também pressões físicas e psicológicas.

Quando os ladrões são de boa família, não são ladrões e sim cleptómanos.

O saqueio dos fundos públicos pelos políticos corruptos responde pelo nome de enriquecimento ilícito.

Chamam-se acidentes os crimes cometidos pelos automóveis.

Para dizer cegos, diz-se não visuais, um negro é um homem de cor.

Onde se diz longa e penosa enfermidade deve-se ler cancro ou SIDA.

Doença repentina significa enfarte, nunca se diz morte e sim desaparecimento físico.

Tão pouco são mortos os seres humanos aniquilados nas operações militares.

Os mortos em batalha são baixas, e as de civis que a acompanham são danos colaterais.

Em 1995, aquando das explosões nucleares da França no Pacífico Sul, o embaixador francês na Nova Zelândia declarou: "Não me agrada essa palavra bomba, não são bombas. São artefactos que explodem".

Chamam-se "Conviver" alguns dos bandos que assassinam pessoas na Colômbia, à sombra da protecção militar.

Dignidade era o nome de um dos campos de concentração da ditadura chilena e Liberdade a maior prisão da ditadura uruguaia.

Chama-se Paz e Justiça o grupo paramilitar que, em 1997, metralhou pelas costas quarenta e cinco camponeses, quase todos mulheres e crianças, no momento em que rezavam numa igreja da aldeia de Acteal, em Chiapas.

O medo global

Os que trabalham têm medo de perder o trabalho.

Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho.

Quem não tem medo da fome, tem medo da comida.

Os automobilistas têm medo de caminhar e os peões têm medo de ser atropelados.

A democracia tem medo de recordar e a linguagem tem medo de dizer.

Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas.

É o tempo do medo.

Medo da mulher à violência do homem e medo do homem à mulher sem medo.

Este texto encontra-se em http://resistir.info/ .

Cuba, sorria!

Apesar do bloqueio ianque, Cuba exibe conquistas na saúde bucal.

Por Iris Armas Padrino.

Fonte: AHORA

Tradução: Robson Luiz Ceron - Blog Solidários.


Publicado no BLOG SOLIDÁRIOS



Cuba cumpriu, com dois anos de antecedência, as metas de saúde bucal infantil, traçadas pela Organização Mundial de Saúde, para o início do século, apesar das limitações do bloqueio dos EUA.

A doutora Estela Gisper, presidente da Sociedade Cubana de Estomatologia (especialidade da odontologia, N.T.), disse que entre as muitas realizações, incluem-se o cumprimento da proposta da OMS, que apontava a necessidade de 50% das crianças - de cinco e seis anos de idade - estivessem livres de cáries.

Gisper ressaltou que outro indicador alcançado foi a diminuição de dentes obturados e perdidos, e o índice de 85% de jovens, de 18 anos, com todos os dentes naturais.


A estomatologia cubana possui, entre seus propósitos para 2015, a diminuição em 40% da prevalência de cáries dentárias, em toda população, aumentando em 15% o número de pessoas sem doenças gengivais e periodontais, reforçando a prevenção.

Também fazem parte dos objetivos, o desenvolvimento de medidas para o diagnóstico precoce do câncer bucal, através de pesquisas e da reabilitação de locais de serviços estomatológicos (que em Cuba somam mais de 1.300, incluindo escolas e locais de trabalho).

Estela Gisper disse que o novo enfoque da estomatologia cubana, em Atenção Primária de Saúde, demanda o desenvolvimento preferencial de ações de promoção e prevenção, sem abandonar as tecnologias biomédicas de diagnóstico, tratamento e reabilitação.

As realizações dessa especialidade serão mostradas na Convenção Internacional de Estomatologia de 2010, que ocorrerá esta semana, em Havana. Evento que contará com a participação de delegados de diferentes áreas da odontologia de Cuba e de outros países da América Latina.

Como parte da Convenção, ocorrerá a Quinta Reunião da Sociedade de Implantologia Oral Ibero-americana (SIOLA); o Congresso da Academia Italiana de Implante de Próteses; e o XI Congresso Nacional da Sociedade de Cirurgia Maxilofacial.

Ocorre, ainda, o II Simpósio Internacional sobre Gerodontologia; o Primeiro Simpósio da Sociedade Cubana de Estudos de Ortodontia; e o II Encontro Latino-Americano de Estudantes de Odontologia. (AIN).

