LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

sábado, 30 de janeiro de 2016

Uma nova modalidade de crime do judiciário brasileiro



Gestapo de Curitiba já usou de todos os métodos: prisões arbitrárias; chantagens contra familiares de presos; uso de policial expulso da corporação, por contrabando na fronteira, posteriormente reintegrado pelo mesmo Judiciário ao qual voltou a servir; omissão de depoimentos que inocentam, como aconteceu com Marcelo Odebrecht; vazamento seletivo de depoimentos que correm em segredo de justiça, quando não da VENDA de vídeos de depoimentos, por policiais federais, para a mídia; blindagem de citados mas que pertencem ao grupos dos investigadores e julgadores, onde vale tudo, desde o juiz recusar a denúncia do depoente, afirmando “isso não vem ao caso”, até colocarem tarjas pretas sobre os nomes de denunciados amigos, como aconteceu com o nome de José Serra; com o juiz mandando que se invada escritórios, para apreender as peças de defesa, elaboradas pelos advogados do réus; considerar ou desconsiderar documentos de acordo com os interesses políticos do juiz...

Na SS-TF, em Brasília, a banda não tem tocado muito diferente, quando não repetindo o mesmo repertório, dando salvo conduto para que o macabro concerto continue.

A polícia federal está investida de mais poderes que o Ministério da Justiça, ao qual está subordinada, fazendo o que quer, como quer, onde quer e quando quer; determinando quais presos deverão ficar incomunicáveis ou não, um atribuição dos juízes; e até colocando em isolamento, numa cela sem janela e sem sanitário, uma cadeirante em fase de recuperação pós operatória.

Mas isto é pouco, a justiça brasileira tem que se superar na arte do arbítrio e da manipulação, fazendo com as leis o que os militares fizeram com as baionetas, em 64.

A nova modalidade de embuste jurídico, de crime institucional, é a investigação paralela, o inquérito paralelo, não oficial, sem autorização judicial e nenhum controle de qualquer autoridade.

E como funciona este despautério?

Imagine que você comece a ser investigado por um juiz, com a polícia realizando diligências, o juiz ouvindo testemunhas, a perícia avaliando os documentos apreendidos...

Seus advogados estarão permanentemente atentos, inserindo nos autos do processo documentos que contradigam os que lhe incriminam, contestando depoimentos, “farejando” contradições e inconsistências nos depoimentos, pedindo detalhamentos de laudos, mostrando álibis... Como deve ser, para que o juiz tenha dados suficientes para formar juízo e pronunciar uma sentença.

Agora imagine que, enquanto tudo isto acontece, secretamente a polícia federal lhe investigue, sobre a mesma acusação que lhe fizeram, pegando depoimentos, apreendendo documentos... Sem que os seus advogados saibam, de maneira a lhe defender.

Ao fim do processo as duas investigações são juntadas, tendo já se exaurido o período de recursos da defesa, de maneira que apareçam muitos dados novos, contra você, sem chance de defesa, sejam eles verdadeiros ou não.

Assim, através desse mecanismo, a justiça brasileira está condenando.

E antes que eu dê o artigo por terminado, temos um novo herói na praça, um novo mito, o “japonês bonzinho”, o ex contrabandista, agora vendedor de depoimentos secretos para a mídia, segundo o Senador Delcídio Amaral.

Não demora a Globo vai premiá-lo, como fez com Joaquim Barbosa e Sérgio Fernando Moro.

O japa passa o dia fazendo selfies com coxinhas e paneleiros.

O jornal The Economist, um dos municiadores da Globo, e porta voz do capital internacional, trata o Moro como brazilian hero (herói brasileiro), enquanto o sério e independente jornal francês “Libération”, trata o “japonês bonzinho” como “a piada do momento”, o herói dos coxinhas e paneleiros.

