LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Três mitos sobre o Bolsa Família

(reprodução)


Debater o Bolsa Família, a necessidade de melhorá-lo, aperfeiçoá-lo e até mesmo extingui-lo é importante para definir o futuro do Brasil. Mas para que essa discussão seja significativa, é preciso antes desarmar a bomba de desinformação e preconceito que rodeia o programa.
MITO 1: Mais pessoas estão tendo filhos só para receber o benefício
As taxas de natalidade no Brasil estão em declínio há décadas. Em 1970, a mulher brasileira tinha, em média, 5,8 filhos. As taxas têm apresentado queda continua em todas as regiões do país. Além disso, o Censo de 2010 revelou que as maiores quedas porcentuais nas taxas de natalidade ocorrem entre mulheres negras das regiões Nordeste (29,1%), Norte (27,8%) e Sul (25,3%).
MITO 2: Quem recebe o Bolsa Família se acomoda e não trabalha
Vez ou outra, vídeos como um que mostra uma beneficiária se queixando do valor do benefício, insuficiente para que ela comprasse uma calça de marca para a filha, não só transformam-se em virais, mas são ainda interpretados como sinal de que o programa gera acomodação e vadiagem. Os fatos, mais uma vez, desmentem essa visão: 72% daqueles que recebem o Bolsa Família trabalham.
Para muitos, o programa representa uma ajuda extra, a garantia de uma dieta melhor, a compra de produtos básicos que antes não eram acessíveis. Além disso, mais de 1,7 milhão de famílias já abriram mão do benefício desde que ele foi criado. Estudos sugerem ainda que o programa estimula o empreendedorismo. Veja por exemplo o que diz a ONU: http://bit.ly/10m7tYe ehttp://bit.ly/1wLNWok
MITO 3: Programa é como jogar dinheiro fora
Os impactos de programas de transferência de renda vão muito além dos econômicos. E justamente por causa das condicionalidades é preciso tempo e muito análise para determinar quais os efeitos estendidos de políticas públicas dessa dimensão. Há sinais sobre efeitos colaterais positivos do programa (originalmente concebido para erradicar a pobreza extrema), como, por exemplo, um melhor desempenho escolar entre os beneficiários.
Do ponto de vista estritamente econômico, o programa é bem-sucedido. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômicas Aplicadas (Ipea), cada R$ 1 gasto com o Bolsa Família adiciona R$ 1,78 ao Produto Interno Bruto (PIB). O programa tem um custo baixo (0,4% do PIB), mas um grande efeito multiplicador sobre a economia. Saiba mais em http://bit.ly/1wLO3QK
O jornalista Raphael Perret lembra ainda que:
A) Estudantes do Bolsa Família têm aprovação maiorhttp://bit.ly/1wLO2w3
B) O programa traz poder de compra e empoderamento às mulheres (http://glo.bo/1wLO5bo)e traz impacto positivo às suas vidas (http://bit.ly/1wLO6vM)
C) Doze por cento abriram mão do benefício espontaneamentehttp://glo.bo/1wLO9rr
D) O Bolsa Família reduz a mortalidade infantilhttp://bit.ly/1wLO7zP e http://bit.ly/10m7tYe
E) O programa enfraquece o coronelismohttp://bit.ly/1wLOfzo
F) A iniciativa deixou o cidadão mais pobre mais independentehttp://bit.ly/1wLOjiD
O Bolsa Família, esclarece Perret, não é uma mera distribuição de cestas básicas, mas uma significativa política de inclusão, condicionada ao acesso a direitos básicos sociais na educação, saúde e assistência social (www.mds.gov.br/bolsafamilia).
A condição de recebimento trouxe um salto de qualidade em uma esfera desprezada por grande parte da elite brasileira – a vida real dos mais pobres. Mais educação, mais saúde, mais desenvolvimento.
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