LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

terça-feira, 30 de junho de 2015

Dilma paga pelo golpe: Globo, Veja e UOL lideram fatias da publicidade do governo federal

Midia_Donos02_Familias


No Comunique-se em 29/6/2015

O jornalista do UOL Fernando Rodrigues resolveu pedir, por meio da Lei de Acesso à Informação, dados sobre o investimento de publicidade do governo federal durante a gestão do Partido dos Trabalhadores (PT). Os números oficiais do Instituto para Acompanhamento da Publicidade, fornecidos pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, mostram que TV GloboO Globo, Veja e UOL lideram as fatias nos mercados de televisão, jornal, revista e site, respectivamente.

Os números revelam que, sem contar as afiliadas, a Globo e suas cinco emissoras próprias (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Recife) foram responsáveis por arrecadar R$6,2 bilhões em publicidade estatal federal ao longo de 12 anos dos governos Lula (2003 a 2010) e Dilma (2011 a 2014). Segundo o UOL, até 2013 esses valores foram corrigidos pelo IGP-M, índice usado no mercado quando o assunto é publicidade. Os dados de 2014 são correntes.

No total, ressalta Rodrigues, os governos petistas investiram R$13,9 bilhões em publicidade para tevê nesse período. Isso significa que quase a metade do valor foi destinada ao Grupo Globo, que veiculou comerciais estatais na tevê aberta. A Record teve R$2 bilhões de verbas nos 12 anos, contra R$1,6 bilhão do SBT e R$1 bilhão da Band.

Na lista dos impressos, os jornais ganharam R$2,1 bilhões com a publicação de propagandas. O UOL mostra que, do total, R$730 milhões foram destinados a quatro publicações: O Globo, Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Durante os governos Lula e Dilma, O Globo faturou R$213 milhões, contra R$199 milhões da Folha, R$186 milhões do Estadão e R$130 milhões do Valor Econômico.

Em revistas, Veja, semanal da Editora Abril, ganhou R$370 milhões nos governos Lula e Dilma, seguida de Época (R$168 milhões)IstoÉ (R$145 milhões)CartaCapital (R$61 milhões). No segmento online, que é, atualmente, o segundo meio que mais recebe publicidade estatal do governo federal, o UOL lidera o ranking com R$74,5 milhões. Em seguida, Terra (R$69,9 milhões), Globo.com/G1 (R$69,8 milhões) e R7 (R$23,9 milhões).

Os dados foram reunidos por meio de informações do IAP e abrange as seguintes empresas públicas e de economia mista: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banespa, Basa, BEA, Besc, BNDES, BR Petrobras, Caixa, Centro Cultural BB, Correios, Liquigás, Fundação BB, Nossa Caixa, Petrobras e Transpetro. Para acessar a íntegra dos dados, clique aqui.

Ignorância boçal e fascistóide avança se não há informação e opinião plural

Umberto Eco sobre a internet



“...a internet dá direito à palavra a uma “legião de imbecis” que antes falavam apenas em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade. Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel. O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”.

Golpe: a derrubada em marcha

reprodução

Por Joaquim Palhares, via Carta Maior

Dê-se a isso o nome que se quiser. Estamos em meio a um processo de derrubada do governo da Presidenta da República, Dilma Rousseff.

Todos sabemos qual é a hora congelada no relógio da história brasileira neste momento.
 
Certamente não é hora de reiterar platitudes.
 
Ou de repetir lamentos, ainda que justos, pertinentes. Tampouco de replicar constatações.
 
Todas as constatações que de forma procedente apontam a cota de equívocos do governo e do PT na crise atual já foram feitas. Não será a sua reiteração que levará o partido assumi-las ou equaciona-las.
 
Os fatos caminham à frente das ideias: a história apertou o passo.
 
A dinâmica política assumiu a vertiginosa transparência de um confronto em campo aberto no país.
 
Trata-se de escolher um dos lados e tomar posição para o combate. Este que já começou e avança de forma acelerada.
 
É o seu desfecho que decidirá o aluvião das pendências, críticas, autocríticas, repactuações, concessões e escolhas estratégicas que vão modelar o passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.
 
De um modo direto: o desfecho desse confronto vertiginoso reflete uma correlação de forças que se esgarçou e caminha para um novo ponto de coagulação na forma de um outro arranjo de poder.
 
