LULA PRESO POLÍTICO

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Somos Todxs Gabriela Monelli! Pelo fim da Transfobia!

Transexual cometeu suicídio nesse dia 9 de setembro


Carla Alvim, da Secretaria de Mulheres da Juventude BH

Pense em uma pessoa trans*.  Pensou? Você se lembra de ter convivido com, no mínimo, uma, seja na universidade, no seu local de trabalho, no banco ou mesmo na padaria, realizando atividades cotidianas, as quais você julga normais? Ou você imediatamente as imaginou em uma esquina se prostituindo, num show de TV sendo alvo de piadas ou em um salão de beleza? Infelizmente, estas atividades citadas são a realidade de muitas pessoas trans*.
Toda a sua exclusão começa ao se assumirem socialmente como trans*. Primeiro, na família que, em diversos casos, as expulsa de seu convívio. Passam então a enfrentar uma situação totalmente adversa no ambiente escolar, em que nem o seu nome, seu gênero e a sua segurança são respeitadas por quem deveria lhe assegurar a permanência escolar (o Estado), culminando em sua expulsão e a não conclusão de seus estudos. Consequentemente a isto, ficam inaptas aos estudos universitários e sem a qualificação exigida para a inserção no mercado de trabalho. Mas este não é o único motivo pelo qual elas são marginalizadas. Mesmo as pessoas trans* que vencem estas barreiras não são aceitas em empregos formais, pois são vítimas de transfobia dos empregadores que preferem mantê-las na exclusão social e às noites de prostituição.
Discriminação fatal
Disso, a jovem Gabriela Monelli sabia muito bem. Desde seus 15 anos (até os 21) garantiu a subsistência vendendo o seu corpo. Gabriela era militante nas redes sociais e sempre relatava em seu blog a discriminação da sociedade transfóbica e a sua exigência cisnormativa. Segundo amigos, o que mais a entristecia era a não aceitação, a violência que sofria como prostituta e a impossibilidade de entrar no mercado formal de trabalho. Gabriela possuía sonhos e lutou muito para vencer a opressão. Desabafou em seu blog que, apesar da violência e da humilhação, ela não iria desistir. Porém, a opressão e a falta de perspectiva acabaram roubando dela a vontade de dar a batalha contra tudo e todos a todo o momento. No dia 9 de setembro, poucos dias depois de conversar com os seus amigos e seu namorado sobre o quão deprimida estava, cometeu suicídio.
Gabriela é mais de uma de muitas vítimas da sociedade capitalista que discrimina e mata pessoas trans*. Segundo o Grupo Gay da Bahia, só em 2012 foram registrados 127 assassinatos de transexuais. Desde que nascemos somos condicionados a pensar que as únicas identidades de gênero possíveis são aquelas que correspondem ao seguinte esquema: pênis = homem e vagina = mulher.  Qualquer um que transgrida a essa norma (cisnormatividade) é discriminado e desumanizado socialmente e institucionalmente.
Não à transfobia
O governo Dilma pouco avançou no combate à transfobia. Os setores conservadores tem amplo espaço para disseminar discursos de ódio, a exemplo do deputado Marco Feliciano (PSC-SP). A violência e assassinatos às pessoas trans* só aumentam a cada dia. Não há políticas públicas para o acesso delas na universidade e no trabalho. O acesso à assistência endocrinológica, médica e psicológica, além de compulsória (na perspectiva de que as pessoas trans* são doentes mentais) é restrita à burocratização, já tão intrínseca do nosso sistema público de saúde. Além disso, é submetida à (in) capacidade das supostas equipes multidisciplinares que regram as vidas das pessoas trans* a partir de perspectivas médicas tacanhas e centradas na hetero e cisnormativadade.
O que deveria ser parte de um processo que auxiliasse esta população marginalizada em sua saúde, acaba por ser uma agressão psicológica (além de crime) restringente ao exercício de uma cidadania plena, dado que a autorização judicial para a retificação dos documentos oficiais só é concebida judicialmente mediante a aprovação desta equipe médica multidisciplinar no seu privilégio de diagnosticar a vida das pessoas trans*.
Ou seja, as pessoas trans* não têm direito ao próprio corpo e nem à autopercepção se esta não for atestada por quem não faz a mínima ideia do que é ser trans*. Onde será que já vimos esta restrição à autonomia dos corpos? O Estatuto do Nascituro e a criminalização do aborto estão aí como prova de que as pessoas trans* não sofrem de uma opressão isolada, mas que é compartilhada pelas nossas companheiras mulheres cis quando o Estado se outorga o direito a limitar a liberdade dxs trabalhadorxs.
Para mudar essa realidade, é preciso muita  organização e de união das pessoas trans* e cis para o combate à transfobia. Pautas como a despatologização das identidades trans*, direito à livre expressão da liberdade de gênero, tanto socialmente quanto nos documentos de identificação, e do combate à transfobia, precisam ser levadas às ruas.  Não pode ser que deixemos que casos como o de Gabriela continuem a se repetir e a serem invisibilizados.

Nota: O termo "trans*" se refere à Transexual: A condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento, tendo o desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto
Do Site do PSTU

George Carlin - Aborto, galinhas e Homossexuais



sábado, 28 de setembro de 2013

Itaú lucra, sonega e conspira

https://www.facebook.com/PoliticaFace?fref=ts
Por Altamiro Borges

Na semana passada, [agosto de 2013] a Receita Federal autuou em R$ 18,7 bilhões o banco Itaú por sonegação fiscal. A maracutaia contábil ocorreu no processo de fusão com o Unibanco, em 2008. O órgão governamental cobrou R$ 11,845 bilhões em Imposto de Renda e R$ 6,867 bilhões em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, acrescidos de multa e juros. De imediato, segundo o sítio G1, a poderosa instituição financeira “contestou o auto de infração, afirmando serem apropriadas as operações realizadas, sendo descabido, portanto, o entendimento da Receita de que houve ganho tributável”.

De maneira arrogante, como é comum entre os banqueiros, o Itaú ainda considerou “remoto o risco de perda no procedimento fiscal, entendimento esse corroborado por seus advogados e assessores externos”. Na mídia rentista, a bilionária sonegação do banco teve pouca ou nenhuma repercussão. A Rede Globo não escalou seus “analistas de mercado” – nome fictício dos porta-vozes dos agiotas financeiros – para comentar o assunto. Talvez porque a própria emissora também está envolvida num ruidoso caso de sonegação de impostos!

Nos últimos anos, o Itaú-Unibanco tem obtido lucros astronômicos. Apesar das regalias usufruídas nos governos Lula e Dilma, o banco se tornou um dos principais antros da oposição neoliberal no Brasil. Seus relatórios periódicos sobre a economia nacional são sempre terroristas, sendo usados como peças de campanha dos urubólogos de plantão e dos partidos da direita. De quebra, uma das herdeiras da instituição ainda ajuda na construção da Rede de Marina Silva. Em síntese, o Itaú lucra, sonega e ainda conspira. Será que a Receita Federal vai baixar a crista desta gente?
*****
Leia também:

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Madre Teresa desviava dinheiro de hospitais para o Vaticano

"Casas para doentes" da missionária eram
chamadas por médicos de "necrotério
s"
Via Paulopes
 
Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), na ilustração ao lado,  recebeu de doadores centenas de milhões de dólares para seus hospitais — os quais ela chamava de “casas para doentes” —, mas o grosso (ou parte significativa) desse dinheiro ela mandou para o Vaticano, deixando os doentes em estado precário, sem remédios e cuidados.

Médicos classificaram esses locais de “casas da morte” ou de “necrotérios”. No âmbito da OMS (Organização Mundial da Saúde) houve denúncias de que as “casas” eram locais de epidemias. Uma ex-voluntária escreveu que faltava até AAS para amenizar a dor dos doentes.

Essa são algumas das revelações do estudo “O Lado Escuro de Madre Teresa” feito por Serge Larivee, Carole Senechal e Geneviève Chenard, da Universidade de Montreal, Canadá.

Em 1979, ela foi premiada com o Nobel da Paz e em 2003 beatificada pela Igreja Católica. A missionária já tinha se tornado um símbolo da caridade cristã.

