LULA PRESO POLÍTICO

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

BOLSONARO, O CÃO RAIVOSO


Por Itárcio Ferreira, em seu blog

Nunca gostaria de escrever, o que escrevo agora, a respeito de um ser humano. Mas, às vezes, o mau caratismo destrói qualquer traço mínimo de humanismo e empatia possíveis, e aí não podemos nos calar sob pena da conivência.

O deputado Bolsonaro quando abre a boca, que mais parecer uma metralhadora de obscenidades, é sempre para xingar, ameaçar, gritar, denegrir, zombar, espumar, destilar fel, etc., nunca ouvi dele – e se alguém conhece alguma fala, por favor me indique – uma palavra civilizada, de cooperação, de conciliação, de paz em busca do bem comum, que seria sua missão no parlamento.

As suas expressões faciais são sempre de agressividade, de alerta, de tensão: um verdadeiro cão de guarda raivoso.

Fico perguntando como o coração desta criatura aguenta viver em pé de guerra com todos e o tempo todo.

O deputado trata as pessoas, seus iguais, como se fossem suas inimigas a quem tem que eliminar a qualquer custo de sua sociedade distópica e, com requintes de crueldade.

Terá amigos ou apenas aliados? Será amado ou apenas temido?

Por que tanta grosseria e tanto ódio? Por que tanta falta de proposta positivas?

Acha mesmo ele que desta forma irá conseguir criar algo pelo que valha a pena lutar ou deseja conscientemente uma sociedade imposta na base da bordoada, onde apenas alguns poucos eleitos tenham o poder de vida e morte sobre o restante do povo?

Acredito, infelizmente, que a resposta é sim: ele acredita numa sociedade a base da porrada, da intimidação, da tortura, afinal, Hitler, Mussolini e Obama conseguiram, por que ele não conseguiria?

Pode a democracia viver com figuras tão asquerosas quanto o deputado? Bem, segundo as 464.572 pessoas que votaram no mesmo nas eleições de 2014, a resposta é sim.

Mas, o estado democrático e suas instituições, entre elas o legislativo, não podem permitir que tal barbárie se instale na estrutura democrática e ponha seus ovos de serpente a chocar.

Cabe ao legislativo, mormente o congresso, abrir imediatamente processo de cassação por falta de decoro do parlamentar.

Ameaçar alguém de estupro é crime em qualquer esfera do direito, e mais ainda, em qualquer esfera moralmente aceita como civilizada.

Este coronel saudosista de um regime de tortura e arbitrariedade, corrupção e censura, já demonstrou, a granel, não ter a mínima possibilidade de conviver em uma democracia.

Para ele resta o ostracismo, a zombaria, a piedade, as leis e a cadeia, ou o hospício.

Minha solidariedade à deputada Maria do Rosário.
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