LULA PRESO POLÍTICO

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Aumento do investimento brasileiro em educação é destaque no mundo. Pesquisa do relatório "Olhar sobre Educação" revela que país está em os três que mais investiram entre 2005 e 2012

Por Márcio de Morais, via Agência PT de Notícias
Pesquisa internacional da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada nesta terça-feira (24) aponta o Brasil como um dos três países que promoveram o maior crescimento proporcional em investimentos na educação pública, entre 34 pesquisados.
A pesquisa, que avaliou o sistema educacional de 34 países, mostra que em 2012 os gastos públicos brasileiros com educação chegaram a 17,2% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 13,3% do PIB registrados sete anos antes, em 2005.
No período, o aumento dos investimentos em educação no Brasil foi de quase 30%. Apenas o México e Nova Zelândia tiveram resultado proporcionalmente melhor que o brasileiro, segundo a nova edição do estudo “Education at a glance” (“Olhar sobre a educação”, numa tradução livre).
“O Brasil está gastando quase 20% em educação ao ano, é o terceiro país que mais gasta. Quando vemos esse dado na comparação internacional, vemos como mudamos de 2000 para cá. O que gastamos em educação básica era necessário porque gastávamos muito pouco”, disse ao portal “G1″ o presidente do Inep, Chico Soares.
A OCDE foi fundada no pós-guerra, em 1948, para gerenciar o plano para recuperação da Europa. Os países-membros da OCDE são considerados “ricos”.
No mesmo ano (1948), de acordo com a pesquisa, os investimentos em educação básica no Brasil chegaram a 4,7% do PIB, contra a média de 3,7% dos 33 países membros da OCDE. Entre 2005 e 2012, o investimento por aluno da educação básica no Brasil cresceu 210%, contra crescimento de médio de 121% dos países da organização.
Apesar do grande avanço brasileiro e dos US$ 3 mil (ou R$ 11,13 mil, na cotação de hoje) gastos pelo Brasil com cada aluno do ensino básico, relatados pela OCDE, o valor ainda é baixo se comparado aos investimentos de US$ 8,2 mil (ou R$ 30,42 mil) por aluno nos países-membros da instituição, em sua maioria europeus.
A entidade aponta como um dos maiores problemas da educação brasileira a ausência de grande quantidade de jovens, na idade entre 15 e 29 anos, da escola. A geração ‘nem-nem’ (nem estudam, nem trabalham) atingia mais de 20% dos brasileiros em 2013, segundo o estudo.
“Só lamentamos esse dado. As nossas taxas de abandono da escola são altas, e todo o planejamento é para tornar o ensino médio mais útil. É nesse sentido que o Plano Nacional de Educação sinaliza, disse Soares.
Desde 2012 o Brasil é inscrito na instituição como um dos seus 50 países não-membros, com status de cooperador, observador ou participante de suas comissões. Nessa mesma condição aparecem desde 2007 os países do grupo Brics (além do Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul).
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