LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A locomotiva da nação saiu dos trilhos



Daqui em diante os jornalões, que há um ano tratam a tragédia hídrica paulistana com um desdém quase absoluto, não poderão mais fingir que tudo está normal na metrópole. 

A situação começa a sair do controle.

Nas redes sociais os relatos sobre a falta d'água se multiplicam.

Assim como aumenta indignação pelo fato de o governador Geraldo Alckmin e os diretores da Sabesp, bem como políticos tucanos, além de nada terem feito para diminuir os danos da catástrofe, mentiram com a maior cara de pau para ir bem na eleição do ano passado.

Como, de fato, foram.

Geraldo deu uma lavada nos adversários.


O eleitorado paulista, a crer na votação que ele teve, considera o moço de Pinda um grande estadista.

Afinal, não é isso que praticamente todos os veículos de comunicação dizem, dia após dia, há duas décadas?

Hoje, o que se vê é um governador completamente aturdido, e em consequência, inerte, pela dimensão do problema que criou com a sua incompetência e incúria administrativas.

Suas raras declarações são patéticas, da mesma forma que as dos diretores da Sabesp.

Essa tática, de fingir que tudo está bem, de fugir o quanto pode das raras perguntas incômodas, funcionou a contento para Geraldo e sua turma até agora porque, simplesmente, os problemas que eles ignoravam não tinham nem a dimensão desta tragédia hídrica, nem eram facilmente verificáveis.

Apesar da percepção de que a segurança pública, a saúde, a educação, o funcionamento do metrô, por exemplo, se deterioram no reinado tucano, sempre havia um jeito de distorcer os números para dizer que a realidade não era exatamente do jeito que todos a viam.

Com a cumplicidade de uma falsa imprensa, só preocupada em fustigar o governo trabalhista de Brasília, Geraldo mentiu e iludiu - e convenceu o paulista de que era um líder excepcional.

Se no Brasil houvesse um Judiciário de verdade, e não esse simulacro de poder com que nos acostumamos a conviver, Geraldo e sua turma estariam, neste momento, mais preocupados em arranjar argumentos para sua defesa do que com a sua imagem pública.

Mas como o Brasil é ainda um ensaio mal elaborado de democracia, esse bando que tomou conta do Estado mais rico e poderoso da federação permanece impune, gastando sua energia não para atenuar as graves mazelas sociais da população, mas em arquitetar planos para se perpetuar no poder.

Para o povo resta apenas uma alternativa: se virar do jeito que for possível.

A famosa locomotiva da nação saiu dos trilhos, essa é a dolorosa verdade.

E seu maquinista simplesmente sumiu.
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