Mas os pesquisadores canadenses, após examinar mais de 500 documentos, constataram que os alegados altruísmo e generosidade de Madre Teresa não passavam de fantasia vendida como verdade pela imprensa internacional.

A rigor, ela foi “inventada” pelo jornalista Malcolm Muggeridge, da BBC, que lhe dedicou em 1969 o documentário “Algo bonito para Deus”, apresentando ao mundo a figura frágil de uma missionária que se dedicava aos pobres e doentes da Índia. Em 1971, o jornalista publicou um livro com o mesmo título.

A missionária abriu centenas de “casas de doentes” em vários países, mas não as tornava hospitais de fato, a ponto de os doentes serem mantidos em agonia em esteiras no chão. Fotos na imprensa desses doentes ajudaram Teresa a arrecadar milhões, inclusive de ditadores sanguinários, como François Duvalier, o Papa Doc do Haiti.

Para Larivee, Madre Teresa colocou em prática a sua convicção de que o sofrimento humano é fundamental para a salvação. Ela acreditava que os sofredores estavam mais perto do céu e de Cristo.

O jornalista britânico radicado nos Estados Unidos Christopher Hitchens (1949- 2011) já tinha denunciado o embuste que era Teresa ao publicar em 1995 o livro “A Intocável Madre Teresa de Calcutá”.

Diz um trecho do livro: “Tenham em mente que a receita global da Madre Teresa é mais do que suficiente para equipar várias clínicas de primeira classe em Bengala. A decisão de não fazê-lo [...] é deliberada. A questão não é o alívio do sofrimento honesto, mas a promulgação de um culto baseado na morte e sofrimento e subjugação."

Na época, Hitchens foi ”crucificado” pelos católicos por ter criticado a boa e santa velhinha.

Um fato pouco conhecido é que a missionária acobertou um padre pedófilo, o ex-jesuíta Donald McGuire.

Em 1993, o sacerdote, que era amigo de Teresa, estava afastado de suas atividades por abusar de um garoto. A missionária usou sua influência para que McGuire voltasse à ativa.

Nos anos seguintes, oito outras queixas de pedofilia foram apresentadas por fiéis à Igreja e às autoridades. E McGuire acabou condenado a 25 anos de prisão.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

10 ideias errôneas que temos sobre a África

Uma jornalista da Namíbia, Christine Vrey, estava revoltada com a ignorância das pessoas com quem já conversou a respeito de seu continente natal, a África. Segundo ela, o mundo ocidental sabe muito menos do que deveria sobre o continente africano, pecando por ignorância e preconceitos. Pensando nisso, Christine elaborou uma lista com dez ideias enganosas sobre o continente. Confira:

10 – A ÁFRICA É UM PAÍS
Africa

Pode parecer inacreditável, mas muitas pessoas, segundo ela, ainda pensam que a África inteira é um país só. Na verdade, o continente africano tem 61 países ou territórios dependentes, e população superior a um bilhão de habitantes (o que faz deles o segundo continente mais populoso, atrás apenas da Ásia).

9 – A ÁFRICA INTEIRA É UM DESERTO
Africa

Dependendo das referências (alguns filmes, por exemplo), um leigo pode imaginar que a África inteira seja um deserto escassamente povoado por beduínos e camelos. Mas apenas as porções norte e sudoeste do continente (desertos do Saara e da Namíbia, respectivamente) são assim; a África apresenta um rico ecossistema com florestas, savanas e até montanhas onde há neve no cume.

8 – TODOS OS AFRICANOS VIVEM EM CABANAS
Africa

A fama de continente atrasado permite, segundo Vrey, que muitas pessoas achem que a população inteira habite cabanas com paredes de terra e teto de palha. A África, no entanto, tem moderníssimos centros urbanos nos quais vive, na realidade, a maior parte da população. As pessoas que habitam tais cabanas geralmente vêm de grupos tribais que conservam suas vilas no mesmo estado há muitas décadas.

7 – OS AFRICANOS TÊM COMIDAS ESTRANHAS
Africa

Uma cidade africana, de acordo com a jornalista, se assemelha a qualquer outra localidade ocidental no quesito alimentação: pode-se encontrar qualquer lanchonete de fast food, por exemplo. Christine explica que os hábitos alimentares dos africanos não diferem muito do nosso, exceto pelo que se come em algumas refeições, como o “braai” (o equivalente ao nosso churrasco).

6 – HÁ ANIMAIS SELVAGENS POR TODA PARTE
Africa

Em uma cidade africana, você verá o mesmo número de leões ou zebras que encontraria nas ruas de qualquer metrópole mundial: zero. Não há absolutamente nenhuma condição favorável para eles nos centros urbanos, é óbvio que vivem apenas em seus habitat naturais. Se você quiser ir à África com o intuito de observar animais selvagens, terá que fazer uma viagem específica para esse fim.

5 – A ÁFRICA É UMA EXCLUÍDA DIGITAL
Africa

A jornalista Christine conta que ainda conversa com pessoas, pela internet, que ficam surpresas pelo simples fato de que ela, uma africana, tem acesso a computadores e internet! Um dos interlocutores da jornalista chegou a perguntar se ela usava um computador movido a vapor. Ela explica que a tecnologia não perde muito tempo em fazer seus produtos mais modernos chegarem até a África, e que eles estão cada vez menos atrasados em relação ao resto do mundo.

4 – EXISTE O “IDIOMA AFRICANO”
Africa

Da mesma forma que ainda há gente que considera a África um único país, também existem pessoas que imaginam todos os habitantes do continente falando a mesma língua. Christine explica que apenas na Namíbia, de onde ela veio, há mais de 20 idiomas usuais, incluindo mais de um “importado” e alguns nativos. Nenhum país do continente tem menos de cinco dialetos correntes.

3 – A ÁFRICA TEM POUCOS HOTÉIS
Africa

Não é uma missão impossível encontrar hospedaria em uma visita ao continente africano. As maiores cidades do continente dispõem de dezenas de hotéis disponíveis para turistas. Só nas oito maiores cidades da África do Sul, segundo Vrey, existem 372 hoteis.

2 – OS AFRICANOS NÃO SABEM O QUE É UM BANHEIRO
Africa

Há quem pense, de acordo com a jornalista, que todos os africanos sejam obrigados a fazer suas necessidades atrás do arbusto ou em latrinas a céu aberto. Isso vale, segundo ela, apenas para as áreas desérticas e vilarejos afastados. No geral, uma casa na África dispõe de um vaso sanitário muito semelhante ao seu.

1 – TODOS OS AFRICANOS SÃO NEGROS
Africa

Da mesma forma que houve miscigenação de raças na América, devido às intensas migrações de europeus, a África também recebeu essas misturas. Na Namíbia, por exemplo, há famílias africanas brancas descendentes de franceses, holandeses e portugueses. Mas não há apenas isso: o continente também abriga grandes comunidades de indianos, chineses e malaios, de modo que não se pode falar em “raça africana”.

Christine Vrey também explica que não existe uma “raça negra”. Muitas pessoas, de acordo com a jornalista, acham que todos os negros são da mesma raça ou grupo étnico. Ela conta que já ouviu pessoas descreverem a própria descendência como sendo, por exemplo, ¼ britânicos, ¼ hispânicos, ¼ russos e ¼ “negros”.

Isso é um engano: há várias características físicas dissonantes entre os povos de pele escura. As diferenças começam pela própria tonalidade: alguns povos têm a pele mais “avermelhada” ou mais marrom do que outros, e alguns são menos escuros, sem levar em conta a miscigenação. Não é possível falar, portanto, em “negros” simplesmente.

