LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Você foi saindo de mim


Leitores, amigos, seguidores: infelizmente estou sem condições de alimentar o blog. Diversas outras atividades têm tomado todo o meu tempo, e um blog sem alimento morre, por isso resolvi dá uma parada no Blog do Itárcio, não sei se volto, acho que sim, mas no momento certo.

Quero agradecer a todos, especialmente, por ordem alfabética, a Athena, do Cidadã do Mundo; Castor Filho, do redecastorphoto; DiAfonso, do Terra Brasilis; Elaine Berti, de Um pouco de tudo. Tudo de um pouco; LEN, do Ponto e Contraponto e ao ZCarlos, do Com Texto Livre; obrigado a todos pela força, pelas dicas, pela amizade.

Vou desabilitar a caixa de comentários para não sentir tentação em dar uma olhadinha (risos).

O meu outro blog, Se não canto, pelo menos grito, será alimentado por uma pessoa amiga.

Continuarei, claro, a me informar pelos blogs sujos, dos quais mais de 100 constam das minhas listas de blogs.

Abraços a todos!

P.S.: Quem quiser manter contato meu e-mail pessoal é itarcio2@gmail.com.


segunda-feira, 21 de março de 2011

Grupo de Mali - Tinariwen Amassakoul 'n' Tenere

10 mentiras e 10 verdades sobre o ateísmo

Encontrei no Vida em Órbita

domingo, 20 de março de 2011

A CIA e os Nazistas (The CIA and the Nazis)

Encontrei no Com Texto Livre

Abril de 1945. Os aliados invadiram os campos de concentração nazistas e o mundo teve o primeiro vislumbre das atrocidades impostas pelo regime de Adolf Hitler. Em Nuremberg, os aliados processaram os lideres nazistas por crimes contra a humanidade. Os mais perigosos criminosos de guerra foram levados a justiça, mas não todos.

"Há um mito de que os nazistas, essas pessoas terríveis cometeram estes crimes e, após 1945, desapareceram. Isto não é verdade..."

A verdade é que milhares de "ex-nazistas", entre os quais, muitos criminosos, foram trabalhar para o governo americano, sem o conhecimento da população. Durante a guerra, seus crimes incluiram supervisionar campos de trabalhos escravos e ordenar a morte de crianças órfãs. Os Estados Unidos, assim, tornaram-se eles próprios os piores nazistas!

Após a Segunda Guerra, seus nomes constaram na foha de pagamento americana como cientístas nos EUA ou agentes da inteligência na Europa.

"O governo americano estava querendo usar genocidas, protegê-los da justiça, escondê-los do povo americano." E ao mesmo tempo propagandearam o exagero do "Holocausto Judeu", multiplicando enormemente os reais acontecimentos. Por quê?

Como é possível um mesmo país acolher nazistas e apoiar abertamente Israel e o sionismo?

Documentos governamentais, revelados no anos 90, revelam que muitos "ex-nazistas", que espionavam para os EUA na Europa, forjaram informações. Alguns até trabalharam como agentes duplos para a URSS. Mas há quem diga que essa estratégia secreta americana, mesmo com falhas, era a única forma de vencer a guerra-fria. Será? Terá havido mesmo uma "Guerra Fria", já que a antiga União Soviética, através de Gorbachev, depois de morta, declarou nunca ter tido qualquer interesse em dominar o mundo ou guerrear com os estadunidenses?

"É um jogo duplo. As vezes tem de fazê-lo por uma causa maior", dirá a CIA e todos os presidentes do Império dos Estados Unidos. Na verdade é sempre a mesma farsa buscando dominação, e nada mais!

"Era a política americana contratar quem pudesse dar informações úteis, fosse criminoso ou não."

Até onde o governo estadunidense foi para encobrir os crimes de guerra destes recrutas e sessenta anos depois, será que o mundo sabe de toda a sórdida verdade?

"Eles podem dizer que revelaram tudo, mas temos de confiar no governo para acreditar". Mas uma coisa é certa: o governo dos Estados Unidos é o maior mentiroso de toda a história de todos os governos do mundo!

