LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

EUA JÁ INICIARAM A GUERRA CONTRA O BRASIL, RÚSSIA, IRÃ E VENEZUELA



[OBS deste 'democracia&política':

O artigo abaixo transcrito ajuda-nos a compreender o cenário de bombardeio da nossa imprensa e da oposição de direita contra a Petrobras, cada vez mais intenso e bombástico, como assistimos nos últimos dias. Há grande influência dos EUA no processo. 

Na sua recente grande cartada pela total dominação do mundo, os EUA já recebem e receberão, como sempre, o submisso e devotado apoio da 5ª coluna brasileira: da grande mídia, dos partidos da direita (como o PSDB, DEM, PPS) e da nossa pseudoelite, todos há um século tradicionalmente pró-americanos, antinacionais, entreguistas. 

Podemos ver outras postagens deste blog (pág. seguinte) que mostram essa ação apoiadora da mídia e dos partidos da direita, como o PSDB, que já advogam abertamente a passagem do pré-sal para petroleiras estadunidenses Chevron, Exxon etc e estrangeiras em geral.

Inicialmente, propugnam o abandono do "modelo de partilha", por eles execrado. Modelo esse que proporcionará grandes royalties para a educação e saúde, e que já alavanca a nossa indústria naval e outras por conta da exigência de conteúdo nacional. Propõem abdicarmos desses benefícios e voltarmos a adotar, no pré-sal, os generosos contratos de "concessão" criados em 1997 pelo PSDB/FHC; mesmo sabendo que eles são inadmissíveis para áreas já comprovadas como garantindo 100% de sucesso na perfuração, como é o caso do pré-sal. "Concessões" essas muito boas somente para as petroleiras estrangeiras e indústrias dos seus países sede. 

"O Globo", por exemplo, também propôs que seja revista a obrigação de a Petrobras ser a operadora única dos blocos e de a Petrobras ter um limite mínimo de participação nos consórcios. Inclusive, voltaram os editoriais, já sem constrangimentos, abertamente a favor da privatização da Petrobras. Por certo no dadivoso modelo tucano da privataria que praticamente doou para estrangeiros a Vale, a CSN e todo o sistema de telefonia e comunicações. 

A "justificativa" da 5ª coluna brasileira para essas "ações salvadoras" é que a Petrobras estaria mortalmente atingida (por conta dos coincidentes e dolosamente intensos ataques nacionais no "petrolão") e por conta da guerra norte-americana para dominar o mundo com a atual tática de baixa forçada do preço internacional do petróleo. A mídia repete sem parar que a nossa empresa estaria falida, sem crédito para conseguir recursos para investir no pré-sal e, assim, precisa da "ajuda" imediata e até de passar a ser propriedade das petroleiras norte-americanas...

É oportuno ressaltar que essa ação da mídia e da nossa direita a favor dos interesses norte-americanos não é somente pela intrínseca pura idolatria dos mentalmente colonizados. Decorre, especialmente, do permanente objetivo primário dos grandes grupos financeiros mundiais, de ganhar o máximo no menor tempo possível. Esses grupos dominam nossa imprensa e financiam a direita. Com a privatização da Petrobras e a mais rápida exploração do pré-sal pelas empresas estrangeiras, haveria maior giro de capitais e maiores lucros e dividendos em curto prazo. Azar dos brasileiros. Ficaríamos somente com migalhas do nosso gigantesco tesouro].

DOMINAÇÃO ECONÔMICA GLOBAL OU TERCEIRA GUERRA MUNDIAL?

Por LUÍS CARLOS ROMOLI DE OLIVEIRA

"Os Estados Unidos da América estão, nestes últimos dias, jogando sua grande cartada: um tudo ou nada que só saberemos o que deu dentro de alguns meses, talvez uns 12 a 18 meses.

Junto com alguns [aliados] países fortes da OPEP, como a Arábia Saudita e alguns players europeus que não querem aparecer, conseguiram enlear algumas economias do mundo, como a Rússia, Brasil, Irã, Venezuela e vários outros com algo que poderá ser o maior blefe de toda a história. Ou quem sabe, se der certo o plano deles, conseguirão dar um golpe de misericórdia nessas nações para manterem e expandirem o seu status quo de hiperpotência mundial por mais algumas gerações.