Qual será esse ponto?
 
Depende do discernimento histórico, do sentido de urgência e da capacidade de articulação das forças progressistas nessa hora decisiva.
 
Estamos em meio a um processo de derrubada do governo democraticamente eleito da Presidenta da República, Dilma Rousseff.
 
Dê-se a isso o nome que se quiser.
 
Todos aqueles ensaiados pela direita latino-americana nos últimos anos:  golpe constitucional; derrubada parlamentar; golpe em câmera lenta. Ou as marcas de fantasia da mesma ofensiva, todas elas embrulhadas no rótulo de uma peculiar luta anticorrupção.
 
A singularidade dessa maratona ética é ter o PT como único grande alvo; Lula como meta antecipada, a mídia como juiz do domínio do fato e a consagração do financiamento empresarial como a nota de escárnio e desfaçatez a desnudar toda lógica do processo.
 
Tudo isso já foi dito pelos canais disponíveis, que não são muitos, e dentre os quais Carta Maior se inclui com muito orgulho.
 
Vive-se um adestramento da resignação brasileira para o desfecho golpista deflagrado no processo de reeleição de Lula, em 2005/2006, quando ficou claro que a direita brasileira não tinha capacidade de voltar ao poder pelas urnas.
 
Passo a passo vem sendo cumprido desde então o objetivo histórico a que se propôs a elite brasileira e internacional.
 
Trata-se de um objetivo ancorado em três metas:

a) desqualificar o Partido dos Trabalhadores e tornar suas lideranças sentenciadas e inelegíveis;
 
b) inviabilizar, levar ao impeachment o governo da Presidenta Dilma; e
 
c) desmontar e fazer regredir todos os avanços populares obtidos na organização da economia, do mercado de trabalho, das políticas públicas e sociais e da soberania geopolítica.
 
Em uma palavra: completar o trabalho iniciado no ciclo de governo do PSDB nos anos 90, com o desmonte do Estado, a regressão dos direitos sociais democráticos e a substituição desses direitos por serviços pagos, acessíveis a quem puder compra-los.
 
A crispação da escalada, agora aguda, valeu-se de um componente da correlação de forças intocado em todos esses anos naquele que talvez tenha sido o erro superlativo dos governos liderados pelo PT: a hegemonia do aparato comunicação nas mãos da direita brasileira.
 
Esse trunfo sabotou cada iniciativa do projeto progressista e coordenou o cerco que ora se fecha.
 
Alimentou, ademais, a disseminação do ódio na opinião pública, que se expressa na agressividade inaudita observada nas redes sociais desde a campanha de 2014.
 
É nessa estufa de preconceito e ódio de classe que brotam os esporos da ofensiva fascista, traduzida na escalada em curso.
 
Inclui-se nessa espiral as agressões públicas a ministros e ex-ministros de Estado, o ataque à reputação de lideranças progressistas e a de seus familiares, a onda de boatos e acusações infundadas contra o governo, as lideranças petistas e populares; enfim, o adestramento progressivo e diuturno do imaginário social para a aceitação passiva, ou engajada, da derrubada do governo da Presidenta Dilma. 


Iludem-se os que confundem esse aluvião tóxico com a expressão da banalidade do mal.

É de luta de classes que estamos falando, não de Hannah Arendt.
 
É de intolerância fascista a pavimentar a derrubada de um governo escolhido por 54 milhões de brasileiros.
 
Os que pautaram o grito de ’escravo’ no desembarque dos cubanos engajados no ‘Mais Médicos’, agora conduzem o jogral que grita ‘corruptos e impeachment’.
 
Não sejamos ingênuos.
 
É curta a ponte que leva o ódio antipetista a se propagar em ódio anticomunista, em intolerância religiosa e desta para a demonização da livre escolha sexual e daí para a higienização social.
 
Em nome do combate ao crime e à violência ultimam-se as providências legais para lotar penitenciárias com adolescentes pretos e pobres.
 
Quando uma sociedade simplesmente interna o seu futuro assim, em jaulas, qual futuro reserva a sua gente? 


O futuro urdido no intercurso entre a intolerância fascista e a livre mobilidade dos capitais --cuja persistência impede qualquer projeto de desenvolvimento-- é o que a direita defende para o Brasil pós-PT, pós-Lula e pós-Dilma.