Stephanie D’Ornelas



Coleção História Geral da África

Foto: Divulgação 
A coleção História Geral da África já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Agora, a população brasileira foi brindada com a versão em português deste que é considerado pela UNESCO como um de seus projetos editoriais mais importantes dos últimos trinta anos.    
Marco no “processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África”, a coleção  facilita a compreensão sobre “o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente” – como descrevem os coordenadores do projeto,  no site da UNESCO.    
Como também explicado pelos responsáveis pelo projeto, a coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, “sob a direção de um Comitê Científico Internacional, formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos”. Para ler mais sobre o assunto, clique aqui ou acesse o site da organização.
Download gratuito (somente na versão em português):
DivulgaçãoVolume I: Metodologia e Pré-História da África
(PDF, 8.8 Mb)
ISBN: 978-85-7652-123-5
DivulgaçãoVolume II: África Antiga
(PDF, 11.5 Mb)
ISBN: 978-85-7652-124-2
DivulgaçãoVolume III: África do século VII ao XI
(PDF, 9.6 Mb)
ISBN: 978-85-7652-125-9
DivulgaçãoVolume IV: África do século XII ao XVI
(PDF, 9.3 Mb)
ISBN: 978-85-7652-126-6
DivulgaçãoVolume V: África do século XVI ao XVIII
(PDF, 18.2 Mb)
ISBN: 978-85-7652-127-3
DivulgaçãoVolume VI: África do século XIX à década de 1880
(PDF, 10.3 Mb)
ISBN: 978-85-7652-128-0
DivulgaçãoVolume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935
(9.6 Mb)
ISBN: 978-85-7652-129-7
DivulgaçãoVolume VIII: África desde 1935
(9.9 Mb)
ISBN: 978-85-7652-130-3

Via Com Texto Livre

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Estrella de Pink Floyd llama a boicotear a Israel

roger waters
“No necesitamos control mental”, Roger Waters en el muro Israel-Palestina, 2006.

La estrella de Pink Floyd, Roger Waters, ha publicado una esperada carta en la que insta a sus “colegas del rock and roll” a boicotear a Israel.

En la misiva, Waters explica que ya lleva siete años formando parte de la campaña Boicot, Desinversión y Sanciones (BDS, por sus siglas en inglés) contra el sistema israelí de ocupación, colonización y ‘apartheid’. Asimismo, el músico británico señala también que ha estado reflexionando acerca de la publicación de esta carta durante los últimos meses, recoge el portal The Electronic Intifada.

Waters condena en ella las violaciones de derechos humanos israelíes y nombra algunas de las razones por las que, en su opinión, se debe boicotear a Israel.

“Dada la incapacidad o falta de voluntad de nuestros Gobiernos, corresponde a la sociedad civil y a los ciudadanos conscientes del mundo limpiar nuestras conciencias, asumir nuestras responsabilidades y actuar”, afirma el fundador y bajista del conocido grupo Pink Floyd.

“Me dirijo a ustedes ahora, hermanos y hermanas de la familia del ‘rock and roll’, para pedirles que se unan a mí y a miles de otros artistas de todo el mundo para declarar un boicot cultural a Israel”, apunta el compositor.

En la publicación, proclama su rechazo al “‘apartheid’ en Israel y la Palestina ocupada”, y pide que los artistas se nieguen a actuar en Israel o aceptar premios o financiamiento de cualquier institución vinculada al Gobierno israelí hasta que Tel Aviv cumpla con el derecho internacional y los principios universales de los derechos humanos.

Waters ya reveló el pasado mes de marzo en una entrevista exclusiva con dicho sitio web que estaba redactando una carta para llamar al boicot. Sin embargo, no se ha publicado hasta esta semana. En diciembre de 2012, Stevie Wonder canceló un concierto que tenía programado ofrecer en la cena de gala de las Fuerzas Armadas israelíes tras recibir una carta de Waters. Además, recientemente la estrella de Pink Floyd pidió a la cantante Alicia Keys anular su actuación del 4 de julio en Tel Aviv. No obstante, a pesar del llamado, el concierto se celebró.



sábado, 21 de setembro de 2013

Brigadeiro Moreira Lima - Homenagem a um herói brasileiro

Morre Moreira Lima, o Brigadeiro legalista que a ditadura impediu de voar

"Senta a púa!", Brigadeiro! Foto:Ana Helena Tavares
Senta a púa!, Brigadeiro! Foto:Ana Helena Tavares

Neste 2013, o mês de agosto já começa a cumprir sua sina de matar grandes brasileiros e levou hoje o Major-Brigadeiro Rui Moreira Lima. Foi como uma facada no peito que recebi a notícia pela manhã, deixando o meu dia mais triste e o Brasil mais pobre. Moreira Lima tinha 94 anos e estava internado após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

No final de 2011, o Brigadeiro abriu, por duas vezes, a porta de sua casa, esbanjando lucidez e simpatia, para contar, com exclusividade ao “Quem tem medo da democracia?” sua história e dizer enfaticamente que todo torturador é um infame e um covarde (clique aqui para ler a entrevista e assistir aos vídeos).

Quando se fala em “céu de brigadeiro”, fala-se num céu perfeito para voar. Os militares golpistas, ao cassarem Moreira Lima por ele se colocar contra o golpe, mataram-no por dentro, já que tiraram dele sua maior paixão que era voar.

Tive o privilégio de ouvir esse grande ser humano, com mais de 90 anos de lucidez, declamar, de cor, uma linda e enorme poesia que aprendeu na escola. Tive o privilégio de ouvi-lo declamar, também de cor, a carta em que seu pai lhe disse: “o povo desarmado merece o respeito das forças armadas”.
Clique aqui e assista à declamação.

E ele respeitou esse povo de uma forma que ainda hoje poucos colegas de farda respeitam.

Um militar legalista e humanista, que, de dentro dos aviões que tanto amava, lutou contra a tirania dos nazistas, na Itália, durante a 2ª Guerra Mundial e, ao voltar ao Brasil, não aceitou compactuar com a tirania que aqui se instalou em 64.

De dentro de um avião, teria defendido a legalidade do mandato de João Goulart até as últimas consequências. Esperava que Jango lhe desse ordem para enfrentar os golpistas.

Bastava o então presidente ter ligado para ele e ter dito “Senta a púa!” (uma gíria de guerra que dá título a um dos livros do Brigadeiro e significa algo como “manda ver!”). Mas Jango, temendo um derramamento de sangue que se mostrou inevitável, preferiu o exílio.

Moreira Lima recebeu voz de prisão por telefone, na base aérea de Santa Cruz, na madrugada de 1º de Abril de 64, mas, também na esperança de evitar mortes, conseguiu passar o comando apenas na manhã seguinte. Atitude serena que irritou os militares golpistas:

“Passa logo o comando desta merda”, ouviu do ministro militar que o telefonou.

No que Moreira Lima respondeu: “O Senhor pode achar que esta base é uma merda, mas para mim não é. Agora, se o senhor disser que eu sou, aí eu fico à vontade e digo que o senhor é outra. O senhor venha aqui amanhã de manhã e faça aquele discurso bonito onde tinha dito que eu era o oficial padrão da FAB”.

Avesso a qualquer tipo de ditadura, Moreira Lima foi cassado e perseguido dentro das Forças Armadas. Impedido de ter no ombro todas as estrelas a que tinha direito, sua dignidade lhe confere um brilho que não deve nada a nenhum Marechal-do-Ar.

Um patriota legítimo que merecia ter sua história muito mais conhecida. Da minha parte, farei de tudo para espalhá-la. Moreira Lima não viveu para ver, mas a entrevista que me concedeu integrará, junto com outras, um livro chamado “O problema é ter medo do medo”.

Se houver um céu dos verdadeiros democratas, ele verá de lá o lançamento desse livro. E, quem sabe, nesse céu, ele poderá ser recebido por Jango que, finalmente, lhe dirá “Senta a púa, Brigadeiro!”.

*Ana Helena Tavares, jornalista, editora do site “Quem tem medo da democracia?”

=> Esse texto foi lido pelo filho de Rui Moreira Lima na missa de 7º dia do Brigadeiro. Clique aqui para assistir.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

MRS. ROBINSON


Madre Teresa desviava dinheiro de hospitais para o Vaticano

"Casas para doentes" da missionária eram
chamadas por médicos de "necrotério
s"
Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), na ilustração ao lado, recebeu de doadores centenas de milhões de dólares para seus hospitais — os quais ela chamava de “casas para doentes” —, mas o grosso (ou parte significativa) desse dinheiro ela mandou para o Vaticano, deixando os doentes em estado precário, sem remédios e cuidados.
 
Médicos classificaram esses locais de “casas da morte” ou de “necrotérios”. No âmbito da OMS (Organização Mundial da Saúde) houve denúncias de que as “casas” eram locais de epidemias. Uma ex-voluntária escreveu que faltava até AAS para amenizar a dor dos doentes.
 
