LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Apoie a luta do povo ucraniano contra o fascismo

_76582497_novorosnewafp

Os cidadãos ucranianos, sobretudo no leste do país, clamam por uma ajuda internacional a toda classe trabalhadora. Desde o começo das manifestações conhecidas como Euromaidan, nas quais grupos neonazistas e de extrema-direita foram às ruas de Kiev, capital da Ucrânia, pedir pela renúncia e queda do ex-presidente Viktor Yanukovich, russos naturalizados ucranianos ou apenas ucranianos descendentes de russos vêm sofrendo com uma enorme onda de xenofobia, racismo e outras formas de ódio de classe. A guerra civil que assola o país está próxima de completar três anos.
Os ultranacionalistas de extrema direita, junto com o exército ucraniano a mando do atual presidente Petro Poroshenko, vêm devastando cidades e vilas próximas às fronteiras com a Rússia. Com o advento desses conflitos, surgiu a necessidade de muitas dessas localidades formarem milícias populares antifascistas.
Conjuntura atual
Após a queda de Yanukovich, que contou com o apoio do imperialismo americano, da OTAN e da União Europeia, sedentas em obter zonas de livre mercado e desestabilizar a Rússia economicamente e politicamente, a Ucrânia vem se tornado um verdadeiro palco de guerra. Esta se agrava com o passar do tempo, ampliando as contradições de classe e deixando ainda mais claro o caráter fascista do sistema capitalista.
Com a economia mundial em crise, as potências imperialistas ocidentais patrocinaram golpes e organizações mercenárias para desestabilizar países que ameaçam a hegemonia econômica internacional (como a China e a Rússia) dos blocos ocidentais e ampliar suas zonas de influência.
Assim como Líbia e Síria, a Ucrânia também se encontra numa área estratégica para o imperialismo por causa de sua localização geográfica, suas reservas de riquezas naturais (como o gás natural e o petróleo da Crimeia) e do caráter nacional de sua economia existente antes do golpe e que apontava para a criação de relações exteriores ainda mais amplas com a Rússia.
Assim é capitalismo: quando está em crise tenta ampliar a todo custo suas fronteiras e buscar novas fontes de riquezas para favorecer os monopólios econômicos.
Ajuda imperialista
O principal beneficiado com a crise ucraniana é o capital financeiro internacional. A OTAN e a União Europeia são os principais responsáveis pelo golpe fascista do Maidan. Como disse o presidente dos EUA, Barack Obama, em entrevista à rádio CNN, “Putin (presidente da Rússia) tomou essa decisão em torno da Crimeia e da Ucrânia (a anexação), não por causa de alguma grande estratégia, mas, essencialmente, porque foi pego de surpresa pelos protestos do Maidan. Yanukovich fugiu em seguida, depois que nós intermediamos um acordo para a transição de poder na Ucrânia”.
Está clara, portanto, a intenção dos imperialistas ao apoiar assassinos e grupos nazifascistas. Em abril desse ano, os Estados Unidos enviaram à cidade de Yavoriv, na Ucrânia, um comboio de 50 paraquedistas e 25 veículos da 173º brigada área norte-americana. Ao todo, os ianques já enviaram mais de 120 milhões de dólares em ajuda militar não letal, incluindo 230 veículos do tipo Humvee e drones não armados.
Crimes de guerra
O alto comissariado de direitos humanos da ONU estima que, de fevereiro a maio deste ano, 6.362 civis morreram em consequência dos ataques do exército ucraniano na região de Donbass. Em abril, o ministro da defesa de Donetsk, Eduardo Basurin, já havia informado que um ataque das tropas da Ucrânia deixou 86 pessoas feridas e 14 mortas na cidade.
Vale lembrar também o episódio conhecido como o Massacre de Odessa, em maio do ano passado, quando 46 ativistas antifascistas e trabalhadores locais foram mortos, queimados ou asfixiados, dentro de um sindicato incendiado por membros do Pravy Sektor (grupo de extrema-direita) e do Azov (organização paramilitar), poucos dias após o 1º de Maio.
As forças revolucionárias
Para se defender dos ataques fascistas, a população de descendência russa fundou a Novorossiya (Novorrússia, em português), uma confederação que reúne duas repúblicas populares autoproclamadas Donetsk e Luhansk.
Essa luta vem ganhando apoio e solidariedade em todo o mundo. Centenas de pessoas de outros países já se juntaram às milícias do exército popular da Novorrússia. Entre eles há franceses, italianos, espanhóis, afegãos, russos e até brasileiros. “Desde que cheguei aqui, tenho visto muita coisa feia, principalmente nos ataques da artilharia ucraniana que matam milhares de civis, crianças e mulheres. Mas isso não me assusta. Vou seguir no meu objetivo firmemente nessa causa e ajudar o pessoal da Nova Rússia”, disse o paulista Rodolfo “Macgyver”, miliciano na região de Donetsk.
Outro brasileiro, o carioca Rafael Santos, também é voluntário nessa batalha, que segundo ele é “contra o imperialismo americano, que criou grandes guerras nos últimos anos para dar lucro aos banqueiros. Aqui na Nova Rússia, essa guerra não é só dos russos que moram na Ucrânia: essa guerra é do mundo todo”.
A presença de mulheres nos combates também é significativa. A miliciana russa Svletana, natural da Sibéria, é uma das centenas de mulheres que se juntaram à luta contra o Donbass. Em entrevista ao blog brasileiro A Página Vermelha, ela falou do papel feminino no conflito: “Muitos dizem que ‘a guerra não é para mulheres’, mas quando surge a necessidade de defender um povo do genocídio, a questão do sexo não tem nenhuma importância”.
No Brasil está sendo realizada uma campanha para juntar fundos em auxílio aos novorussos através do tradutor e pesquisador independente Cristiano Alves, que administra o canal do Youtube A Voz do Comunismo e o blog A Página Vermelha.
“Nós do site A Página Vermelha, temos o nosso fundo de ajuda à Novorrússia, que está recolhendo contribuições que serão levadas ao exército popular, pessoalmente por mim. (…) Nós somos brasileiros e podemos demonstrar a nossa solidariedade”, disse Alves. Os interessados em contribuir com as milícias populares devem utilizar o sistema de pagamentos eletrônicos Paypal, e enviar uma quantia mínima de dez reais. “Dez reais é muito pouco, mas não quando cem ou duzentas pessoas enviam”, concluiu Cristiano.
O dinheiro será utilizado na compra de remédios e equipamentos para combatentes e refugiados. Os interessados em saber mais detalhes devem enviar um e-mail para apaginavermelha@gmail.com.
Ajudar nessa causa é mais que demonstrar um espírito internacionalista operário; é contribuir para um processo avançado de luta, contribuir para o crescimento do poder popular ao redor do mundo. Isso é estar ao lado da classe trabalhadora na luta contra o imperialismo e as forças do capital financeiro que devastam o planeta em busca de sua manutenção.

