LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O carcomido e fracassado modelo neoliberal com fantasia do “novo”


Por LEN, via Ponto & Contraponto
O neoliberalismo foi vendido nos anos 90 como uma panaceia para os problemas do terceiro mundo. O sistema pregava o estado mínimo, que seria mais eficiente, deixando o mercado financeiro e serviços essenciais à população sob o comando das empresas privadas.
O resultado, e quem viveu aquela época já conhece, que na prática parte do patrimônio público foi dilapidado em favor dos amigos do rei e não houve nenhum retorno das vendas das estatais ao seu legítimo dono: o povo. O estado não se tornou mais eficiente com a piora dos serviços públicos que permaneceram sob seu controle e ocorreu uma precarização dos serviços privatizados, que passaram de ruins sob o controle do estado, para péssimos com a iniciativa privada, que em alguns casos cartelizou serviços que além de ruins hoje são caros.
Você conversa com um tucano sobre o fracasso das privatizações e eles vêm com aquela mesma conversa fiada da popularização dos celulares, que ocorreram única e exclusivamente pelo salto tecnológico dos aparelhos naquela década que os barateou no mundo todo, independentemente de serem em países com o setor de telecomunicação controlado por estatais ou empresas privadas.
O modelo fracassado, que causou desemprego com taxas de dois dígitos, quebradeira de pequenas empresas e indústrias e que paralisou a economia por uma década com juros escorchantes com a taxa SELIC atingindo a inacreditáveis 45%, foi definitivamente sepultado com a grande crise econômica internacional de 2008, em que o mundo todo foi prejudicado por uma ciranda irresponsável de atores do mercado financeiro internacional.
A auto regulação dos mercados na prática se mostrou nociva para a saúde financeira mundial e o mundo inteiro passou a tomar medidas para acompanhar e fiscalizar mais o que o mercado financeiro anda fazendo. Em contrapartida países que tiveram ações anticíclicas, ou seja, tomaram as rédeas do setor financeiro, implementando ações para evitar que a crise prejudicasse o emprego das pessoas, foram os primeiros a reagir à crise.
Agora o neoliberalismo veste a fantasia do novo e quer dizer que o passado é o novo e, que a velha fórmula de exclusão social que provocou tanta miséria, é uma receita nova milagreira para resolver todos os nossos problemas e do mundo por tabela.
A candidatura Marina está cada vez mais identificada com os preceitos do neoliberalismo, ou vejamos, independência do Banco Central com a transferência para os rentistas o controle de quanto vão lucrar e quantos empregos vão destruir, a flexibilização das leis trabalhistas com a “atualização da CLT”, a entrega do pré-sal a petroleiras americanas e inglesas, com nova campanha para reduzir, sucatear e depois vender a Petrobras.
Tudo o que os tucanos sempre quiseram fazer mas escondiam perto das eleições, porque carregam até hoje a pecha da destruição que causaram ao país. Os poucos que ganharam no tempo da miséria do povo brasileiro encontraram uma forma de voltar ao poder, arrumando uma nova cara para suas ideias ultrapassadas, que não tenha a repulsa da população, como os tucanos.
A estratégia pode parecer inteligente, mas não é tão simples. A rejeição a FHC ainda é muito grande, pesquisas de alguns meses atrás mostram isso, por isso o candidato do PSDB está no fundo do poço, mas política é uma equação complexa, para receber o apoio dos tucanos no segundo turno, a nova cara do velho pode assimilar a rejeição dos seus novos aliados, eu gostaria de ver o FHC e o Aécio pedindo votos para a marina, a Dilma agradecerá.
LENAbout LEN
Químico, microempresário, consultor de empresas, libertário de esquerda e agnóstico. Sem compromisso algum que o impeça de exercer de forma irrestrita o seu direito de liberdade de expressão e de criticar jornalistas, veículos de comunicação, partidos políticos, autoridades e personalidades públicas. LEN é o acrônimo do meu nome Luiz Eduardo Nascimento que uso desde que colocava recordes em máquinas de vídeo da Taito nos anos 80, e que é a forma como amigos passaram a me chamar.
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