LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Homem de palavras




Como diz o ditado, quem fala muito dá bom dia a cavalo. Costa primeiro fez a narrativa política, para desgaste eleitoral dos seus adversário. Nunca é demais lembrar que ele começou ocupando postos na Petrobrás ainda no governo de FHC. Uma era em que tudo era permitido, menos ser honesto. Os desonestos tinham um Engavetador Geral. Para o que viesse depois, teriam um Gilmar Mendes no STF. O PSDB foi precavido. Sabia que um dia a casa cairia, por isso precisaria de alguém de confiança no STF. Jorge Pozzobom sabe o que diz quando diz que o PSDB tem imunidade do Poder Judiciário para roubar. Ele conhecia Yeda Crusius e as facilidades com que ela contou nos casos em que esteve envolvida, como a Operação Rodin.

Agora como ficam aqueles que Costa jogou na lama? Por onde anda o picareta Fernando Francischini que tentou fazer um carnaval que, agora, revela-se uma micareta. Rima rica, com picareta!

Costa migou do PSDB para o PP, que botou o PP gaúcho na roda da Lava Jato. É incrível, por que será que os que sempre mamam nas tetas do Estado tem o pendor, além de vociferarem contra o peso do Estado, também ousam botar a culpa nos outros.

E se a moda pega, delatores presos descantando o verso quando em liberdade?! O que era Petrolão, virou delação e agora, mentirão!

Lava Jato: Costa desdiz tudo o que disse

O ex-diretor Paulo Roberto Costa mudou a versão que apresentou em seu acordo de delação e agora diz que as obras da Petrobras investigadas na Operação Lava Jato não eram superfaturadas. A nova versão está em petição enviada nesta quinta (9) à Justiça. Em depoimento como delator em 2 de setembro do ano passado, Costa dizia que "empresas fixavam em suas propostas uma margem de sobrepreço de cerca de 3% em média, a fim de gerarem um excedente de recursos a serem repassados aos políticos". Agora ele diz que os preços seguiam os parâmetros da estatal e o percentual das obras que era desviado para partidos, entre 1% e 3% do valor do contrato, "eram retirados da margem de lucro das empresas".

A delação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal em 29 de setembro do ano passado. Ele poderá perder benefícios caso a Justiça constate que houve rompimento do acordo. A acusação de que as obras tinham sobrepreço faz parte de uma denúncia apresentada em março pelos procuradores da Lava Jato, mas ainda não há estimativa do valor. A denúncia já foi aceita pelo juiz federal Sergio Moro, e Costa figura como um dos réus. O TCU (Tribunal de Contas da União) também apontou superfaturamento em uma série de obras investigadas pela Lava Jato.

A defesa de Costa cita um exemplo hipotético de que não teria havido superfaturamento nas obras: "Se uma empresa oferecia uma proposta 15% acima do orçamento básico e repassava os 3%, ela ficava com lucro de 12%; no caso de não repasse ficaria com um lucro de 15%". Costa refuta também que cuidasse da lavagem do dinheiro desviado das obras. Costa nega também que ele e o doleiro Alberto Youssef recebessem uma lista que citava as obras e as empresas que seriam vencedoras de cada uma delas.
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