Perguntinha “que no se calla”

O Carlos "Dunga" e o Carlos, Rei: O plebeu tem de ter mais bons modos do que o nobre?


Publicado no TIJOLAÇO.COM


Hoje a TV Globo, pressionada pelo movimento na internet contra a sua tentativa de transformar em “guerra” o incidente envolvendo o técnico Dunga – seja lá o que estiver por detrás disso - emitiu nota dizendo que não está fazendo qualquer movimento contra ele. Em nota publicada na Folha de S. Paulo, afirma que “o único movimento do qual a TV Globo faz parte é de torcida pela seleção brasileira”. Diz ainda que “no mais, queremos apenas que nossos profissionais sejam tratados com o mesmo respeito com que desempenham seu trabalho.”

Quando li isso, lembrei do comportamento que todos os meios de comunicação, em nome das “boas maneiras, da educação, dos modos que os homens de vida pública devem manter”, tiveram quando o Rei Juan Carlos, da Espanha, numa reunião de chefes de Estado, no final de 2007, em Santiago do Chile, dirigiu seu famoso “porque no te callas” ao presidente venezuelano Hugo Chávez.

A imprensa e as televisões vibraram. Os jornais saudaram aquela intervenção como uma reação merecida pelo venezuelano.

Não foi sussurada, afastado do microfone. Foi direto, com gestos, em alto e bom som.

Mas Juan Carlos não mereceu o “comportamento compatível de alguém tão vitorioso” que foi cobrado de Dunga e muito menos recebeu condenações.

Ou será que os dois Carlos, o Juan Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias, Rei, e Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, não são dois seres humanos, daqueles que nascem livres e iguais?

José Saramago (1922-2010) no seu livro A Caverna: o que importa é chegarmos à outra margem…


Publicado no blog PIMENTA NEGRA

“Há quem passe a vida inteira lendo sem conseguir ir para além da leitura, ficam agarrados às páginas, não entendem que as palavras são só pedras colocadas para atravessarmos a corrente de um rio, e se estão ali é para podermos chegar à outra margem, pois o que importa é a outra margem”
José Saramago (1922-2010), de um excerto do seu livro A Caverna (2000)

A caverna (2000) é um livro de José Saramago em que o escritor disseca, através da história de pessoas comuns, o impacto destruidor da economia capitalista sobre as economias tradicionais e locais. Trata-se da história de uma família de oleiros que vê a sua vida transformada com a chegada de um grande centro comercial à cidade. Nesta sua obra, José Saramago denuncia o processo acelerado de desumanização que estamos a viver.

O próprio shopping center pode ser fisicamente comparado a uma caverna, mas a história vai além dessa comparação, apesar do evidente paralelismo com o mito da caverna de Platão.

O mito da caverna, também chamada de Alegoria da caverna,foi escrita pelo filósofo Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII).
Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo então a autêntica realidade

Platão referia-se ao fugitivo que é capaz de fugir das amarras que prendem o homem comum às suas falsas crenças e, partindo na busca da verdade, consegue apreender um mundo mais amplo. Ao falar destas verdades para os homens afeitos às suas impressões, não seria compreendido e seria como tomado por mentiroso, um corruptor da ordem vigente.

O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A outra face do Greenpeace

Um amigo, comunista, conheceu um pessoal do Greenpeace, que estava de passagem aqui por Recife, e me falou que havia ficado decepcionado com os caras, todos brasileiros, eles tinham uma visão política de direita, comportamento de classe média alta e criticavam, sempre pelo viés da direita, o governo Lula.

O Bourdoukan, em seu blog, já havia denunciado que o grupo ambientalista nunca havia emitido nenhuma crítica, ou feito qualquer protesto, contra a derrubada das milenares oliveiras em Gaza, pelos colonos israelenses, com o apóio, claro, do exército daquele país terrorista.

Outra denúncia pode ser lida aqui no O Cachete.

Portanto, não é com surpresa que recebo o artigo publicado no Vermelho, que posto logo abaixo, mas com regozijo pelo desmascaramento de mais um grupelho a serviço do capitalismo, acenando para o público com o falso manto da ecologia.

Uma época pensei em contribuir para o grupo, mas alertado por amigos, que antes de mim enxergaram a dupla face da turma, não cheguei a ser mais um voluntário idealista iludido.

Tem muita gente mamando nessa teta.