Bruno Melo, militante da UJR
+++++
O Problema aqui são os artigos homofóbicos publicados no "A Página Vermelha", [1] blog que eu acompanhava até ser pego de surpresa pela virulenta oposição ao homossexualismo, além de divulgar, APENAS, notícias pejorativas sobre gays e lésbicas.
Não entendo como comunistas, assim como eu sou, possam pregar intolerância, em qualquer aspecto, tendo em vista que o internacionalismo é acolhedor, e não acusador.
Leiam os textos e tirem sua conclusões:
[1] Não conheço canal do Youtube A Voz do Comunismo.
Neste textos ele compara os LGBTT a coprófagos e a opção ou orientação sexual a comer fezes:

SOCIEDADE: A grande parada CC

Por Cristiano Alves

- George, por que tanto barulho na janela?
- É a parada dos coprófagos, senhor.
- O quê? E o que eles querem?
- Eles querem apenas o direito à igualdade, senhor.
- Não entendi. Eles não têm alguém para lhes dar fezes em casa?
- Não exatamente, senhor. Eles não querem comer isso apenas em casa. Eles protestam para poder ter direito de ter fezes em todos os estabelecimentos, para que nos cruzamentos de sinais possam comprar fezes em espetinhos e nos restaurantes possam pedir fezes em uma pá sem nenhum problema.
- Mas isso é nojento e desagradável, George! Que porcaria!
- Mas por que, senhor? Isso é genético, eles são assim desde o seu nascimento e nada pode ser feito. Além disso a natureza traz vários exemplos de coprofagia. Cães, lobos marinhos, há vários animais que tem isso como algo normal. Por que é que um ser humano, como parte do mundo animal não pode fazer o mesmo? Se uma pessoa pode andar com um espetinho de carne ou frango na mão, por que não de fezes?
No reino animal todas as espécies têm casos de coprofagia, mas coprofobia só existe em uma espécie – o ser humano!
- George, se eu entendi bem, se eles conseguirem o que querem, então em qualquer café em qualquer esquina, junto com suflê de amoras irão vender juntos fezes em copinhos???
- Exatamente, senhor, a coprofagia é absolutamente normal e as pessoas têm direito a ter sua sobremesa favorita na hora do almoço, sem ocultar suas preferências.
- Meu Deus, eu iria embora do lugar!
- Senhor, como pode??? Isso é absolutamente intolerante, é coprofobia! O senhor poderia ser penalizado por isso, e até mesmo ser preso.
- Como???
- E a propósito, senhor, um famoso psiquiatra em sua época disse que: “se você não gosta de coprófagos, então é por que você na verdade você também é um coprófago não assumido”. Eu não sei se essa frase é correta, mas tente ouvi a voz que há dentro de você, talvez haverá um futuro brilhante quando o senhor se assumir.

São vários os textos, quem quiser, e tiver estômago forte, procurar lá ao blog.
Postar um comentário