LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Líder do PSOL critica “demonização” da Venezuela e criminalização do MST

Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados

Via página do PSOL

“É lamentável a recorrente demonização da República Bolivariana da Venezuela e a criminalização dos movimentos sociais, em especial o Movimento dos Sem Terra”, afirmou o líder do PSOL, deputado Ivan Valente, nesta quarta-feira (19), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. O deputado participava de audiência pública com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado.
 
Ivan Valente destacou que o acordo entre o MST e a Venezuela é legítimo, de cooperação, e o governo brasileiro não tem interferência. Antes, alguns parlamentares, especialmente os do bancada ruralista, haviam criticado o acordo. O deputado destacou que o MST mantém esse tipo de relação com outros países, como Canadá e França, mas, entretanto, a mídia se atém somente à Venezuela, um país que tem polarização política e participação popular. “E é disto que se trata: da participação popular; é isto que incomoda”.
 
O ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado disse que o governo não tem como interferir em um convênio assinado, já que não se trata de um acordo internacional. Mas afirmou que o Executivo teve uma posição firme contra a atitude do ministro venezuelano Elias Jaua, que manteve uma agenda política no Brasil em outubro sem comunicar o governo brasileiro.
 
Brasil e Israel 
Recentemente, o deputado Ivan Valente recebeu resposta do requerimento de informações feito ao Ministério da Defesa sobre acordos comerciais envolvendo o governo brasileiro e empresas israelenses que violam os direitos humanos internacionais. 
 
Um deles envolve a isralense Elbit Systems e o Exército brasileiro, responsável por um termo de gestão do programa de sensoreamento, um contrato de R$ 839 milhões. A Elbit Systems é uma das principais corporações bélicas israelenses e foi denunciada por sua colaboração na construção do muro que segrega os territórios palestinos, além de ser responsável por fornecer equipamentos de segurança para colônias judaicas consideradas ilegais pelas Organização das Nações Unidas (ONU).
 
Reportagem do site Opera Mundi apontou que a Marinha brasileira mantém contratos com empresas israelenses envolvendo modernização de viaturas, placas e coletes balísticos e reparo de motores de aeronaves. Confira aqui.
 
No requerimento, o deputado Ivan Valente solicitou ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Machado, o rompimento dos contratos com empresas que violam os direitos humanos internacionais. O ministro não se manifestou sobre os contratos, mas disse que o governo brasileiro não negocia com terroristas.
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