LULA PRESO POLÍTICO

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sábado, 13 de junho de 2015

Ditadura requintada

"Ninguém é mais escravo do que aquele que falsamente se acredita livre"


Por Nilson Lage, via Esquerda Caviar

A ditadura vai-se impondo, e ninguém percebe.

Ela começa pelo convencimento. Pega-se um evento particular, situação comum, amplia-se… e pronto: as pessoas acham normal …
… por exemplo, serem paradas nas vias expressas por grupos de sujeitos armados (um deles inevitavelmente, com escopeta engatilhada) e obrigadas a soprar canudinhos para provar que não estão bêbados.

Maconhados, pode. Cocainados passam direto. Mas ai de quem tomou uma cerveja no jantar!
(Cadê as estatísticas?)

O mesmo com a história das cadeirinhas. O meganha vem com fita métrica e puxa do bolso o cartão da loja que vende a cadeirinha certa, porque a criança cresceu.

No táxi, dispensa-se. No ônibus, também. Na bicicleta, vão atrás, e pode. Mas ai da mãe que não mediu o tamanho da criança!

A humilhante revista nos aeroportos. “Tire o cinto, senhor, segure as calças. E os sapatos”

Como algumas pessoas passam mal com o glúten do trigo, condena-se o glúten. E a lactose do leite. E o sal – mesmo se o freguês, como acontece com muita gente (a maioria?), não é hipertenso.

A manipulação estatística nega aos cidadãos competência sequer para cuidar de si mesmos.

Uma sociedade em que o sujeito é encarcerado por meses, sem prova formada, sem sequer acusação conhecida, ao arbítrio de um bacharel que fez concurso para juiz e se acha super-herói. E pode até ser condenado a longas pena por um artifício besta como o “domínio do fato”.

Todo poder aos generais do Judiciário: em lugar da Escola das Américas, o MBA em Harvard ou coisa parecida.

A sociedade dividida.

Pregadores do ódio na igreja da esquina. Nas ruas, desfiles de provocadores instigando e reforçando o rancor dos inconformados.

A cultura tornada política, o insulto em lugar do convencimento, a contradição levada, de propósito, ao conflito. O apelo contínuo à indignação, ao escândalo – a ponto de ninguém mais se indignar e o escândalo ser aceitável como rotina.

Todo poder aos insensatos.

Chamam essa ditadura requintada de democracia.
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