LULA PRESO POLÍTICO

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domingo, 22 de fevereiro de 2015

TRAIDORES: A capitulação do syrisa e o desmascaramento de Passos

Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis estão a visitar várias capitais e a ter encontros com diversos governos, preparando a cimeira europeia prevista para o próximo dia 12 de fevereiro
Tsipras e Veroufakis, traidores do povo grego, disfarçados de esquerdistas

O desfecho no Eurogrupo do confronto entre o governo de Tsipras e a Comissão Europeia não surpreendeu.

O Syriza capitulou, cedendo às exigências da Alemanha. O precário acordo alcançado prolongou o financiamento a Atenas por quatro meses, mas para se concretizar a Grécia terá de apresentar nos próximos dias uma lista de profundas reformas, que são - registe-se - incompatíveis com o programa do Syriza.

O ministro das Finanças alemão, Schaube, sintetizou a derrota grega num comentário irónico: «Os gregos certamente vão ter dificuldades em explicar aos seus eleitores este acordo».

Enunciou uma evidência.

Durante a campanha e ao tomar posse Tsipras prometeu rasgar o memorando assinado pelos governos anteriores; prometeu ignorar a troika, anular privatizações; prometeu punir os inimigos do povo e promulgar leis que respondessem a justas aspirações dos trabalhadores.

Mas transcorridas poucas semanas, essas e outras promessas foram esquecidas. Galopando para trás, Varoufakis, o mediático ministro das Finanças do Syriza (ex professor da Universidade do Texas), afirmara há dias que aceitava 70% das medidas impostas pela troika. Mas foi mais longe. Agora compromete-se a aplicar uns 80 ou 90%.

A metamorfose do Syriza em tempo mínimo demonstrou que, ao contrário do que os governantes da União Europeia e os media influentes afirmaram durante meses, o partido de Tsipras não é radical e muito menos revolucionário.

Tsipras e Veroufakis rasgaram o programa, mudaram o discurso e falam agora como reformadores do capitalismo. O Syriza passou a exibir o seu rosto de partido burgues. Porém a capitulação do Syriza não é certamente a do povo grego, que tão claramente rejeitou as políticas da troika.

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Passos Coelho, traidor do povo português, sem disfarce

Maria Luís Albuquerque recusou comentar o que se passou na reunião. O seu silêncio é compreensível. O acordo assinado é muito incómodo para Passos Coelho.

O governo de Tsipras capitulou em Bruxelas, cedendo à pressão alemã. Mas as decisões do Eurogrupo, atendendo a algumas das reivindicações gregas, demonstraram também que os mecanismos da austeridade não são intocáveis.


Ficou provado que Passos Coelho poderia ter obtido de Bruxelas uma atenuação da agressiva austeridade imposta pela troika. Mas nada fez para isso. A sua opção foi a da vassalagem absoluta.


A derrota do Syriza não impede o mal-estar no governo de Passos. A negociação no Euro grupo esburacou a sua máscara de apologista intransigente da austeridade.

OS EDITORES DE ODIARIO.INFO
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