LULA PRESO POLÍTICO

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domingo, 7 de dezembro de 2014

RACISMO: Bem capaz do bispo te mandar pra Cuba!

Dom Luiz Antônio Cipolini: este não segue os 


O racismo nosso de cada dia continua de vento em popa. Por mais que os arautos da sua não-existência prefiram não tocar nesse assunto incômodo, nós continuaremos martelando nessa tecla.
Nessa semana, mais alguns casos vieram à público.
Teve o professor e doutorando que xingou uma mulher de “macaca” num bar de Brasília. Motivo? Ela ousou rejeitar o xaveco. Um mix de racismo com machismo e altas doses de estupidez.
Teve também a jornalista do SBT, Joice Ribeiro, que sofreu o seguinte ataque nas redes sociais: Esta negra chata, vesga, gaguejando, na bancada do jornal é deprimente, fora Joice sebastiana crioula, volta para o tronco”. Um mimo que só esse país miscigenado e racialmente democrático poderia proporcionar. 
Mas o grande pequeno chorume racista de hoje foi fabricado pela bispo da Igreja Católica de Marília, que contrariou os conselhos do Papa Francisco, sapateou nos ensinamentos de Jesus e atendeu aos apelos de fiéis racistas de Adamantina (SP) ao transferir um padre negro para outra paróquia. 

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É que alguns cristãos de bem se incomodaram com a negritude do padre e resolveram “reclamar com o bispo”. O relato do padre Wilson dá bem o tom das reclamações dos fiéis:
"Outro dia surpreendi duas senhoras dizendo que deveriam trocar o galo que há no topo da igreja por um urubu. Foi muita humilhação"
Segundo o Estadão"um grupo de fiéis tradicionais enviou cartas ao bispo reclamando do ‘jeito’ simples do padre e, principalmente, do fato de ele atrair pessoas pobres e jovens usuários de drogas para a igreja." 
Um “jeito simples”, se é que vocês me entendem…
Diante de tanta insatisfação, o bispo, então, decidiu atender à demanda racista das carolas da cidade e cogitou transferir o padre para outra paróquia.
O bispo diz que o motivo não é o fato do padre ser negro, mas o fato de um padre negro ter causado divisão entre os fiéis da cidade, como ele próprio admite:
"O padre Wilson tem sofrido com essa questão. Houve preconceito por parte de fiéis, mas o padre foi vencendo e o que está em jogo agora não é o preconceito, mas sim a divisão que ele causou na paróquia"
Já que a coisa ficou divida, o bispo resolveu fazer a vontade do grupo racista pra acabar com a briga. Vejam que coisa curiosa! No final das contas, não foram as carolas racistas que foram responsabilizadas pela divisão entre os fiéis, mas o padre - justamente a grande vítima da história. Diante de tanta polêmica, padre Wilson se adiantou à decisão do bispo e pediu pra sair.
Ainda bem que a outra metade, a que verdadeiramente compreende os ensinamentos de Jesus Cristo, se levantou contra a atitude condescendente do bispo e promoveu um abaixo-assinado pela volta do padre Wilson.
Mas parece que não adiantou. Ivanete Sylvestrino, uma servidora pública da cidade, fez o diagnóstico do caso:
"O problema é que o padre Wilson é negro, anda pelas ruas com roupas simples e a pé, substituindo um padre branco, que usava camisas de linho e carro. Padre Wilson vai até as comunidades, enquanto seu antecessor não saía da igreja. Isso causou um incômodo"
Pois é, padre Wilson, parece que o senhor terá que seguir e compartilhar os ensinamentos de Jesus em outra paróquia. Bem capaz do bispo te mandar pra Cuba!
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