É esse o programa da derrubada em marcha do regime democrático brasileiro.
 
Não errará quem encontrar pontos de identidade com outras escaladas em curso na política latino-americana, marmorizada de redes sociais, movimentos e lideranças jovens treinados e financiados por fundações de extrema direita dos EUA. Os novos  braços privados da CIA e do Departamento de Estado.
 
O processo que ora avulta na caçada ao PT culminará com a caça a todo e qualquer desvio à norma de conduta que determina a subordinação esférica da sociedade à lógica rentista local e global.
 
Carta Maior nasceu como um espaço de reflexão da intelectualidade progressista brasileira.
 
Seu compromisso explícito com a construção da democracia social  torna-a um veículo imiscível com os valores que ordenam a derrubada em marcha do governo Dilma –em relação ao qual sustenta um apoio crítico claro e independente.
 
Elegemos uma prioridade diante das provas cruciais que nos impelem –os progressistas , democratas e nacionalistas sinceros—ao engajamento nesse divisor que se aproxima.
 
Exortamos os intelectuais a irem além do debate convencional.
 
Estamos propondo a incômoda operação de concretizar o geral no particular.
 
Trata-se de uma exortação à Universidade pública, para que ela volte a ser um ator do desenvolvimento. E não apenas um cronista da crise. Ou um coadjuvante do mercado.
 
Não basta mais produzir manifestos contra os golpistas.
 
É preciso afrontar o projeto de país embutido no golpe com um outro projeto.
 
E, sobretudo, com um outro método de escrutiná-lo .
 
Estamos exortando a universidade brasileira a se declarar uma trincheira em vigília permanente contra a derrubada do governo da Presidenta Dilma Rousseff.
 
E de fazê-lo transformando essa trincheira na rede da legalidade dos dias que correm.
 
Uma rede debruçada no debate do projeto de desenvolvimento que rompa os gargalos e as subordinações responsáveis pelo impasse atual.
 
E que transforme em práxis anti-golpista a costura das linhas de passagem do Brasil que somos, para o país que queremos ser.
 
O desafio de vida ou morte nesse momento consiste em restaurar a transparência dos dois campos em confronto na sociedade.
 
Na aparente neutralidade de certas iniciativas pulsa a rigidez feroz dos interesses estruturais que impulsionam a derrubada em marcha do governo.
 
A universidade pode, deve e precisa assumir a sua cota como um solvente, capaz de devolver à sociedade a clareza sobre as escolhas em confronto agudo nas horas que correm.
 
É essa urgência que CM quer compartilhar com a comunidade universitária, à qual se oferece como um canal de expressão democrático e progressista.
 
Mãos à obra.

Demagogia de esquerda. Defensores do "recuo" propõem rebaixar salários dos políticos ao invés de lutar pelo salários dos professores

Dirigentes do PSOL abraçam a campanha demagógica, enquanto prefeitura governada pelo partido impõe reajuste de 4% aos professores e seus sindicalistas defendem o fim das greves dos educadores


Setores do PSTU, do Psol e seus satélites como a LER-QI (recém-rebatizada de MRT, que entre os professores ficou conhecido como “Movimento do Recuo Tático", por se colocarem na defesa do fim da greve), estão repetindo no Brasil um slogan adotado em campanhas eleitorais argentinas que propõe que deputados, juízes e executivos públicos recebam o mesmo que uma professora.

Preparando-se para campanhas eleitorais do próximo ano, não faltaram políticos de esquerda que abraçaram a campanha, como o deputado estadual paulista Carlos Giannazi e a ex-candidata presidencial Luciana Genro (ambos do Psol) e a vereadora Amanda Gurgel (PSTU-RN).

Um dos piores salários do País

Antes de qualquer coisa, deixemos claro que o salário miserável pago a um professor do ensino básico no Brasil não deveria ser ganho por nenhum trabalhador, independente do nível de escolaridade. No Estado mais rico da Federação, São Paulo, onde os professores encerraram no último dia 12, uma greve de 92 dias, os vencimentos de um professor, pela absurda jornada de 40 horas/aulas semanais é de cerca de apenas R$2.400; o que equivale a cerca de 50% do vencimento médio de qualquer profissional com ensino superior no País e é o 17º pior salário das redes estaduais.

