LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

México em chamas: mobilização popular põe em xeque popularidade de Peña Nieto


Ato para cobrar do governo explicações sobre os 43 estudantes que desapareceram, ocorre em meio à crise política que registrou a mais baixa popularidade do atual presidente do país

Da Redação, Brasil de Fato

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de mais de 70 cidades do México para cobrar do governo explicações sobre os 43 estudantes que desapareceram desde o dia 26 de setembro deste ano. O ato ocorreu nesta segunda-feira (01/12/14), em meio à crise política que registrou a mais baixa popularidade do atual presidente do país, Enrique Peña Nieto.
A imprensa mexicana divulgou pesquisas que mostram a queda da popularidade de Peña Nieto entre agosto e o fim de novembro: 46% a 39%, segundo o jornal Reforma, e de 46% a 41%, de acordo com o jornal El Universal.
Este é o menor índice de popularidade de um presidente mexicano desde os anos 90, durante o mandato de Ernesto Zedillo (1994-2000), quando o país enfrentava os efeitos de uma crise econômica conhecida como 'Efeito Tequila'.
Durante a manifestação de ontem, foram diversos os pedidos, entre eles, para que Peña Nieto renuncie.
A mobilização se encerrou quando um grupo de pessoas encapuzadas iniciou a depredação de lojas e agências bancárias. A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Como resultado, três pessoas foram detidas.
Para o próximo sábado (6), está prevista outra grande marcha, quando se pretende realizar a “tomada simbólica” da Cidade do México, capital do país.
Na última semana, o mandatário anunciou uma reforma que prevê o fim das polícias locais como medida para combater o crime organizado e a violência no país.
Entenda o caso
No dia 26 de setembro deste ano, um grupo de estudantes da escola do Magistério de Ayotzinapa, cidade rural de Guerrero, se apoderaram de vários ônibus para viajar à vizinha Iguala, onde arrecadariam fundos para seus estudos.
A polícia de Iguala, com o apoio de pistoleiros de um cartel local, agiu contra o grupo, deixando seis mortos, 25 feridos e 43 estudantes de magistério desaparecidos.
As autoridades prenderam 34 pessoas relacionadas com a matança dos alunos: 26 são policiais municipais e quatro estão vinculadas ao cartel Guerreros Unidos.
Postar um comentário