LULA PRESO POLÍTICO

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Praticar exercícios, comer bem e manter hábitos saudáveis... SQN

Eu posso ser feliz com o meu corpo

Por Itárcio Ferreira, em seu blog

A sociedade capitalismo, orácula do pensamento único, impõe modelos a todos os aspectos da nossa vida cotidiana, dentre estes modelos está o do corpo impecável, tanto para homens, mas principalmente para mulheres.

Os corpos dos homens e mulheres devem ter uma determinada forma: sarados, malhados, coxas grassas para ambos, seios fartos para as mulheres, barriga trincada, etc., um ideal dificílimo, na maioria das vezes, impossível de ser alcançado por reles humanos. E para aqueles que ficam fissurados no modelos photoshopados, a dedicação a uma vida exclusivamente em academias e uma alimentação a base de produtos que ajudam na definição de um corpo “bonito”, requer dedicação diária, um virtuosismo corporal.

Muita gente tem reagido a isto, vários artigos e textos, de qualidade, publicados em sites e blogues, inclusive vários que tenho o habito de visitar, acionam o sinal vermelho, argumentão contra a necessidade do modelo corporal fetichista, mostram os reais interesses capitalistas, comerciais e de alienação por traz da loucura de se adquirir um corpo “perfeito”.

Mas, mesmo os articulistas sérios, preocupados com a loucura de se transformar um corpo normal em outro, parecido com o Hulk, sempre batem na mesma tecla, como uma outra “verdade” absoluta: praticar exercícios, comer bem e manter hábitos saudáveis.

Da mesma forma que a busca de um corpo photoshopado é impossível, o tripé: praticar exercícios, comer bem e manter hábitos saudáveis é uma forma de padronização e de ditadura.

Por que “devo” dogmaticamente praticar exercícios? Por que devo, comer bem, aliás, o que seria comer bem quando vivemos cercados de transgênicos e agrotóxicos? Por que manter hábitos saudáveis, sob pena de reprovação social, se no meu trabalho, no trânsito, na leitura diária da grande mídia meu estresse chega a mil?

Uma maneira de se viver, por mais saudável que possa parecer, não pode e não deve ser imposta a todos como a correta.

Duas coisas para finalizar; a primeira, só poderemos nos alimentar bem no dia em que os alimentos pararem de ser uma mercadoria, e isto no capitalismo é impossível. A segunda, não ditem regras de como devo viver a minha vida, as nossas vidas.
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