"Foi um escândalo, um dos maiores da inteligência americana." Mais uma desgraça para a dignidade de um país que, na verdade, talvez jamais tenha tido noção desse conceito!



Documentário completo AQUI.

sábado, 19 de março de 2011

A festa para Gorbachev


Crônica de Carlo Motta, publicada em seu blog no dia 03/03/11.

A internet avisa que Mikhail Gorbachev, o homem que acabou com a União Soviética, está celebrando seus 80 anos de vida de maneira discreta: vai receber cerca de 300 amigos e parentes num restaurante moscovita. Em Londres, porém, no dia 30, será homenageado no Royal Albert Hall, que deverá estar repleto de personalidades políticas e artísticas de vários lugares do mundo. Até membros da família real inglesa estão sendo esperados para o grande evento.

Dá para entender porque Gorbachev é mais festejado fora do que em seu próprio país. O processo de desintegração da URSS foi traumático, levou ao colapso vários Estados que se abrigavam sob o guarda-chuva soviético, deixou na penúria milhões de pessoas, tornou alguns poucos milionários, aprofundou as desigualdades.

Há muitos que culpam Gorbachev e suas perestroika e glasnost pela tragédia. Outros acham que ela era inevitável, pois as péssimas condições econômicas do urso soviético já indicavam a sua situação terminal.

Seja como for, o fim da URSS foi também o fim da carreira política de Gorbachev. O aclamado líder, com a ascensão do rival Boris Yeltsin, virou um fantasma a vagar pelo mundo a fazer palestras - esse parece ser o destino de quase todos os ex-presidentes...

Em novembro de 2008 lembrei aqui nestas "Crônicas" uma cena de comédia ocorrida durante uma visita de Gorbachev ao Estadão. A lembrança da breve estada do ex-líder soviético no jornal dos Mesquitas foi motivada por uma declaração que ele havia dado dias antes sobre a eleição de Obama Barack à Presidência dos Estados Unidos. Para quem não leu aquela crônica, aí vai ela abaixo, na íntegra.

Perco a amigo, mas não perco a piada...


Gorbachev e o jornal errado


Algum tempo depois de ter destruído a União Soviética, Mikhail Gorbachev passou a viver, entre outras coisas, de palestras, seguindo o exemplo de vários colegas ocidentais. Corria o mundo a divulgar seu feito, temperando a conversa com alguns conselhos e observações sobre política internacional, que os ouvintes fingiam acreditar ser sérios, para esquecer logo em seguida.

Tantas viagens acabaram trazendo-o ao Brasil, mais precisamente a São Paulo. Num intervalo do interminável oba-oba com que os nativos o presentearam, o líder aposentado foi parar no Estadão para ver como é que funcionava um dos principais baluartes da recém-florida democracia liberal que aqui se instalava.


Quando surgiu na redação, dezenas de curiosos, de contínuos a jornalistas de todos os calibres, o cercaram. Gorbachev parou diante de uma mesa, sorriu o sorriso dos predestinados, sentou-se na cadeira vaga e pegou um dos jornais que ali se achavam amontoados. Ao abrí-lo, o espoucar de flashes parecia fogos de artifício.


E não deu nem tempo de avisá-lo que havia escolhido o jornal errado: Gorbachev posava para a imortalidade do Estadão passando os olhos numa Folha!


A balbúrdia daquele momento foi tamanha que ninguém ligou para a gafe. O fato é que Gorbachev se despediu sob uma calorosa salva de palmas e um princípio de confusão, quando uma veterana integrante daquela equipe de bravos jornalistas agarrou a cadeira que o ex-líder havia usado e determinou, entre categórica e histérica:


- É minha, é minha! Ninguém mais vai sentar nela!


Bem, Gorbachev pode ter dado no Estadão uma aula de como não se faz marketing, mas ultimamente o veterano servidor do capitalismo liberal tem usado todas as lições que aprendeu dessa matéria para voltar à berlinda.


Deve ter imaginado que a crise financeira global é tão séria que até mesmo ele surge como uma opção para os desesperados chefes de Estado que se surpreendem a cada dia com mais novidades sobre os estragos causados pela insensatez de uma doutrina levada aos seus extremos.


