LULA PRESO POLÍTICO

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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Youssef, o delator de aluguel, volta a fazer o jogo da oposição



Por Miguel do Rosário, via O Cafezinho

A grande mídia começa a repercutir, histericamente, o bilionésimo depoimento de Alberto Youssef, desta vez para a CPI da Petrobrás. O doleiro agora volta a fazer insinuações contra PT e Planalto, acusa um monte de gente sem provar.

Youssef é um jogador político exímio. Inclusive acusa algumas pessoas de oposição, para dar legitimidade às suas denúncias.

Há tempos se tornou um delator profissional, de aluguel.

Junto com seu advogado, um tucano espertíssimo ligado a Beto Richa, o doleiro entendeu brilhantemente qual é o jogo de Sergio Moro e dos procuradores.

Sabe que se não seguir o jogo, Moro o trancará em suas masmorras. Em, caso contrário, será perdoado pela enésima vez, pelo mesmo Sergio Moro.

É bom lembrar os seguintes fatos (sugiro que entrem em todos os links):

1) O advogado de Youssef, Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto, trabalhou com o PSDB durante muitos anos.

2) O mesmo advogado de Youssef já beneficiou, enquanto conselheiro da Sanepar, o principal patrocinador da campanha de Álvaro Dias, senador tucano que também voou muito nos jatinhos do doleiro. Esse patrocinador, Joel Malucelli, primeiro suplente de Alvaro Dias, é dono das repetidoras da Globo no Paraná e o homem mais rico do estado. Seu principal negócio está na construção civil e seria o principal beneficiado pelo desaparecimento ou falência das empreiteiras envolvidas na Lava Jato. 

3) Alberto Youssef tem um longo histórico como operador do PSDB.

4) Há um fator ainda mais grave. Na delação anterior, para o mesmo Sergio Moro, o doleiro usou a delação premiada para destruir seus concorrentes, e emergir como o maior doleiro do país. Ou seja, Youssef aprendeu a usar a instituição da delação premiada, sendo que o “prêmio” que se autoconcedeu foi bem maior do que o oferecido oficialmente pelo Estado. Há denúncias de que contou com a cooperação do Judiciário e do Ministério Público.

5) Youssef acusa a cunhada de Vaccari, e com isso salva a pele de Sergio Moro, cuja principal desmoralização das últimas semanas foi ter mandado prendê-la, “por engano”, após achar que ela era que aparecia num vídeo (não era ela) depositando R$ 2 mil na conta da irmã. Com a delação de Youssef, Moro ganha uma sobrevida política.

O fato de ter mentido em suas delações anteriores é omitido pela mídia.

O importante aqui não é mais provar nada, e sim materializar uma condenação política e midiática, que não precisa passar pela irritante burocracia do código penal, que confere aos cidadãos o direito a um segundo julgamento e a recursos.

Vale tudo em nome da política.

Só que a Lava Jato parece estar gastando seus últimos cartuchos. As conspirações judiciais entraram numa fase mais desesperada. Neste final de semana, a Folha vazou uma delação que sequer foi assinada por um empresário. Ou seja, delatou o próprio delator! Se já é um absurdo, e uma violação do sentido da delação premiada (que não é dar razão ao bandido), o vazamento de seu conteúdo antes que haja provas, o que dizer deste vazamento antes mesmo que o delator celebre um acordo com a promotoria, ou seja, que assine um depoimento?

As insinuações contra Lula refletem o “momentum”, que é de trucidar a imagem do ex-presidente.

A Globo, através da Época, iniciou uma campanha fortíssima contra Lula, e é ingenuidade das redes sociais pró-lulistas achar que os desmentidos foram suficientes.

A Globo sabe o que está fazendo. As redes sociais antipetistas, que incharam desmesuradamente nos últimos meses, são fechadas. Ali não entram os desmentidos do Instituto Lula, nem as matérias dos blogs, nem as “hashtags” da militância petista.

Essa guerra não será vencida com tuitáço. E sim com uma ampla estratégia de comunicação, na qual o governo federal deveria participar, em nome da democracia, da honra de seu partido, e da verdadeira justiça.

No atual estágio da luta política, não existe mais separação entre Dilma e PT. Isso é bobagem. Agora ambos estão no mesmo barco.

A destruição de um é a destruição de outro. E vice-versa.
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