LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Seqüestrados e maltratados por mais de 300 anos. E fica por isso mesmo? Dos jovens vítimas de homicídio no Brasil, 93% são homens, e 77% são negros.


Por Georges Bourdoukan

Vou aproveitar esse dia 20 de novembro quando se celebra o Dia da Consciência Negra para abordar um fato histórico e uma injustiça centenária.

E fazer uma comparação.

O fato histórico trata da escravidão no Brasil.

E a injustiça centenária, o racismo.

Durante 300 anos o Brasil viveu às custas do sofrimento dos negros, que foram seqüestrados de suas terras africanas, para trabalhar como escravos.

Mais de 300 anos.

E até hoje eles ou seus descendentes não foram indenizados e até hoje sofrem preconceitos.

 Repito: sofrem preconceitos e não receberam nenhuma indenização.

Enquanto isso, os judeus que trabalharam  sob o regime nazista, recebem  até hoje indenizações.

Por que uns recebem e outros não?

Os negros, ora os negros, vivem ainda sob o jugo dos brancos.

Ou alguém acredita que o Brasil não é um país racista?

O dramático nisso tudo é que os judeus, que se dizem vitimas, hoje perseguem os negros na tribo de Israel.

E não satisfeitos, assassinam semitas palestinos, preferencialmente mulheres, idosos e crianças.

E recentemente até bebês.

Mas eles são brancos e fazem parte da elite mundial.

Portanto não estranhem.

Mas o que eu quero saber, e vou insistir sempre nisso, por que até hoje, passados mais de 300 anos do martírio dos negros, o governo, seja de que matiz for, sequer se preocupou em colocar a questão da indenização em discussão?

E que fique claro que indenização nenhuma pode amainar a mancha e o sofrimento.

Mas ela serve como o reconhecimento dessa vergonha histórica que persiste até hoje.


Caro Bourdoukan,

Mais de 11 mil pessoas já se juntaram ao nosso grito.
Queremos ver os jovens vivos!

Desde o lançamento da campanha Jovem Negro Vivo no dia 09/11, alcançamos um marco impressionante na mobilização - e não teríamos conseguido sem sua ajuda. Mais de 11 mil pessoas afirmaram que se importam com os dados assustadores sobre as mortes de jovens no país.


Em algumas capitais brasileiras, como Maceió (AL) e Fortaleza (CE), a taxa de homicídios de jovens negros é 10 vezes maior do que a média nacional, que é de 29 a cada 100 mil habitantes.

No mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, relembramos como o preconceito e os estereótipos negativos associados a estes jovens e aos territórios das favelas e periferias contribuem para esta triste realidade.

Estamos nas ruas, na mídia e nas redes sociais estimulando o debate e mobilizando pessoas a se posicionarem por uma transformação efetiva. Queremos romper com a indiferença com que o assunto é, em geral, tratado na nossa sociedade.

Com sua ajuda, podemos levar este apelo às autoridades responsáveis e exigir políticas públicas de combate aos homicídios. A campanha continua em 2015 e contamos com você para pressionar pelas mudanças que queremos ver.


Abraços

Atila Roque
Diretor executivo
Anistia Internacional Brasil
Postar um comentário