Considerando-se o estabelecido no Artigo 7 da Constituição (que não vale no mundo real), todo trabalhador (mesmo sem qualquer nível de qualificação) tem como direito um “salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo” (Parágrafo IV); o que não seria possível de atender com um valor inferior a R$3.500. Ou seja, até mesmo o mínimo fixado em Lei tem valor real cerca de 50% superior ao que misero salario recebido por um professor paulista. Se tomarmos como base o piso nacional dos professores (de cerca de R$1.900), esse valor precisaria ser aumentado em 60% para chegar ao mínimo constitucional.

A Constituição estabelece ainda, no mesmo artigo, que os trabalhadores devem ter assegurado “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho” (Parágrafo V). Assim, como o trabalho do professor requer formação superior, requalificação constante, é trabalho extenuante e – nas condições atuais – até mesmo perigoso (pelas condições precárias e falta de segurança nas escolas, promovida pelo Estado), o educador deveria ser recompensado, obviamente com vencimentos superiores ao mínimo legal. É por esse motivo que nós do PCO (e de sua corrente Educadores em Luta), defendemos um piso salarial de R$ 5 mil para todos os professores do ensino básico.

Uma “solução” demagógica

A palavra demagogia é apresentada na maioria dos dicionários e enciclopédias como sendo a “ação de quem promete, sem poder cumprir”; “excitação das paixões populares por promessas vãs ou irrealizáveis” (Dicionário Michaelis) ou ainda, como a “forma de atuação política na qual existe um claro interesse em manipular ou agradar a massa popular, incluindo promessas que muito provavelmente não serão realizadas, visando apenas a conquista do poder político ou outras vantagens correlacionadas” (Wikipédia). O exemplo da campanha “que os políticos ganhem igual a uma professora” poderia ser adotada como exemplo perfeito por estas e outras publicações.

Como é sabido por todos que conheçam ao menos um pouco da realidade brasileira, a proposta não tem a menor possibilidade de ser colocada em prática. É ilusória e irrealizável, ou seja, não passa de pura demagogia.

Tem um caráter eleitoreiro e demagógico uma vez que, em sã consciência, qualquer um sabe que uma coisa que é impossível no Brasil é fazer com que os parlamentares e os governantes aprovassem a redução de seus salários a menos de 10% do que ganham atualmente (fora as vantagens e mordomias que os fazem ganhar por 50 professores ou mais).

Nem uma criança do jardim de infância acreditaria que uma campanha demagógica da esquerda dada a causas impopulares, reacionárias e demagógicas (como a campanha do “não vai ter copa” no País do futebol) poderia convencer os senhores deputados, os “imperadores” do judiciário e governantes inimigos da Educação a igualarem seus vencimentos aos dos professores.

Sendo uma proposta impossível de ser conquistada, trata-se de uma campanha  que não serve para nenhuma mobilização real dos trabalhadores da educação e da população. Sendo tão eficiente como uma campanha a favor do “amor e do perdão” entre os genocidas da PM que fuzilam sem julgamento jovens, negros e trabalhadores da periferia. Ou como uma campanha “contra a corrupção” feita pela direita hiper-corrupta com o claro fim de golpear o governo eleito pelo povo e colocar no seu lugar um governo ainda mais corrupto que seja totalmente fiel aos interesses do imperialismo (que por sinal é outra campanha demagógica que setores desta esquerda apoiam).

Não servindo para nada, do ponto de vista dos trabalhadores, a campanha serve apenas para alimentar uma ilusão (isto é, fazer demagogia) e é claro, fazer campanha eleitoral dos seu patrocinadores e dos políticos espertalhões que fazem desta demagogia o slogan de suas campanhas.

Para o movimento de luta dos trabalhadores não faz sentido apresentar uma proposta para fazer demagogia, é necessário ter uma proposta que sirva para mobilizar as pessoas, ou seja, uma proposta que seja possível de ser conquistada através da luta da mobilização. Por isso mesmo esta “fórmula genial” dos demagogos da esquerda, nunca fez parte de nenhuma campanha salarial dos trabalhadores da Educação, não integrou a pauta de reivindicações dos professores e funcionários em greve em SP, PR, PA, DF, PI etc. etc. Obviamente, nas suas lutas os trabalhadores pedem coisas concretas que lutam para conquistar, não são como suas direções que falam apenas por falar.