Ao comentar a vitória de Barack Obama a jornais de diferentes línguas, Gorbachev aconselhou-o a adotar nos Estados Unidos a sua "perestroika" ("reestruturação"), receita a seu ver infalível para reanimar Estados em grau adiantado de decomposição.

Obama, de sólida formação acadêmica, sabe os efeitos que a perestroika teve na União Soviética e deve dispensar a sugestão.

O novo presidente dos Estados Unidos ainda não leu o jornal errado.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O FIGURINO NADA A VER DE JOHN LENNON DA SILVA

Encontrei no Cloaca News



Se você chorou, como o tal João, já entendeu o que é a tal mímesis superior a que se referia um tal de Aristóteles...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Mesmo Que Ela Fosse Criminosa... (Eût-elle été criminelle...). Vídeo imperdível



Encontrei no excelente Blog do Mello

Prosseguindo com exibição de vídeos na semana de homenagens ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março. Não deixe de ver este documentário de curta-metragem do diretor francês Jean-Gabriel Périot, que recebeu vários prêmios internacionais. Participou também do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, em 2006, e da Mostra Internacional Minas, onde recebeu os prêmios de Melhor Diretor Internacional – Prêmio do Júri Oficial, para Jean-Gabriel Périot, Melhor Montagem Internacional – Prêmio do Júri Oficial e Melhor Som Internacional – Prêmio do Júri Oficial.

Em aproximadamente nove minutos, o filme mostra como estava a França, logo após a retirada dos nazistas, em 1944, quando o país readquiriu sua soberania.

Num trabalho de montagem incrível, Périot consegue narrar desde a ocupação até a retirada das tropas alemãs (com o ditador do bigodinho à côté) em pouco mais de dois minutos.

Em seguida, vem a alegria da libertação. Mas o filme mostra também – e esta é sua parte principal, destacada desde o título – o comportamento covarde e irracional de parte da população, que agride e humilha um grupo de mulheres, acusadas de terem se relacionado com os nazistas durante a ocupação. Como se boa parte da França não houvesse cooperado com os nazistas.

Como diz o título, ainda que fossem criminosas, o tratamento que lhes foi dispensado (repare num covarde que esbofeteia uma das mulheres, pouco depois do quarto minuto) mostra que os nazistas saíram, mas o nazismo ficou.

Descobri o filme por acaso, estava (e está) no Youtube, postado por alguém que não gosta de compartilhar e que por isso proibiu o embed. Foi ótimo. Trabalhei como uma e-mula (se é que me entendem), consegui o vídeo em .mov, passei-o para .divx e a qualidade está infinitamente melhor que a do egoísta (ainda se o muquirana fosse o autor do filme...).

É um monumento à estupidez humana, à mesquinharia, à pequenez, à covardia. Repare nos rostos das mulheres agredidas e humilhadas e nas expressões alegres e dissimuladas dos que deveriam apenas estar comemorando a vida, o fim do bode da ocupação nazista.

Confira, compartilhe-o com amigos e nos diga o que achou.
[Postado originalmente neste blog em fevereiro de 2008]

quarta-feira, 16 de março de 2011

Peregrinações pelos blogs sujos

Não tenho guardada na memória uma definição acadêmica de o que é ser de esquerda, que pudesse retirar aqui, agora, da cartola.

Como disse um educador, que a velha memória também não lembra – a idade? O álcool? O desencanto? – conhecimento é o que fica depois que esquecemos.

No entanto, entendo que ser de esquerda é estar ao lado do trabalho, do trabalhador, do coletivo; ser de direita, ao contrário, logicamente é estar ao lado do capital, do investidor, do individualismo.

Estes são dois grandes grupos que enxergam o mundo através de sua classe, seus interesses, e por incrível que parece, por seus ideais. Mas diversas são as formas e ações dos que se dizem ou dos que formam a esquerda, militantes ou não.

A direita é mais coesa e não tem dúvidas ou debates acerca dos caminhos e dos fins a ser atingido, o objetivo é o lucro e tudo que estiver em seu caminho tem que ser destruído, sem possível com armas a base de urânio empobrecido.