Por conta de seu [subsidiado e] criticadíssimo projeto de extração de petróleo de xisto, algo calamitosamente agressivo à natureza, estão forçando uma baixa de quase 50% nos preços do petróleo tradicional em todas as bolsas do mundo. Dizem [e há quem acredite] que sua produção de óleo de xisto aumentou significativamente suas reservas estratégicas e que, por isso, podem baixar os preços em 50%, algo impensável há apenas poucos meses atrás.

Junto com essa massiva desvalorização, estão tentando desestabilizar as nações ricas em petróleo em seu próprio quintal, aVenezuela e o Brasil.

Na Venezuela, os ataques predadores na economia já fizeram com que a inflação chegasse na casa dos 50%, enquanto no Brasil existe um [conveniente e amplificado] ri-fi-fi de denúncias ainda não comprovadas de um grande desfalque nas contas da Petrobras, que poderá inviabilizar a empresa e causar sérios danos, como a queda do valor de face de suas ações para menos da metade do que valiam há apenas alguns meses atrás, além de grande desemprego e convulsão social. Tudo num plano de [planejado] sincronismo espetacular.

O grande jogo que [os EUA] jogam hoje é desestruturar tanto aVenezuela como o Brasil e a Rússia e, quem sabe, também aChina, e apossarem-se "financeiramente" de suas reservas petrolíferas, talvez comprando-as por qualquer ninharia na bacia das almas nessas horas de vacas magérrimas, quando o valor das ações dessas empresas já valem metade do que valiam ontem. 

Tão logo essa conquista "via mercado financeiro" se confirme, vão anunciar que o projeto do xisto não deu certo, mas que, nesse ínterim, compraram os poços da Venezuela, da Russia e do Brasil. E pronto! Deu-se o golpe que estão ensaiando já há vários anos, sem disparar um único tiro. Terá bastado somente uma sequência de protoataques como vimos na última década: contra a tal da praga da ameaça bolivariana; com o câncer em cinco chefes de governo na América Latina num mesmo momento; com o [violento] "não vai ter Copa" no Brasil; com a "opção-legal" de Joaquim Barbosa e o Mensalão; com a opção desesperada Marina Silva, que também não vingou, e agora com um "terceiro turno" das eleições democráticas do mês passado e mais o megaescândalo que ainda nem é um processo judicial, mas já xacoalhou toda a estrutura do novo governo brasileiro... Tudo isso, junto com a benesse momentânea e surpreendente do discutidíssimo óleo de xisto, estão colocando de joelhos a maior e mais dinâmica empresa brasileira, que tinha entre suas principais metas promover o maior resgate histórico da educação e da saúde neste país em seus 500 anos de vida, com os royalties do pré-sal.

No entanto, o que vemos neste momento é que a Petrobras está sendo colocada sobre terrível stress que poderá romper não só nosso sistema financeiro e político como nossos planos de resgaste de nossa soberania através da educação e da saúde do povo.

Junto, tentarão rolar a Rússia e talvez a China no mesmo imbróglio; mas há muitos que apostam que o projeto do óleo de xisto irá dar com us burros n'água muito antes dos 12 meses que os teóricos preconizam, que, se realmente acontecer, deveremos ver o feitiço virar contra o feiticeiro e derrubar definitivamente a maior economia do planeta desde o interregno das duas grandes guerras mundiais.

O projeto óleo de xisto e a crise dos 'subprimes' (derivativos) de 2008-2009 terão sido grandes demais para o mundo do século XXI engolir... Se o blefe se confirmar, deveremos ver o império americano e seus parceiros da UE serem corroídos velozmente de dentro para fora numa alusão à dilapidação dos afrescos dos palazzos romanos quando da queda do império peninsular a partir dos anos 400 de nossa era.

Essa é a maior briga de cachorro grande que temos notícia na história recente do mundo. Nem mesmo as guerras mundiais trouxeram tantas mudanças como as mudanças que iremos ver caso a aposta no blefe seja realmente o que os EUA estão fazendo neste momento.

E se eles perderem, sai de baixo. Será a terceira guerra mundial e os vencedores serão... os chineses!

Vou apostar no Brasil e na Petrobras mais brasileira ainda: Vou comprar ações em baixa de 50% da Petrobras ainda amanhã e quem sabe ficarei rico em menos de 12 meses.

Quem viver, verá".

