LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Por que Moro não viu bilionário sangrar o Banestado?

Via Contexto Livre

No Megacidadania

Em 2014 Miguel Gellert Krigsner, dono de O Boticário, entrou para o seleto grupo dos bilionários brasileiros. Segundo a revista Forbes a fortuna dele é avaliada em R$ 2,8 bilhões.

Mas na década de 90, o hoje bilionário, buscava oportunidades para aumentar seus negócios.

E eis que surge o Banestado com um negócio a La Maringá.

Uma das grandes operações que sangraram o Banestado, foi no dia 21 de maio de 1996 quando o Banestado liberou R$ 8 milhões para a construção do Shopping Aspen Park em Maringá.

Em 1998, após a conclusão da obra, a Banestado Leasing vendeu a sua parte no empreendimento para a empresa Kadima, pertencente a Miguel Krigsner, na época único proprietário do Grupo O Boticário, pelo valor de R$ 2.100.000,00.

Desta forma, o banco assumiu um prejuízo de R$ 5.900.000,00, sem falar nos juros e correção monetária do período decorrido entre a compra e a venda da participação no empreendimento. Além disso, pelo fato da obra já estar concluída, é óbvio que o seu valor teria de ser muito maior na época da venda, e não menor do que o que foi pago dois anos antes, na compra.

Sergio Moro, que é natural de Maringá, foi o responsável por julgar as falcatruas do Banestado, mas pelo visto, ele nada viu.

O Boticário é controlado pelo Grupo K&G que tem participação no Müeller Shopping Center, em Joinville (SC), no Shopping Total, em Porto Alegre, além do Aspen Park Center, em Maringá (PR).

Será que nos empreendimentos dos shoppings de Porto Alegre e Joinville o felizardo bilionário também teve tamanha molezinha como foi o caso de Maringá?

* * *

Ouvindo o outro lado

Enviamos ao juiz Sergio Moro o e-mail abaixo, mas até o fechamento da matéria não obtivemos resposta.


e mail para Moro


Detalhe curioso: durante o período eleitoral de 1998, a Secretaria de Comunicação Social paranaense determinou ao Banestado que veiculasse propaganda e patrocinasse diversos órgãos de imprensa do Estado, especialmente jornais, ocasionando um prejuízo, na época, de mais de R$ 16 milhões à instituição financeira.

Ocorreu um silêncio criminoso da maioria dos órgãos de imprensa do Paraná, que se beneficiava dessa roubalheira através de propaganda massiva e milionária feita pelo governo da época, para silenciar sobre as denúncias que surgiam. É fato a participação da imprensa — ainda que de forma indireta — como beneficiária dos escândalos do Banestado.

FONTES:

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