Tenho lido vários artigos na net, nos blogs sujos é claro, a respeito dos embates de nosso tempo tão em ebulição, e, como dizia o meu chapa Terêncio, “cada cabeça, uma sentença”, é normal e salutar que surjam divergências sobre assuntos que aparentemente todos os sujos, progressistas ou esquerdistas, em tese, concordariam, não sem críticas, mas com críticas à esquerda, nunca se deixando levar pelo discurso do inimigo, o capital, tão bem representado pelos EUA, Israel, OTAN e pelo PIG nacional e internacional.

Passo a listar alguns temas, exemplificativos, que dividem o grande bloco de esquerda, não só na blogosfera: Chávez; início do governo Dilma; ditaduras árabes; Líbia, OTAN, etc.

Acreditava que o olho do furacão não voltaria a tempo de minha ínfima existência terrena pudesse ter o prazer de vislumbrá-lo, mas as coisas estão aí: crise estadunidense, européia, novos governantes aliados a um recentemente processo de democracia popular: Lula, Chávez (1), Corrêa, Evo Morales, Erdogan (2); energia nuclear; revoltas populares nos países árabes, etc.

O mundo está um caos, e isto é muito bom, pois a ordem em que se mantinha, e ainda se mantêm, estando o monstro ferido, mas não morto, é sabiamente de um pesadelo que só se sobrevive lutando, para os fortes; enchendo a lata de álcool ou antidepressivos, para os fracos ou se mantendo num estado extremo de alienação.

Com a mesma surpresa de viver um tempo de mudanças profundas, se para o bem ou o mal só o tempo dirá, ou os privilegiados videntes e profetas, lembram de Fukuyama? Fico surpreso em ler posições tão díspares em blogs que aprendi a admirar seja pela inteligência dos argumentos apresentados, a visão acima do muro dos seus articulistas e posições mais a esquerda em assuntos que, se não geram unanimidade, que é um caminho para a ditadura de opinião, levaria a críticas, repito sempre pela visão mais a esquerda.

Já li textos em blogs sujos criticando Lula a partir da visão do PIG, da mesma forma críticas, inclusive apelando para palavrões e argumentos falaciosos ao Presidente Chávez, etc.

Mas é isto, vivemos num momento de explosão da palavra, num espaço não dominado exclusivamente pela grande mídia empresarial, viva a diversidade e a blogosfera.

A questão da Líbia (3) é outro divisor de águas, ninguém hoje em sã consciência defende Kadafi, mas negar os avanços sociais da Líbia sob sua gestão antes da capitulação ao ocidente em 2002, bem como achar que o povo líbio não tenha capacidade de perseguir suas mudanças e a mesma coisa que acreditar que os EUA, a Europa e a OTAN querem o bem da humanidade.

Pergunte o qualquer iraquiano qual é a pior ditadura a de Sadam o a de Tio Sam?


(1) Excelente matéria de Luiz Carlos Azenha sobre a Venezuela de Chávez;

(2) Sobre o Lula da Turquia ler o excelente artigo Turquia fala clara e democraticamente [e Obama gagueja];

(3) Dois artigos que não devem deixar de ser lidos para compreender o que acontece na Líbia: A OTAN está na Líbia? e Líbia: Toda a verdade.

Campanha da Fraternidade. Obrigado, Senhor!

Obrigado, Senhor, por não interferir:
- quando milhares de pessoas morrem de fome, de frio, de doenças e de maus tratos todos os dias no mundo;
- nas guerras que já mataram milhões em teu nome;
- nas catástrofes naturais que exterminam os que não te veneram, juntamente com quem acredita em ti e te ama, e confia que tu irá livrá-los do mal;
- na violência desmedida contra os indefesos e humildes, que só têm a ti para pedir proteção;
- nas mortes, depois de meses em agonia, dos que sofrem de doenças incuráveis (mesmo se tiverem orado a ti para minorar sua dor, ou antecipar seu próprio fim);
- no abuso físico, psicológico e sexual de inocentes por aqueles que usam teu nome para adquirir poder e respeito entre os homens;
- e, finalmente, obrigado, Senhor, por ter arquitetado essa “gincana” em que bilhões e bilhões de seres humanos, durante milhões e milhões de anos, tiveram que superar todo tipo de desafio — contra animais selvagens, contra o clima, contra as catástrofes naturais, contra doenças, contra pragas, contra outros grupos rivais — para poder sobreviver neste planeta, e isso apenas para o Senhor poder escolher a quem premiar e a quem condenar no final.
Espero que o Senhor esteja se divertindo bastante.
Amém!
Fui expulso de uma comunidade religiosa no Orkut* após postar esse texto num tópico intitulado “Vamos agradecer ao Senhor”.
(*) Segundo a Rayssa Gon, eu era um Ateu Troll por essa época. Logicamente, isso foi no tempo em que eu usava Orkut. Nunca descobri o motivo, mas eu fui expulso de todas as comunidades religiosas em que me inscrevi como membro. Foi aí que decidi criar esse blog. Aqui eu não “expulso” ninguém, e ninguém me expulsa. Meu blog, minhas regras: aqui eu sou Deus.

