LULA PRESO POLÍTICO

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Centrais defendem taxação das grandes fortunas e protestam contra medidas do governo


Unidas, as seis principais centrais sindicais do país – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, Nova Central – no Dia Nacional de Luta pelo Emprego e por Direitos, ontem, mobilizaram milhares de trabalhadores em todo o país exigindo a revogação imediata das medidas provisórias de ajuste anunciadas no final do ano.
Elas também rebateram as declarações da presidenta Dilma Rousseff e afirmaram que as medidas não são corretivas, mas sim, prejudiciais aos trabalhadores e podem levar o país à recessão. Apenas em São Paulo, cinco mil trabalhadores se concentraram na Avenida Paulista no começo da manhã e marcharam pelas ruas da cidade contra as medidas que dificultam o acesso a direitos como seguro-desemprego, auxílio-doença e abono salarial.
Em declaração à Rede Brasil Atual, Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, afirmou que as medidas são recessivas e que a mudança no seguro-desemprego, por exemplo, mexerá com a renda de 9 milhões de trabalhadores. “Não somos favoráveis a desvios na Previdência, Trabalho, mas é inaceitável que o governo ajuste suas contas às custas dos mais pobres”, afirmou.
Defesa da taxação das grandes fortunas
Nobre defende que o governo adote medidas como a taxação das grandes fortunas e do agronegócio, imposto progressivo e que preserve o setor produtivo. “O que nos blindou da crise econômica de 2008 foi produção interna, não o aumento do juros e endurecimento do crédito”, afirmou.
A taxação das grandes fortunas é consenso na pauta das centrais. Ricardo Patah, presidente da UGT, lembrou que “nos Estados Unidos, berço do capitalismo, o presidente Barack Obama já se posicionou a favor da taxação das grandes fortunas. Nós temos de enfrentar a besta e seguir adiante num projeto de desenvolvimento sustentável, com olhar especial para a classe trabalhadora, que sofre demais com arrochos como os que estão sendo postos.”
O presidente da Força, Miguel Torres, por sua vez, cobrou que a presidenta cumpra o acordo assumido durante a campanha eleitoral e se comprometa “com a agenda do trabalhador: redução da jornada de trabalho e fim do fator previdênciário”. Já Herbert Claros, vice-presidente da CSP-Conlutas, foi categórico: “o que precisamos é de uma política que combata a alta rotatividade nos empregos, não que passe uma maquiagem nela.”
As centrais vão elaborar uma carta para a presidenta Dilma. O novo encontro entre elas e ministros do governo – o primeiro aconteceu no último dia 19.01 – está programado para a próxima terça-feira (3). Vamos acompanhar.
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