LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Vítimas pouco conhecidas da loucura nazista. Nos anos em que Hitler dominou a Noruega, o Projeto Lebensborn de "pureza racial" foi levado a cabo no país.



A exposição “Mãe Alemã: Você Está Pronta?”, organizada na cidade de Delmenhorst, trata da vida cotidiana nas unidades da Lebensborn durante o período nazista. Ao lado da figura de uma mãe que amamenta o filho, está uma frase de Hitler: “Cada criança que uma mãe traz ao mundo significa uma batalha vencida para a continuidade do seu povo.”
Na Alemanha nazista, o Projeto Lebensborn foi um dos diversos programas lançados por Heinrich Himmler, braço direito de Hitler e arquiteto do holocausto, destinados a provar e consolidar a teoria nazista da “raça pura” – a raça ariana. Quando acabou a Segunda Guerra Mundial, soube-se que tal programa consistia na criação de residências secretas para que homens e mulheres “racialmente puros” copulassem. As crianças nascidas no âmbito do programa seriam criadas e educadas pelo Estado alemão, e destinadas a formar o núcleo de uma “raça forte”, puramente ariana. Administrada pela SS, a política do Lebensborn foi imposta também a outros países europeus, entre os quais a Noruega e a Polônia.
Encerrada há mais de 60 anos, a Segunda Grande Guerra é, para os mais novos, apenas um episódio longínquo da história mundial. No entanto, o confronto que mobilizou todo o planeta ainda deixa diversos vestígios, alguns dos quais, ocultos por décadas nos países envolvidos, vêm à tona aos poucos. Uma dessas histórias é a das crianças lebensborn (fonte da vida, em alemão) na Noruega, os filhos de militares nazistas com norueguesas concebidos durante o domínio do Terceiro Reich sobre o país escandinavo.
German Violetta Wallenborn mostra uma foto de si mesma, quando menina, nos braços de seu pai, durante uma visita a uma das casas da Lebensborn, na Alemanha. Ela nasceu numa casa da organização, na Noruega. Paul Hansen, 66 anos, era a criança Lebensborn nº 1.077, na Noruega. Fazia parte do projeto nazista para a criação de uma raça superior. Paul cresceu num asilo para pessoas com problemas mentais, embora fosse uma criança absolutamente normal. Seu pai era piloto da Luftwaffe e sua mãe era uma jovem norueguesa.
Entre 1940 e 1945, o governo norueguês exilou-se na Grã-Bretanha e uma administração títere de Berlim tomou seu lugar. Oficialmente, os invasores despertaram ojeriza na população e muitos noruegueses participaram da resistência contra eles. A história dos lebensborn noruegueses, porém, ficou soterrada por décadas, e só emergiu graças à coragem de alguns deles, que ousaram desafiar a postura oficial de ignorá-los.
TAMBÉM CONHECIDOS na Noruega como krigens bam, os lebensborn foram uma conseqüência até certo ponto natural da chegada de cerca de 500 mil nazistas a um país cuja população, em 2007, rondava os 4,6 milhões de habitantes. Mas sua origem vem de dezembro de 1935, quando a Sociedade Lebensborn foi fundada na Alemanha por Heinrich Himmler, comandante da SS, a tropa de elite do regime nazista.
A Sociedade integrava o projeto de Himmler de criar um “futuro ariano” para o Terceiro Reich, ao mesmo tempo em que contornava um declínio da taxa de natalidade na Alemanha.
Após o conflito, milhares dessas mulheres tiveram seu cabelo cortado e FORAM OBRIGADAS a desfilar pelas ruas sob os gritos de “prostitutas alemãs”
Os militares recebiam incentivos para ter mais filhos tanto na pátria quanto nos países ocupados, principalmente na Escandinávia, cujas características genéticas (louros de olhos azuis) eram vistas como arianas clássicas.
O governo de Berlim lhes assegurava que cuidaria da criança caso o pai não quisesse casar com a mãe ou já tivesse esposa na Alemanha. A Sociedade Lebensborn não só pagava os custos do parto como fornecia ajuda em dinheiro e objetos como carrinhos e camas de bebê. Os frutos dessas relações – mais de oito mil pessoas conhecidas – seriam, portanto, uma elite racial.
As norueguesas que se envolveram amorosamente com os nazistas não eram bem vistas pelo resto da população. O governo do país no exílio tampouco ignorou o tema, alertando via transmissões de rádio que “as coisas ficariam cada vez mais desagradáveis para elas depois que os alemães deixassem a Noruega”. Foi o que aconteceu. Após o fim do conflito, milhares dessas mulheres tiveram seu cabelo cortado e foram obrigadas a desfilar pelas ruas sob os gritos de “prostitutas alemãs”. Muitas perderam o emprego e foram presas ou confinadas, ficando traumatizadas pelo resto da vida.