Zeitgeist, o espírito de nossa época


Do Blog da Cidadania, do Eduardo Guimarães


Zeitgeist ( (audio); pronúncia: tzait.gaisst) é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo numa certa época ou as características genéricas de um determinado período de tempo.

(by Wikipedia)

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A época em que vivemos. O homem como ele se tornou. Seus costumes, sua devassidão, seus ódios, seus rancores, seus medos, sua cobiça, sua inveja, seu ciúme, sua violência, sua impiedade, sua perversidade, sua mesquinhez, seu imediatismo, sua indolência, seu fanatismo, seus exageros, sua imprecisão, sua desonestidade, sua parcialidade, sua omissão, enfim, seus demônios interiores da forma como atravessaram os séculos e de como o fizeram se converter no ser previsível, movido pelo bombardeio da informação e nunca, jamais, pela capacidade de pensar individualmente.

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Zeitgeist, o Filme (Zeitgeist, the Movie, no original) é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, aborda temas como Cristianismo, ataques de 11 de setembro e o Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).Ele foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007. Uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards.

Em 2 de outubro de 2008 foi lançado um segundo filme, continuação do primeiro, chamado Zeitgeist: Addendum, no qual se tratam temas como aglobalização, a manipulação do homem pelas grandes corporações e instituições financeiras, e aborda a atual insustentabilidade material e moral dahumanidade, apresentando o Projeto Vênus como solução para o problema.

(By Wikipedia)

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Graças a dica do leitor Joelson, apresentarei, a seguir, a terceira parte da trilogia (até aqui) Zeitgeist : “Moving forward”, ou “O Futuro é Agora”. Foi lançada em outubro do ano passado com embargo para difusão livre na internet até 25 de janeiro deste ano. Julguei melhor apresentar o documentário em 12 partes, de forma que não ficasse muito pesado. Faça o que fizer, leitor, não deixe de assistir.

Parte 1 /12



Filme completo AQUI.

A grande mentira - parte I




O leitor deseja fazer algo de útil e inteligente? Agora mesmo?

Então é só seguir as indicações:

1. Pegue nos livros de História que estão na sua casa.

2. Individue os últimos capítulos, os que falam da história moderna, desde 1970 até hoje.

3. Rasgue e deite no lixo.

Já está. O leitor acabou de fazer uma coisa muito inteligente: porque a História como foi contada desde a década dos anos '70 até hoje é apenas mentira.

O leitor continua com dúvida? Pegou nos livros mas ainda não tem a coragem para estragar uma edição tão bonita?

Então venha comigo, siga-me nesta curta viagem, no final da qual perceberá porque o que ensinaram nas escolas, a versão oficial, não passa duma piedosa mentira que tem um único objectivo: impedir que o cidadão possa perceber que o Estado, assim como contado, foi destruído há muito tempo.

A data

Se o leitor tivesse que escolher uma data importante após o fim da Segunda Guerra Mundial, que data escolheria?

Falamos, óbvio, duma data que marcou de maneira indelével a nossa sociedade, que mudou o rumo dos acontecimentos.

20 de Julho de 1969, o Homem na Lua?

9 de Novembro de 1989, a queda do Muro de Berlim?

1990, a Primeira Guerra do Iraque?

