LULA PRESO POLÍTICO

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O modelo da direita brasileira: Trabalho semi-escravo gera lucros milionários nas prisões dos EUA. Grandes monopólios lucram cada vez mais com a exploração da mão de obra de presos, em sua maioria negros

Trabalho semi-escravo nas prisões dos EUA geram lucro para as grandes empresas


Estudo realizado recentemente aponta que cerca de 2,4 milhões de presos nos EUA estão submetidos a um trabalho forçado em condições de semiescravidão. O trabalho dos presos é uma alternativa para os grandes monopólios, como McDonalds, Wal-Mart, entre outros, a fim de se obter mais lucros, explorando a força uma mão de obra muito barata.

Como não possuem nenhum amparo sindical, os presidiários norte-americanos, em sua maioria negra, trabalham 8 horas por dia, e recebem um “salário” que vária entre 0.23 a 1.15 dólares por hora. Esta faixa de salário é seis vezes menor que o salário mínimo nos EUA, que está na faixa de 1.200 dólares. Os baixos salários não são suficientes para suprir os encargos que os presos têm na prisão, ou seja, os detentos saem dos presídios com elevadas dividas.

Hoje nos EUA, uma série de ramos utilizam produtos que são fabricados pela mão de obra prisional. Essa mão de obra constitui uma verdadeira mina de ouro para as grandes empresas que, além da pagarem salários baixíssimos, recebem isenções fiscais pelo emprego dos presos.

O McDonalds, por exemplo, utiliza uma série de produtos fabricados nos presídios, como talheres de plásticos, embalagens e uniformes. Outra grande empresa que se utiliza do trabalho forçado nas cadeias é o Wal-Mart. Mesmo a empresa alegando em sua política que não “tolera o emprego de mão de obra forçada”, a maior parte dos produtos do gênero alimentício dessa empresa do ramo de mercado, vem de fazendas prisionais, nas quais os presos são obrigados a trabalharem ao sol durante várias horas sem proteção alguma.

Outro caso é da empresa petrolífera britânica BP. Após o vazamento de 4,2 milhões de barris de petróleo no Golfo do México, em 2010, a empresa enviou presidiários, em sua imensa maioria negros, para fazer a limpeza da região a custos baixíssimos. Dentre outras empresas que se utilizam dessa forma de trabalho semiescravo estão a Nike, a Microsoft, Honda, Starbuks, entre outras.

O emprego de mão de obra forçada nas cadeias norte-americanas relaciona-se com a discussão sobre a redução da maioridade penal no Brasil. Há um lobbie gigantesco de empresas ligadas ao ramo de segurança e privatização dos presídios a favor da redução. O aumento do número dos presos e o controle das cadeias por empresas privadas abre o precedente para todo o tipo de exploração contra a população carcerária, em sua imensa maioria pobre e negra, também no Brasil.
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