LULA PRESO POLÍTICO

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

ALMEJO O NADA




Almejo o nada.

poema abstrato:
sem formasem sentimentos,
sem cor.

Almejo a morte!

O que sou?
Uma marionete em mãos divinas?

Qual a essência do mal?
Se vim do bem: Deus?

Quem és, Senhor?
Quem sou?
És um sádico? Um alquimista?

E eu apenas um verme
Ingrato ao meu criador?

Almejo o nadasem dor!

O que seria a vida, sem dor,
senão o paraíso?

Almejo o quanto antes
último poema!
infarto libertador!


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