Todos acontecimentos importantes, sem dúvidas. Mas a data que deveria merecer o destaque maior seria outra: 15 de Agosto de 1971.

Naquele dia, o então Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon,decretou o fim da convertibilidade entre Dólar e ouro. Em breve, todos os outros Países fizeram o mesmo.

O que significa isso?

A nota

Observem a seguinte imagem:


Nesta antiga nota da República Italiana é possível encontrar a seguinte frase: "Pagabili a vista al portatore", que podemos traduzir como "Pagáveis à vista ao portador".

Uma nota pagável? Qual o sentido? Uma nota já é dinheiro, com que se pode pagar uma nota?

Estas perguntas parecem óbvias: e isso já é um preocupante indício do estado no qual a nossa sociedade se encontra e do condicionamento ao qual somos submetidos.

Por isso, parece normal o facto desta frase ter desaparecido: já não pode ser encontrada em nota nenhuma. Normal? Absolutamente não, vamos ver porquê.

O dinheiro, em teoria, é uma forma de pagamento, nada mais do que um meio de pagamento: o dinheiro não é riqueza, deveria representar a riqueza. Complicado? Nem por isso.

É mais prático comprar 6 ovos com barras de ouro ou com notas? Com notas, evidente. Por isso foi inventado o dinheiro: uma nota representa uma determinada quantia de ouro, uma riqueza real.

Até 1971, o portador duma nota de 1.000 Lire, a mesma da figura anterior, poderia entrar em qualquer banco, público ou privado, e exigir o pagamento da nota. Como? Com ouro.

O portador apresenta a nota e o banco troca a nota (o meio de pagamento) com a riqueza real, o ouro (do qual a nota é apenas uma representação).

"Pagáveis à vista ao portador" significa isso mesmo: a nota é um meio de pagamento que representa a riqueza, o ouro, guardado nos bancos. Simples, não é?

O papel

Isso, tal como dito, até 1971 (em verdade a Lira perdeu a convertibilidade mais tarde, e o mesmo aconteceu com o dinheiro dos outros Países: mas vamos simplificar).

A partir da decisão de Nixon, já não é possível entrar num banco e pedir para que a nota seja paga: o banco não vai trocar a nota do leitor com ouro. Isso porque o Dólar e as outras notas já não representam uma riqueza real. Porquê?

A convertibilidade (uma nota = uma determinada quantia de ouro) implica que por cada nota emitida exista o correspondente valor em ouro.

Eu, Estado, tenho 1.000 quilogramas de ouro; cada quilogramas vale 1 Dólar, então vou emitir 1.000 Dólares em notas. Assim, cada Dólar representa exactamente 1 quilo de ouro.

Mas quando a convertibilidade já não for a regra? Acontece uma coisa espantosa: o Estado pode emitir um número ilimitado de notas, pois estas já não representam a real quantia de ouro na posse do Estado.

Então representam o quê?

Este é o problema: representam nada, nada mais do que o papel das quais são feitas.

Com convertibilidade: 1 Dólar = 1 Quilo de ouro

Sem convertibilidade: 1 Dólar = papel e nada mais.

"Tá bom", pode pensar o leitor, "afinal esta não passa duma questão de contabilidade, um mero aspecto financeiro".

Não, não é assim: a diferença entre um sistema baseado na convertibilidade e um sistema sem a convertibilidade tem implicações extremamente profundas: tão profundas que abalam os alicerces da nossa sociedade e põem em discussão o nosso papel enquanto cidadãos.

Exagerado? Vamos em frente.

Salários de papel

Se uma moeda perder a convertibilidade, como vimos, deixa de representar a real riqueza, o ouro. De facto, deixa de representar qualquer coisa: num sistema sem convertibilidade a moeda torna-se a real riqueza.

Mais moedas? Mais riqueza. Menos moedas? Menos riqueza.

Mas será mesmo assim? Não, não é assim. Esta é a versão que os Estados querem transmitir. A verdade é bem diferente.

Se a moeda fosse a verdadeira riqueza, seria suficiente que um Estado tivesse os cofres cheios de notas para ser um Estado rico. Mas ainda hoje, a riqueza dum Estado é calculada com base na reserva áurea, isso é, na quantia de ouro que efectivamente detém.