Essa são algumas das revelações do estudo “O Lado Escuro de Madre Teresa” feito por Serge Larivee, Carole Senechal e Geneviève Chenard, da Universidade de Montreal, Canadá.
 
Em 1979, ela foi premiada com o Nobel da Paz e em 2003 beatificada pela Igreja Católica. A missionária já tinha se tornado um símbolo da caridade cristã.
 
Mas os pesquisadores canadenses, após examinar mais de 500 documentos, constataram que os alegados altruísmo e generosidade de Madre Teresa não passavam de fantasia vendida como verdade pela imprensa internacional.
 
A rigor, ela foi “inventada” pelo jornalista Malcolm Muggeridge, da BBC, que lhe dedicou em 1969 o documentário “Algo bonito para Deus”, apresentando ao mundo a figura frágil de uma missionária que se dedicava aos pobres e doentes da Índia. Em 1971, o jornalista publicou um livro com o mesmo título.
 
A missionária abriu centenas de “casas de doentes” em vários países, mas não as tornava hospitais de fato, a ponto de os doentes serem mantidos em agonia em esteiras no chão. Fotos na imprensa desses doentes ajudaram Teresa a arrecadar milhões, inclusive de ditadores sanguinários, como François Duvalier, o Papa Doc do Haiti.
 
Para Larivee, Madre Teresa colocou em prática a sua convicção de que o sofrimento humano é fundamental para a salvação. Ela acreditava que os sofredores estavam mais perto do céu e de Cristo.
 
O jornalista britânico radicado nos Estados Unidos Christopher Hitchens (1949- 2011) já tinha denunciado o embuste que era Teresa ao publicar em 1995 o livro “A Intocável Madre Teresa de Calcutá”.
 
Diz um trecho do livro: “Tenho em mente que a receita global da Madre Teresa é mais do que suficiente para equipar várias clínicas de primeira classe em Bengala. A decisão de não fazê-lo [...] é deliberada. A questão não é o alívio do sofrimento honesto, mas a promulgação de um culto baseado na morte e sofrimento e subjugação."
 
Na época, Hitchens foi ”crucificado” pelos católicos por ter criticado a boa e santa velhinha.
 
Um fato pouco conhecido é que a missionária acobertou um padre pedófilo, o ex-jesuíta Donald McGuire.
 
Em 1993, o sacerdote, que era amigo de Teresa, estava afastado de suas atividades por abusar de um garoto. A missionária usou sua influência para que McGuire voltasse à ativa.
 
Nos anos seguintes, oito outras queixas de pedofilia foram apresentadas por fiéis à Igreja e às autoridades. E McGuire acabou condenado a 25 anos de prisão.
 
No Paulopes  e no Com Texto Livre

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

La CIA reconoce la existencia del Área 51: De ahí salieron los U-2 contra Cuba

La CIA desclasificó documentos que incluyen un mapa que muestra el área donde se encuentra la zona de exclusión militar. El Área 51, también conocida como Dreamland o Groom Lake, es un destacamento remoto de la Base de la Fuerza Aérea de Edwards. Las instalaciones se encuentran ubicadas en una región sureña de Nevada, al oeste de Estados Unidos, y a unas 83 millas al noroeste de la ciudad de Las Vegas.
El Área 51 existe. Para muchos, esta frase puede resultar una obviedad. Pero si se tiene en cuenta que la afirmación tiene su origen de forma oficial en la Agencia Central de Inteligencia de Estados Unidos (CIA), las circunstancias cambian mucho, ya que son décadas de continuas negaciones que, finalmente, quedan atrás convirtiendo el mito en realidad.
 
La CIA reconoció finalmente que el Área 51 fe el sitio de pruebas para los programas de vigilancia del U-2 y OXCART, desarrollados a partir de 1955 y 1961, respectivamente, para las acciones de la Guerra Fría.
 
De allí salieron los U-2 (Utility-2) utilizados para acciones de espionaje contra Cuba durante la Crisis de Octubre.
 
El U-2 fue desarrollado en los años 50 por la firma Lockheed Skunk Works. Es capaz de volar a 72 000 pies (unos 22 kilómetros), o sea, a más de 13 millas de altura. Lo diseñó el director de esa empresa, Clarence L. “Kelly” Jonson. Emplea siete cámaras fotográficas y puede visualizar 125 millas de ancho.
 
El Área 51, también conocida como Dreamland o Groom Lake, es un destacamento remoto de la Base de la Fuerza Aérea de Edwards. Las instalaciones se encuentran ubicadas en una región sureña de Nevada, al oeste de Estados Unidos, y a unas 83 millas al noroeste de la ciudad de Las Vegas.
 
En la zona también se encuentran los restos de un globo de reconocimiento a distancia cuya existencia durante la Guerra Fría debía mantenerse en total secreto.
 
 La popular creencia que relacionaba a esta base tipo búnker con la vida extraterrestre nació a partir de diversos informes extraoficiales que especulaban sobre una misteriosa instalación que se usaba como bodega de cuerpos alienígenas que llegaron a la Tierra tras chocar su nave.
 
El Gobierno estadounidense guardó silencio por mucho tiempo respecto de esta zona, considerándola un área secreta sobre la cual evitaba referirse. No obstante, un investigador norteamericano, Jeffrey T. Richelson, solicitó en 2005 a la CIA - a través de la Ley de Libertad de la Información (FOIA) - diversos documentos para que la verdad saliera de una vez a la luz.

EL DERRIBO DEL U2 EN TERRITORIO CUBANO

En octubre de 1962, la aviación de exploración táctica norteamericana incrementó sus vuelos rasantes, al punto que el gobierno revolucionario cubano ordenara el 26 de octubre que, a partir del día siguiente, se abriera fuego contra los aviones enemigos en vuelo a baja altura. Dada la insolencia del gobierno norteamericano, el 27 fue derribado un avión U–2 sobre el norte de Oriente, hecho que marcó uno de los momentos más dramáticos de la crisis.

El aparato espía cayó a las 10:17 minutos en medio de un camino, entre unos campos de caña de una zona llamada Veguitas Tres, según reseñó la prensa de la época.
Mayor Rudolph Anderson Jr., piloto de la aeronave derribada. El U-2 perdió un ala, y envuelto en llamas se abalanzó a gran velocidad hacia la tierra. El cuerpo del piloto norteamericano, el oficial Rudolph Anderson, estaba separado unos cientos de metros del aparato, que se partió en tres partes. Su cadáver, fijado a la silla del avión, se encontraba exactamente entre un cañaveral y la línea del ferrocarril.

Le fue ocupado un Plan de Aviso donde se pudo ver que había volado sobre Corea Democrática y sobre Cuba en otra ocasión. Además, una billetera negra con 20 dólares, dos cheques en blanco números 232 y 233, un anillo y un carné de mayor de la Fuerza Aérea de los Estados Unidos. Tenía 35 años y pesaba 180 libras.

Traía también cámara fotográfica manual, radio, un paracaídas, una mochila plástica con medicamentos, anzuelos de pesca, tijeras, agua potable, un fusil calibre 22 con bastantes cápsulas, cuchillas, medias y hasta un tirapiedras.

Un tractor y una grúa arrastraron la aeronave hacia la vía férrea y la montaron en planchas. En tren se llevaron los restos del avión hasta Veguitas Seis, donde esperaban un camión y dos carretas que los trasladaron hacia Ojo de Agua, en Bijarú.

El cadáver del piloto fue trasladado a la morgue del hospital del Central Nicaragua, donde el entonces enfermero Abel Tarragó López, que tenía 24 años, ayudó al médico cubano Víctor Pupo y practicaron una preparación inicial del cuerpo del mayor Anderson. Suturaron sus heridas y le inyectaron formol al 40 por ciento.

«Después los restos se trasladaron hacia Antilla, donde la morgue que allí funcionaba tenía refrigeración. Posteriormente el cadáver se envió hacia el actual pediátrico de Holguín y más tarde rumbo a Santiago de Cuba, donde se le practicó la necropsia oficial por especialistas forenses.