Por certo, não faltaram políticos de direita e outros tipos de charlatões que se declararem a favor desta campanha, assim como todos eles juram na campanha eleitoral que “a Educação será uma prioridade”, que vai “melhorar o ensino público” etc.. Não custa nada falar; pra isso serve a demagogia.

Por que não: “que os professores ganhem como os políticos”?

Se fosse possível formular uma proposta concreta em termos de comparação, a formula adotada poderia ser a elevação dos salários dos professores até que eles ganhem como os políticos ou pelo menos como as camadas médias destes, como os salários dos vereadores das cidades com população entre 50 e 100 mil habitantes nas quais um vereador tem como teto um salário de 40% de um deputado estadual (algo entre R$10 mil e R$12 mil).

Mas os patronos da campanha, os políticos que dela participam não estão dispostos a apresentar nada de prático, de real. Basta fazer demagogia, ver se isto resulta em algum prestígio e, é claro, votos, e pronto.

Isto poderia colocar os “radicais” da esquerda diante da acusação de estarem propondo algo “inatingível”, “utópico” etc. como foram acusados os professores paulistas que lutam por 75% de reajuste para equiparar seus vencimentos com os demais profissionais com ensino superior, como estabelecido  na Meta 17 de Plano Nacional de Educação (PNE).

Isso não! Essa esquerda faz demagogia, mas não defende “utopia”!

Objetivo oculto: levantar o moral dos defensores do “recuo”

Além da notória demagogia eleitoral, a campanha desses setores da esquerda tem um objetivo não declarado, que explica o fato de que ela tenha começado na etapa de declínio da maior greve da história dos professores paulistas e se intensificado após o seu fim, que foi defendido ardorosamente pelos patronos dessa campanha demagógica, sob o pomposo nome de “recuo tático”, cujo resultado prático está sendo sentido por milhares de professores que não estão tendo segurado nem mesmo o direito à reposição das aulas e dos descontos da greve. Os “animados” defensores da campanha eleitoral às custas dos professores, defenderam o “arrego” diante do governo tucano (pois quando se trata de luta concreta são os primeiros a correr), ofereceram as “costas dos professores para o governo atirar” e, agora, , se dedicam à fazer demagogia.

A intensificação da campanha, coincide também com derrota da combativa greve dos professores de outros estados, em particular da capital Macapá, na qual o governo (do Psol) e os sindicalistas da Conlutas/PSTU e do Psol, se uniram não para defender que “o politico ganhe igual a uma professora” mas para aprovar um reajuste miserável de 4% para os educadores. Pois quando a sua “frente de esquerda” está no governo eles se mostram capazes de abandonar a demagogia e passam a defender os “ajustes” como fazem todos os governos burgueses diante da crise capitalista.

Por uma campanha de verdade, pelo piso de R$5 mil

É necessário deixar de lado a demagogia eleitoral, deixar de lado a política que sirva apenas para ganhar voto e exigir das organizações de luta dos trabalhadores da Educação uma campanha nacional por um Piso Nacional de R$5 mil, por uma jornada máxima de 30 horas/aulas semanais, ou seja, 20 em sala de aulas e 10 aulas em atividades extraclasse.

Ao contrário da demagogia, essa proposta tem o valor de servir para unificar os trabalhadores de todo o País da área da educação, por exemplo, os professores de Brasília que ganham um salário superior aos professores de São Paulo, também estariam a favor; da mesma forma que professores de estados com salários ainda mais miseráveis também se veriam contemplados pela proposta. Uma proposta que serviria para unificar nacionalmente a luta dos educadores podendo dar lugar a uma verdadeira mobilização.

Chamamos os trabalhadores e a toda esquerda a deixarem de lado a demagogia, a superarem a política de sabotagem das lutas das direções sindicais e realizar uma ampla campanha, a partir dos locais de trabalho, com o objetivo de levar adiante uma luta real pela conquista dessa reivindicação.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Síndrome de Estocolmo ou republicanismo mamão com açúcar? Globo recebeu R$ 6,2 bilhões de publicidade federal com PT no Planalto — fora as afiliadas

