LULA PRESO POLÍTICO

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domingo, 3 de maio de 2015

Eis porque abandonei o facebook


Por Gilmar Crestani, em seu blog

O feicebuque oportunizou a reaproximação com parentes e amigos que não via de longa data. Alguns parentes que sequer conhecia. Esse foi o lado bom.

Mas o feice também me deu a conhecer um lado do ser humano que julgava menos presente em nossa sociedade.

O preconceito social, a inveja, o despeito e o ódio de classe. Sucumbi à decepção, me deprimi e não pude continuar jogando semente em terreno inóspito. Jamais imaginava o quanto pessoas pretensamente inteligentes ou pelo menos bem informadas pudessem manifestar tanto desprezo pela humanidade. Humanidade no sentido humano da palavra.

Não tenho estômago para engolir pessoas com diploma de curso superior sejam a favor da ditadura. Ou que, ao mesmo tempo em que recebem uma infinidade de benefícios sociais dos cofres públicos sejam tão avessos que o Estado ajude a tirar da miséria seus cidadãos.

Se o Estado não serve para emancipar seus filhos para que servirá então?

Pessoas que recebem a título de auxílio alimentação, mensalmente, R$ 800 reais, mais auxílio creche, independentemente do filho frequentar creche, mais R$ 600 reais mensais, que podem deduzir do imposto de renda os recibos de despesas com instrução, com plano de saúde e despesas médicas odiarem que uma família pobre receba, com a condição que o filho frequente a escola, a esmola de R$ 73 reais. Pessoas que fotografavam refeições de duzentos, trezentos reais mas odiavam aquelas que recebiam o Salário Família. Seis anos de seminário franciscano não prepararam para tanta tolerância.

Não! O feicebuque me fez desprezar pessoas próximas e distantes, e amar mais meus cães e gatos. Por que até um cão tem mais coração que muita gata e cadela do feicebuque.
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