Anderson había nacido en Greenville, Carolina del Sur, Estados Unidos, el 15 de septiembre de 1927. Su cadáver fue devuelto a Estados Unidos. En la ceremonia de entrega oficial del sarcófago con su cadáver y sus pertenencias, realizada el domingo 4 de noviembre a las tres de la tarde, en el aeropuerto de Rancho Boyeros, participaron Emil A. Stadelhofer, embajador de Suiza y el doctor Antonio Carrillo Carreras, director de Protocolo del MINREX. Fue sepultado en su tierra natal, el 6 de noviembre de ese año 1962.

Desde la trinchera de mayor peligro

«Nunca brilló más alto un estadista que en esos días», escribió el Che, en su célebre carta de despedida, sobre la postura de Fidel en la Crisis de Octubre.

El mismo Comandante en Jefe, en sus Cien horas con Fidel, de Ignacio Ramonet, comenta aspectos esenciales de este suceso histórico:

«Los norteamericanos detectan las instalaciones para los misiles entre el 14 y el 15 de octubre (…) El 16 se le informa a Kennedy. Seis días después comienza la Crisis de Octubre (…) permitir volar a los aviones espías le otorgó, gratuitamente al adversario una ventaja extraordinaria (…) El 20 de octubre (…) se decide el bloqueo naval de la isla con 183 buques de guerra, entre ellos 8 portaaviones y 40 000 infantes de marina a bordo (…) se concentraron en la Florida 579 aviones de combate, estaban listas 5 divisiones del Ejército, entre ellas las de élite aerotransportadas, 82 y 101 (…) Kennedy habla por la televisión el 22 a las 7 p.m. y anuncia el bloqueo naval a Cuba (…) dice que la URSS debe retirar sus proyectiles o arriesgarse a esa guerra (…) El 21 de octubre había ya 21 rampas de lanzamiento terminadas».

El bloqueo naval yanqui se hizo efectivo el 24 de octubre. Fidel había anunciado por la televisión el día antes la Alarma de Combate y la movilización de nuestros combatientes: 300 000 hombres sobre las armas.

«(…) seguían sus aviones espías U-2 —recuerda Fidel a Ramonet— y empezaron también a hacer vuelos de reconocimiento, incluso a baja altura. Nosotros decidimos disparar contra los aviones norteamericanos que volaban rasantes. El vuelo rasante no se podía detectar entonces, y facilitaba un ataque por sorpresa. Se lo planteamos a los responsables militares soviéticos que estaban aquí, les dijimos que los vuelos rasantes no se debían permitir. Les informamos previamente que íbamos a disparar. Y abrimos fuego de artillería antiaérea. (…) El 27 de octubre, una batería de cohetes antiaéreos SAM en la provincia de Oriente, manipulada por los soviéticos, dispara y derriba a un avión espía U-2. Se produce entonces el momento de máxima tensión. Muere el oficial norteamericano Rudolph Anderson». (Páginas 313-314 del libro citado).

En carta de Fidel a Nikita Jruschov, el 26 de octubre, le dice: «El estado moral del pueblo cubano es sumamente alto y se enfrentará al agresor heroicamente».

Jruschov en carta a Fidel, el 28, le plantea: «(…) ayer ustedes derribaron uno de ellos, mientras que antes no los derribaban cuando sobrevolaban su territorio».

Ese mismo día, también por carta, el Comandante en Jefe le responde: «Si queríamos evitar los riesgos del ataque por sorpresa, era necesario que los artilleros tuvieran órdenes de disparar. El mando de las fuerzas soviéticas le podrá brindar informaciones adicionales de lo que ocurrió con el avión derribado (…) si usted instala los cohetes tierra-aire, no puede permitir que vuelen por encima del territorio que debe defender (…) Estados Unidos no permitiría que un avión de observación soviético volara sobre sus cohetes en Italia y Turquía».
No CubaDebate e no Com Texto Livre

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

SONEGADOR-ESPERANÇA, nunca é tarde para lembrar dos grandes sonegadores do país, nem da dupla moral da Rede Globo: ANO QUE VEM TEM MAIS

 Via Sala Sério
300 GRANDES DEVEDORES SÃO RESPONSÁVEIS POR 50% DE TODA A DÍVIDA TRIBUTÁRIA NO BRASIL
(se pagassem o que devem, o déficit social poderia ser zerado)

* Em tempo: Globo e Itaú, entre tantas outras empresas que se dizem 'éticas' e com 'responsabilidade social' fazem parte da longa lista de grandes sonegadores.
 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Legalização da maconha no Uruguai reduz população do Recife em 50%


Diariamente, multidões se aglomeram no Aeroporto dos Guararapes destinando-se ao Uruguai. É a Migração Herbocinética.

Do dia para a noite, vôos do Recife para Porto Alegre sextuplicaram, causando muita balburdia no Aeroporto Internacional dos Guararapes. Coisa parecida só acontece com invasão de torcida organizada. A razão? Esse é meio do caminho para se chegar ao Uruguai. José Mujica, presidente uruguaio, pretende realizar a proposta de estatização da maconha e a consequente legalização no país. 
Como se sabe, Pernambuco é o estado brasileiro onde mais se consome essa lombra-commodity. Os sociólogos da UFPE batizaram esse novo e anômico movimento migratório de Migração Herbocinética. Segundo um censo demográfico de emergência, o mais alarmante é que o total de habitantes do Recife já caiu em 50%, passando de 1,5 milhão para 750 mil pessoas.


Filas chegam até a Avenida Boa Viagem.

As autoridades já estudam o fechamento das fronteiras e afunilamento das saídas do Recife aero e rodoviariamente. O cidadão que porventura sair para o Sul e não voltar dentro de 30 dias perderá a cidadania e será acusado de evasão de cérebro. “O Uruguai é pertinho, logo, mais barato de chegar. 

Finalmente vou poder realizar minhas potências criativas em qualquer lugar sem precisar esconder que fumo ou ouvir de um careta imbecil que maconha mata, deixa agressivo, me fará assaltar bancos ou que é pecado”, afirmou Dário Lara Beise, publicitário.

Confira no vídeo: Fidel Castro comenta o caso do êxodo recifense para o Uruguai e foliões opinam sobre o uso do lombrômetro na Lei Seca.




Via DiarioPernambucano

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

FHC deverá voltar a iluminar os homens de bem

Via Hariovaldo Almeida Prado
No combate ao comunismo ateu e na defesa da família cristã


By
Prosélitos de São Serapião e da Todos os Sanctos Só De Bens,

Após incidentes menores, com achaques a boa jesthão thucana bandeiranthe-quatrocenthã,  tudo invenção do desgoverno petralho-soviéthico, vem a boa gazeta eletrônica, ex-papel,  Journal of Brazil  conclamar os bons homens de bens à luta pela volta do PhD macróbio e Farol da Humanidade, homem assaz  carismáthico,  ao pudê, especialista que é na privatarização de elephantes brancos, choques de jesthão e em andar de meias importadas em aeroportos de nossos irmãos do North:



