LULA PRESO POLÍTICO

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Rolezinho expõe a neurótica fábrica de estereótipos da sociedade

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Não entendam esse texto como mais uma tentativa esquisita de decifrar a cabeça dos jovens como já li a rodo na imprensa tradicional e blogosfera, é só mais uma opinião, sem a pretensão de ser dono da verdade apenas uma tentativa de provocar a reflexão. 
A radicalização da proximidade das eleições embaça um pouco o senso crítico e, por vezes deixamos de tentar entender o lado de todos os envolvidos.
O movimento original do Rolezinho é perfeitamente genuíno, jovens querendo se divertir juntos, com esses eventos que são uma nova descoberta de criar grandes confraternizações. 
Não uma tentativa de golpe orquestrada, mas como foi percebida por aproveitadores será utilizada daqui pra frente pelas forças que sempre lutaram contra as escolhas democráticas.
Nem os participantes do Rolezinho são todos da periferia e de classe baixa, nem os frequentadores do Shopping da periferia são a classe média que odeia os pobres. 
É simplesmente incompreensível que alguém acredite que um evento convocado no facebook atrairia apenas indivíduos de um estrato social, isso seria estatisticamente impossível, é portanto, um grupo bastante heterogêneo, e além disso, os frequentadores de um Shopping da periferia, são os moradores da periferia na sua imensa maioria, onde estaria então a luta de classes? Apartheid de diferenciados por outros diferenciados?
Em nenhuma hipótese é aceitável a proibição do direito de ir e vir. 
Essas decisões da justiça aliada ao comportamento da Polícia de São Paulo parecem provocações para acirrar os ânimos e transformar eventos “For Fun” em protestos contra a exclusão.
Se fosse exclusão e os Shoppings da periferia se recusassem a receber diferenciados, eles iriam a falência porque é o seu público principal, no entanto pedindo essas liminares na justiça eles vão ter um prejuízo maior na imagem do que teriam com eventuais furtos e depredações. 
Os lojistas do shopping também precisam dos diferenciados pra comprar seus produtos e empregam outros jovens diferenciados, portanto não é racional tentar achar um outro lado pra ser o vilão da história, é um assunto demasiado complexo pra ser resolvido com velhos chavões e fla-flu.
Saques e correria não tem nada a ver com classe social, os jovens quando se reúnem em grupos grandes perdem o medo e, até pra mostrar coragem para o seu colega do lado, eles fazem atos que entende por bravura, impensados prejudicam terceiros que não tem nada com a história e pagam o pato. 
Ano passado, no Leblon e Centro (bairros cariocas) ocorreram saques e depredações e eram feitos por jovens de classe média alta, então não precisamos fingir que não acontece nada de errado nesses eventos por preocupação de nos mostrarmos preconceituosos, quem associou classe social aos Rolezinhos é que atrai o preconceito.
O que os Shoppings poderiam fazer então pra que não se impeça o direito de ir e vir e nem os jovens prejudiquem lojistas? 
Na minha opinião, deveria tentar manter um diálogo e que as datas do Rolezinho sejam de pleno acordo entre as partes. 
Pra intimidar correrias e furtos inerentes a essas grandes aglomerações, reforçaria a segurança privada dentro do Shopping, monitorando sem intervir, só agindo em caso de eventual abuso por parte de alguns deles, em contrapartida conseguir o apoio desses representantes para que dissemine a cultura entre os participantes de não quebrar nada nem saquear lojas, estimulando com sorteio de brindes e contratação de grupos musicais que eles gostem.
O que não podemos é estimular o confronto, e incentivar o jovem a fazer o que bem entender sem se preocupar em respeitar as leis, sem prejudicar terceiros. 
Eu sinceramente temo que um onda de manifestações mais agressivas em shoppings afugentem investimentos, principalmente em áreas menos assistidas, porque a mentalidade do empresário é simples, se não pode ficar com as portas abertas ou afugentam seus clientes ele vai para outro lugar que não aconteça dessa forma.

Charge que ilustra o texto: http://ryotiras.com/

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LENLEN – who has written  posts on Ponto e Contraponto.
Químico, microempresário, consultor de empresas, libertário de esquerda e agnóstico. Sem compromisso algum que o impeça de exercer de forma irrestrita o seu direito de liberdade de expressão e de criticar jornalistas, veículos de comunicação, partidos políticos, autoridades e personalidades públicas.
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