Ou os defensores dos réus da Lava Jato e os departamentos jurídicos dos partidos progressistas recorrem às Cortes Internacionais, para mostrarem em que se transformou o Judiciário brasileiro, ou abrem mão dos julgamentos, encaminhando-se para as celas, passivamente.

A principal fonte de corrupção no Brasil


Por J. Carlos de Assis, via Contexto Livre


Pessoas ingênuas e de boa fé acreditam que o núcleo da corrupção no Brasil está na Esplanada dos Ministérios ou nas estatais. É um equívoco. A verdadeira máquina de assalto aos cofres públicos em favor de apaniguados privados, especialmente do setor financeiro, encontra-se no Setor Bancário Sul do Plano Piloto, ou mais especificamente no Banco Central do Brasil. Ali, sob a cobertura de operações monetárias especiais só dominadas por “especialistas”, rouba-se à vontade longe de qualquer tipo de fiscalização da cidadania.

Não se trata de abstrações ou acusações infundadas. Manobras financeiras com os chamados “derivativos” representaram, no ano passado, doações ao setor financeiro da ordem de R$ 89,6 bilhões, conforme dados oficiais, sendo que a perda correspondente foi transferida pelo Banco Central ao Tesouro. Isso significa mais de 40 vezes tudo que se tem dito sobre as fraudes na Petrobrás por parte da quadrilha de diretores que se apossou da estatal e a saqueou durante anos a fio!

Generoso com os bandidos do setor financeiro, o Banco Central é excessivamente parcimonioso com os agentes produtivos da economia. Sobre estes recaem as taxas extorsivas de juros que em outros partes do mundo, se efetivadas, resultariam em cadeia. Para ancorar essas taxas extorsivas numa política monetária restritiva — quando menos dinheiro houver no mercado mais “natural” é o aumento da taxa de juros —, o Banco enxuga continuamente as disponibilidades de moeda, fechando o cerco ao setor real da economia.

Que a sociedade não se mobiliza para reagir à quadrilha monetarista não deve surpreender: a política monetária é camuflada em tecnicalidades e sempre justificada com pretextos obscuros. O absurdo é não ter havido reação efetiva no Congresso, seja de partidos da oposição seja da situação. É a prova mais cabal da pusilanimidade da maioria dos nossos parlamentares. Tolerar uma taxa básica de juros de 14,25%, sabendo que a inflação brasileira não tem origem na demanda, é se acumpliciar com os quadrilheiros monetários.

Os ingênuos talvez pensem que não há interesse próprio em jogo na política monetária. É um engodo. Rastreiem as carreiras dos ex-diretores da instituição depois que largaram seus cargos. Em geral, viraram altos funcionários de bancos, ganhado milhões de reais por ano. Isso é pagamento por serviços prestados e, mais do que isso, acesso a informação privilegiada porque eles largam os cargos mas mantem as relações no banco. Duvidam? Esperem pela próxima leva de ex-diretores, quando se cansarem de defender o “interesse público” diretamente no BC.

Os R$ 89,6 bilhões a que me referi, literalmente doados a apaniguados do setor financeiro, se referem a um derivativo que leva o elegante nome de “swap cambial”, mas que no fundo não passa de uma operação de aposta de cartas marcadas entre taxas de juros e taxa de câmbio. Como tanto taxa de juros como câmbio estão sob controle indireto do Banco Central, ele dá o prêmio a quem quiser, de acordo com os olhos do freguês. Essa farra no mercado financeiro brasileiro vem desde os tempos de Armínio Fraga, que a inventou, passando por Henrique Meirelles. Tutti bona gente!

Alguém pode perguntar: Não tem como parar isso? Afinal, R$ 89, 6 bilhões é muito dinheiro em qualquer parte do mundo. Aqui seriam mais de 896 prêmios de loteria de R$ 100 milhões cada, dados de graça para o mercado financeiro. Se acham pouco, considerem que, desde meados de 2014, o volume acumulado de doações em “swap” atingiu cerca de R$ 130 bilhões. Façam as contas e confiram: isso é resultado exclusivo de um jogo de cartas marcadas operado pelo Banco Central sob a máscara de sua “independência” operacional.

Há uns seis anos, no tempo do inefável Meirelles, tentei, junto com dois especialistas, paralisar esse assalto às contas públicas. Denunciamos formalmente o esquema na Polícia Federal e na Procuradoria da República no Rio. Não soube de qualquer consequência. Aparentemente não entenderam a operação e nada fizeram. Infelizmente, não é simples. Apelei para o então vice-presidente José Alencar, meu querido amigo. Ele também não entendeu e, como já estava doente, não forcei a mão. O remédio definitivo será incluir o tema na pauta da Aliança pelo Brasil, junto com as propostas de regeneração da economia.

Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor de “Os Sete Mandamentos do Jornalismo Investigativo”, Ed. Textonovo, SP, 2015.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Moro, um fracasso retumbante

Tribunal Especial de Sérgio Moro contra Lula é uma rosca sem fim

Tribunal Especial de Sérgio Moro contra Lula é uma rosca sem fim


Por Osvaldo Bertolino, em seu blog

Dizer que o avanço da farsa da “Operação Lava Jato” não tem como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como fez o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para deleite da mídia fascista, é querer negar a existência do sol em plena luz do dia. Até o nome da nova presepada do juiz Sérgio Moro — Triplo X, uma alusão ao triplex que a direita tenta jogar nas costas de Lula como prova de corrupção — indica que os farsantes seguirão nesse rumo.

Cardoso também comentou o manifesto de juristas, publicado nos principais jornais, denunciando as arbitrariedades do juiz paranaense. “Se alguém acha que a lei está sendo desrespeitada tem o legítimo direito de se manifestar”, disse ele. Os juristas dizem que “no plano do desrespeito a direitos e garantias fundamentais dos acusados, a Lava Jato já ocupa um lugar de destaque na história do país”. Dizem também que as “violações às regras mínimas para um processo justo” nunca foram tão grandes em um caso penal.

Campanha de terror

Na verdade, o Tribunal Especial montado por Moro faz parte das calamidades que a elite brasileira foi capaz de produzir ao longo da história e parece decidida a continuar produzindo, numa espécie de rosca sem fim. É uma situação que pode ser descrita como o retrato da morte moral de uma ideologia que vive na delinquência e se agarra a todas as formas de poder para continuar a delinquir em larga escala. Moro proporciona mais um espetáculo midiático na escalada golpista que tomou conta do país.

Todas essas coisas compõem o enredo da ópera, mas o seu melhor resumo não é o tamanho da vigarice, e sim a sua natureza: ela expressa, mais do que um espetáculo de má conduta, o funcionamento a todo o vapor do país do atraso. São forças políticas retrógradas e violentas que sempre estiveram presentes em nossa história. É a opção preferencial pelo arcaísmo, pela imobilidade social, uma conduta que faz sentido quando se olha a indústria da maracutaia que essa gente montou no país.

Como dizia Nelson Werneck Sodré, quando o processo histórico dá um passo atrás, necessita, depois, dar pelo menos dois adiante. Até 1964, esse tipo de política golpista  usou a “Cruzada Democrática” — que, segundo Sodré, os irreverentes diziam ser cruzada com os americanos, liderada pela UDN fardada — para seus intentos golpistas. Hoje, a mídia repete abertamente a campanha de terror daqueles tempos. A história ensina que não é hora de recuar; as malandragens de Sérgio Moro precisam ser insistentemente denunciadas.

Efervescência de ódios

Aquela ofensiva encontrou Getúlio Vargas cada vez mais vacilante, recuando em todas as frentes e somente assistindo ao massacre da corrente nacionalista e democrática que lhe havia assegurado as condições para a eleição e a posse. Destes, os mais ligados ao presidente eram os mais perseguidos. Havia também a UDN gráfica, que trabalhou febrilmente contra Vargas. Como se sabe, esse cenário evoluiu para o suicídio do presidente em 1954, para atentados contra Juscelino Kubitscheck e finalmente para o golpe militar de 1964.

O aparelho montado por Moro tem a única finalidade de repetir aquele feito. Trata-se de um instrumento alheio à magistratura comum, uma confissão de que de que as leis do país não são suficientes para proteger os direitos dos seus cidadãos. Os delitos que a “Lava Jato” pretende punir estão todos enquadrados nos códigos em vigor e podem ser julgados, sem o auxílio de novos tribunais, pela magistratura regular.

Um Tribunal Especial para julgamento de culpas presumidas — uma aberração jurídica digna de uma ditadura — pressupõe que o país vive uma situação de anormalidade democrática. Ele evoca sempre a efervescência de ódios e o exercício do arbítrio, uma justiça política ao lado da justiça legal. Uma aberração que atenta contra todos os  preceitos democráticos assegurados na Constituição.

Macri vai incendiar a Argentina


Por Altamiro Borges, em seu blog

Em seu arrivismo neoliberal, o presidente Mauricio Macri está brincando com fogo e pode incendiar a Argentina em curto espaço de tempo. A cada dia, nestes quase dois meses de governo, o empresário mafioso adota uma medida antipopular e provoca a conhecida rebeldia dos argentinos. Nesta quarta-feira (27/01), ele anunciou o fim dos subsídios para a energia elétrica, o que aumentará a conta de luz em até 350%. A decisão foi anunciada com arrogância como mais um passo para enterrar o "populismo" da ex-presidenta Cristina Kirchner e para garantir a "austeridade fiscal", tão ao gosto dos banqueiros e dos ricaços que financiaram a sua apertada vitória eleitoral em novembro do ano passado.

Segundo o novo governo, o corte reduzirá o déficit público e viabilizará o pagamento dos títulos da dívida aos rentistas. O Ministério da Fazenda, controlado por banqueiros, argumenta que os subsídios "kirchneristas" abocanham cerca de 4% do PIB. A meta é reduzir esse índice para 1,5% ainda neste ano. O aumento da conta de luz, porém, vai pressionar a inflação, sabotando a principal bandeira de campanha de Mauricio Macri. Até os chamados "analistas do mercado", porta-vozes dos banqueiros, já avaliam que com a medida a inflação passará dos 30% neste ano. As maiores vítimas desta alta inflacionária serão os trabalhadores, que já prometem greves pela reposição salarial a partir de março.

Conhecido por seu autoritarismo, o novo presidente tende a rechaçar as pressões com mais violência. Após 12 anos sem cenas de repressão, a Argentina voltou a ser palco de bombas de gás, cassetetes e tiros da polícia. Servidores públicos demitidos - mais de 15 mil - foram baleados e críticos das medidas antipopulares já foram presos - como a líder camponesa Milagro Sala, deputada do movimento Tupac Amaru. Centenas de decretos de "urgência" também foram baixados de forma autoritária, como o que impôs dois ministros para a Suprema Corte de Justiça e extinguiu as duas agências de regulação dos meios de comunicação. O império midiático do Clarín aplaudiu as medidas ditatoriais, mas a rejeição popular nas ruas já se fez sentir, com enormes manifestações de protestos.

Em entrevista ao site espanhol 'Rebelión', o economista Cláudio Katz avalia que Mauricio Macri terá dificuldades para encerrar seu mandato. "Em seu primeiro mês, Macri confirmou que encabeça um típico governo de direita, que funciona com ajustes e repressão. Terminada a campanha eleitoral, os chamados à concórdia sumiram e a cada dia despertamos com um novo pesadelo. O mais grave são as demissões, que já somam mais de 15 mil servidores públicos. Com a alta da inflação nestas primeiras semanas do ano, a situação vai se agravar... Há uma campanha oficial para facilitar demissões porque o governo sabe que estrategicamente somente com um desemprego maior ele poderá lograr uma forte recomposição dos lucros dos empresários". 

"Há um cenário de repressão que explica porque Macri governa por decreto. O homem que falava em concertação, diálogo e consenso, não para de baixar decretos. Demissões e repressão necessitam de um governo autoritário... Este é um governo das classes capitalistas de forma descarada. Os que hoje remarcam os preços são gerentes que estavam no setor privado e que hoje controlam a administração pública... É um governo da classe dominante de forma explícita e descarada". No cenário desenhado pelo economista Cláudio Katz, fica a pergunta: quanto tempo vai durar o reinado do mafioso Mauricio Macri? A conferir!  

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Um país que protege Cunha e persegue Lula é um país doente

Livre como uma borboleta: Cunha
Livre como uma borboleta: Cunha

Por Paulo Nogueira, via DCM
A Lava Jato perdeu o pudor.
O nome Triplo X, referência sibilina ao mítico ‘Triplex do Lula’ é um acinte. Está claro que se trata de erradicar não a corrupção – mas de caçar Lula.
Fosse outro o propósito você não teria um ataque tão sistemático a Lula enquanto um homem como Eduardo Cunha borboleteia, livre para armar as delinquências em que é mestre.
Era mais honesto batizar a operação como Caça Lula.
Os suíços entregaram de bandeja documentos que comprovam corrupção em níveis pavorosos de Cunha. Ele mentiu, sonegou, inventou desculpas aberradoras e usou até a palavra ‘usufrutuário’ para tentar encobrir sua condição de dono de milhões na Suíça.
Não foi apenas isso.
Depoimentos de fontes variadas coincidiram em relatar ameaças de paus mandados de Cunha contra pessoas que pudessem dizer coisas comprometedoras contra ele.
Vídeos mostraram expressões aterrorizadas de delatores ameaçados por homens de Cunha. Parecia coisa de Máfia. Falaram até na família. Em filhos. Disseram que tinham o endereço para a retaliação.
Não foi um depoimento nesse gênero. Foram pelo menos três, dois de delatores e um de um deputado que era um problema para Cunha na Comissão de Ética que o julga.
Que mais queriam? Que um cadáver amanhecesse boiando num rio?
E as trocas de emails com empresas beneficiárias de medidas provisórias?
Com esse conjunto avassalador de evidências, Eduardo Cunha aí está, na presidência da Câmara, ainda no comando de um processo viciadíssimo que pode cassar 54 milhões de votos.
Cadê a Polícia Federal? Cadê Moro? Cadê uma operação realmente para valer para investigar as delinquências conhecidíssimas de Cunha.
Nada. Nada. Nada.
É uma bofetada moral inominável nos brasileiros. É a completa desmoralização da política.
Enquanto a vida é mansa para Cunha, para Lula é uma sucessão infindável de agressões.
Virou piada que até ser amigo de Lula se caracterize como algo capaz de incriminá-lo. Mas coloquemos o adjetivo certo: é uma piada repulsiva.
Um apartamento banal numa praia banal – a cidade plebeia do Guarujá – adquire ares de uma propriedade suntuosa que Lula jamais poderia comprar. É um tríplex, uma palavra feita para impressionar e ludibriar a distinta audiência.
Não interessa se quatro ou cinco palestras de Lula seriam suficientes para comprar o apartamento. Não interessa se ele tem documentos que comprovam que ele não comprou, afinal, o imóvel.
O que importa é enodoar a imagem de Lula. Caracterizá-lo como um corrupto, um ladrão, um monstro de nove dedos. O maior vilão da história do Brasil.
Alguém – PF, Moro, imprensa – deu um passo para saber se a residência de Eduardo Cunha é compatível com seus rendimentos de deputado? Alguém apurou se ele tem condições de bancar uma vida de fausto para a mulher, à base joias e extravagâncias como aulas de tênis no exterior?
Ninguém.
É um país doente aquele que protege Eduardo Cunha e investe selvagemente contra um homem que cometeu o pecado de colocar os excluídos na agenda nacional como nenhum outro desde Getúlio Vargas.
Estamos enfermos – e Moro e sua Lava Jato são sintomas eloquentes dessa nossa deformação moral.

Moro não é um juiz, é um inquisidor


Por Max Cavalera 

A Lava-Jato criou uma nova modalidade de delação.

Por falta de uma palavra na língua portuguesa que explique mais exatamente o que está acontecendo no universo paralelo que se formou em Curitiba, fiquemos com "escandaloso" mesmo. Se antes ainda havia um mínimo de cuidado para acobertar os verdadeiros interesses que movem os atos do juiz Sérgio Moro e seus lacaios, agora simplesmente mandaram os pudores às favas.

Questão de dias após um dos inúmeros vigaristas que sucumbiram às torturas físicas e morais e acabaram por ceder ao vergonhoso expediente da delação ter afirmado que mentiu no seu depoimento ao acusar José Dirceu puramente para ter o benefício da redução de sua pena, Fernando Moura voltou atrás e tentou refazer mais uma vez a sua história furada.

Bastou uma "pressãozinha" dos procuradores para que já no dia seguinte Moura mudasse tudo pela segunda vez e voltasse a incriminar Dirceu. Nesse momento duas coisas ficam mais do que evidentes. Uma é que a delação desse bandido é tão desqualificada que até os seus próprios advogados abandonaram o caso. Outra é que inexiste qualquer resquício de imparcialidade e justiça nessa operação. A "meta" é destruir um partido especificamente.

Se a vida imita a arte, a operação Lava-Jato é a materialização na vida real do clássico "O Processo" de Franz Kafka. Com o detalhe assombroso que neste caso os absurdos nos procedimentos policiais e jurídicos são ainda mais inacreditáveis e revoltantes. Que o mestre Checo perdoe Sérgio Moro por ter criado algo ainda mais absurdo que o seu magistral realismo fantástico.

Moro, definitivamente, não é um juiz. É um inquisidor.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Dom Hélder Câmra: Sobre o carnaval

Dilma e seus quatro patetas


Professor Thomas de Toledo, em seu blog

Meu sonho é que a Dilma monte um governo corajoso e que o país retome a estabilidade política e o desenvolvimento. Mas está difícil cercada de tanta gente incompetente, em particular dos Três Patetas.

Jacques Wagner é um sionista que em pouco tempo no Ministério da Defesa amarrou o Brasil em vários contratos com Israel.

José Eduardo Cardozo deixa a Polícia Federal fazer campanha para o PSDB, perseguir apenas os partidos da base aliada (e livrar banqueiros e tucanos da prisão) e ainda os policiais envolvidos em investigação de interesse dos EUA recebem mensalão de um país estrangeiro sem nenhuma punição.

Pra completar, Mercadante deixa-se levar por uma reportagem falaciosa da Época e ataca um físico talentoso de origem argelina que leciona na UFRJ, dando um claro sim à fuga de cérebros das universidades brasileiras.

Há ainda um 4o pateta que preside o Banco Central e que tenta mais uma vez mentir que manter juros altos derruba a inflação; se isto fosse verdade, o Brasil que tem as maiores taxas do mundo seria deflacionário, mas como sabemos que a política é tirar dinheiro do povo para dar aos banqueiros, tudo faz sentido. 

Querida Dilma, por favor, ouça seu antecessor Lula; ele quer o seu bem e do Brasil. Monte um governo pelo menos progressista...

Manutenção de Cardozo no ministério é uma ofensa aos que lutam pela democracia ou A omissão de Dilma na caçada a Lula



Cardozo, o maior mistério da era Dilma



A Lava Jato lança a Operação Triplex, visando o prédio do qual Lula adquiriu cotas de participação. No próprio nome, a operação já indica o alvo.

Em Quito, a presidente da República Dilma Rousseff reage, pela primeira vez admite os estragos  que a Lava Jato tem imposto à economia e diz que o ônus da prova cabe à quem acusa. Obviamente estava se referindo às insinuações contra o suposto proprietário do apartamento triplex.

O ministro-chefe da Casa Civil Jacques Wagner reage contra o que taxa de perseguição a Lula.

Todas as reportagens baseadas no Palácio exprimem a avaliação de que a operação visa Lula e, a partir dele, a desestabilização do governo.

A equipe da Lava Jato, mais um procurador exibicionista do Ministério Público Estadual de São Paulo, já trataram de preparar terreno, vazando todas as suspeitas para a imprensa.

E o inacreditável Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo se exime de qualquer atitude, meramente garantindo que "Lula não está sendo investigado". Não é uma frase neutra: é um endosso total ao cerco que a Lava Jato impõe à maior figura do seu partido e, por tabela, ao seu governo. Ou Cardozo se pela de medo - seria interessante saber do quê. Ou atua deliberadamente contra seu próprio governo.

Algum dia Dilma Rousseff terá que esclarecer os motivos que a levaram a manter Cardozo durante tanto tempo em seu governo. Sua presença é uma ofensa a todos que se empenham em lutar pela manutenção das regras democráticas e contra o impeachment.

Decididamente, não é normal essa complacência de Dilma em relação a seu Ministro.

Moro, MP e PF escancaram: só o que importa é “pegar o Lula”

aroei


Por Fernando Brito, em seu blog
O palerma que fica “batizando” as fases da Operação Lava Jato, desta vez, não teve muita inspiração: o máximo que conseguiu para disfarçar o nome de “Triplex do Lula” para “Triplo X”.
Tanto quanto o nome, o objetivo da operação é infame e  não engana ninguém: é tentar alcançar algo que possa servir para incriminar o ex-presidente Lula com tudo o que lhes restou: um suposto apartamento no Guarujá – esta verdadeira Côte D’Azur brasileira – sobre o qual não há nenhuma prova de que lhe pertença ou a seus familiares.
É inacreditável que o sistema jurídico brasileiro esteja assistindo a um grupo de policiais e promotores, sob a evidente ânsia de um juiz de primeira instância esteja ordenando prisões e buscas em todo  país atrás de tudo o que lhe possa servir de mote para seu obsessivo ideal: prender o ex-presidente da República.
Não se tem notícia de que o Brasil tenha voltado a ser um império, onde Sua Majestade Sérgio Moro seja o Senhor, os procuradores sua Corte e a PF seus pretorianos.
A covardia do Judiciário brasileiro – o mesmo que já estaria sinalizando que “não vai dar” para fazer nada com Eduardo Cunha, cujos extratos bancários no exterior, incontestados, são aceitos na base da “carne moída” do “usufrutário (sic) de trusts”- está evidente frente aos abusos que estão sendo cometidos.
Todos se vergam diante do ousado senhor que a mídia entronizou no poder supremo.
Lula pode e deve ser investigado.
Mas um ano – mais de um ano, 14 meses!- depois da prisão dos dirigentes da OAS “descobrirem” o que nunca esteve escondido, que ela é dona de diversos apartamentos no tal prédio do “Triplo X” e ordenarem uma pataquada para “apreender documentos” (se fosse o caso, haveria ainda algum?) que possam permitir ilações com Lula, ou para fazer algum funcionário, amedrontado, dizer “sim, senhor, ele não saída de lá”, francamente…
É pedir que este seja um país de tolos, embora já sejamos, de fato, um país sem direitos democráticos.
PS. A entrevista do sr. Carlos Fernando Santos Lima ao Estadão é um escárnio. Tudo é tão escandalosamente impreciso que ele diz que vão investigar “todos” os apartamentos dos prédios. “ Se houver apartamento lá que esteja em seu (de Lula ) nome ou negociado com alguém da sua família, como todos os outros (será investigado). Temos indicativos do uso desses apartamentos para lavagem de dinheiro.”. É o império da meganhagem.

Do Czar a Lênin

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Prêmio Nobel da Paz convida Lula a participar de conselho global pelos direitos das crianças

O ex-presidente aceitou o convite de Satyarthi e se colocou à disposição da nova iniciativa. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula


Nesta quarta-feira (20), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu Kailash Satyarthi, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2014. O indiano, que é ativista pelos direitos das crianças, foi recebido na sede do Instituto Lula e veio a São Paulo fazer um convite a Lula. 

Satyarthi está formando um conselho com a presença de outros ganhadores do Prêmio Nobel e líderes mundiais para colocar em pauta questões como trabalho infantil, tráfico de pessoas e o trabalho escravo. O ativista afirmou a Lula que está em busca de pessoas que sejam uma “voz moral” no mundo e que “essa voz estaria incompleta sem o senhor".

O ex-presidente agradeceu o convite e aceitou participar da iniciativa capitaneada por Satyarthi. Segundo Lula, “o Brasil está fazendo sua parte” no combate ao trabalho infantil através de “políticas de inclusão social que nos fizeram avançar muito”. “Não podemos permitir retrocesso”, disse. “As mulheres e crianças subiram um degrau em termos de direitos humanos, mas ainda pode subir outros mais”, completou. O ganhador do Nobel disse que Lula é “não apenas o presidente dos pobres, mas o economista dos pobres”. O ex-presidente afirmou preferir ser chamado de “amigo dos pobres”.

Satyarthi também agradeceu a Lula por ter feito “campanha para incluir a causa do trabalho e da exploração infantil nas metas do milênio” da Organização das Nações Unidas (ONU). “Isso ajudou muito”, afirmou. “O senhor foi o primeiro líder mundial a se comprometer com essa questão”, relembrou. Os dois já haviam se encontrado em 2013, no Instituto Lula. 

*****

Notas Claudicantes:

- Lula é o cara;

- Lula é um mito;

- Lula é nosso futuro Presidente;

- Os fascistas vão ter que engolir, mais uma vez, o Sapo Barbudo.

Moro usa Lula para se vingar de Teori

Serei soldado contra a monarquia de Moro, poema de Itárcio Ferreira



Estou pronto para a luta,
a luta a(r)mada.
Cinquenta e três anos,
de indignação e álcool,
são um fermento e tanto.

O recado está dado.
Convoquem-me, sou soldado.
Convoco-vos!

Não tenho armas senão as palavras,
o coração, a vontade e as mãos,
que mesmo limitadas pela pólio
têm sede de justiça.

Faltam-nos alimentos e munição? Mas,
sobram-nos a vontade e a fraternidade.
O homem não vive só de pão,
- embora sem o pão morra -
mas, também de poesia e sonho.

O sonho é a matéria mais importante do universo.
Na luta, nos superamos, somos a maioria.
Um irmão mais um irmão,
um operário mais um operário,
um injustiçado mais um injustiçado,
são sempre mais que dois.

Eles têm medo, e nós não.
Os burgueses, os militares – não nacionalistas –, os rentistas,
Tremem diante da multidão.

Os reis tremem e são guilhotinados.
Os banqueiros fogem feito cães.
Os militares nacionalistas, diante da luta justa,
reforçam nossas trincheiras.
Não ter medo da morte é uma vantagem
para quem só pensa nas recompensas
do dinheiro e do poder.

O canto está cantado.
O poema está feito.
Estamos todos alertas!
Os líderes são os trabalhadores explorados.
Avente exércitos!
Tentaremos, mais uma vez e sempre,
enquanto sonhos existirem,
mesmo que uma nova derrota adie o novo mundo socialista:
que os fascistas não passem.