O Acadêmico e sua vasta Obra

Temos de parabenizar o journal pela boa lembrança, pois naqueles bons tempos éramos felizes com as realizações do grande governo de Fegacê, entre seus inúmeros bem feitos podemos contar:
  • Desmontou o aparelho esthathal, esse elephante branco.
  • Privathirizou (a preço de negócios da China) empresas esthathais estratégicas.
  • Entregou ao mercado methade do setor elétrico.
  • Colocou a políthica extherna do Brazil a reboque dos bons intheresses do North.
  • Aplicou uma políthica econômica intheiramente baseada em Chicago (ou seria Boston?).
  • O Acadêmico e sua vasta Obra 
  • Relegou a segundo plano aspirações de desenvolvimentho, aumento de empregos e salários, baratheando o imenso custho Brazil.
  • Implementhou boas políthicas de concenthração de renda para quem é de nivel.
  • Governou apoiado pela progressistha menthalidade feudal do DEM, que integrou seu governo.
  • Proibiu na práthica novas unidades de escolas thécnicas federais (CEFETs), não ampliou o inúcthil ensino público universithário federal, não qualificou o trabalhador, diminuindo o custho Brazil e apoiando o excelenthe e desintheressado mercado do ensino superior privado.
  • Multhiplicou várias vezes a dívida pública, quem deve tem crédito! 
  • Deixou a infraestruthura do país em um estado de frangalhos, estradas, portos, ferrovias, aeroportos, etc, sem manucthenção nem
  • ampliacção, culpa é dos petralhas. Mantheve  juros em pathamares althos, a thaxa de juro praticado no período thucano chegou a ser de 45% a.a., garanthindo uma boa renda a quem possui o producthivo capithal especulathivo, ou seja bons homens de bens, rendas e benzs.
  • Promoveu por pura compethência thécnica, fato previsto com anos de anthecedência, um apagão elétrico de longa duração, garantindo assim a economia de recursos naturaes, a preservação do meio ambiente e provando a compethência do planejamentho demothucano, com o choque de jesthão.
  • Nossa economia na éphoca sofreu golpes duríssimos com crises internacionais devastadoras, como as crises da Turquia, México, Tailândia, nada parecido com essa-crizezinha-mixuruca-que-hoje-aí-esthá, quebrava em questão de poucos dias o país, mas thínhamos crédito, de pires na mão, Fegacê obtinha mais dinheiro e dívidas com organizações multhilatherais e com o thesouro North-americano.
  • Promoveu ações sociais paliathicvas, que em nada alhteraram o quadro sócio-econômico pois quem-pariu-Matheus-que-o-embale, como ensina a boa Bíblia cristã.
  • Arrochou salários, incentivou a terceirização, o sub-emprego, promoveu  desemprego, deixou o salário mínimo, mínimo, adequação gramacthical e redução acdicional do do custho Brazil!
  • Privilegiou o mercado em detrimentho do populaçho fedorentho, conseguindo  deixar a renda per capitha em dólares do Brazil, no dia que saiu, inferior ao do dia em que assumiu o poder, oito anos anthes, feitho jamais supherado, memorável, comemorado e elogiado até por Clinton, o Bill.

domingo, 15 de setembro de 2013

Duas médicas explicam porque aceitaram o Mais Médicos

Duas médicas do grupo de 45 profissionais que passará a atuar em São Paulo revelam porque encararam desafio do programa Mais Médicos

médicas são paulo mais médicos
Kátia vê no programa federal a oportunidade de tratar os mais carentes (Foto: Marcello Palhais/Diário SP)

Beatriz da Costa Thome tem 35 anos, estudou em uma universidade pública da capital, já trabalhou em Moçambique, Quênia, Congo, Ruanda e Costa do Marfim, na África, e em Seattle e Nova York, nos Estados Unidos. Agora ela vai atuar em São Paulo. Kátia Regina Marquinis tem 39 anos, estudou em uma faculdade pública do interior, trabalhou quase toda carreira na capital e, em breve, estará em São Bernardo do Campo, na região do ABC.

Ambas fazem parte do grupo de 45 médicos que passará a atender em setembro na capital e demais regiões do estado de São Paulo pelo programa Mais Médicos do governo federal.

A primeira é pediatra especializada em saúde pública e, a segunda, é oftalmologista com especialização em uveítes (inflamações em diversas estruturas do olho, associadas a outras doenças).

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Apesar das diferenças, ambas têm algo em comum: a vontade de retribuir a oportunidade de ter cursado medicina em uma instituição pública prestando atendimento às camadas mais pobres e vulneráveis da sociedade.

SONHO

Após se formar e fazer residência na Escola Paulista de Medicina, Beatriz se inscreveu em um programa da Universidade de Columbia, dos EUA, para tratar de crianças em Moçambique, onde 16% da população têm Aids. “Além de problemas de saúde corriqueiros, me especializei em HIV.”

Foram quatro anos e, em seguida, a pediatra foi fazer um mestrado nas duas cidades norte-americanas. Há seis meses ela retornou ao Brasil, mas retornava à África em viagens esporádicas. Quando soube do Mais Médicos, não teve dúvida em inscrever-se.

“O SUS é um modelo visto como exemplo no exterior, mas aqui é pouco valorizado. Como trabalhei muito tempo fora, sempre quis ver o sistema de saúde fortalecido no Brasil, que é a nossa solução. É um desafio, mas a saúde precisa chegar a quem vive em locais mais distantes”, diz. Ela escolheu São Paulo pela família, mas a segunda opção era o Distrito Sanitário Especial Indígena do Xingu.

‘Como cidadã brasileira decidi fazer minha parte’

Kátia Regina Marquinis fez medicina na Faculdade de Medicina de Jundiaí, mas, assim que se formou, veio para São Paulo para cursar o período de residência no Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual). Lá, começou a se especializar em cardiologia, mas resolveu mudar de área e optou, depois, por oftalmologia.

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Pediatra Beatriz Thome é mestre em saúde pública e já trabalhou em vários países (Foto: Alexandre Moreira/ Diário SP)

Dentro dessa especialidade, Kátia se aprofundou em uveítes porque normalmente há outras doenças associadas à inflamação nos olhos e, por esse motivo, ela também precisava ter um denso conhecimento de clínica geral, com a qual tinha afinidade. “Gostei muito da área pois precisava tratar quase todo tipo de doenças mais comuns, como tuberculose e hipertensão”, explica.

A oftalmologista também sempre teve gosto por ensinar e aprender e, por isso, tornou-se preceptora (professora médica que ensina os residentes) voluntária do Iamspe. Depois desse período, Kátia foi trabalhar em um hospital privado com um setor filantrópico (que atende pelo SUS), onde ela também foi preceptora. “Ali eu percebi a demanda por médicos, as filas enormes na espera por atendimento”, conta. “Mas era algo que já vinha me incomodando, sempre tive isso dentro de mim e vi no Mais Médicos a oportunidade de atender a população mais carente do entorno da Grande São Paulo. Como cidadã brasileira decidi fazer minha parte oferecendo meu trabalho a áreas onde há maior vulnerabilidade social.”

Maior parte das vagas não foi preenchida

Lançado em 8 de julho, o Mais Médicos quer melhorar o atendimento no SUS, acelerar os investimentos em infraestrutura nas unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país. A bolsa federal é de R$ 10 mil. Mas, até agora, só 938 das 15.460 vagas que os municípios informaram precisar foram preenchidas.

Filipe Sansone, Diario de SP e no Pragmatismo Político

sábado, 14 de setembro de 2013

Marilena Chaui: “Não existe nova classe média”




“Eu odeio a classe média!”, bradou a filósofa e professora da USP Marilena Chauí em uma palestra em maio, causando furor na direita e perplexidade em parte da esquerda. “A classe média é uma abominação política porque é fascista; é uma abominação ética porque é violenta; e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, completou. Confesso que eu mesma fiquei confusa com a afirmação. Não somos todos nós, progressistas, também classe média? Não seria uma generalização? Ou é apenas uma provocação?

O leitor João Paulo Martins, estudante de jornalismo na Cásper Líbero, me mandou uma entrevista que fez com Marilena onde ela fala das manifestações pelo país, de Espinosa, do ENEM e também explica a que classe média se referia em sua diatribe. E diz mais: para Chaui, a tal “nova” classe média não é classe média coisa nenhuma, mas sim “uma nova classe trabalhadora”.

Eu ainda tô na dúvida. Concordo quando ela diz que “ideologicamente, vitoriosa é a classe média”, porque se refere a uma determinada linha de pensamento que, desafortunadamente, vem ganhando espaço no País –inclusive nesse “nova” classe ascendente que a filósofa diz que é a “trabalhadora”. 

Mas continuo achando que há várias classes médias e não apenas uma. Me digam o que vocês pensam.

***

Por João Paulo Martins

Como a senhora analisa as manifestações que estão acontecendo pelo Brasil?

Marilena Chauí: Embora pareçam vários movimentos sociais dispersos, o importante é perceber que há alguns elementos unificadores. Existe um tema que eu denomino inferno urbano. O inferno urbano, em sua totalidade, significa a verticalização dos condomínios e shopping centers, o aumento demográfico e a expulsão dos moradores das regiões de exploração imobiliária para as periferias cada vez mais distantes. Complementando o inferno urbano, você tem o problema do transporte coletivo que é indecente, indigno e mortífero, além de a cidade ser construída privilegiando o veículo individual. Os culpados por este inferno urbano são as montadoras com a produção de carros, as empreiteiras responsáveis pela explosão imobiliária e os cartéis de transporte urbano que contribuíram para sua ineficácia. Disto tudo, podemos ver a luta pela moradia, pelo aluguel, pelo sistema viário da cidade, pela educação e pela saúde. Todas estas causas formam um movimento unificado contra a produção do inferno urbano.

