LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Por que a direita e a esquerda se unem no ódio aos black blocs?

É melhor entendê-los para combatê-los

Nota Claudicante:

Li esta matéria, e fiz alguns comentários, sob o efeito de bebida alcoólica, umas deliciosas e bem geladas cervejinhas, talvez, por isso, meus comentários tenham sido tão ácidos, inclusive usei palavras que não costumo usar, mas tá feito! Não fiz nenhuma mudança, para registrar meu estado de espírito no momento.
P.S.: Diziam os romanos "no vinho está a verdade".


Émelhor entendê-los para combatê-los

Por Paulo Nogueira, para o DCM


Ninguém gosta dos black blocs exceto eles próprios.

Cheguei a essa conclusão depois de ver Dilma, pelo Twitter, condená-los pelo ato “covarde” de bater num coronel da PM. (1) Segundo Dilma, eles têm protagonizado cenas de “barbárie”.


Você lê o Globo e a Veja e lá estão eles, atacados como vândalos, baderneiros, criminosos, bandidos etc. (2)


A direita e a esquerda estão unidas no ódio aos black blocs por diferentes razões. Para a direita, eles são um incômodo porque denunciam escandalosamente a desigualdade social brasileira.


Para a esquerda, especificamente a ligada ao PT, eles são um incômodo porque mostram que não estão satisfeitos com os avanços sociais feitos nos últimos dez anos por governos petistas e, em consequência, atrapalham a marcha de Dilma rumo ao segundo turno.


No meio do calor, parece ficar de lado uma questão crucial: por que romperam na cena brasileira estes mascarados pouco amistosos e extremamente combativos? (3)


Sem responder a isso a polêmica em torno dos black blocs é estéril. Os black blocs são os filhos não amestrados da iniquidade. Poucos dias atrás, uma militante do grupo concedeu uma entrevista cândida à BBC Brasil, republicada aqui.


Ela contou que virou black bloc por causa da “concentração de renda”. Não viu nos partidos políticos convencionais nada que a interessasse. (4)


Eis o ponto.


O PT, com as alianças no poder em busca da “governabilidade” (5),deixou de ser atraente para jovens inconformados, idealistas, indignados com tanta miséria no Brasil.


Eles querem algo novo. E é então que entram em cena os garotos do Passe Livre e dos Black Blocs. 

Ao contrário de outros grupos que poderiam e talvez deveriam estar protestando nas ruas – sindicatos e UNE, por exemplo – eles não têm o rabo preso com o PT. (6)


Querem que o Brasil melhore socialmente – com PT ou sem PT. Por isso são tão detestados pelo PT.


A emergência dessa nova categoria de manifestantes – que não têm nada a ver com os demagogos que falam em “corrupção” para comover a classe média como já aconteceu em 1954 e 1964 – mostrou uma coisa. O Brasil pede um partido de esquerda que represente, hoje, o que o PT foi em seus primeiros tempos. (7)


O PT poderia caminhar mais para a esquerda e atender aos anseios dos neomanifestantes? Eis a grande questão. Pessoalmente, não acredito. Os compromissos em nome da “governabilidade” tornam virtualmente impossível fazer alguma coisa muito diferente do que se fez nos últimos dez anos.


Como proteger os índios decentemente, para ficar num só caso, se alianças com ruralistas são vitais para que o governo toque a sua vida? (8)


Uma coisa parece certa: a Rede Sustentabilidade não é a novidade que os inconformados das ruas pedem. Mudam os personagens, mas os compromissos permanecem: Marina jamais falou em aumentar o imposto dos mais ricos porque vai depender deles para tentar se eleger. (9)


Spinoza dizia sobre certas coisas que o importante não era gostar ou desgostar delas, mas entendê-las(10) Ninguém parece estar entendendo os black blocs.


Querem que eles sumam? Experimentem reduzir a desigualdade social que está na origem deles. (11)


O resto é silêncio, como escreveu Shakespeare.

Paulo Nogueira nDCM e no Contexto Livre


(1) Esse  pessoal não sabe que quem só pode ser protagonista de atos covardes é a PM? Absurdo!


(2) Não sejamos injustos, aí já é elogio!


(3) Estavam em casa sem fazer nada, aí resolveram quebrar umas lojinhas.


(4) Concentração de renda não existe é coisa de comunista, alcoólatra e aleijados!


(5) Triste PT!