image

Via DCM
Do uol:
A Rede Globo e as 5 emissoras de propriedade do Grupo Globo (em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Recife) receberam um total de R$ 6,2 bilhões em publicidade estatal federal durante os 12 anos dos governos Lula (2003 a 2010) e Dilma (2011 a 2014).
Como a cifra só considera TVs de propriedade do Grupo Globo, o montante ficaria maior se fossem agregados os valores pagos a emissoras afiliadas. Por exemplo, a RBS (afiliada da Globo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina) recebeu R$ 63,7 milhões de publicidade estatal federal de 2003 a 2014.
Outro exemplo: a Rede Bahia, afiliada da TV Globo em Salvador, que pertence aos herdeiros de Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), teve um faturamento de R$ 50,9 milhões de publicidade federal durante os 12 anos do PT no comando do Palácio do Planalto.
A TV Tem, que abrange uma parte do rico mercado do interior do Estado de São Paulo, em 4 regiões (com sedes nas cidades de São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba), faturou R$ 8,5 milhões de publicidade estatal federal em 2014. Essa emissora é de propriedade do empresário José Hawilla, conhecido como J. Hawilla (pronuncia-se “Jota Ávila”), que está envolvido no escândalo de corrupção da Fifa.
(…)

O que ainda mantém Cardozo no governo ?

O Ministro tucano do governo trabalhista

Por Bepe Damasco, em seu blog


A atuação do ministro José Eduardo Cardozo à frente do Ministério da Justiça é um daqueles enigmas capazes de devorar quem não for capaz de decifrá-lo. Se a Polícia Federal se transformou num monstro antirrepublicano completamente fora de controle, como todas as evidências apontam, o ministro a quem a PF deve obediência e subordinação tem de ser demitido em nome da preservação da hierarquia. No seu lugar, deve entrar alguém com capacidade para pôr o guizo no gato, freando as ações pirotécnicas e midiáticas da PF contra o PT, enquanto poupa adversários do governo. Contudo, permanece o mistério: por que será que o ministro Cardozo ainda não foi afastado pela presidenta Dilma ? 

Para complicar ainda mais esse imbróglio, dizem que o ministro goza da confiança irrestrita de Dilma. Ficamos combinados, então, que a presidenta da República prestigia e fortalece um auxiliar responsável por seguidas ações seletivas da PF sobre integrantes do seu governo e aliados ? Esquizofrenia pura. No mínimo, Dilma teria de cobrar isonomia da PF entre petistas, gente dos governos estaduais do PSDB e demais membros da oposição ? Mas não. Vive a elogiar as ações do PF. É como se um técnico de futebol  enaltecesse um jogador seu que só faz gol contra, mas poupa a meta adversária.

Enquanto o governador Pimentel e sua esposa são vítimas de uma operação arbitrária e sem pé nem cabeça da PF, até hoje não se sabe porque um helicóptero carregado de cocaína pertencente a um aliado de Aécio Neves não mereceu a mesma atenção dos federais. Nem porque nenhum envolvido no Trensalão tucano de São Paulo foi incomodado pela "faxina ética" da PF.

Tesoureiros de todos os partidos receberam doações de empreiteiras. No entanto, para a PF, só as recebidas pelo PT são ilegais. Por isso, entre os responsáveis pelas finanças de todos os partidos, apenas o petista João Vaccari Neto está preso. No mundo do marketing político, advinha quem foi o único profissional a ser ameaçado de indiciamento pela PF ? Claro, João Santana, responsável pela campanha de Lula em 2006 e Dilma em 2010 e 2014.

Se não tiver petista na história, tudo passa batido. Delegados da PF veem indícios contra Lula devido à contribuição de empreiteiras ao seu instituto, mas são cegos ao forte apoio financeiro das mesmas empreiteiras ao instituto de FHC. Eduardo Cunha, Aloisio Nunes Ferreira e Anastasia, por exemplo, sabem que jamais serão alvo de uma ação da PF. Afinal, são oposicionistas. E quem é de oposição está protegido contra este tipo de problema.  

O reaparelhamento da PF, e suas tão propaladas autonomia e independência, obra e graça dos governos Lula e Dilma, não vêm servindo ao estado de direito democrático. Ao contrário, atentam contra a democracia, na medida em que usam e abusam de uma melhor estrutura em termos de equipamentos, tecnologia e recursos humanos para servir a interesses partidários e contribuir para interromper o mandato constitucional da presidenta Dilma.

