LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O jogo político do STF e a plateia catatônica

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O país assiste ao circo de horrores das conspirações midiático-judiciais com um cansaço catatônico. Com o golpe parlamentar suspenso por tempo indeterminado, volta-se ao circo de sempre, com direito a um revival tedioso daquele que foi, por assim dizer, o golpismo originário: o julgamento farsesco do mensalão. Ao se recusar, por medo, tática e incompetência política (mais provavelmente os três juntos), a construir uma estratégia de combate a este golpismo, o PT e o governo deixaram a doença se espalhar e contaminar todo o Estado. Agora muitos procuradores e juízes querem fazer justiça com as próprias mãos e, para isso, dispensam provas e montam teorias ao sabor de seus desejos e rancores partidários.
Falo evidentemente do previsível circo montado para receber Henrique Pizzolato. A mídia não manda nenhum repórter à Suíça para entrevistar autoridades do país responsáveis por denunciar a existência das contas de Eduardo Cunha, um homem poderoso, porém já enviou dezenas para monitorar cada passo de um indivíduo que nunca teve qualquer poder político - quanto mais agora.
O Cafezinho acompanhou o processo de Pizzolato. Ele é, em verdade, o calcanhar de aquiles da farsa do mensalão, porque há provas fartas de que não poderia ter mexido nos recursos do Visanet e, portanto, não poderia ser o elo financeiro do esquema de caixa 2 montado pelo PT.
Pizzolato é inocente de suas acusações. É um tanto sintomático do nosso tempo que a imprensa tenha perdido qualquer compromisso em relação à busca da verdade. Se houvesse qualquer ética jornalística no país, a defesa de Pizzolato seria ouvida e a história do Brasil seria contada de maneira diferente.
Sem Pizzolato, porém, toda a farsa cai por terra, e não por outra razão o seu caso foi cercado de tanto ódio político por parte da mídia e da Procuradoria, que montou uma estratégia milionária para provar sua sua culpabilidade e lhe trazer da Italia.
O PT, por sua vez, por ver Pizzolato como figura menor no partido, fez cálculos apressados e entendeu que não havia outra chance senão oferecê-los como cordeiro para o sacrifício. Os outros réus petistas, como Dirceu, Cunha e Genoíno, jamais acreditarm que o STF chegaria onde chegou, condenando sem provas, e elaboraram estratégias individualizadas, ao invés de montarem uma estratégia coletiva para desmontar o mérito de toda a peça de acusação.
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