À esquerda, Gerd Fleischer, que criou uma organização voltada para a defesa dos lebensborn. Acima, uma das maternidades da Lebensborn, em Wernigerode, Alemanha Ocidental. Mais de mil crianças nasceram nessa clínica. Selecionadas pelas suas “qualidades arianas”, elas eram entregues pelos pais às autoridades nazistas do programa para receber uma educação especial. (Fotos não disponíveis na matéria).
LOGO DEPOIS DA guerra, o governo norueguês tentou deportar os lebensborn para a Alemanha, mas a miséria imperante no país levou os aliados a vetar a proposta. Como a ideia seguinte – enviá-los para a Austrália – também não deu certo, o destino encontrado foram instituições para crianças abandonadas, orfanatos ou, pior ainda, hospitais para doentes mentais.
Segundo as autoridades da época, as mulheres que haviam tido relações com os soldados nazistas deviam ser retardadas mentais, deficiência que também afetaria seus filhos. Nas descrições de vida dessas pessoas – hoje na casa dos 60 anos -, maus-tratos, abusos físicos e mentais foram rotina.
Somente há alguns anos um grupo de lebensborn decidiu procurar a Justiça norueguesa para lutar contra o que considera a cumplicidade do governo do país na sua tragédia. Foi a partir daí que se passou a conhecer a trajetória desses párias em sua própria terra.
Gerd Fleischer exemplifica bem esse drama. Como a mãe descendia de lapões (o povo de origem tártara que habita o norte da Escandinávia), a SS não havia permitido que ela fosse enviada à Alemanha para adoção.
Seus primeiros anos de infância, com a mãe na vila natal, foram tranquilos, mas a sua situação mudou muito com a derrota nazista. Quando a sua mãe se casou com um ex-combatente da resistência local, as surras e maus-tratos que já sofria na escola passaram a fazer parte também do cotidiano doméstico.
Gerd fugiu de casa aos 13 anos e viveu um bom tempo como sem-teto. Com 18 anos, saiu do país e apenas voltou 18 anos depois. Durante esse período, reconstruiu a vida e localizou seu pai alemão – que negou conhecê-la ou à sua mãe. Gerd levou-o aos tribunais, e só assim ele assumiu a paternidade.
Heinrich Himmler e sua filha Gudrun durante um festival em Berlim - (Fotos não disponíveis na matéria), em março de 1938. Alto oficial nazista, braço direito de Hitler, Himmler foi um dos principais idealizadores de programas de seleção racial como o Lebensborn e o holocausto de judeus, ciganos e de outras minorias sociais durante os anos do nazismo.
Quando voltou para a Noruega, Gerd levava – além de dois meninos de rua que adotara no México – a firme resolução de levar à Justiça casos como o seu. Ela criou uma organização, Seif (abreviatura em inglês de “Auto-Ajuda para Imigrantes e Refugiados”) para, em suas palavras, “lutar por justiça para todos”.
Paul Hansen viveu outra faceta dessa tragédia. Ele foi internado em um hospital para doentes mentais e, quando saiu de lá, 20 anos depois, já havia perdido todas as oportunidades de educação normais a uma pessoa de sua idade. Hoje em dia, Hansen trabalha como zelador em uma universidade. Ele integrou o primeiro grupo de lebensborn a levar o governo norueguês aos tribunais, no início deste século.
WERNER THIERMANN nasceu em 1941, da relação de um sargento nazista com uma funcionária norueguesa da base alemã em Lillehammer. Ele nunca conheceu o pai, transferido para a frente russa logo após a mãe ficar grávida. Quando a guerra acabou, sua mãe foi confinada e o garoto passou sua infância entre orfanatos e instituições para crianças abandonadas, sofrendo todo tipo de abuso.
Até hoje, o máximo que as ações dos lebensborn conseguiram foi a oferta, para alguns deles, de uma pequena quantia de dinheiro a título de compensação. A alegação oficial – aceita inclusive na Corte Européia de Direitos Humanos, no ano passado (que absurdo) – é que esses incidentes ocorreram muito tempo atrás.
A advogada das “crianças da guerra”, Randi Spydevold, não se conforma com isso: 
“Há uma hipocrisia no coração da Noruega, lar do Prêmio Nobel da Paz, um país que se orgulha de resolver conflitos ao redor do mundo, mas se recusa a reconhecer as suas próprias vítimas da guerra.”
Os testemunhos dos lebensborn – que agora começam a se espalhar por sua vontade, na expectativa de que nunca mais haja discriminação em casos semelhantes – mostram que as marcas de crimes como esses nunca prescrevem numa vida.

