LULA PRESO POLÍTICO

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Obviedades e cara-de-pau

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Por Gilson Sampaio, em seu blog

1 – Todo  e qualquer partido político depende de financiadores para suas campanhas. Óbvio que grandes financiadores não são filantropos, são movidos a interesses próprios. É regra universal.

2 – todo e qualquer político chega ao congresso devendo favores para os financiadores de suas campanhas eleitorais. São eles que também garantem uma futura reeleição, claro, se não contrariarem seus patrões-financiadores. É regra universal.

3 – todo e qualquer presidente eleito faz alianças com outros partidos na base de troca de poder – ministérios, diretorias em estatais, cargos no segundo e terceiros escalões. É regra universal.

4 – todo e qualquer presidente que não usar desse expediente estará fatalmente condenado ao boicote e até impinxamento. A malfadada governabilidade. É regra universal.

5 – todo e qualquer movimento que se pretenda à moralização do sistema político passa pelo fim do financiamento  das campanhas eleitorais por empresas e bancos. Fora as empresas-laranjas a serviço de multinacionais.

Em sessão no STF, o fim do financiamento das campanhas eleitorais pelo capital já estava decretado com votação a favor por 6 a 1. Foi, então, que o probo e ínclito Gilmar Mendes pediu vistas do processo, e, passados 10 meses, deu uma de Conceição, aquela canção que diz “… ninguém sabe/ninguém viu”.

A mídia golpista, como é de se esperar quando fere seus interesses, não clama ou reverbera pela demora do ministro, mas, se traveste de musa anti-corrupção. Seletiva, of course, a roubalheira tucana em São Paulo não merece mais do que duas linhas ou 20 segundos, assegurando sempre que a responsabilidade é dos corruptores(!) – não há corruptos em São Paulo! Afinal, os anunciantes são os mesmo que financiam as campanhas campanhas eleitorais.
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