Dinheiro do petróleo e da grande mídia financia o Greenpeace


Publicado no VERMELHO


A organização ecologista mais famosa do mundo recebe doações de grandes magnatas do petróleo, do setor automotivo e da mídia. O caso mais gritante é o dos Rockefeller — acionistas e fundadores de petrolíferas como a Exxon Mobil. Sua fundação financiou o Greenpeace com mais de um milhão de dólares.

Por Manuel Llamas, no blog Libertad Digital

O Greenpeace, a organização ecologista mais famosa e, possivelmente, poderosa do mundo, é financiado por meio de doações voluntárias, que seus membros realizam anualmente. Segundo rezam seus estatutos, a fim de "manter sua total independência, o Greenpeace não aceita dinheiro procedente de empresas, governos ou partidos políticos. Levamos isso muito a sério e controlamos e devolvemos os cheques quando são provenientes de uma conta corporativa. Dependemos das doações de nossos simpatizantes para levar a cabo nossas campanhas não violentas para proteger o meio ambiente".

Entretanto, tal lema não inclui as generosas doações que habitualmente a organização recebe de grandes fundações e organismos sem fins lucrativos que, curiosamente, pertencem a grandes famílias e magnatas vinculados ao petróleo, ao sistema financeiro, aos meios de comunicação e, inclusive, à indústria de automóveis.

Como assim? A ONG ambientalista por excelência financiada com dinheiro gerado por alguns dos setores produtivos mais contaminantes do planeta? Uma investigação mias acurada nas opacas contas desta organização revela grandes segredos e, sobretudo, muitas surpresas.

O Greenpeace conta com múltiplas filiais, espalhadas por todo o mundo, mas uma das mais poderosas e influentes é, sem dúvida, a sede estabelecida nos Estados Unidos. A franquia do Greenpeace local conta com quatro fachadas: Greenpeace Foundation, Greenpeace Fund Inc., Greenpeace Inc. e Greenpeace Vision Inc..

O projeto Activist Cash, criado pelo Center for Consumer Freedom — uma importante associação de consumidores estadunidenses —, revela algumas das fontes de financiamento mais polêmicas deste grupo apologista da ecologia.

O projeto surgiu com a ideia de levantar informações sobre o perfil e os recursos econômicos dos grupos anticonsumo. E, como não podia deixar de ser, a entidade dedica um espaço exclusivo para o Greenpeace. Segundo o Activist Cash, o Greenpeace recebeu importantes doações das seguintes fundações, tal e como revela o gráfico abaixo:


Agora, quem são estes grupos? São fundações que pertencem a algumas das famílias mais ricas do mundo, cujas fortunas procedem dos negócios do petróleo, do setor automotivo e os grandes grupos de comunicação estadunidense. O blog Desdeelexilio investigou estas cifras para conferir a quantia e a veracidade de tais doações e o resultado é o seguinte:

O fluxo de dinheiro entre as franquias do Greenpeace com sede nos Estados Unidos é constante. A legislação americana obriga estes organismos a apresentarem anualmente uma declaração de impostos na qual figuram as rendas e as despesas.

A informação anual do pagamento de impostos de tais filiais se encontra nos denominados IRS Form 990 (Return of Organization Exempt From Income Tax). Em tais documentos oficiais, aparecem em detalhes algumas das tais doações ao longo dos últimos anos.

Rockefeller Brother´s Fundation: US$ 1,15 milhões de dólares


De 2000 a 2008 a fundação da família Rockefeller financiou o Greenpeace com US$ 1,15 milhões. A fortuna dos Rockefeller procede dos negócios petrolíferos.

John D. Rockefeller fundou a empresa Standard Oil, que chegou a mopnopolizar o negócio do petróleo no princípio do século 20. Entretanto, o governo dos Estados Unidos acusou a empresa de monopólio e decretou sua divisão em 34 empresas, embora os Rockefeller mantivessem sua presença nas mesmas.

A mais famosa é, atualmente, a Exxon Mobil Corporation, uma das maiores multinacionais petrolíferas do mundo. Os descendentes de John D. Rockefeller são acionistas da Exxon Mobil. Embora minoritários, possuem todavia uma grande influência e peso na empresa. Os Rockefeller também têm ou tiveram presença em grandes bancos como o JP Morgan Chase & Co (Chase Manhattan Bank), o Citybank, que, por sua vez, possuem participações em grandes petrolíferas internacionais.