(6) Rabo? 


(7) O planeta precisa do socialismos! Socialismo ou barbárie seus escrotos! Depois criticam os black blocs, cínicos!


(8) Chama o Rim-Tim-Tim!


(9) Coitadinha! Mas ela reservará um lugar nos céus para os pobres, podes crêr!


(10) Sábio.


(11) É mais fácil criminalizar e assassinar aqueles que querem mudanças, a PM, coitadinha, está aí para isso.

sábado, 26 de outubro de 2013

GAME OVER... Mas non troppo

neo

VIA GILSONSAMPAIO         

PRÉ-SAL É PINTO PERTO DO PAGAMENTO DE JUROS PRA CANALHA BANCÁRIA( 1 TRILHÃO POR ANO!)

Via Auditoria Cidadã e GILSON SAMPAIO

DÍVIDA CONSUMIRÁ MAIS DE UM TRILHÃO DE REAIS EM 2014
DERCY

Maria Lucia Fattorelli

O governo federal enviou ao Congresso Nacional a previsão orçamentária para 2014 com a impressionante destinação de R$ 1,002 TRILHÃO de reais para o pagamento de juros e amortizações da dívida, sacrificando todas as demais rubricas orçamentárias.

Esse dado chocante explica porque vivemos uma conjuntura marcada pela falta de atendimento aos direitos fundamentais e às urgentes necessidades sociais relacionadas principalmente aos serviços de saúde, educação, transporte, segurança, assistência, etc.

divida-publica

Explica, adicionalmente, o avanço das privatizações representadas pela venda de patrimônio público e entrega de áreas estratégicas que representam estrutura do Estado, comprometendo a segurança e a soberania nacional: portos, aeroportos, estradas, ferrovias, energia, comunicações, e principalmente petróleo. 

As ofertas ao setor privado fazem parte do Programa de Investimento em Logística (PIL) e estão sendo realizadas inclusive em seminário realizado em Nova Iorque2 em 25.09.2013, na sede do banco Goldman Sachs3, com a participação das mais altas autoridades do governo brasileiro. 

Os discursos da presidenta Dilma, do presidente do Banco Central, BNDES e Ministro da Fazenda presentes no evento manifestaram publicamente a oferta de oportunidades especiais para investimentos privados no País, com a garantia de financiamentos por bancos públicos nacionais e garantias contra eventuais riscos, oferecendo não só o patrimônio, mas convocando o setor privado para participar da gestão do País. 

É evidente que a exigência de crescentes volumes de recursos para o pagamento de juros e amortizações da dívida tem impedido a realização dos investimentos necessários, o que tem sido utilizado como justificativa para a contínua e inaceitável entrega de patrimônio estratégico e lucrativo. 

Cabe realçar especialmente a campanha contra o leilão do Campo de Libra, agendado para outubro próximo, quando se pretende rifar reserva de petróleo superior à soma do que já foi leiloado nas outras quinze rodadas já realizadas durante os governos de FHC e Lula

De acordo com dados do Sindipetro-RJ, a riqueza do pré-sal coloca o Brasil entre os três maiores produtores de petróleo no mundo. Considerando o disposto em nossa Constituição Federal, a capacidade da Petrobrás e o compromisso assumido pela Presidenta Dilma4 durante sua campanha eleitoral, não há justificativa plausível para o leilão anunciado, por isso todos devemos apoiar e reforçar a campanha “O petróleo tem que ser nosso” 5, repudiando e requerendo o cancelamento desse leilão. 

Para continuar alimentando o Sistema da Dívida em âmbito nacional e regional, o governo sacrifica o povo com pesados tributos, ausência de retorno em bens, serviços e investimentos, e ainda rifa o patrimônio público.

Por isso perseveramos com os trabalhos da Auditoria Cidadã, exigindo a realização da auditoria e completa transparência desse perverso Sistema da Dívida.

1 Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida www.auditoriacidada.org.br
2 The Brazil Infraestructure Oppportunity
http://noticias.band.uol.com.br/the-brazil-infrastructure-opportunity/
3 Quem é Goldman Sachs: http://www.youtube.com/watch?v=eDNWitV5PBg&feature=youtu.be
4 Fala da Presidenta Dilma durante a campanha de 2010:http://www.sindipetro.org.br/w3/
5 O petróleo tem que ser nosso: http://www.apn.org.br/w3/



Uma outra opinião sobre a matéria:

ESTÃO GASTANDO UMA FORTUNA COM A DÍVIDA (!!!)


