LULA PRESO POLÍTICO

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sábado, 7 de março de 2015

Aeçalão de Furnas, maldito bode que não sai do meio da sala

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Por LEN, em seu blog
O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF para arquivar pedido de inquérito contra Aécio Neves formulado pelos procuradores da Lava-Jato, que entenderam ser necessário investigar o senador.
Aécio tinha sido citado na delação premiada do doleiro e delator Alberto Youssef, como sendo controlador político de uma direção de Furnas no governo FHC, o que lhe rendia o pagamento de propinas pela empresa Bauruense. Segundo o doleiro, a propina era entregue a uma das irmãs de Aécio.
Por mais que tenham sido identificados o corruptor (Bauruense), o corrompido (Furnas), o agente político (Aécio e sua irmã) e o período onde ocorreu o desvio de recursos (Fim do governo FHC), Janot entendeu “que não estava detalhado” (será que procurava um recibo assinado da propina?) e recomendou que o STF jogasse uma pá de cal na possibilidade de investigação de um delito no qual paira a sombra da impunidade.
Hoje ficamos sabendo que o deputado estadual do PT/MG, Rogério Correia, tinha passado ao mesmo Janot, todas as provas já investigadas da Lista de Furnas, que já é comentada nas redes por quase dez anos, já havendo inquérito que nunca pune os culpados (todos tucanos e aliados da época). A alegação de falta de detalhamento da denúncia chega a ser um deboche.
A imprensa corporativa escondeu a citação da propina ao Aécio por todo esse tempo, talvez até no período eleitoral (precisa ver a data exata da citação) e somente depois que Janot alivia Aécio ela anuncia a citação como se fosse uma absolvição, um álibi para o Aécio.
Esse tipo de operação abafa nunca tem o efeito esperado. O fato é que agora sabemos que Youssef delatou Aécio e não Dilma ou Lula. Sabemos que a mídia escondeu a citação. Sabemos que o doleiro acusou Aécio de receber propina, o que é gravíssimo, senão vejamos, ele não foi acusado de saber e fazer vistas grossas como caluniaram Dilma e Lula, mas de receber o Aeçalão de Furnas¹.
Não há como negar que a delação de Youssef ressuscitou a lista de Furnas, e não é só Aécio o tucano que não pode ouvir falar dessa lista. Já são dois delatores que citam o mesmo operador e o recebimento de propinas. A lista de Cláudio Mourão, que a Polícia Federal considerou não ser fraudada, fala que Aécio recebeu 5,5 milhões de Reais.
A convocação do delator Nilton Monteiro, que foi covardemente perseguido pela polícia tucana de Minas Gerais e preso sem acusações pela justiça aparelhada daquele estado para não destruir o Aécio nas eleições, se tornou quase uma obrigação, já que a delação de Youssef lincou os casos.
Da possibilidade de investigação o Aécio pode ter se livrado, mas o esforço do Janot para aliviar a sua barra ainda vai produzir muito desgaste para ambos daqui pra frente. Viraram dois patos mancos. Se o PT souber aproveitar vai prolongar esse desgaste.
A pressa de Janot para livrar a cara dos tucanos na lava-jato emoldura a frase proferida por Dilma nas eleições, e que ecoou no coração dos que não são indignados seletivos:
“Onde estão os acusados dos escândalos tucanos? todos soltos, todos soltos”
                          Dilma Rousseff citando a impunidade dos tucanos durante as eleições.
Por mais que a imprensa blinde vergonhosamente os tucanos e não queiram admitir, é visível o constrangimento de anunciar que mais uma vez um tucano foi “perdoado” pelo crime que cometeu e sequer vai ser investigado, e a pecha de protegidos vai se espalhando pela sociedade, passou a ser fácil desmontar discurso de moralidade de eleitor tucano e até eles estão começando a reconhecer a blindagem, e também ficam constrangidos, pelo menos aqueles que tem brios, não me refiro ao trolls ensandecidos nas redes.
Aeçalão de Furnas¹ – Nome dado pelo deputado Rogério Correia ao repasse de propinas da Estatal Furnas ao então deputado Aécio Neves durante o governo FHC, e é assim que o chamaremos daqui por diante.
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