Há poucos dias, li uma importante matéria do Luis Nassif, no GGN, na qual o jornalista examina as entranhas da rebelião da PF contra o PT. Nassif aponta como principal causa para o antipetismo visceral e o ativismo tucano que grassa na instituição a colaboração do governo Lula para que as operações Castelo de Areia e Satiagraha, que fisgava tucanos graúdos, acabassem anuladas pelos tribunais superiores. 

Sendo assim, a situação ganha contornos ainda mais absurdos. Pataquadas do republicanismo petista com efeito bumerangue à parte, como admitir que a chefe do Poder Executivo e seu ministro de Estado de Justiça tolerem que subordinados que dirigem a PF orientem suas atuações pela sede de vingança contra um determinado partido político ? Como permitir que a PF avance tantas casas no caminho da degeneração até tornar-se braço do estado em articulações golpistas ?

Em tempo : que fim levou o inquérito que o ministro Cardozo disser ter aberto contra delegados da PF flagrados fazendo campanha para Aécio nas redes sociais, nas eleições do ano passado ?

O Rei Felipe VI, comunista e bolivariano de carteirinha, apronta mais uma. O que dirão os nossos coxinhas e a nossa grande mídia sobre esta ameaça esquerdopata sobre a "democracia" espanhola?














Criticar a monarquia na Espanha será considerado terrorismo

A partir de 1º de julho quem criticar o rei na internet pode ser preso, assim como está proibido protestar em frente ao Parlamento e outros espaços públicos sem autorização.

Por Pedro Cíndio, via Brasil de Fato
No dia 1o de julho entrará em vigor um novo artigo no código penal espanhol que enquadra no crime de terrorismo aqueles que fizerem críticas contra à Coroa em redes sociais. O projeto foi proposto pelo rei Felipe VI e aprovado pelo Parlamento. Quem tentar invadir computadores e redes de segurança, do governo ou criticar abertamente o rei e a família real será enquadrado na categoria de terrorismo cibernético.
Quem for flagrado se manifestando na porta do Parlamento ou em outros espaços públicos, que não sejam previamente autorizado, terá que pagar uma multa de 30 mil euros (R$ 100 mil) e, se for reincidente, pode ser condenado à prisão por um ano.Com este decreto, a Espanha fecha o cerco para a livre manifestação de opinião de pensamento. Em junho de 2014, um decreto proibiu as manifestações contra a monarquia, sob pena de multa e reclusão. Em março deste ano, os parlamentares proibiram as manifestações e impediram as pessoas de ficarem paradas na porta do Parlamento. Impediu também a divulgação de nomes e rostos de policiais violentos e de imagens de agressões vindas das forças de segurança.
Como crítica ao decreto, uma manifestação apenas com hologramas foi feita na porta do parlamento no mês de abril. O movimento No Somos Delito (Não somos crimes, em português) lançou o site “Hologramas pela Liberdade” para juntar mais força nas manifestações.
Segundo o site Público, de Portugal, a legislação é conhecida como “lei mordaça” pelos seus opositores, que a consideram uma ameaça a protestos políticos e ambientais no espaço público.
Acompanhe o vídeo do protesto realizado em abril, com hologramas de milhares de manifestantes de todo o mundo:

domingo, 28 de junho de 2015

UM CHEIRO DE VERDE, FRESQUINHO

tumblr_lyhcunynZo1qm0amfo1_500.jpg


Um cheiro de verde, fresquinho,
viajando através da infância, no tempo.

A chuva, os barcos de papel,
o sol desenhado pela irmã caçula,
o cheiro da terra molhada.

O som de passarinhos que eu,
minino criado por vó,
não sabia os nomes, nem imitar.

Java, meu amigo de infância, sabia;
as mãos em concha, o sopro, o assovio.
Além de ser campeão de botão de mesa,
peão e o que mais viesse de brincadeira.

Quantos barquinhos foram naufragados?
Os sonhos são eternos enquanto não realizados?

As canções da infância ficaram perdidas
em alguma nuvem do cérebro.

Por que sou o que sou
e não o que desejaria ser?

Pudesse voltar no tempo...
Não, é melhor não.

Uma existência de dores, depressões
e guerras perdidas, já me basta!

Melhor um copo com uísque, gelo,
a voz de Maysa e apenas me emocionar,
eternamente... Até o relógio despertar.