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

“Machistas”, “hipócritas”, “intolerantes”: o discurso sobre o Brasil de Luiz Rufatto, o easter egg da Feira de Frankfurt

rufatto
O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora?
Para mim, escrever é compromisso. Não há como renunciar ao fato de habitar os limiares do século XXI, de escrever em português, de viver em um território chamado Brasil. Fala-se em globalização, mas as fronteiras caíram para as mercadorias, não para o trânsito das pessoas. 
Proclamar nossa singularidade é uma forma de resistir à tentativa autoritária de aplainar as diferenças. O maior dilema do ser humano em todos os tempos tem sido exatamente esse, o de lidar com a dicotomia eu-outro. Porque, embora a afirmação de nossa subjetividade se verifique através do reconhecimento do outro – é a alteridade que nos confere o sentido de existir –, o outro é também aquele que pode nos aniquilar… E se a Humanidade se edifica neste movimento pendular entre agregação e dispersão, a história do Brasil vem sendo alicerçada quase que exclusivamente na negação explícita do outro, por meio da violência e da indiferença. 
Nascemos sob a égide do genocídio. Dos quatro milhões de índios que existiam em 1500, restam hoje cerca de 900 mil, parte deles vivendo em condições miseráveis em assentamentos de beira de estrada ou até mesmo em favelas nas grandes cidades. Avoca-se sempre, como signo da tolerância nacional, a chamada democracia racial brasileira, mito corrente de que não teria havido dizimação, mas assimilação dos autóctones. Esse eufemismo, no entanto, serve apenas para acobertar um fato indiscutível: se nossa população é mestiça, deve-se ao cruzamento de homens europeus com mulheres indígenas ou africanas – ou seja, a assimilação se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos. 
Até meados do século XIX, cinco milhões de africanos negros foram aprisionados elevados à força para o Brasil. Quando, em 1888, foi abolida a escravatura, não houve qualquer esforço no sentido de possibilitar condições dignas aos ex-cativos. Assim, até hoje, 125 anos depois, a grande maioria dos afrodescendentes continua confinada à base da pirâmide social: raramente são vistos entre médicos, dentistas, advogados, engenheiros, executivos, jornalistas, artistas plásticos, cineastas, escritores. 
Invisível, acuada por baixos salários e destituída das prerrogativas primárias da cidadania – moradia, transporte, lazer, educação e saúde de qualidade –, a maior parte dos brasileiros sempre foi peça descartável na engrenagem que movimenta a economia: 75% de toda a riqueza encontra-se nas mãos de 10% da população branca e apenas 46 mil pessoas possuem metade das terras do país. Historicamente habituados a termos apenas deveres, nunca direitos, sucumbimos numa estranha sensação de não-pertencimento: no Brasil, o que é de todos não é de ninguém… 
Convivendo com uma terrível sensação de impunidade, já que a cadeia só funciona para quem não tem dinheiro para pagar bons advogados, a intolerância emerge. Aquele que, no desamparo de uma vida à margem, não tem o estatuto de ser humano reconhecido pela sociedade, reage com relação ao outro recusando-lhe também esse estatuto. Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios – o semelhante torna-se o inimigo. 
A taxa de homicídios no Brasil chega a 20 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, o que equivale a 37 mil pessoas mortas por ano, número três vezes maior que a média mundial. E quem mais está exposto à violência não são os ricos que se enclausuram atrás dos muros altos de condomínios fechados, protegidos por cercas elétricas, segurança privada e vigilância eletrônica, mas os pobres confinados em favelas e bairros de periferia, à mercê de narcotraficantes e policiais corruptos. 
Machistas, ocupamos o vergonhoso sétimo lugar entre os países com maior número de vítimas de violência doméstica, com um saldo, na última década, de 45 mil mulheres assassinadas. Covardes, em 2012 acumulamos mais de 120 mil denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes. E é sabido que, tanto em relação às mulheres quanto às crianças e adolescentes, esses números são sempre subestimados. 
Hipócritas, os casos de intolerância em relação à orientação sexual revelam, exemplarmente, a nossa natureza. O local onde se realiza a mais importante parada gay do mundo, que chega a reunir mais de três milhões de participantes, a Avenida Paulista, em São Paulo, é o mesmo que concentra o maior número de ataques homofóbicos da cidade. 