FONTE: escrito por LUÍS CARLOS ROMOLI DE OLIVEIRA. Publicado no jornal digital "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/163704/Domina%C3%A7%C3%A3o-econ%C3%B4mica-global-ou-Terceira-Guerra-Mundial.htm). [Título, imagem do google e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

COMPLEMENTAÇÃO


Obama, Putin e a “crise” da Petrobras

Do portal "Conversa Afiada":


"O Levy e o Barbosa deveriam calibrar o aperto segundo a nova (e nuclear) Guerra Fria !​


Vamos supor que Larry Elliott, editor de Economia do respeitado "The Guardian" da Inglaterra, esteja certo:  http://www.theguardian.com/business/2014/dec/16/russia-has-lost-economic-war-with-west-rouble-currency

"The west knows all about the vulnerability of Russia’s economy. When the introduction of sanctions over Russia’s support for the separatists in Ukraine failed to bring Vladimir Putin to heel, the US and the Saudi Arabians decided to hurt Russia by driving down oil prices. Both countries will face some collateral damage as a result – and this could be considerable in the case of the US shale sector – but both were prepared to take the risk on the grounds that Russia would suffer much more pain. This has proved to be true."


… "que os Estados Unidos e a Arábia Saudita decidiram matar aRússia – mais de 50% das receitas do Estado saem do petróleo e do gás – com a derrubada dos preços do petróleo. Os dois países [atacantes] vão sofrer efeito colateral, como resultado. Especialmente o setor de gás de xisto dos Estados Unidos (cujo break-even é US$ 70 o barril de petróleo – PHA). Mas, Estados Unidos e Arabia Saudita resolveram correr o risco, porque a Russia sofreria muito mais do que eles. E foi o que aconteceu".

Obama resolveu recriar a Guerra Fria contra a Rússia desde a reanexação da Crimeia.

Rússia ajuda a Síria.

Que hostiliza Israel.

Obama e Israel não conseguiram derrubar o Governo sírio.

A queda do preço do petróleo atinge também o Irã.

Que hostiliza Israel, mas, como é xiita, ajuda a hostilizar os radicais sunitas do ISIS no Iraque, que os EUA hostilizam.

Arábia Saudita é colônia dos Estados Unidos: como o México – que também se ferra com a queda dos preços do petróleo – Porto Rico, Israel, Egito e a Inglaterra.

Como colônia também era o Brasil nos tempos do PSDB/ FHC.

E seria se o Aécio Never ou a Blablarina ganhasse.

Além de ferrar a indústria do xisto, Obama pode dar um tiro no pé de Wall Street.

Quantas empresas de petróleo, endividadas em Wall Street, quebrarão, se o preço do petróleo continuar tão baixo ?

Quantos produtores de petróleo e refinarias americanas fecharão ?

Wall Street vai quebrar junto, como quebrou quando os bancos quebraram ?

A Rússia ajuda a Síria, o Irã e combate o ISIS no Iraque.

A Rússia tem (muita) bomba atômica e acaba de fechar um negócio para construir 20 usinas nucleares na Índia:  http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_05_22/R-ssia-e-India-acordam-constru-o-de-segunda-fase-de-usina-nuclear-3575/

A Rússia é a maior construtora de usinas nucleares do mundo.

A Rússia acaba de fechar um acordo de fornecimento de gás para a China, em troca de obras de infraestrutura:  http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/10/russia-e-china-assinam-acordo-para-fornecimento-de-gas-russo.html.

A crise atual da queda dos preços internacionais do petróleo e a desvalorização da moeda russa são a primeira fase sinistra do que se avizinha como uma crise econômica, política – e militar ! – de graves proporções.

Os Estados Unidos serão capazes de fazer muitos sacrifícios – até provocar uma nova recessão mundial que os atinja no coração de Wall Street – para manter a hegemonia e destruir o arquirrival, a Rússia.

O Pentágono manda mais que o Ministro da Fazenda !

E o Putin vai ficar parado ?

O "Conversa Afiada" oferece essas modestas observações ao amigo navegante, para não se contaminar com as asnices provinciais dos colonistas pigais (...)

Talvez fosse o caso de o Levy e o Barbosa – não se esqueçam do Barbosa ! - deixarem de ler o "Globo" para se valer do "Guardian".

E calibrar o aperto de acordo com a nova Guerra Fria !"

Em tempo: quem mandou o Fernando Henrique/PSDB, sempre entreguista, assinar o Tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares ? Outro sinistro capítulo da "Teoria de Dependência"...


FONTE da complementação: escrito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu portal "Conversa Afiada"  (http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/12/16/obama-putin-e-a-%E2%80%9Ccrise%E2%80%9D-da-petrobras/).
Postar um comentário