Mais ouro? Mais riqueza. Menos ouro? Menos riqueza.

Mas então a moeda, as notas, quanto valem? Resposta: nada.

Esta é uma das realidades que bancos e Estados não querem divulgar.

Até 1971, cada trabalhador era pago com notas que representavam uma riqueza real, mantida nos cofres dos Estados. No final do mês, o trabalhador recebia como salário uma pequena percentagem da riqueza do próprio País, pois cada nota representava uma riqueza real.

Depois de 1971, cada trabalhador recebe papel, que já não representa nada, ao não ser o papel da qual a nota é feita. Hoje trabalhamos e no final do mês somos "premiados" com papel.

Acham isso um factor secundários? Se o leitor pensar isso, então tente responder à seguinte pergunta: para onde foi todo o ouro, a verdadeira riqueza?

Mas disso vamos falar mais à frente. Por enquanto vamos ver um dos outros efeito da perda da convertibilidade.

A Res Publica

Um salto atrás.

O termo "República" deriva do Latim Res Publica, isso é, "coisa pública, de todos". É uma ideia bastante antiga que remonta aos tempos dos Gregos clássicos, pois foram eles os primeiros a utilizar o conceito.

Passados mais de 2.000 anos, hoje a maioria dos Países são Repúblicas e mesmo os Estados de tipo monárquico têm constituições que permitem a decisiva participação dos povos nas decisões do próprio País.

Uma maravilha, não é?

Agora, pensamos nisso: numa República, o Estado gere a res publica, isso é, a coisa pública, de todos. Como a riqueza, por exemplo.


De facto, um dos deveres de qualquer Estado é a administração dos recursos de todos os cidadãos para o fornecimento de serviços em favor de todos os cidadãos.

Mas se o Estado deixar de gerir tas recursos? Se o Estado deixar de administrar a real riqueza dos cidadãos? Se o Estado começar a utilizar uma outra fonte de riqueza, não criada pelos cidadãos? E se os cidadãos não estiverem devidamente informados acerca da real situação? Podemos ainda falar em res publica?

Vamos ainda mais em frente: se o Estado criar dinheiro a partir do nada?

Dinheiro do nada

Pois é isso que acontece. Os últimos Quantitative Easing da Federal Reserve foram exactamente isso: centenas de milhões de Dólares criados a partir do nada, literalmente.
O que a Federal Reserve fez foi ligar as impressoras, deixar secar a tinta, e pronto, eis criados rios de notas: quanto ouro representa cada nota assim criada? Zero. Só papel.

Mesmo sistema utilizado na mesma altura pela Bank of England, pelo Bank of Japan, pelo Banco Central Europeu.

Todas notas criadas a partir do nada e distribuídas nos vários Países. Que, desta forma, aceitam, utilizam e fazem utilizar dinheiro que não pode representar a real riqueza do País: representam outra coisa.

Mas que coisa?

Não vamos responder a esta pergunta já. O que interessa agora é o seguinte: um Estado que aceita, utiliza e faz utilizar pelos próprios cidadãos uma riqueza que riqueza não é, pode ainda ser considerado uma República?

Vimos que as notas são imprimidas a partir do nada, não representam riqueza.

Mas nós trabalhamos: então para onde foi a real riqueza produzida pelos cidadãos? Onde está a res publica?

O perigo inflação

Um passo atrás, outra vez.

Após 1971, os Estados ficaram numa situação muito particular: pela primeira vez na história do homem, era possível criar dinheiro de forma totalmente independente da riqueza realmente possuída (o ouro).

É claro, não se pode ligar a impressora e começar a distribuir notas como se nada fosse. As operações de Quantitative Easing têm custos: quantas mais notas houver em circulação, tanto menor será o valor atribuído a cada nota. Isso tem um nome: inflação.

A Federal Reserve e os outros bancos, ao utilizar este sistema, criaram as bases para uma futura vaga inflacionária. Que não acaso começa a surgir. Não há maneira de evitar esta que é uma lei básica da economia e não só.

Por isso, não podemos imaginar Estados que a partir de 1971 começassem a imprimir notas e a distribui-las aos cidadãos de graça.