E aqui tocamos num ponto nevrálgico: não é coincidência que a população carcerária brasileira, cerca de 550 mil pessoas, seja formada primordialmente por jovens entre 18 e 34 anos, pobres, negros e com baixa instrução. O sistema de ensino vem sendo ao longo da história um dos mecanismos mais eficazes de manutenção do abismo entre ricos e pobres. Ocupamos os últimos lugares no ranking que avalia o desempenho escolar no mundo: cerca de 9% da população permanece analfabeta e 20% são classificados como analfabetos funcionais – ou seja, um em cada três brasileiros adultos não tem capacidade de ler e interpretar os textos mais simples. 
A perpetuação da ignorância como instrumento de dominação, marca registrada da elite que permaneceu no poder até muito recentemente, pode ser mensurada. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente em torno de 2,2 bilhões de dólares, sendo que 35% deste total representam compras pelo governo federal, destinadas a alimentar bibliotecas públicas e escolares. No entanto, continuamos lendo pouco, em média menos de quatro títulos por ano, e no país inteiro há somente uma livraria para cada 63 mil habitantes, ainda assim concentradas nas capitais e grandes cidades do interior. 
Mas, temos avançado. 
A maior vitória da minha geração foi o restabelecimento da democracia – são 28 anos ininterruptos, pouco, é verdade, mas trata-se do período mais extenso de vigência do estado de direito em toda a história do Brasil. Com a estabilidade política e econômica, vimos acumulando conquistas sociais desde o fim da ditadura militar, sendo a mais significativa, sem dúvida alguma, a expressiva diminuição da miséria: um número impressionante de 42 milhões de pessoas ascenderam socialmente na última década. 
Inegável, ainda, a importância da implementação de mecanismos de transferência de renda, como as bolsas-família, ou de inclusão, como as cotas raciais para ingresso nas universidades públicas. 
Infelizmente, no entanto, apesar de todos os esforços, é imenso o peso do nosso legado de 500 anos de desmandos. Continuamos a ser um país onde moradia, educação, saúde, cultura e lazer não são direitos de todos, mas privilégios de alguns. Em que a faculdade de ir e vir, a qualquer tempo e a qualquer hora, não pode ser exercida, porque faltam condições de segurança pública. Em que mesmo a necessidade de trabalhar, em troca de um salário mínimo equivalente a cerca de 300 dólares mensais, esbarra em dificuldades elementares como a falta de transporte adequado. Em que o respeito ao meio-ambiente inexiste. Em que nos acostumamos todos a burlar as leis. 
Nós somos um país paradoxal. 
Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edênicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza. Ora festejado como um dos países mais bem preparados para ocupar o lugar de protagonista no mundo – amplos recursos naturais, agricultura, pecuária e indústria diversificadas, enorme potencial de crescimento de produção e consumo; ora destinado a um eterno papel acessório, de fornecedor de matéria-prima e produtos fabricados com mão-de-obra barata, por falta de competência para gerir a própria riqueza. 
Agora, somos a sétima economia do planeta. E permanecemos em terceiro lugar entre os mais desiguais entre todos… 
Volto, então, à pergunta inicial: o que significa habitar essa região situada na periferia do mundo, escrever em português para leitores quase inexistentes, lutar, enfim, todos os dias, para construir, em meio a adversidades, um sentido para a vida? 
Eu acredito, talvez até ingenuamente, no papel transformador da literatura. Filho de uma lavadeira analfabeta e um pipoqueiro semianalfabeto, eu mesmo pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico, gerente de lanchonete, tive meu destino modificado pelo contato, embora fortuito, com os livros. E se a leitura de um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, e sendo a sociedade feita de pessoas, então a literatura pode mudar a sociedade. Em nossos tempos, de exacerbado apego ao narcisismo e extremado culto ao individualismo, aquele que nos é estranho, e que por isso deveria nos despertar o fascínio pelo reconhecimento mútuo, mais que nunca tem sido visto como o que nos ameaça. Voltamos as costas ao outro – seja ele o imigrante, o pobre, o negro, o indígena, a mulher, o homossexual – como tentativa de nos preservar, esquecendo que assim implodimos a nossa própria condição de existir. 
Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. 
Aqui e agora.

