LULA PRESO POLÍTICO

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Laranjas que pagaram avião de Campos confessam ter recebido dinheiro de Youssef

lavahelice

Por Fernando Brito, em seu blog

Não está suficientemente  claro para que se entenda completamente a operação, mas a Folha publica hoje (02/09), lá no 5º parágrafo de uma matéria sobre o depoimento de empresários Paulo Cesar de Barros Morato, da Câmara e Eduardo Freire Bezerra Leite, conhecido como “Ventola”, no qual confessam ter recebido de Alberto Youssef  valores emprestados ao  deputado federal Arthur Lira (PP-AL) e ao pai dele, o senador Benedito de Lira (PP-AL), a informação de que o doleiro também quitou empréstimos feitos por eles a João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho.

Lyra é, ao menos aparentemente,  o “comprador” do jatinho em que morreu o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos e os dois empresários disseram terem “emprestado” a ele – vejam que história estranha – R$ 859 mil em espécie, sem um recibinho que fosse, para a compra do avião, sob a alegação de que o amigo iria montar uma empresa de táxi aéreo.

A informação tem pelo menos um ano e até agora não se conseguiu investigar nada?

Pois em setembro do ano passado, a Folha já publicava que “o avião foi comprado por três empresários de Pernambuco: João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Apolo Santana Vieira e Eduardo Ventola” e que , Paulo César de Barros Morato, que agora confessa ter recebido pagamentos do doleiro, alegava desconhecer Youssef e a MO Consultoria, empresa que lhes fazia os pagamentos por João Carlos Lyra.

O advogado de Youssef, na época, dizia “não se lembrar” se o doleiro fazia pagamentos a Ventola e Morato a pedido de Lyra.

Agora, os dois confessam que sim.

E a Folha embrulha a informação lá no meio do texto, de tal forma que não se diz se Lyra pagou, se alguém pagou por Lyra e se este alguém foi, de novo, Youssef. Ou será que foi a Polícia Federal que não perguntou?

Eta jornalismo investigativo! Eta blindagem!

Pela velocidade da apuração – a policial e a jornalística – no caso do dinheiro do jatinho a operação bem que poderia se chamar Lava-a-Hélice.
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