Em contrapartida a este panorama, venho percebendo declarações de muitos jovens em defesa do apartidarismo e com um posicionamento radical contra a política. Eles acabaram aderindo à ideologia neoliberal das empresas de comunicação que desqualificam os partidos políticos porque querem ocupar o espaço público em seus lugares. Ver alguns segmentos de manifestantes se pronunciarem desta forma me preocupa muito, pois a situação dos partidos políticos minoritários no Brasil é a pior possível. Vivemos em uma sociedade conservadora que transformou os partidos políticos em clubes privados que operam por clientela, tutela e cooptação. Ainda de quebra, há o pacote Abril do general Golbery que monta o sistema partidário brasileiro e força a justiça eleitoral com um entulho autoritário através de campanhas de coalizão. Vejo todas estas questões como pautas de reformas políticas e motivos para manifestações populares. Ainda assim, apesar de dispersos, os movimentos têm tudo para se organizarem em um tema unificador. Sem isto, perde-se o saldo organizativo, fazendo com que eles se enfraqueçam.

Uma característica comum a estes movimentos é  a organização sem uma liderança específica. A senhora considera isto positivo?

M.C.: Sim. Você não precisa ter a forma tradicional de divisão entre lideranças e liderados. Esta hierarquia não precisa aparecer. Eu mesma participei de inúmeros movimentos sociais onde a forma  de organização era a autogestão. Operando desta maneira, você consegue um movimento muito mais libertário, sem a introdução de nenhuma diferença entre os participantes. É um equívoco pensar que a verticalização hierárquica traz eficácia aos movimentos. Em toda minha vida, os movimentos que vi chegarem mais longe e conseguirem mudanças importantes para suas épocas foram os organizados desta maneira, sem eleger uma liderança específica, o que democratiza a opinião dos integrantes.

Como a senhora analisa o posicionamento da mídia em relação às manifestações no Brasil?

M.C.: A atitude da mídia foi a esperada. No primeiro instante, ela criminalizou os movimentos pelo fato de terem sido oriundos da esquerda. Quando os movimentos passaram a ser divulgados pelas redes sociais, se tornaram de massa e o caráter de esquerda foi se diluindo entre as reivindicações populares. Então, ela passou a celebrar as manifestações e levá-las para o lado mais conservador e reacionário dentro da sociedade. A mídia detém quase um monopólio político em termos mundiais, exercendo o controle econômico de muitos setores através da propaganda. Sendo bem direta, eu diria: nada de novo no front.

Como a senhora analisa o panorama geral da educação brasileira nos últimos dez anos?

M.C.: Eu pontuaria como positivo do ponto de vista da democratização do acesso e da revalorização da escola pública em todos os níveis, mas problemática na questão das estruturas básicas educacionais. E isto não é por falta de recursos, mas sim por inabilidade em usá-los da maneira correta. Recuperar esta estrutura educacional após 20 anos de ditadura e 20 anos de políticas neoliberais não é uma tarefa fácil para o governo.

Sobre o ENEM, por que a senhora acha que a USP não aderiu ao exame até hoje?

M.C.: A decisão sobre a adesão ou não ao ENEM é tomada pelo conselho universitário da reitoria, que é majoritariamente ligada ao PSDB. Então, eu não diria que é uma ação imediata e direta do governo estadual para contrapor a proposta de democratização do ensino feita pelo governo federal, mas sim uma ação indireta de PSDBistas ligados à reitoria da USP, um fato deplorável no meu ponto de vista. Esta resistência por parte da USP me entristece muito. Sou muito cautelosa ao concordar que somos a vanguarda do ensino. Podemos até ser em algumas áreas, porém em outras eu diria que somos a pior retaguarda de todas, principalmente nas questões políticas que dizem respeito à democratização dos direitos humanos.

O Brasil conseguiu avanços significativos do ponto de vista econômico e social nestes últimos anos. De que maneira a senhora enxerga termos estes avanços por um lado, mas por outro observarmos uma intensa retração nos direitos humanos, como a liderança do deputado Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos da Câmara e a presença massiva da bancada evangélica no Congresso?

M.C.: Isto acontece porque o governo conseguiu a hegemonia do ponto de vista das políticas sociais e dos movimentos sociais, mas não do ponto de vista ideológico. Ideologicamente, o que nós temos vitoriosa é a classe média. Do lado pentecostal, temos a Teologia da Prosperidade, e no que se relaciona ao conservadorismo típico, temos a ideologia do empreendedorismo. Isso significa uma visão da sociedade individualista, competitiva e sem as relações de solidariedade e cooperação. Fatos que estão ligados ao núcleo do pensamento da classe média: a ordem e a segurança. Em uma sociedade onde se deseja um progresso no sentido ideológico, a presença forte desta ideologia regressista é um empecilho tremendo. Por isto, ainda observamos estes absurdos como o projeto de “cura gay” e outros insultos aos direitos humanos. O entrave está aí: a hegemonia progressista não é total, e a ideologia prevalecente é a conservadora, que impede termos uma sociedade mais justa, solidária e humanitária, principalmente com as minorias sociais.

A senhora criou enorme polêmica ao atacar a classe média. Algumas críticas vieram inclusive de teóricos da própria esquerda. Gostaria que deixasse claro a qual classe média seus ataques se referiam: a que já era estabelecida como classe social ou a que entrou em ascensão após o governo do PT?

M.C.: Não acredito que os programas sociais do governo tenham criado uma nova classe média no Brasil. O que eles criaram foi uma nova classe trabalhadora. Ela é nova, pois foi criada nos quadros do neoliberalismo. A classe trabalhadora clássica no Brasil se tornou minoritária com o tempo. Isto tudo se deu pela fragmentação e precarização de seus serviços, juntamente à desarticulação de suas formas de identidade, resistência e luta. Então, as políticas governamentais originaram uma nova classe trabalhadora heterogênea, desorganizada e precária no sentido de não possuir um ideário pelo qual lutar. Esta nova classe trabalhadora é que absorve a ideologia da classe média: o individualismo, a competição, o sucesso a qualquer preço, o isolamento e o consumo. Sendo assim, não é que exista uma nova classe média, mas sim uma nova classe trabalhadora que é sugada pelos valores da classe média já estabelecida. A classe média estabelecida é a que sempre existiu. O que há de novo é o fato de ela ter crescido quantitativamente e do ponto de vista econômico, ou seja, ela vai mais vezes a Miami e à Disney por ter se tornado mais abonada. É justamente esta classe média estabelecida e poderosa que eu ataco, e não a nova classe trabalhadora criada nos quadros sociais do neoliberalismo.
O que distingue uma classe social da outra não é a renda ou a escolaridade. O que distingue uma classe social da outra é a maneira de ela se inserir no modo social de produção. Se você se insere como proprietário privado dos meios sociais de produção, você é capitalista. Se você é assalariado que vende sua força aos proprietários privados dos meios sociais de produção, você é proletário. Quando não se é nenhum dos dois, ocupando uma posição intermediária da pequena propriedade comercial, agrícola e das profissões liberais, você constitui a classe média. Esta classe média já estabelecida que é petulante, arrogante, ignorante e fascista. Ela é movida por um sonho de se tornar a burguesia detentora dos meios sociais de produção e possui um pavor de se tornar parte da classe trabalhadora. Porém, ela nunca se tornará esta burguesia, pois não entende o processo social para se tornar burguês, mas sustenta seu sonho através da ordem, da repressão e da segurança. Realmente a tal classe média é uma flor que não se cheira.

Analisando o panorama de mudanças sociais e políticas no mundo hoje, a senhora ainda concorda com a afirmativa de Espinosa de que a paz é uma virtude e, portanto, a guerra é um vício?