Marisla Foundation: US$ 460 mil

Tal fundação também é conhecida sob o nome de Homeland Foundation. Foi fundada em 1986 pela poderosa família Getty. J. Paul Getty fundou a petrolífera Getty Oil, agora nas mãos da russa Lukoil.


Turner Foundation: US$ 450 mil

A Turner Foundation foi criada por Robert Edward Turner em 1990. Ted Turner é um dos grandes magnatas da comunicação nos Estados Unidos, dono de conhecidas cadeias de televisão como CNN, TNT e AOL Time Warner, entre outras coisas. Doou em apenas três anos US$ 450 mil ao Greenpeace.


Charles Stewart Mott Foundation: 199.000 dólares

Charles Stewart Mott foi o pai do terceiro grupo industrial automotivo do mundo, a General Motors. Antes de declarar-se falida, em junho de 2009, esta indústria fabricava seus veículos sob marcas tão paradigmáticas e pouco contaminantes como Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, GM Daewoo, Holden, Opel, Vauxhall e o famoso Hummer, que participa da ocupação do Iraque sob o nome de Humvee.



No fim das contas, não deixa de ser supreendente que uma das organizações ecologistas mais ativas contra a emissão de CO2 na atmosfera aceite suculentas somas de dinheiro de algumas das principais referências mundiais do setor petrolífero e automobilístico. Sobretudo, se for levado em consideração que o Greenpeace realiza campanhas que acusam os céticos da mudança climática de receberem dinheiro do setor petrolífero e de grandes empresas industriais.

Fonte: Libertad Digital

O povo de Gaza e a política de terror de Israel

Vejam como os israelenses aterrorizam os palestinos, é revoltante! O que eles querem com isso? Capitalizar o ódio de todos contra seu país? Não sabem viver em paz? Filhos-da-puta!



FONTE: R7.COM

domingo, 20 de junho de 2010

Homens, perdoai-lhe

Jesus morre, morre, e já o vai deixando a vida, quando de súbito o céu por cima da sua cabeça se abre de par em par e Deus aparece, vestido como estivera na barca, e a sua voz ressoa por toda a terra, dizendo, Tu és o meu filho amado, em ti pus toda a minha complacência. Então Jesus compreendeu que viera trazido ao engano como se leva o cordeiro ao sacrifício, que a sua vida fora traçada para morrer assim desde o princípio dos princípios, e, subindo-lhe à lembrança o rio de sangue e de sofrimento que do seu lado irá nascer e alagar toda a terra, clamou para o céu aberto onde Deus sorria, Homens, perdoai-lhe, porque ele não sabe o que fez.

O Evangelho Segundo Jesus Cristo
José Saramago

Cada dia Chaves me encanta mais

Em entrevista ao jornalista Stephen Sakur para o programa Hard Talk, da BBC, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. por não ter cumprido as promessas feitas durante a campanha eleitoral em relação à América Latina.

"Os Estados Unidos estão instalando sete bases militares na Colômbia; Obama dá continuidade ao imperialismo militar."

Ao ser perguntado se havia interferência de seu governo no Poder Judiciário venezuelano, o presidente Chávez defendeu o socialismo aplicado na Venezuela, dizendo que seu país é um dos mais democráticos do mundo.

"Aqui há eleições livres, as mais transparentes que existem, como me disse Jimmy Carter (ex-presidente dos Estados Unidos e um dos observadores internacionais que acompanharam as eleições presidenciais venezuelanas)."

Ele acrescentou, que no caso da prisão da juíza Maria Aifuin, que libertou um ex-assessor de Chávez e atual oponente do presidente, que tinha sido condenado por corrupção, o Judiciário mostrou total autonomia.

Ao final da entrevista, Chávez se esquivou da pergunta se vai se candidatar à reeleição em 2012, dizendo que está pronto para ocupar qualquer cargo que a revolução determine. "Serei tão feliz sendo presidente como professor primário." Clique no link abaixo:

José Saramago - falsa democracia




Fonte: Navegador Solidário

A campanha de desqualificação dos argentinos




Uma aliança perigosa entre PIG, publicitários e anunciantes

É preciso denunciar uma cumplicidade perversa entre alguns (maus) publicitários, o PIG e anunciantes brasileiros. A aliança maléfica visa envenenar o senso comum contra as populações do Cone Sul, em especial os argentinos.