Via Diário do Centro do Mundo

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Apesar de toda a minha vontade de vomitar diante de tanta decepção com os governos neoliberais de Lula e Dilma, votarei na mesma em 2014. Não tenho dúvidas de que seja eleita, só se o governo e aliados forem tão incompetentes como parecem, ou como querem parecer.

(No capitalismo sou livre para falar o que quiser 
e comprar o último modelo de Iphode, seus bobos)

No Balaio do Kotscho, encontro essas pérolas, retiradas do artigo "O que levou dois ministros de Lula a liderar oposição?".

“Vou reproduzir abaixo algumas frases das quatro horas de conversa com o governador pernambucano, que explicam sua guinada rumo à oposição, mesmo sabendo que ele seria o candidato "in pectore" de Lula para presidente, mas só nas eleições de 2018.

“Sobre intermediários - Nesta época, Eduardo e Lula só se comunicavam por intermédio de amigos comuns. Um deles relatou ao governador o que teria ouvido de Lula: "Eu queria fazer o Eduardo presidente pela minha mão, na hora certa, mas agora ele resolveu chegar lá sozinho".

Então era essa herança política que Lula iria nos deixar? Mui amigo o cara!

Eduardo Campos fode com a saúde aqui em Pernambuco, terceirizando tudo, à moda do Estado de São Paulo; as denúncias de corrupção (inclusive ligadas à administração do Porto de Suape, gravíssimas) são várias, claro que tudo vai dar em nada, ele manda no Estado.

Até o Tribunal de Contas de Pernambuco é apelidado de Tribunal de Campos; antes era Tribunal Faz de Conta.

Através da justiça? A justiça brasileira é classista e, propositalmente, incompetente. Uma caixa preta, blindada.

Lula governou no mansinho, sem peitar nada que afrontasse o neoliberalismo, apenas jogou mais migalhas para o povão.

“Mas não podia, tinha toda a mídia contra ele.”

A mesma mídia que Luiz Gushiken queria dar uma tacada, a maneira de Brizola, no primeiro ano do governo Lula, que não topou. Por que não topou?  

Rever o roubo da Vale do Rio Doce; nem pensar...

Investigar os escândalos da privataria, “não, isto é revanchismo, e não fica bem na fita da história e nos jornais europeus”.

Mas segundo uma deputada “comunista” e cínica me falou, ainda não era a hora, e o primeiro governo Dilma ia arrasar, totalmente a esquerda, e fazer o que Lula não pode, mas plantou, e o babaca aqui acreditou.

Leio também um artigo do Zé Dirceu, a quem admiro muito, e queria ver como Presidente deste país; jogado aos leões pelo Governo e pelo PT, o cara ainda é fiel; Governos que ainda fizeram a proeza, de colocar no STF JB e Fux; quem assessora esse pessoal? Que competência!
Com todo respeito a extrema inteligência do ex-Ministro, qual direita? Só se for a extrema-direita-fascista.
O próprio Lula já falou, e provou, que não é de esquerda.
Lula, Dilma, são de centro-direita; Eduardo e Marina de extrema-direita, junto com Cerra e turma.
Não existe mais esquerda no Brasil, nem no mundo.
Os movimentos sociais foram cooptados: “É o que se pode fazer no momento, vamos esperar!”
Como eu não tenho o poder de mídia de influenciar ninguém, mas pelo bem do meu coração, sou vou alimentar esta porcaria de blog depois da reeleição de Dilma, especialista em terceirização e concessões.
Espero, sinceramente, que eles do PT tenham um mínimo de competência para reelegerem Dilma, pois, qualquer ameba que a extrema direita colocar no poder, em um ano apenas, destrói todas as migalhas que esses governos trabalhistas jogaram ao povo, porque o bom bocado ficou com os financistas, claro.
Caso exista algum valor natural, universal e comum a todas as civilizações, em todos os tempos, este é a ganância pelo poder, a qualquer custo, triste humanidade!
Espero que se um dia as massas excluídas começarem a cortar as nossas cabeças, que me dê tempo de tomar umas cachaças antes, para aliviar um pouco a dor física, por que a dor da alma, esta é incurável, só com a morte.

Abraços a todos! 

