LULA PRESO POLÍTICO

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Richa, Alckmin e tantos outros que não são frutos do acaso




Por Carlos Motta, em seu blog

Beto Richa, Geraldo Alckmin, dois entre tantos péssimos homens públicos brasileiros, não são obra do acaso, não nasceram por geração espontânea.

Existe um ditado bem antigo que diz o seguinte: "Quem pariu Mateus que o embale."

Quando leio que professores paranaenses, entre outras categorias profissionais, estão indignados com o tratamento que recebem no governo do Estado, eu me pergunto: "Uai, mas como deixaram o homem se reeleger governador?"

Professores, supõe-se, não são idiotas completamente desinformados. Pelo menos não a maioria. Assim, poderiam ter feito mais, durante a campanha eleitoral, para impedir que a excrescência chamada Beto Richa se reelegesse.

Se fizeram algo, foi pouco.

Muito pouco.

Da mesma forma os paulistas, que parecem adorar um político que recebeu o apelido de "Picolé de Chuchu", tal a sua falta de personalidade, não têm do que reclamar sobre segurança, moradia, emprego, transportes, e, mais recentemente, do colapso do abastecimento de água.

Alckmin não é fruto do acaso - há duas décadas os cidadãos de São Paulo o aclamam como um notável governante e um excepcional líder.

Beto Richa e Geraldo Alckmin são dois bons exemplos do que está se transformando o Brasil, vítima de uma mídia partidarizada, que protege escandalosamente seus amigos e persegue implacavelmente seus inimigos; da falta de políticas públicas em quase todas as áreas; do assalto às instituições por gangues de meliantes; da irresponsabilidade de empresários movidos pela cobiça; de quintas-colunas dispostos a vender as riquezas nacionais por menos que os 30 dinheiros de Judas; de uma classe média inteiramente emburrecida; dos disparates homofóbicos e reacionários de fundamentalistas religiosos - só para citar alguns dos entraves que impedem o país de se modernizar.

A educação do Paraná - entre outros setores - faliu?

São Paulo é hoje um comboio que se arrasta miseravelmente pelos trilhos da modernidade? 

Que tal as pessoas começarem a ser um pouco menos estúpidas, preconceituosas e irresponsáveis?

Porque, apesar de tudo, a sociedade nada mais é do que a soma das individualidades.
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