LULA PRESO POLÍTICO

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Começa a aparecer o que foi escondido durante eleições

aecio-e-antonio

Por LEN, via Ponto e Contraponto
Ao se aproximar da data em que o Procurador Geral da República vai apresentar denúncias e pedidos de inquérito contra políticos com foro privilegiado envolvidos na operação lava-jato, a velha imprensa vai corrigindo as divulgações selecionadas a dedo e soltando os nomes de aliados, que foram protegidos durante o período eleitoral.
Ontem foi Eduardo Cunha, um peemedebista que ataca o PT e defende o cartel das empresas de mídia, que teve suas ligações com o doleiro Youssef enfim reveladas. Cunha concorre a presidência da Câmara dos Deputados e mantém a esperança dos golpistas de impedir Dilma de governar o país. Nas eleições, o deputado apoiou abertamente a candidatura de Aécio Neves.
Hoje em meio a intensa repercussão do atentado aos cartunistas franceses, a imprensa divulga, quase que disfarçadamente, grave acusação de um policial que diz ter entregue dinheiro em espécie em mãos do ex-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), a mando do doleiro Youssef
Ao contrário de nomes revelados anteriormente que pertenciam a base de apoio do governo, existe todo um cuidado da mídia corporativa em não pré-julgar os envolvidos aliados, com direito ao uso massivo da palavra “suposto” e mais espaço para réplica que para acusação.
Cria-se a figura do delator do bem e o delator do mal, assim como existirão os acusados pré-culpados contrastando com os pobres anjos injustiçados. Podemos esperar uma entrevista do Fantástico com a Glória Maria endeusando o “Careca” por ele ter denunciado o senador e ex-governador tucano, dando à sua palavra o status de lei sagrada?
Seria muita ingenuidade imaginar que os nomes de políticos da oposição estão sendo revelados apenas agora para a imprensa pelos seus vazadores. Esses nomes foram devidamente poupados no período eleitoral com o intuito de parecer que apenas PT, PMDB e PP tivessem políticos envolvidos, conforme foi maciçamente pregado naquele período.
O nome do ex-presidente do PSDB, o falecido Sérgio Guerra, só foi divulgado porque a citação pelo Paulo Roberto Costa foi feita em um depoimento que não fazia parte do processo da delação premiada, senão também teria sido omitido.
Quando se tomou conhecimento da amplitude da contaminação, que envolvia políticos de partidos da base e da oposição, eles perceberam que o caso beneficiava Dilma, visto que é em seu governo que se encerra e pune a farra parlamentar na Petrobras que como dito pelo Paulo Roberto Costa, vinha desde o governo Sarney.
Com Lula se plantaram as condições para os esquemas serem desmontados desde o seu governo, com o fortalecimento da Polícia Federal e a criação da Controladoria Geral da União.
Acharam que divulgando seletivamente nomes da base conseguiriam pespegar mais um caso de corrupção ao governo do PT e dar a vitória a Aécio. Dessa vez, eles passaram perto, mas felizmente a maioria não caiu em mais um golpe eleitoral.
Ainda tem mais nome a aparecer, lembrando que até agora não foi revelado o nome do senador tucano do Paraná, que também estaria envolvido segundo denúncia do laranja do Youssef, que muitos sugerem ser Álvaro Dias.
Não precisa ir muito para saber que digitais tucanas foram encontradas, basta lembrar do acordo de delação premiada do mesmo Youssef no caso Banestado, e que infelizmente não teve punições pois os acusados pertenciam a esta sigla partidária protegida pelo Judiciário.
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