Um especialmente para Obama: Heil Obama! Espero, sinceramente, que Bibi, o "sociopata", não fique com ciúmes, pois há muito nazismo e vítimas para todos.


domingo, 6 de outubro de 2013

A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis. (Albert Einstein)

O casamento civil igualitário – ou casamento gay – é polêmica em todo o mundo. O vídeo a seguir mostra o que aconteceu num evento no qual estava participando o atual primeiro ministro australiano, Kevin Rudd, (do partido trabalhista - Labour Party), quando um pastor resolveu perguntar ao político o porquê de sua mudança de opinião em favor do casamento entre homossexuais, principalmente pelo fato dele se dizer cristão.

A resposta foi a mais simples possível, mas mostra como uma boa instrução e um argumento fundamentado fazem toda a diferença em qualquer aspecto da vida, político ou não.

sábado, 5 de outubro de 2013

O Espírito de 1945 hoje

Por que Ken Loach fez este filme? Os jornalistas que cobriram o Festival de Cannes – onde ele foi premiado seis vezes; duas com a Palma de Ouro -, em maio passado, perguntavam. Ele respondeu ao jornal La Repubblica de Roma: “Porque a sociedade hoje não funciona; é um caos. E para que as pessoas pensem no que pode ser feito, outra vez, na promoção do bem-estar social. Meu filme é para lembrar o que foi conseguido no passado.” 


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Geni e o Zepelim


DILMA DIZ QUE É UM CRIME PRIVATIZAR A PETROBRAS E O PRÉ-SAL.(na campanha de 2010)

Por que mentes, Dilma?


Via facebook do Gilberto Maringoni

ME ENGANA QUE EU GOSTO - No sábado, 7, a presidenta Dilma disse o seguinte, em rede nacional: 

"Ainda este mês, vamos fazer novos leilões de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias. Esses leilões vão injetar bilhões e bilhões na economia, gerando centenas de milhares de empregos. Vamos também leiloar, em outubro, um imenso campo de petróleo do pré-sal, o Campo de Libra". 

É interessante checar com outra fala sua, na campanha de 2010 (no link). 

E eu - bobo - acreditei no que ela disse na campanha...


Dilma diz que é um crime privatizar a Petrobras e o Pré-sal
  Lorene Figueiredo  apresentou comentário irrebatível

Mesmo que a gente considere que não é privatização vamos considerar o seguinte: receberemos alguns bilhões no imediato( vamos fingir que é assim que funciona) e sabemos que as reservas valem trilhões.

Não sou matemática mas isso é caso de aritmética elementar. 

Porque entregar para exploração algo por um preço que é muito menor do que o conjunto das reservas se a Petrobrás é uma empresa de ponta no setor? 

O pior é o desdobramento. Sabemos que o PIB não tem crescido o suficiente, aumento do dólar etc etc, bom, com 47% do PIB destinado à serviços da dívida não auditada desde 1931, com os mecanismos de déficit nominal zero e superávit primário, quero dizer que não veremos a cor destes recursos do pré-sal.

Caso de rapina do capital financeiro agenciado pelo governo deste país. 

E não, eu não acho que o PSDB é melhor. Não polarizo entre dois projetos semelhantes. Maringoni tem razão. E fico chocada de ver a defesa ferrenha feita aos governos do PT ( ao qual já fui filiada e era independente, nunca fui de corrente). 

Sempre me pergunto se estas pessoas, vcs inclusive, sempre tiveram uma projeto de sociedade tão recuado assim ou foram embarcando no bla bla bla da articulação e se for isso, assim fico impressionada! Quem militou com os caras no sindicalismo sabe a merda que é. Como vcs conseguem?

Não é possível que não enxerguem as contradições nas propostas dos governos do PT

A Nona Cruzada*

A grandeza de Saladino incomoda até hoje os fundamentalistas do Ocidente





Em 1917, o general Allemby, comandante do exército britânico que ocupou a Palestina, proclamou ao atravessar os portões de Jerusalém: "Hoje terminaram as cruzadas". 

Três anos depois, outro general, o francês Gouraud, assim que suas tropas ocuparam Damasco, correu até o Mausoléu de Saladino e pronunciou uma frase que até hoje fere os ouvidos de árabes, sejam eles cristãos, muçulmanos ou judeus: "Voltamos... Saladino".

Os dois generais afogaram seus rastros com sangue, a exemplo de seus antecessores, os cruzados que, não satisfeitos em matar e estuprar, promoviam festins de canibalismo, como está fartamente documentado.

