LULA PRESO POLÍTICO

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segunda-feira, 23 de março de 2015

O fracasso da direita golpista no Equador

Rafael Correa em discurso na sacada do Palácio de Carondelet, 
em 30 de setembro de 2010, depois de uma tentativa frustrada de derrubá-lo

Como na Venezuela em 2002, o povo nas ruas venceu o golpe da direita pró-imperialista que queria derrubar o presidente Rafael Correa




A história da América Latina é repleta de golpes impulsionados pelos EUA. Uma direita entreguista e teleguiada derrubou uma série de governos, como o governo de João Goulart em 1964 ou de Salvador Allende em 1973, entre muitos outros.

Dessa forma, os norte-americanos garantiram seus interesses imperialistas na região, contra os interesses nacionais em cada um desses países e contra os trabalhadores.

Essa história de golpes cobre boa parte do século XX, e continuou durante o século XXI. A direita conseguiu derrubar os governos nacionalistas burgueses de Manuel Zelaya em Honduras (2009) e de Fernando Lugo no Paraguai (2012).

Em outras ocasiões a direita fracassou em sua tentativa, como em 2002 na Venezuela, quando o repúdio popular ao golpe, com o povo tomando as ruas de Caracas e cercando o Palácio de Miraflores, obrigou os golpistas a voltarem atrás e fugirem, humilhados, para Miami, de onde coordenam ações golpistas até hoje. 

A tentativa de golpe no Equador em 2010

Em 2010, foi a vez do presidente do Equador, Rafael Correa, enfrentar uma tentativa da direita de dar um golpe de Estado.

No dia 30 de setembro daquele ano, policiais tomaram as ruas da capital, Quito, no que seria um protesto contra uma lei que reduzia os gastos com segurança pública. Eles tomaram os quartéis da polícia, fecharam o Aeroporto Internacional de Quito, tomaram o maior regimento da cidade e mantiveram Rafael Correa preso em um hospital militar. Houve agressões a jornalistas por parte dos policiais e eventos violentos em Quito e em Guayaquil.

Por volta das 13h daquele mesmo dia, a população começou a tomar as ruas da capital a favor do presidente, e cercaram o Palácio de Carondelet. Às 15h, o chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, Ernesto González, diante do repúdio popular à tentativa de derrubar o presidente, aparece em cadeia nacional reafirma sua lealdade a Rafael Correa. Pouco depois, os militares começam a planejar o resgate do presidente.

Por volta das 21h30, Correa foi resgatado do hospital militar em que estava preso, depois de cerca de 20 minutos de tiroteio entre os militares e policiais golpistas.

Já no Palácio de Carondelet, o presidente fez um discurso, para 2 mil presentes, denunciando uma conspiração golpista para derrubá-lo. O presidente acusou o ex-presidente Lucio Gutiérrez de estar por trás da fracassada tentativa de golpe de Estado. Em 2005, Gutiérrez tinha sido deposto da presidência por causa de uma revolta popular.

O povo derrotou o golpe

Como na Venezuela em 2002, nesse episódio o povo derrotou, mais uma vez, uma tentativa de golpe da direita na América Latina. Atualmente está em marcha o golpismo da direita aqui no Brasil, mais uma tentativa da direita pró-imperialista. Mais uma vez o povo pode derrotar, ou não, um golpe da direita. Para a esquerda, a única política é enfrentar a direita.
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