M.C.: A guerra não é um vício. A guerra é o que acontece quando você não tem a paz. Espinosa diz o seguinte: ‘A finalidade da vida política é fazer com que não haja nas pessoas medo nem insegurança’. Nós temos medo e insegurança porque não sabemos o que será do futuro. Mas quando eu tenho medo, este medo vem sempre acompanhado de esperança. Este jogo de medo do mal e esperança pelo bem faz com que Espinosa afirme sobre a finalidade da vida política em assegurar ao indivíduo a inexistência de receios para o futuro. E a política faz isto através do direito, do sistema de leis e instituições que me permitem acordar sabendo que se houver uma tragédia não ficarei desamparada. A guerra, por outro lado, é a reintrodução do medo. Ela repõe o medo como forma das relações sociais e destrói aquilo que é o núcleo da vida social e política. Eu diria que ela ainda é um vício desde este ponto de vista.

Em contrapartida, Espinosa diz o seguinte sobre a paz: ‘A paz é diferente da ausência de guerra’. A ausência de guerra não significa que você tem paz, significa que não estão explicitados conflitos violentos que poderão surgir a qualquer momento. A paz, portanto, é a afirmação de que a qualidade das instituições, direitos e leis garantem que estes conflitos podem existir sem que se destrua o corpo político da sociedade. Eles podem ser trabalhados, pois a paz –diferentemente da guerra–, não criminaliza os conflitos. Neste panorama que ainda permeia nossa sociedade, estou de acordo com esta afirmação, ainda que muitas instituições componentes do corpo político do Brasil e do mundo não assegurem necessariamente a paz às pessoas.

Para quem não viu Marilena Chaui detonando a classe média, eis o vídeo:


Via Socialista Morena

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Libra: o povo não sabe de nada


Paulo Metri

O povo não sabe nada sobre Libra e, se depender da mídia comercial, continuará inocente para sempre. Sugiro uma enquete feita por um instituto de pesquisa confiável, com uma única pergunta à população: “O que você acha do leilão de Libra, que vai ocorrer em 21 de outubro próximo?”. Aposto que, no mínimo, 95% dos entrevistados não saberão o que é Libra. No entanto, o leilão de oito a doze bilhões de barris de petróleo, que se convencionou chamar de campo de Libra, não poderia passar despercebido. Está em jogo a possibilidade de muito mais recursos estarem disponíveis, no futuro, para educação, saúde, habitação, saneamento e outros programas sociais, se este campo for bem aproveitado. Se for leiloado, a maior parte destes recursos irá para as petrolíferas estrangeiras.

Este importante fato não é divulgado, simplesmente, porque a mídia comercial existente é subordinada aos interesses do capital e, neste assunto, as petrolíferas estrangeiras determinam que a sociedade deve permanecer em total ignorância. Desta forma, informações confiáveis, hoje, só na mídia alternativa. O que será desviado da sociedade com o leilão de Libra corresponde à maior apropriação de um patrimônio público desde a nossa independência. Só não digo desde a descoberta do país, porque não sei quanto ouro foi levado das nossas terras para Portugal.

A totalidade do petróleo de Libra vale, no mínimo, US$ 1 trilhão, mas, provavelmente, chegará a US$ 1,5 trilhão. Nem tudo será desviado, pois existem o Fundo Social e os royalties. Mas poderia retornar mais para a sociedade, se Libra fosse entregue sem licitação à Petrobras, que assinaria um contrato de partilha com a União, satisfazendo o artigo 12 da lei 12.351, e com a máxima contribuição para o Fundo Social. Qualquer valor abaixo deste máximo que a Petrobras pode entregar deve ser considerado como um desvio de patrimônio da nossa sociedade.

Assim, o desvio de Libra, se o governo teimar em leiloá-lo para as empresas estrangeiras, será maior que a transferência de todo manganês da Serra do Navio no Amapá para formar uma montanha em outro país. Será maior que o roubo da privatização da Vale, que chegou a US$ 100 bilhões, ou o das teles, que dizem ter sido em torno de US$ 40 bilhões. Se for tomado o desvio ou o caixa 2 dos chamados mensaleiros, da ordem de uma ou duas centenas de milhões de reais, o leilão de Libra significa uma subtração de recursos da ordem de 10.000 vezes maior que o tão divulgado rombo do “mensalão”.

Contudo, no caso de Libra, temos o desvio institucionalizado, uma vez que o leilão não é a melhor aplicação da lei 12.351, mas ele também está previsto nesta lei. Se o argumento de que o leilão não traz o melhor impacto para a sociedade for levado a um juiz, ele poderá indeferir o pedido de sustação do leilão, alegando que este é previsto em lei e, se a lei é injusta, não cabe a ele, juiz, modificá-la. Aliás, todas as 11 rodadas de leilões da ANP já ocorridas, seguindo a lei 9.478, excetuando a oitava, tiveram respaldo legal. O Congresso Nacional, tão comprometido com o poder econômico quanto a mídia, só irá reverter esta lei se houver grande pressão popular ou se a população passar a votar melhor, inclusive se deixar de votar contra si própria.

Para descrever a apropriação indevida, há uma correspondência clara entre este ciclo do ouro negro com o que aconteceu no ciclo do ouro passado, pois a Coroa são os atuais países-sede das petrolíferas estrangeiras, a Colônia é a mesma; a administração da Coroa na Colônia é, hoje, o atual governo brasileiro; os agentes da usurpação são, ontem e hoje, os estrangeiros; e os usurpados de hoje são os descendentes dos usurpados do ciclo passado.

Fatidicamente, ficamos sempre com pouco usufruto sobre a riqueza que nos entrega a natureza ou o Criador. Espoliado desde a invasão europeia de 1500, o Brasil está no grupo das nações supridoras de grãos e minérios para os opulentos, que têm tecnologia, indústrias e serviços com alto conteúdo tecnológico e forças armadas persuasivas e opressoras.

Não há risco em Libra, pois não há dúvida sobre a existência deste petróleo. Não há pressa, a menos que o governo esteja com dificuldade para fechar suas contas, inclusive, o superávit primário. Mas, se este for o caso, lembre-se que se estão comprometendo realizações futuras durante muitos anos por uma questão conjuntural. Se a Petrobras estiver com sua capacidade de envolvimento em novos negócios esgotada, pode-se esperar, pois o abastecimento do país está garantido graças a ela própria por, no mínimo, uns 40 anos.

Aproveito para salientar que nenhuma empresa estrangeira se dispõe a abastecer o país, a construir refinarias, contratar plataformas e outros bens aqui. Querem unicamente o petróleo e seu lucro, em exploração completamente desvinculada da população que habita a região. Minha esperança, hoje, são os sindicalistas, os filiados a entidades de classe, os integrantes de movimentos sociais, os jovens que estão na rua, os internautas do bem, os perceptivos e honestos da mídia alternativa e o ex-presidente Sarney, a quem passo a fazer um pedido de público, já que não tenho canais de interlocução.

Vossa Excelência, durante sua vida pública, deu claras demonstrações de compreender a importância de se preservar a soberania do país e que esta posição nacionalista era necessária para se conseguirem avanços progressistas, tendo o seu governo se norteado por estes princípios. De memória, cito algumas medidas soberanas e progressistas do governo de Vossa Excelência: criação do Mercosul; determinação do domínio completo da tecnologia do Ciclo do Combustível Nuclear; decisão da construção do submarino nuclear; acordo com a China para o lançamento conjunto de satélite; moratória da Dívida Externa; lançamento do Plano Cruzado com o controle dos preços; reatamento com Cuba; criação do Ministério da Reforma Agrária; criação do Ministério da Cultura, com a nomeação do economista Celso Furtado para exercer o cargo de ministro; legalização de todos os partidos antes clandestinos e reconhecimento das centrais sindicais; nomeação de um nacionalista como Renato Archer para o Ministério da Ciência e Tecnologia; defesa da Causa Palestina e da Nicarágua Sandinista nos fóruns internacionais; defesa na ONU da autodeterminação e independência do Timor Leste; e reserva de mercado da informática, com a criação da Secretaria Especial de Informática, reserva esta mal interpretada até hoje.

Assim, peço a Vossa Excelência, político respeitado e de muitos aliados, que tem a sensibilidade necessária para compreender os argumentos de soberania, que é imprescindível para o progresso social colocar todo o seu peso político adquirido, em anos de atuação no nosso cenário, para que o leilão de Libra seja suspenso e este campo seja entregue à Petrobras, sem licitação prévia, através de contrato de partilha, como permite a lei 12.351. O povo brasileiro, no dia que ganhar consciência plena, será muito agradecido a Vossa Excelência.

Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia