LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Juiz Sérgio Moro é um ditador, denuncia jurista!

Parafraseando Primo Levi: "É isto um juiz?"

Quando tantas prisões estão sendo feitas por conta da Operação Lava Jato de forma intempestiva e ao arrepio das leis e da Constituição temos que ter maior conhecimento sobre o assunto.

A última prisão agora é de Vaccari cujo crime foi receber doações legais de empreiteiras que todos os partidos que tiveram também pessoas envolvidas na delação dos bandidos que roubaram a Petrobras receberam.

Assim, é bom escutarmos as vozes de juristas experientes.

Trouxe para vocês a opinião do Jurista Bernardo Campos Carvalho. Ele é Advogado criminalista, especialista em tribunal do júri. Participa dos casos “Champinha” e “Celso Daniel”, dentre outros de repercussão nacional.

Antes de julgarmos qualquer pessoa, principalmente com o que sabemos hoje sobre o conluio entre o judiciário e a imprensa, temos que nos perguntar: E se fossemos nós que estivéssemos no lugar deles?

Vamos ao texto do Dr. Bernardo:

Mororusso

Querem acabar com nossos direitos!

Nosso legislador foi muito feliz quando adotou na constituição o princípio legal de que todo mundo é inocente até que se prove o contrário ao final de um processo.

Esse princípio legal é um dos mais importantes de nossa Constituição, pois preserva o cidadão da pecha de culpado, de criminoso, sem que tenha ao menos passado pelo crivo de um julgamento, com direito de defesa.

Negarmos ao acusado a ampla defesa é o mesmo que negarmos o direito à liberdade ao ser humano, é voltarmos ao tempo da ditadura militar com a legalização da prisão arbitrária, da tortura e da morte sem julgamento, como ocorria no Brasil e ultimamente ocorria em Guantánamo, por parte dos Estados Unidos.

Só quem já sofreu na pele uma acusação injusta, principalmente da prática de um ato criminoso, sabe o quanto é dolorido e revoltante esse sentimento, e é nesse momento que mais se clama e se valoriza a justiça.

Por outro lado, a restrição ao direito de defesa, como meio de combater a violência,  impondo-se da prisão do acusado, após o julgamento de primeira instância, é uma barbárie ou absurdo, é o mesmo que acabarmos com nossos Tribunais, tão importantes na correção da aplicação da Lei e da Justiça.

Não vamos confundir a proibição do uso do recurso como meio de celeridade, com o excesso de prazo em seu processamento, face a burocracia existente, que carece de profunda reforma, para que haja, efetivamente, maior rapidez.

Ressalte-se que a nossa Justiça é por demais lenta, seja em primeira instância, seja em nossos Tribunais. Carece, como dissemos, de ampla reforma para tornar os processos menos burocráticos, usando-se mais o princípio da oralidade, com uma única audiência e decisão imediata.

Vale mais a pena, ao concluirmos, um culpado solto, ainda que provisoriamente, do que um inocente preso, pois jamais poder-se-á restituir o seu direito, e principalmente, a sua dignidade.

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