Confesso que reluto em crer que o terrível atentado contra o TWC tenha sido praticado por muçulmanos. Acredito que ele seja mais uma obra de fundamentalistas americanos ligados a Mc Veigh, o acusado de explodir o prédio de Oklahoma, porque um dos preceitos básicos do islamismo diz que, durante uma luta, as mulheres e as crianças são sagradas e devem ser poupadas. 

E o que não pode ser transportado não deve ser destruído.

O atentado ao TWT é a negação de tudo isso.

Me assusta também saber que as autoridades americanas estão mais preocupadas em produzir provas contra os muçulmanos do que investigar os reais autores do atentado. 

Sabe-se que a economia dos Estados Unidos vem minguando há algum tempo e que a indústria bélica, depois da Guerra do Golfo, necessita de novos campos de prova, já que o armamento utilizado para matar a população civil do Iraque (cifras independentes mencionam mais de 1 milhão de mortos) está se tornando obsoleto. 

Atualmente, a indústria bélica fatura cerca de 1 trilhão de dólares. 

Além de servir como espada de Dâmocles, serve para manter no poder governos títeres e autoritários, que não medem a brutalidade. 

São governos de todos os credos e sobrevivem graças à vassalagem. 

Sua irmã gêmea, a indústria do narcotráfico, fatura outro trilhão, que sustenta Wall Street. 

Ou alguém acha que se pode guardar 1 trilhão de dólares sob o colchão?

É verdade que, além da Inquisição, das duas guerras mundiais e das bombas atômicas sobre Hiroxima e Nagasaki, o Ocidente é responsável pela morte de milhões de pessoas pela fome e pela exclusão. 

Atualmente, o mundo está polarizado entre os que possuem e os excluídos. 
E quando os excluídos (que representam 80 por cento da humanidade) resolvem se organizar, como aconteceu durante o Fórum Social Mundial, no Brasil, a imprensa dos Estados Unidos os ignora olimpicamente, dedicando-lhes apenas três linhas, como generosamente fez o New York Times.

Hoje, vivemos sob a ditadura dos veículos de comunicação, cuja representante maior é a mídia dos EUA. 

É, sem dúvida, a maior empresa de press release do mundo.

Ela, mais do que ninguém, é a imagem do Big Brother de Orwell. 

Se os americanos derrubam um avião civil egípcio, assassinando mais de trezentos passageiros, vale uma nota de duas linhas.

Quando aviões americanos destroem um indústria farmacêutica no Sudão, ou atacam a população civil do Iraque durante o mês sagrado do Ramadã, os press releases inundam o mundo com o inexplicável.

Se assassinam com bombas a filha de 5 anos de Kadhafi, mencionam-se falhas no ataque "cirúrgico". 

Quem mais, a não ser um governo arrogante, apoiado por uma imprensa títere, a falar em ataques "cirúrgicos" tentando equiparar assassinos a uma das profissões mais nobres como a dos médicos?

É muito mais do que uma questão de semântica.

É a cultura do dead or alive

Só mesmo quem não conhece a ideologia de um presidente WASP pode estranhar o abandono da conferência sobre o racismo em Durban. 

Ou o desprezo pelo Protocolo de Kioto ou a transformação do Alaska num enorme poço de petróleo. 

Isso sem falar no projeto Guerra das Estrelas e na manutenção da OTAN. 

Se não há mais o Pacto de Varsóvia, para que a OTAN? Só se for para manter os dois terços de excluídos em seus devidos lugares, ou seja, em currais denominados de fronteiras.

Bush e seus assessores entendem que só há uma maneira de recuperar a economia dos Estados Unidos e manter o poder sobre o mundo.

Realizar a nona cruzada. Por isso, a paz não lhes interessa, caso contrário não manteriam no poder um terrorista e criminoso como Sharon, o Ariel que lava mais branco.

Quem é bin Laden?

"Nada, eles não sabem nada, nada querem saber.
Vês esses ignorantes, eles dominam o mundo."

Recorro a Omar Khayyam (1050-1122), amigo de Hassan As-Sabáh, inspirador de bin Laden, fundador da Confraria dos Assássin — plural de assás — (Al-Qá’ida), cujo significado é "fundamento". Assássin deu origem à palavra assassino em quase todas as línguas.

As-Sabáh era ismaelita, ramo xiita do islamismo, e vivia em Alamut, na Pérsia (Irã). 

Seus seguidores eram denominados de mártires, já que não abandonavam o local depois de executar o inimigo. 