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sábado, 17 de dezembro de 2016

A foto do grande "escadista" que ficará na História

Corajoso 

Majestades imperiais: o super salário de promotores e juízes e o abuso de autoridade


Via DCM

Por Joaquim de Carvalho

Em maio deste ano, depois de abrir um inquérito civil para investigar super salários na Prefeitura de Sorocaba, interior do Estado de São Paulo, o promotor de justiça Orlando Bastos Filho mandou um ofício duro ao prefeito da cidade: “Que fique claro, desde logo, que não será aceita eventual alegação de sigilo: uma, porque detém o MP constitucionalmente poder de requisição; duas, porque os vencimentos de servidores públicos é informação pública; por fim, porque são até publicados, considerando a lei de acesso à informação.”

Conhecido na cidade pelo rigor com que fiscaliza o poder público, Orlando Bastos Filho acaba de ter seu nome divulgado na lista de super salários do Ministério Público do Estado de São Paulo: em outubro, seus vencimentos foram de R$ 107 mil brutos, incluídos nesse pagamento vantagens como indenização, vale-alimentação, auxílio-moradia, auxílio-livro, auxílio-funeral, pagamento de diárias, remunerações retroativas, duas férias anuais.

O promotor Bastos, que conduz também uma investigação sobre gastos dos vereadores da cidade com carros oficiais, telefones e verbas de indenização, está longe de ser uma exceção no Ministério Público de São Paulo (e muito provavelmente nos Ministérios Públicos de outros Estados e no Ministério Público Federal).

Em outubro, dois outros promotores ganharam mais do que ele – os maiores vencimentos foram de R$ 130 mil. Oitenta por cento dos promotores e procuradores do Estado de São Paulo teriam vencimentos acima do teto constitucional.

A revelação dos super salários dos promotores e procuradores, feita pelo site da Agência Pública, é uma oportunidade para debater a questão das prioridades dos gastos públicos.

No orçamento do Estado para 2017, estão previstos os gastos de R$ 2,3 bilhões com o Ministério Público de São Paulo – o dobro do que será destinado para pastas como Agricultura, Meio Ambiente ou Habitação ou três vezes mais que o Estado pretende gastar com a Secretaria de Cultura.

É óbvio que o Ministério Público é absolutamente indispensável na sociedade democrática. Mas ganhar muito acima da média salarial do país, cerca de 2.300 reais, está correto?

Até que ponto um servidor público com salário até 50 vezes maior que a média do País está em condições éticas de exigir austeridade dos demais agentes públicos?

Este é o debate que também precisa ser feito.

Ou, então, precisamos resgatar os artigos 98, 99 e 100 da primeira Constituição do Brasil, a Imperial de 1824. É só trocar a palavra imperador por promotor, procurador ou juiz que fica perfeito para os dias atuais:

– O Poder Moderador (promotor, procurador e juiz) é a chave de toda organização política e é delegado privativamente ao imperador (promotor, procurador e juiz), como chefe supremo da Nação, e seu Primeiro Representante, para que incessantemente vele sobre a manutenção da Independência, equilíbrio, e harmonia dos demais Poderes Políticos.

– A Pessoa do Imperador (promotor, procurador e juiz) é inviolável, e sagrada: Ele não está sujeito à responsabilidade alguma.

– Os seus títulos são Imperador Constitucional, e defensor Perpétuo do Brasil e tem o tratamento de Majestade Imperial.

Depois de rejeitar a discussão da hipótese de enquadramento por crime de abuso de autoridade e passarem batido na questão do teto salarial intra corporis, promotores, procuradores e juízes se investiram, na prática, da Majestade Imperial.

Até quando?

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O dilema da direita


A pobreza em Cuba



Às vezes me perguntam sobre o que vi de pobreza em Cuba. E eu acho que essa é uma pergunta curiosa porque me fez pensar sobre o que é pobreza. Ora, no nosso contexto brasileiro, riqueza é uma associação de bens materiais a uma situação de segurança e bem estar. Pobreza envolve muito mais do que a falta de bens. Pobreza envolve morar num local arriscado, conviver com deslizamento de morros, tiroteios,com o medo de ser desalojado. Envolve estar mais vulnerável a estupros, à violência, à exploração sexual. Envolve perder horas apertado em um transporte público caro e de má qualidade. Muitas vezes envolve passar fome,envolve se desesperar por não ter acesso à medicamentos e cuidados médicos. Envolve não ter lugar adequado para deixar seu filho. 

E principalmente, pobreza na sociedade de consumo está associada à baixa auto-estima. Os ricos dizem que são ricos porque eles ou os pais deles trabalharam, fizeram esforço, logo se você é pobre é por que não trabalhou, não é inteligente, não é esforçado. Uma ideia tristemente enraizada.

E eu me lembro dessa foto (acima) numa comunidade rural de Havana, As crianças dormindo na creche. Crianças com mais de um ano, porque lá a licença materna ou paterna é de um ano. Crianças que poderão praticar esportes, dançar ballet, independentemente dos pais terem dinheiro para pagar escolinha. Lembro dos idosos nas casas de abuelos compartilhando tantas lembranças. Lembro da tranquilidade com que a gente andava à noite na estrada.

Então quando me perguntam se em Cuba tem muita pobreza eu respondo que na verdade o que Cuba tem é outro tipo de riqueza.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A História não contada dos Estados Unidos

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Ninguém teve mais experiência direta na intervenção em outros países do que Smedley Butler, naquele momento, general de divisão do Corpo de Fuzileiros Navais. Ele era adorado por seus homens que começaram a chamá-lo de "Old Gimlet Eye" [velho de olhar penetrante] depois de ele ter sido acometido por uma febre tropical em Honduras que deixou seus olhos injetados. E, no final de sua carreira longa e cheia de condecorações, Butler refletiu sobre seus anos na ativa. 

Em seu livro, War is a racket, ele revelou: 

"Passei 33 anos e quatro meses no serviço ativo como membro do Corpo de Fuzileiros Navais, a força militar mais ágil dos Estados unidos. Servi em todos os postos, desde segundo-tenente até general. E, nesse período, passei a maior parte do meu tempo como capanga de alto nível para as grandes empresas, para Wall Street e para os banqueiros. Em resumo, eu era um escroque, um gângster a serviço do capitalismo. Na ocasião, suspeitei que fizesse parte de um negócio ilícito. Agora, tenho certeza. Como todos os membros da profissão militar, jamais tive um pensamento próprio até deixar o serviço. [...] Em 1914, ajudei a tornar o México, principalmente Tampico, um lugar seguro para os interesses petrolíferos norte-americanos. Ajudei a converter o Haiti e Cuba em lugares decentes para os rapazes do National City Bank poderem auferir lucros. Ajudei no estupro de meia dúzia de repúblicas centro-americanas em benefício de Wall Street. A folha corrida de negociatas é longa. De 1909 a 1912, ajudei a 'limpar' a Nicarágua em nome dos interesses da casa bancária internacional dos Brown Brothers. Em 1916, na República Dominicana, trabalhei em favor dos interesses açucareiros norte-americanos. Na China, ajudei a assegurar que a Standard Oil continuasse a agir sem ser molestada. Naqueles anos, fazia, como as pessoas que agem nas sombras diriam, negociatas excelentes. Olhando para trás, acho que poderia ter dado algumas sugestões para Al Capone. O melhor que ele poderia fazer era explorar seu negócio ilegal em três distritos. Eu atuava em três continentes".

Ao longo dos anos, a franqueza custaria caro a Butler: ele foi preterido como comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, que deixou em 1931 sob a sombra da discórdia.


(STONE, Oliver; KUZNICK, Peter. A História não contada dos Estados Unidos. Tradução: Carlos Szlak. São Paulo: Faro Editorial, 2015, pg. 23-24)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

TRUMP E A DEMOCRACIA MADE IN USA

Donald Trump vence as eleições dos Estados Unidos

Por Itárcio Ferreira, em seu blog

Trump é igual a Hillary, que é igual a Obama, que é igual a Bush que é igual a toda quadrilha. Quem não rezar pela cartilha de Wall Street e do complexo industrial militar é convidado a sair de cena. Lembram de Kennedy? Aquele mesmo que apoiou e financiou o golpe fascista de 1º de abril de 1964. Obama, honrando a tradição, apoiou e financiou o golpe de Temer et caterva.

Donald Trump foi eleito ontem, 08/11/2016, presidente dos EUA, a maior potência bélica do mundo. O país mais agressivo e carniceiro da história mundial. A democracia made in USA mostra a sua verdadeira face: a viagem rumo ao fascismo. O capitalismo não é compatível com a verdadeira democracia.

Hitler, Mussolini e Temer não chegaram ao poder através do voto popular, o que é uma contradição aos princípios da chamada democracia ocidental ou estadunidense, “todo poder emana do povo”. Mas sim através de manobras escusas, ilegais e inconstitucionais, através de golpes, apoiados em instituições republicanas corroídas, acovardadas, cooptadas, a grande mídia, grandes empresários, etc. Trump chegou lá através do voto. Este fato é um marco  na história do colapso de um modelo falido de democracia representativa.

Seria a eleição de Trump um sinal de que este modelo se esgotou? Claro que não. Este sinal está aí faz tempo, só não enxerga quem não quer sair da caixinha, por interesse ou alienação. É que agora a coisa ficou clara, desenhada. Ninguém, a não ser com muita má-fé ou muito interesse vai negar tal marco histórico.

Não só nos EUA, que já elegeu outros Trumps, a exemplo de Reagan, Bush e Obama, mas também no Brasil, a exemplo de Collor e FHC II, o poder econômico é quem determina, no lugar do povo, para onde o pêndulo da vitória deve indicar o movimento não alternado.

A diferença entre Trump e Reagan, Bush, Obama, Collor, FHC II, Temer é o discurso. Trump diz tudo o que pensa, nem tem papas na língua e sabe que muitos ouvidos estão ansiosos por suas palavras, os outros são hipócritas, mas tão ou mais canalhas. Trump não se preocupa com as críticas de ninguém a sua verborragia fascista, racista, xenófoba, misógina. O seu discurso encontra um leito macio preparado na população que foi inflamada pelo ódio através de uma mídia canalha e monopolista, cá e lá. Quem acha que a mídia dos EUA é plural, se engana. Lá como cá existem as Globos golpistas. Vamos ler mais Noam Chomsky.

Mas, fica a pergunta: existem outras formas de se exercer a democracia? Existem sim, com certeza. Algumas que até nós desconhecemos historicamente, pois, poucas e selecionadas informações nos são repassadas sobre os países que estão fora do eixo dos EUA, Europa ocidental e Israel. Cito dois exemplos: a Venezuela e a ex-Líbia. Mas tudo que vai de encontro ao pensamento único é demonizado pela grande mídia hegemônica e cristã a serviço do capital.

Tanto na Venezuela quanto na ex-Líbia os conselhos populares tinham, ou têm, vez e voz. Na Venezuela existem cinco poderes republicanos: Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Conselhos Populares; na ex-Líbia, destruída e saqueada pelos EUA, Inglaterra e França, que dividiram o butim, existiam centenas de conselhos ou mini-congressos que tinham a última palavra sobre qualquer assunto, sendo suas decisões soberanas inclusive para o ex-presidente Kadafi.

Por coincidência, as formas de democracia que fogem ao modelo estadunidense foram implantadas em países, ou ex-países, como a Líbia, inimigas da grande mídia e dos EUA e seus lacaios aliados: Inglaterra, França e a Arábia Saudita, está última a pior e mais cruel ditadura existente hoje no planeta e aliada do Grande Satã.

A eleição de Trump não muda nada, tanto nos EUA quanto no mundo. A população estadunidense continuará a empobrecer; continuará a não ter um sistema de saúde pública; continuará sem vez e sem voz e sempre a serviço de Waal Street. As guerras de saque continuarão a acontecer; a onda de ódio, junto com o crescimento do fascismo, continuarão a aumentar, até que um tsunami nos conduzam a uma guerra mundial: ocidente versus Rússia e China ou a um mundo distópico dos nossos piores pesadelos.

Quem mada nos EUA não é o presidente eleito ou o congresso, os chefões são Wall Street e o complexo industrial militar, ou seja, dinheiro, guerras e drogas, todos os outros atores são apenas paus mandados, ou como diz o jornalista Paulo Nogueira, do DCM, fâmulos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Professor Waldir Rampinelli: Donald Trump e o fim da democracia burguesa

DILMA E O GOLPE

Resultado de imagem para DILMA E ZE CARDOSO

Por Itárcio Ferreira, em seu blog

Um amigo, a quem muito considero, diante uma minha afirmação de que Dilma-2, era a principal culpada pelo golpe do impedimento, disse que minha análise era “reducionista”.

Vejamos dois cenários pré-golpe.

Não vamos aqui falar do “mensalão petista”, o começo de tudo, do golpe ao estado de exceção que se aprofunda cada dia mais diante da complacência das instituições corroídas da ex-república brasileira. O mensalão é da “ossada” de Lula.

Primeiro cenário: Dilma, diante da ameça do golpe; dos avanços seletivos, e fascistas, da lava jato; diante da perseguição a Lula, pelo juiz (sic) Moro, pelos procuradores (sic) federais, diante da omissão criminosa dos tribunais superiores e do STF; em conformidade com o seu discursos na reta final das eleições, convoca seus eleitores e toda a sociedade a reagirem ao eminente golpe, já testado em Honduras e Paraguai; convoca os movimentos sociais a saírem as ruas; determina seus ministros a tomarem todas as providências, dentro do permitido pelo estado democrático de direito, para que confrontem as ações ilegais de seus subordinados, mormente, o ministro da justiça a botar ordem na polícia federal, entre outras ações. Apesar de tudo, o golpe acontece.

Segundo cenário: Dilma faz de conta que todo corre na maior normalidade democrática, apesar dos fatos indicarem o contrário; o ministro da justiça, Zé Cardozo, idem. Jornalistas, cientistas sociais, políticos, juízes e procuradores democratas, movimentos sociais, sociedade civil, eleitores alertam para o golpe e pedem uma reação do governo, mas, nada. O golpe acontece.

No primeiro cenário a observação de que Dilma seria a maior culpada pelo golpe seria, não apenas, reducionista, mas, idiota, burra, pura má-fé.

No segundo cenário não. Apenas uma conclusão baseada nas ações golpista, anunciadas desde o julgamento do mensalão versus as não-reações do governo Dilma-2: governo omisso, covarde, falacioso – vide as promessas e discursos antes das eleições e as medidas neoliberais implantadas na prática, após as eleições.

É natural que quem se sente ameaçado reaja, é um instinto de sobrevivência. Repito: é natural.

Claro que os comandantes do golpe são os eua, interessados no nosso petróleo, nas nossas reservas de água e com o perigo que representaria um Brasil não subserviente aos seus interesses e integrado ao BRINCS. Blá, blá, blá, blá.

Claro que todos sabem quem são os empregados do Tio Sam aqui no Brasil, a grande mídia, os rentistas, igrejas neopentecostais, grande parte do judiciário, grande parte do ministério público, polícia federal, o STF, etc. Blá, blá, blá, blá.

Blá, blá, blá, blá, ou seja, todos sabiam que havia um golpe em andamento. 

Considerar reducionista a afirmação de que o governo Dilma-2 foi o maior culpado pelo seu impedimento, para mim, é uma argumentação falaciosa. Com todo o respeito e carinho pelos que pensam de forma diversa.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Nunca dantes houve tantas ocupações

[PROGRAMA #27 DCM NA TVT] Miruna: "Meu pai foi preso porque era preciso ...

Sobre invasões e ocupações



Quando um país invade outro país dá-se o nome de invasão, correto?
Errado.

Quando um grupo de famílias realiza assentamentos em terras improdutivas dá-se o nome de ocupação, correto?

Errado.

De acordo com os pilantras da mídia, quando um país invade outro país dá-se o nome de incursão.

Veja-se o caso das invasões americanas e israelenses. 

E essa mesma mídia quando brasileiros ocupam terras improdutivas denomina o fato de invasão. Ou seja, quando você invade e arrasa um país e assassina sua população não realiza uma invasão, mas incursão. E quando você ocupa uma terra improdutiva para fazê-la produzir você não realiza uma ocupação, mas invasão.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Quem vai calar primeiro?

Ana Júlia, a menina que calou a hipocrisia dos marmanjos



Feliz aniversário, Lula!






Queria hoje desejar feliz aniversário a uma pessoa que foi mais importante pra minha vida do que 99,7% dos "amigos" da minha timeline, que pela primeira vez me fez sentir a vontade em meu próprio país, que me deu a sensação de poder olhar para o sofrimento e injustiça à minha volta e imaginá-lo como provisório, que me fez acreditar que o miserável de hoje seria o pobre de amanhã e a classe média do futuro. Obrigado Lula. Você nunca deixou de ser o menino retirante da seca. O que você fez com o que a vida lhe deu nenhum de nós faria em dez encarnações. Os que te perseguem são lixo humano. A sensação que você deu a milhões de brasileiros eles não esquecerão. Nossa história só começou.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O STF É UMA VERGONHA...SÓ ISSO!

O FIM DO BRASIL E O SUICÍDIO DO ESTADO


Por Mauro Santayana, em seu blog

Dizem que um chefe mafioso, famoso por sua frieza e crueldade no trato com os inimigos, resolveu dar ao filho uma Lupara, uma típica cartucheira siciliana, quando este completou 15 anos de idade.

Na festa de aniversário, apareceu o filho do prefeito, que havia ganho do alcaide da pequena cidade em que viviam, ainda nos anos 1930, um belo relógio de ouro.

Passou o tempo e um dia, como nunca o visse com ela, Don Tomazzo perguntou a Peppino pela arma.

Como resposta, o rapaz enfiou, sorrindo, os dedos no bolso do colete e tirando para fora um reluzente pataca "cebola", respondeu-lhe que a havia trocado com o filho do Prefeito pelo Omega dourado.

- Ah, si? 

Gritou-lhe o pai, furioso, lascando-lhe sonora bofetada. 

- E che va fare se, al andare per la strada, passa alcuno e lo chiama di cornutto? Que sono le dua e mezza, cáspita?

Esse velho "causo" italiano nos vem à memória, em função da lastimável notícia de que a Câmara dos Deputados acaba de aprovar e enviar ao Senado a PEC 241, que limitará à inflação os gastos do Estado brasileiro nos próximos 20 anos.

Nem mesmo nos Estados Unidos, um dos países mais endividados do  mundo, com quase o dobro da dívida pública brasileira, existe um limite automático para o teto de endividamento nacional, bastando que este seja renovado ou aumentado pelo Congresso.

Como afirmamos em outro texto sobre o mesmo tema, publicado em julho deste ano, com o título de DÍVIDA PÚBLICA E ESTRATÉGIA NACIONAL - O BRASIL NA CAMISA DE FORÇA, não existem nações fortes sem estado forte, e isso nos lembra, novamente, os EUA, que tem 5 milhões de funcionários públicos apenas no Departamento de Defesa.

Se formos considerar o "ocidente" não existem nações desenvolvidas sem alto endividamento, como é o caso dos países do G-7, todos com dívidas públicas brutas ou líquidas maiores que a brasileira, a começar pelo Japão, com 230% do PIB e, mais uma vez, pelos EUA, de quem somos - apesar de estarmos "quebrados" como afirma a toda a hora o governo e a mídia - o quarto maior credor individual externo.

É compreensível que os inimigos da Política, enquanto atividade institucionalizada, defendam, estupidamente, a diminuição do papel do Estado no contexto da sociedade brasileira, e, por meio dele, a diminuição do poder relativo do povo, com relação a outros setores e segmentos, como os banqueiros e os mais ricos, por exemplo.

O que não se pode entender é que os próprios deputados e senadores sabotem, de forma suicida, o seu poder real e o de barganha, enxugando os recursos de que dispõem o Congresso e o governo, e, em última instância, o Estado, para atender seus eleitores, cumprir o seu papel e determinar os rumos do país e o futuro da sociedade brasileira.

O problema não é apenas a questão social, à qual se apega a oposição, quando cita a ameaça que paira, com essa PEC, sobre a educação e a saúde.

Muito mais grave é, como dissemos, o enfraquecimento relativo da soberania popular exercida por meio do voto pela população mais pobre.

E, estrategicamente, o engessamento suicida do Estado brasileiro, em um mundo em que, como provam os países mais desenvolvidos, não existe cresimento econômico sem a presença do governo no apoio a empresas nacionais fortes - vide o caso da Europa, dos EUA, da China, dos Tigres Asiáticos - em áreas como a infraestrutura, a tecnologia, a Ciência, e, principalmente, a Defesa.

Temos que entender que não somos uma republiqueta qualquer. 

Que nos cabe a responsabilidade de ocupar - sem jogar pela janela - o posto de quinto maior país do mundo em território e população, que nos foi legado, à custa de suor e de sangue, pelos nossos antepassados.

Se formos atacados por nações estrangeiras - que não estarão à mercê de semelhantes e estúpidas amarras - se formos insultados e ameaçados em nossa soberania, o que vamos fazer quando precisarmos, por meio de endividamento - como fazem os Estados Unidos a todo momento - aumentar a produção de material bélico e armar as nossas forças contra eventuais inimigos externos?

Esperar 20 anos, para que se extinga a validade dessa lei absurda que estamos votando agora?

Ou gritar, para os soldados estrangeiros, quando estiverem desembarcando em nossas praias, o índice de inflação do ano anterior, e, como o filho do mafioso siciliano, informar que horas são quando eles estiverem nos chamando de imbecis, agredindo nossos filhos e estuprando nossas mulheres?

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Geoffrey Robertson diz que Moro usa métodos inquisitoriais que não seriam aceitos “em nenhum lugar do mundo”

robertson

Por Fernando Brito, em seu blog
O advogado britânico-australiano Geoffrey Robertson  gravou um vídeo onde, com toda a serenidade, expõe as razões pelas quais o ex-presidente Lula não terá um julgamento justo se este for feito por Sérgio Moro.
Quase dois meses depois de ter sido contratado pelo ex-presidente para defende-lo na Corte de Direitos Humanos da ONU e estudado os processos, Robertson diz que Moro age politicamente, servindo-se de prerrogativas de prender pessoas até confessarem e que pratica métodos que lembram a Inquisição Portuguesa – que o Portugal moderno, obvio – abandonou.
É muito interessante porque, vindo de quem vem – um dos mais renomados advogados do mundo – não é uma opinião passional, nem sequer “esquerdista”.
Geoffrey Robertson só pode ser acusado de uma ligação, pela sigla QC com que completa sua assinatura. Significa Queen’s Counsel, conselho da Rainha, neste caso, Elizabeth II, honraria  com que se distinguem os mais renomados advogados daCommonwealth . 
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Lula e Dilma criaram o pior STF da história



Por conta de Lula e Dilma, STF é um lugar cheio de ministros e ministras medíocres


Na área jurídica, os governos Lula e Dilma foram marcados por um profundo endurecimento dos aparelhos de repressão do Estado e de suas instituições jurídicas, medidas que culminaram como uma das protagonistas na série de ações e reações que levaram à queda do petismo da Presidência da República. Os ex-presidentes também foram responsáveis por falta de avanços, quando não retrocessos, em áreas que a pauta progressista demorará muitos anos para ter a possibilidade de fazer algo diferente, como, por exemplo, a questão carcerária e a política de drogas.

Essa introdução-conclusão é necessária para entender o fato de todos os dias termos que lidar com ministros do Supremo Tribunal Federal medíocres no campo cognitivo. São reprodutores do senso comum reacionário e estão sendo responsáveis por um dos maiores rompimentos formais das instituições com a Constituição Federal. Ultimamente, vale tudo.

Por isso que o caro amigo Professor da PUC/MG, Leonardo Yarochewski, acertou em cheio quando pediu Merval Pereira, comentarista político da Globo News, para uma das cadeiras do Supremo. Já que é para esculhambar e jogar para a galera, que pelo menos seja sem cinismo.

Indicada por Lula, Cármen Lúcia está cumprindo essa tarefa de forma visceral. Em uma semana, adiantou voto e campanha pela PEC 241, além de montar um gabinete com forças armadas, polícias, Ministério Público Federal e OAB para discutir segurança pública – tenho medo das conclusões que sairão de uma reunião com tanta gente surfando a onda do populismo reunida. Para se ter uma ideia da gravidade de uma ministra do STF encampar a liderança por segurança pública, Cármen foi corrigida pelo ministro da defesa, Raul Jungmann, sobre a inconstitucionalidade do exército em fazer a segurança nas ruas. Ministra do Supremo corrigida pelo Ministro da Defesa. Que tempos vivemos…

Cármen é uma indicação semelhante à desastrosa de Joaquim Barbosa, primeiro negro a ser ministro da Corte que se tornou “herói” da grande imprensa e agora encara o ostracismo por falar o que ela não quer ouvir. Ambos são a escolha branca acrítica da representatividade apenas pela representatividade, já que os escolhidos não possuem qualquer compromisso com as minorias. A diferença é que a atual presidente – como gosta de ser chamada – foi endossada por juristas de respeito, os quais hoje dizem abertamente como se arrependeram da escolha.

Fenômeno semelhante aconteceu com o Fachin, talvez o caso mais estranho a ser estudado. O ministro mais recente no Supremo teve o mérito de fazer uma campanha aberta, longe dos articulações sussurradas que ascendem juristas (?) políticos, como o caso de Tóffoli, o qual, se quiser, passará, no mínimo, 32 anos como ministro da Corte. São três décadas de uma pessoa evidentemente despreparada para o cargo. O resultado está aí, um ministro cada vez mais parecido com Gilmar Mendes – esse, menos cínico que os demais por assumir abertamente seu partidarismo, foi um presente de Fernando Henrique Cardoso para a posteridade.

Tóffoli terá três décadas sem compromisso com a Constituição. Percebam como a escolha de um ministro da corte é um erro duro demais, com consequências que continuam a reverberar por muitos anos. Indicação pessoal de Lula, posteriormente, no processo de destituição de Dilma, foi um dos que encabeçou entrevistas em jornais dizendo que “impeachment não é golpe, pois está previsto na Constituição”, afirmação cínica do campo de vista da ciência política e do direito. 

Mas voltemos a Fachin, o ministro que fez campanha junto a movimentos sociais e se tornou um dos mais medíocres da Corte, dada a profundidade de um pires de café nas suas decisões. O que leva alguém a andar junto com movimentos sociais para chegar lá e ser só mais um? O que servem no lanche do Supremo Tribunal Federal que tornam a grande maioria dos ministros muito parecidos?

É uma questão também a ser feita a Barroso, justamente em tempos em que vive um processo de GilmarmendizaçãoO ministro descolado, de frases bonitas e dono de sustentação oral brilhante pelos direitos LGBT enquanto advogado, atualmente, como ministro, é autor de entendimentos dignos de fazer Bolsonaro morrer de inveja e desrespeita a advocacia.

A questão também deve ser uma autocrítica necessária a progressistas e liberais compromissados com os direitos humanos, coletivos e individuais, que apostam em mentes supostamente arejadas para amenizar o vazio daquela corte. As recentes apostas revelaram-se um enorme tiro no pé, mais frustrantes que Rosa Weber e Teori Zavascki. Esses, pelo menos cumpriram a expectativa de quem não tinha nenhuma expectativa. Não desapontaram.

Várias escolhas de ministros são inacreditáveis, mas tem uma que causa espanto e horror. O que Luiz Fux está fazendo lá? O ministro fez campanha nos corredores do Congresso de que mataria o mensalão no peito e absolveria geral, motivação torpe abraçada por Dilma. Mais tarde, Fux ficaria conhecido do grande público ao fazer lobby e pressionar para que sua filha fosse desembargadora no Rio de Janeiro com apenas 33 anos e nenhuma prática de advocacia. Conseguiu o que queria, atualmente inúmeras pessoas são julgadas por ela, por ele e pelos demais ministros.

Desse veneno, provou Dilmacujo governo sofreu o golpe dado com protagonismo pelo Supremo. Seu governo foi julgado por pessoas sem a menor aptidão para fazê-lo. Lula, também responsável pela atual composição terá de tirar leite de pedra, em sede recursal, para conseguir alguma decisão próxima do justo na corte que formou.

Serão julgados por Cármen Lúcia, Zavascki, Rosa Weber, Tóffoli, Fux e outros comprovantes da tese de que brancos tendem a estarem onde estão mesmo sendo medíocres, consequência de uma sociedade racista e que foge do debate. O Supremo Tribunal Federal é uma grande amostra disso.

Brenno Tardelli é diretor de redação do Justificando.Facebook