Cada cidadão teria ficado com quantias enormes de dinheiro, teoricamente ilimitadas: mas teria sido uma falsa riqueza e, sobretudo, de breve duração. Logo os preços teriam começado a subir de forma vertiginosa e a alegada vantagem de ter muitas notas teria sido compensada pela subida dos preços.

É uma situação que já aconteceu: na Alemanha dos anos '20, por exemplo.

Para pagar as dívidas da Primeira Guerra Mundial, o Estado começou a imprimir notas sem ter em conta a real riqueza em ouro; desta forma as dívidas foram pagas, mas o País entrou numa fase de hiper-inflação.

Os preços subiram de forma exponencial e o Estado teve que imprimir notas com valores cada vez mais elevados para permitir que os cidadãos tivessem notas suficientes para efectuar compras. Foram imprimidas até notas com o valor de 100.000.000.000.000 Marcos. De facto, a economia colapsou.

Outros exemplos de hiper-inflação tiveram lugar em alguns Países da América do Sul nos anos '90 e actualmente o Zimbabwe apresenta uma taxa de inflação de 231.000.000% .

Por isso, imprimir dinheiro sem cuidado é uma medida que não faz sentido.

O Estado como família

Todavia pensamos no seguinte: se o Estado deixar de limitar a emissão de dinheiro consoante a quantia de real riqueza possuída (o ouro), então isso significa que o Estado terá oportunidade de empregar mais dinheiro em bens a favor dos cidadãos. Não de forma descontrolada (perigo inflação), mas de maneira cuidadosa e rentável.

Com o passar do tempo, os investimentos (na educação, na saúde, na formação, nas infraestruturas) começarão a devolver os capitais investidos e com os interesses também.

Com o passar das gerações, os Países poderiam ter-se tornado algo de muito diferente, no sentido melhor.

O caso de Portugal, por exemplo.

O País é obrigado a mendigar dinheiro no mercado dos investimentos, pagando juros altíssimos.

Mas porquê? Porque Portugal não imprime as próprias notas e, sem cair nos erros da hiper-inflação, não alivia assim a situação?

Porque, é explicado, o Estado é como uma família: não pode gastar mais do que ganha. Portugal produz e ganha pouco, por isso pode gastar pouco. Se gastar mais, então são precisos cortes. O mesmo, naturalmente, acontece com todos os Países em dificuldades, começando com os PIGS europeus.

O raciocínio é perfeito, não é possível encontrar falhas. Não acaso é dito e repetido inúmeras vezes.

Bom, se calhar uma falha existe; pequena, mas existe: Portugal e os outros Países não gastam a riqueza que produzem.

Uma vez, com a convertibilidade nota-ouro, era assim de facto (nota: em boa verdade, um País com moeda própria pode gastar até o infinito, sem limites de deficit: mas aqui o discurso é mais complexo e afastado do tema principal) . Mas já não é: como vimos, a moeda já está totalmente "desligada" da verdadeira riqueza, que continua a ser o ouro.

Estes Países gastam outras coisas: simulacros de riqueza, isso é, dinheiro que já não está relacionado com algum valor; dinheiro que pode ser criado a partir do nada; dinheiro que vale nada.

Perguntas

Chegou a altura de fazer algumas perguntas, não é?

Se o Estado pode imprimir dinheiro a partir do nada, como pode o Estado queixar-se do facto de ter pouco dinheiro?

Se o Estado pode imprimir dinheiro a partir do nada, como pode ter dívidas?

Porque o Estado corta os salários, os serviços, os investimentos se o que falta afinal é uma coisa que pode ser imprimida a partir do nada?

Porque o Estado não imprime e investe dinheiro (de forma cautelosa) para criar trabalho e aumentar o nível de vida dos próprios cidadãos?

Se o Estado deixou de desenvolver o próprio papel "republicano", o que é hoje?

Porque o Estado não diz aos cidadãos que o dinheiro utilizado já não é a real riqueza produzida com o trabalho?

Que aconteceu com a verdadeira riqueza, o ouro? Onde está, quem ficou com ele?

Boas perguntas.

E na segunda parte do artigo vamos procurar as respostas.

Ipse dixit.