Eram temidos porque não temiam a morte. 

Quando juravam alguém de morte, não descansavam enquanto não cumprissem a tarefa. Antes de executar a vítima na rua, nas mesquitas ou nos palácios, diziam que estavam ali para cumprir uma fátwa.  

Executaram cruzados e mongóis. 

Os militantes da Al-Qá’ida, de bin Laden, respondem que estão prontos para se tornar mártires.

Outra semelhança é o local escolhido, as montanhas do Afeganistão, já que Alamut, que abrigava os assássin, era também uma montanha. Alamut significa o ninho da águia.

"Vocês serão iguais se puderem ser diferentes sem estar ameaçados de tratamento desigual."

A luz vem do Oriente, já diziam os sábios. 

Talvez por se lembrarem do governante muçulmano Jalaluddin Muhamad (1542-1605), um filósofo, que transformou o Industão (seus limites iam do Afeganistão até a baía de Bengala, e do Himalaia até o rio Godâvari) na Andaluzia do Oriente. 

Isso, para citarmos apenas um exemplo. 

Jalaluddin, que passaria para a posteridade com o nome de Akbar (o Maior), além de responsável pela tradução do Mahabharata, abriu as portas de seu império para os pregadores do zoroastrimo, do jainismo e, num exemplo único de tolerância religiosa, pediu a seus escribas que traduzissem o Novo Testamento, na mesma época em que os cristãos se matavam entre si. 

Os católicos assassinando os protestantes na França, os protestantes assassinando os católicos na Inglaterra, enquanto Giordano Bruno ardia na fogueira em Roma.

Séculos depois, o Império Britânico invadia a região e apresentava o seu cartão de visita na figura de Warren Hastings (1732-1818), que, graças à indústria bélica da época, iniciou um massacre sem paralelo na história. 

Mais de 120 milhões de vítimas, maior até do que os massacres levados a cabo por espanhóis, portugueses e norte-americanos contra os naturais da terra, os denominados índios. 

E dos belgas, franceses e holandeses na África. 

Não satisfeito, Hastings vendeu o soberano Shah Alam II por 25 milhões de rúpias. 

Mais tarde, informado de que as princesas muçulmanas da região de Auda, mãe e filha, possuíam um tesouro de 75 milhões de rúpias, prendeu, torturou e estuprou-as. 

Libertou-as mediante o pagamento de 30 milhões de rúpias.

A "terra maravilhosa cujas riquezas e abundância nem a guerra, nem a peste e nem a opressão poderiam destruir", no dizer de alguns historiadores, a terra da concórdia, da paz e da integração de culturas e religiões tão diversas, como hinduístas, zoroastrianos, jainistas, budistas, fetichistas, cristãos católicos, ortodoxos armênios, se converteu, no reino do terror, da repressão e da colonização cultural sob os britânicos nos séculos 19 e 20.

Além de várias etnias, o Afeganistão possui vários dialetos e sua resistência aos invasores é histórica, a começar por Alexandre, o Grande. Outros povos tentaram invadir o país mas foram rechaçados.

Em 1842, durante a resistência contra os britânicos, mais de 16.000 invasores foram abatidos nas batalhas de Cabul, em 6 de janeiro, e Gandamak, no dia 13. 

A história registra que houve apenas um sobrevivente entre os britânicos: o cirurgião Brydon, que chegou cego ao forte de Jalalabad.

O mais recente confronto foi contra o poderoso exército soviético, que depois de quase dez anos de luta acabou abandonando o país.

No Alcorão está escrito que quem salva uma vida salva a humanidade e que Deus não mudará a condição dos homens se eles não mudarem o que está neles.

Não creio que o atentado tenha sido praticado por muçulmanos, mas, ao desencadear a nona cruzada, Bush estará cometendo uma agressão que provocará um efeito dominó mais devastador ainda do que o proposto pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger durante a guerra do Vietnã.

E o mundo jamais será o mesmo.

*Artigo que escrevi em 2001 para a Revista Caros Amigos. Continua atual.

E abaixo, você assiste a mercenários  atacando com gás sarin subúrbios de Damasco






Nota Claudicante:

Mercenários pagos e armados pelos Estados Cristãos Terroristas dos EUA e Inglaterra, e pelo seus vassalos Estados muçulmanos ditatoriais do Qatar e da Arábia Saudita.