Ora é a propaganda indigente de uma cerveja fedida (com gosto de urina de rato, como diria o marinheiro Arthur Gordon Pym), que faz dos argentinos objeto de zombaria. Ora são jornalistas idiotas que alimentam uma rivalidade extracampo, para bem além da mera disputa esportiva, entre o futebol argentino e o futebol brasileiro.

Ontem, na televisão, depois do jogo dos argentinos, escutei um repórter fazer comentários sobre a torcida: para ele, os torcedores "argentinos são fanáticos", os torcedores "brasileiros são alegres e desinibidos". Apenas um exemplo entre tantos outros que poderiam ser citados como ilustração dessa campanha aparentemente ingênua e desimportante.

A eleição de falsos adversários é artifício rasteiro da mediocridade organizada. Seus instrumentos de trabalho são a má consciência, o preconceito, e a divulgação em tom alto das piores suspeitas que o senso comum guarda dos nossos vizinhos. Além de simplificar a identidade cultural de estrangeiros irmãos, como se estes portassem um único e indivisível espírito nacional, e como se este espírito não fosse fatiado por tantas classes sociais quantas o capitalismo pode produzir.

É preciso protestar contra essa campanha que é o prefácio do fascismo. A técnica continuada de desqualificar o outro, o estrangeiro, o que não é igual, é a ante-sala do obscurantismo.

Coisas da vida.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Judeus contra judeus…

judeus euro-sionistas vestidos de preto contrários à assimilação

Nada como um dia depois de outro.

Não foram poucas as vezes em que este blog denunciou o racismo latente na sociedade israelense.

É verdade que antes o racismo escancarado era contra os semitas palestinos.

E a mídia jamais se preocupou com isto, insistindo na mentira de que Israel era uma democracia.

Pois bem, agora não é mais possível tapar o sol com a peneira.

Mais de 200 mil judeus asquenazis (euro-sionistas) saíram as ruas para deixar bem claro que não querem que seus filhos freqüentem as mesmas escolas dos judeus sefaraditas (ibero-arabes, ou seja, os autênticos semitas).

São esses mesmos euro-sionistas que sempre governaram Israel e jamais aceitaram qualquer assimilação.

São filhos deles os neonazistas e colonos os que hoje se divertem espancando rabinos e palestinos.

É essa gente que tem por hábito invadir igrejas e mesquitas para agredir os fieis, com o silêncio cúmplice da mídia.

Definitivamente, é preciso libertar os judeus de Israel

Mais uma do estado terrorista de israel

Agora a denúncia é de Cecília Goin, da Cruz Vermelha em Jerusalém:

“O bloqueio tem de ser completamente levantado. É o único meio possível para que os gazenses consigam reconstruir a vida normal”.

“A energia elétrica é cortada durante sete horas, todos os dias. Sem energia elétrica, até o atendimento a pacientes internados é posto sob risco grave”.

“Depois que a energia elétrica é religada, os reatores ainda demoram de dois a três minutos para começar a funcionar. Nessas condições, os aparelhos eletrônicos não funcionam normalmente. Os respiradores artificiais têm de ser religados manualmente; as diálises são interrompidas; as cirurgias são suspensas ou adiadas, porque os centros cirúrgicos mergulham em total escuridão”.

“Demoramos cinco meses para obter permissão para trazer um aparelho para exames de mamografia para o Shifa Hospital, principal hospital em Gaza. E mais cinco meses, até Israel autorizar a entrada de um equipamento para diálise. Para trazermos peças de reposição para ambulância, foram oito meses”.

“Faltam remédios essenciais, como drogas antiepiléticas; faltam tubos para os ventiladores pulmonares. De cerca de 700 itens hospitalares descartáveis, há falta absoluta de cerca de 110 itens".

"A situação da saúde em Gaza é absolutamente crítica.”

ÓPERA

Sugestão do leitor JC M

Imaginem mais de 30 membros da Companhia de Opera da Filadelfia misturados em meio ao povo em um mercado dentro da Itália como transeuntes comuns e de repente começam a cantar La Traviata. Vejam a reação das pessoas. Simplesmente, incrível.
 Aproveitem e se emocionem.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A LIÇÃO QUE JONG TAE SE DEU AO MUNDO AO CHORAR NA EXECUÇÃO DO HINO NORTE-COREANO


Para mim o principal "lance" da partida Brasil X Coréia do Norte foi o momento em que o jogador Jong Tae Se, japonês, naturalizado norte-coreano chorou ao ouvir o hino da Coréia do Norte.

Quando, rotineiramente, vemos jogadores brasileiros que sequer sabem cantar o hino, sabidamente difícil, mas não impossível para quem tem boa vontade, não ter sequer uma consciência de cidadania. A maioria vive em um mundo à parte, de contratos milionários e tietagem em geral, tendo uma formação rudimentar, para dizer o mínimo, e na maioria, sem o menor interesse em acrescentar cultura e educação em seus currículos. Visto que em sua maior parte, apesar de passarem anos em alguns países, sequer conseguem aprender o idioma nativo. Não por deficiência, óbvio, mas por puro desinteresse.

Contudo, não é objetivo deste artigo falar a respeito dos brasileiros, mas sim em falar em consciência de país, de pátria.

Só para deixar claro a opinião deste Blog, não consideramos uma Copa do Mundo de Futebol, uma guerra entre nações, mas sim um congraçamento esportivo.

Posto isto, chama a atenção a atitude do jogador norte-coreano.

Um japonês de nascimento, que cresceu neste país, uma nação capitalista, e particularmente falando, mais ocidentalizado país asiático.

Com todos os requisitos do capitalismo em si. O consumismo, a ânsia pelo sucesso, o ode ao individualismo. Tudo isto vemos nas novas gerações do pós-guerra, que foram e ainda são, influenciadas pelos Estados Unidos.

E exatamente ali, neste caldo cultural, que um jovem e bem sucedido jogador de futebol decide se naturalizar Norte-coreano.

Decide ser cidadão de um país criminalizado e satanizado pelo ocidente. Decide, como já declarou, viver nele, em breve.

Este homem, não quer as vitrines coloridas, as roupas da moda, os holofotes do sucesso. Tudo que tem por direito como jogador diferenciado de futebol.

Jong Tae Se deseja ser um norte-coreano.

Não conheço a Coréia do Norte. O pouco que recebo de informação vem dos "imparciais" meios de comunicação ocidentais.

Os mesmos que defenderam a invasão do Iraque porque teria armas de destruição em massa.

Os mesmos que odeiam Cuba, embora o país exiba índices de saúde e educação superiores aos próprios norte-americanos.

Não quero afirmar que a Coreia do Norte seja um ótimo país para se viver, porém, nem tampouco posso afirmar o contrário.

Não possuo informação confiável. Não conheço o país.

Tudo que vi foi um japonês nato, chorar emocionado com o hino do país que, em plena consciência dos seus atos, escolheu para si e para sua vida.

Tudo que vi, e me emocionei, foi ver um atleta em lágrimas, ao representar seu país adotivo.

E esta cena, meus amigos, diz a mim muito mais que os luminosos anúncios da felicidade eterna do capitalismo.
Fonte: Miguel Grazzionetin on Line

Querem censurar o blog da Dilma. Isso é terrorismo.



Não é novidade para a militância petista ser olhada com desdém ou se fazer crer que trabalha nas campanhas eleitorais do PT por convicção, sem nenhum interesse financeiro ou de futuros cargos.
A lógica de pessoas de partidos como o DEM/PSDB ,e a grande maioria dos partidos brasileiros, não conseguem conceber que há idealismo e desinteresse pessoal no trabalho de militância real ou virtual.
A grande imprensa já levantou suspeitas de que o blog da Dilma seria patrocinado pelo partido ou pelo goveno, agora tentam tirá-lo da blogsfera apelando para a lei eleitoral.
Tentam, também, com essa atitude desencorajar outros blogues de apoio à candidata Dilma Rousseff.
Trabalho inglório.
Não nos amedrontavam os "militantes" pagos para nos enfrentar quando faziamos campanha no passado e não nos amedrontarão atitudes terroristas como essa.
Para cada blogue de apoio à Dilma Rousseff que a justiça eleitoral, presionada pelos donos das grandes mídias, tirarem do ar criaremos outros.
Contra atos terroristas da grande imprensa e da oposição desesperada, agiremos como pequenos e pulverizados grupos de guerrilheiros.
Mas não conseguirão nos calar.
Aos companheiros do blog da Dilma, deixo uma mensagem que tem muito significado para toda a militância petista.
Não adianta tentarem me calar
Nunca ninguém vai abafar a minha voz.
Quando o povo quer
Ninguém domina
O mundo se ilumina
Nós por ele, ele por nós.
Apoio de Avelina Martinez Galleg - Blog Brasil Mobilizado

FONTE: TERRA BRASILIS

Teu Abraço...


Feito brisa, teu abraço
Feito brasa, teu abrir-se

Com a tristeza dos que
Esgotam o ocaso em
Silêncio abismal,
Vislumbro a saudade
E, em seu bojo, a solidão...
E, em seu ventre, a configuração
De clamores inauditos,
Contorcendo-se em agônica espiral:
Plasticidade indelével...

Feito brisa, teu abraço
Feito brasa, teu abrir-se...

(DiAfonso)

imagem
Poema publicado em SPIRITUS


quarta-feira, 16 de junho de 2010

A dupla moral dos EUA

(O criminoso nazista Klaus Barbie aproveitou a vida em liberdade graças aos EUA)


Reproduzo artigo de autoria de Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço.Com.



Os Estados Unidos pressionam o mundo por sanções contra o Irã, alegando que o programa nuclear de Teerã ameaça a paz no Oriente Médio e o Estado de Israel. Ahmadinejad é pintado como o demônio, que não reconhece o holocausto, e seria como um novo Hitler para o povo judeu. Mas enquanto o Irã jamais fez qualquer mal aos judeus, os EUA não só protegeram como contrataram para trabalhar em seu serviço de inteligência um dos maiores criminosos nazistas, o carniceiro de Lyon, Klaus Barbie.

Barbie foi oficial da SS e chefe da Gestapo, em Lyon, onde mandou para a câmara de gás 44 crianças judias, entre 3 e 14 anos, que estavam refugiadas em um abrigo de órfãos. Tinha um prazer mórbido em torturar prisioneiros, muitas vezes os levando à morte. Pois este monstro, condenado e procurado pela Justiça francesa, foi recrutado pelo exército dos Estados Unidos após a guerra e trabalhou como agente secreto por dois períodos. Ou seja, foi contratado, dispensado e depois recontratado, provavelmente pela qualidade de seus serviços.

Os EUA não apenas usaram os serviços de Barbie, como auxiliaram sua fuga para a Bolívia, evitando seu julgamento na França. Como assinalou o assistente especial para a Procuradoria Geral dos EUA, Allan Ryan, em memorando de 1983, “representantes do governo dos Estados Unidos foram diretamente responsáveis por proteger uma pessoa procurada pelo governo da França por acusações de crime e por providenciar sua fuga da lei. Como resultado direto dessa ação, Klaus Barbie não compareceu ao julgamento na França, em 1950, passou 33 anos como um homem livre e fugitivo da justiça”, e só foi enviado para julgamento na França, muitos anos depois, pela cooperação direta entre os governos da França e da Bolívia.

As ações de Barbie como espião americano não são totalmente conhecidas, por razões óbvias, mas no combate promovido à guerrilha de Che Guevara na Bolívia, a CIA recontratou seus serviços. O carniceiro nazista ajudou a organizar a polícia secreta da Bolívia e a montar milícias de direita em Santa Cruz de La Sierra, onde se encontram atualmente os setores mais conservadores do país, que tentaram derrubar o governo de Evo Morales.

Essa é a dupla moral americana. Condenam uma suposta ameaça a Israel, evitando negociações de paz, e protegem um criminosos de guerra nazista condenado por um país aliado. Barbie morreu preso na França sem demonstrar um pingo de arrependimento por seus crimes e eternamente gratos aos EUA pelos bons anos em que viveu livre e ainda recebeu por isso.

14 de Junho - 82º aniversário do nascimento do Che

Republico homenagem do blog Cidadã do Mundo, com o qual faço coro, ao grande Che Guevara, por ocasião do 82º aniversário do seu nascimento.

http://ante-et-post.weblog.com.pt/CHE.jpg
"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás!"





Hasta Siempre Comandante

Aprendimos a quererte
desde la histórica altura
donde el sol de tu bravura
le puso un cerco a la muerte.
Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Tu mano gloriosa y fuerte
sobre la historia dispara
cuando todo Santa Clara
se despierta para verte.
Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Vienes quemando la brisa
con soles de primavera
para plantar la bandera
con la luz de tu sonrisa.
Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Tu amor revolucionario
te conduce a nueva empresa
donde esperan la firmeza
de tu brazo libertario.
Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Seguiremos adelante
como junto a ti seguimos
y con Fidel te decimos:
hasta siempre Comandante.
Aquí se queda la clara,
la entrañable transparencia,
de tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Carlos Puebla, 1965