LULA PRESO POLÍTICO

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sábado, 7 de junho de 2014

Propaganda do “Dia-D” apaga contribuição dos soviéticos

Entreouvido no Quiosque do Brilhareco na Vila Vudu: E Obama, O Ridículo, faz cara de mau e bate o pezinho no palanque, fugindo de falar com Putin. Tem razão nosso amigo Moon of Alabama: dá vergonha, mesmo, o tal de Ocidente e sua facinorosa “imprensa-livre”. Santo Deus! Até quando essa “mídia” continuará a ser, além de imprensa-empresa e bandida, também imprensa livre?! [risos muitos & pano rápido]

Operação Overlord (desembarque na Normandia)
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6/6/2014, [*] Moon of Alabama
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Dá-se sempre enorme destaque ao ponto de vista “ocidental” sobre a Operação Overlord da IIª. Guerra Mundial. De fato, a invasão do “Dia-D” e o mês subsequente de combates no Front Ocidental, foram estrategicamente muito menos importantes que as operações dos soviéticos no Front Oriental.

Sem a operação soviética paralela – Operação Bagration – a invasão da fortaleza da Europa no oeste teria falhado. Se se consideram os números das forças envolvidas e de forças alemãs destruídas, pode-se dizer, sim, que a Operação Overlord não passou de movimento para manter ocupadas as divisões alemãs, enquanto o ataque soviético no leste destruía todos os exércitos nazistas.

Operação Bragation - prisioneiros alemães desfilam em Moscou em 17/7/1944
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Na Conferência de Teerã, no inverno de 1943, Churchill, Roosevelt e Stalin [nomes listados em ordem alfabética (NTs)] alinharam as suas estratégias:

A declaração distribuída pelos três líderes, na conclusão da conferência, dia 1/12/1943, registrava as seguintes conclusões militares:
...

A invasão da França pelo canal (“Operação Overlord”) seria lançada durante maio de 1944, em conjunto com uma operação contra o sul da França. Essa operação seria lançada com a força máxima possível com os equipamentos de desembarque existentes. Adiante, a conferência registrou a declaração de Joseph Stálin, de que as forças soviéticas lançariam uma ofensiva mais ou menos no mesmo momento, com o objetivo de impedir que as forças alemãs se transferissem do Front Oriental para o Front Ocidental”.

Conferência de Teerã de 28/11 a 1/12 de 1943
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Stálin fez muito mais que cumprir o que prometera:

As brigadas do Exército Vermelho e combatentes da Resistência, entre os quais muitos judeus e foragidos de campos de concentração, plantaram 40 mil cargas de demolição. Devastaram as estradas de ferro, vitais para a conexão entre o Centro do Exército Alemão e suas bases na Polônia e no leste da Prússia.

Três dias depois, dia 22/6/1944, no terceiro aniversário da invasão de Hitler contra a União Soviética, o marechal Zhukov deu a ordem para o assalto principal contra as linhas alemãs. 26 mil armas pesadas pulverizaram as posições avançadas dos alemães. Os gritos dos foguetes Katyusha foram seguidos pelo rugido de 4 mil tanques e pelos gritos de combate (em mais de 40 línguas) dos 1,6 milhão de soldados soviéticos. Assim começou a Operação Bagration, assalto contra um front alemão de mais de 600 quilômetros.

General Georgy Zhukov, comandante do Exército Vermelho na IIa. Guerra Mundial
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...

A ofensiva soviética do verão foi várias vezes maior que a Invasão da Normandia, tanto na escala das forças envolvidas quando no preço direto que custou aos alemães.

No final do verão, o Exército Vermelho chegara já às portas de Varsóvia e às trilhas entre os Cárpatos que levam à Europa Central. Tanques soviéticos já haviam tomado em movimento de pinça o Centro do Exército Alemão e o destruíram. Só na Bielorrússia, os alemães perderiam mais de 300 mil homens. Outro gigantesco exército alemão fora cercado e seria aniquilado ao longo da costa do Báltico. E estava aberta a estrada para Berlim.

No total, cerca de 70-80% das baixas alemãs aconteceram no Leste. Em junho, julho de agosto de 1944 os soviéticos, só eles, destruíram cerca de 28 divisões alemãs, força alemã maior que a que havia no Front Ocidental no Dia-D.

Dá vergonha ver a quantidade de propaganda que se consome sobre o Desembarque da Normandia, se comparada à ausência de qualquer reconhecimento e homenagem aos imensíssimos esforços dos soviéticos no FrontOriental.

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