LULA PRESO POLÍTICO

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A lava Jato é uma farsa, um estupro jurídico, um Golpe de Estado




Desde o seu início, nascida como peça jurídica de um golpe de estado, a chamada Operação Lava Jato tem se mostrado como não deve ser a justiça em qualquer sociedade que se queira, ou pelo menos se julgue, democrática.

Ontem, mais de cem advogados, entre eles renomados e respeitados professores de direito, subscreveram um documento de protesto e denúncia, do qual reproduzirei apenas o primeiro parágrafo:

No plano de desrespeito a direitos e garantias fundamentais dos acusados, a Lava Jato já ocupa um lugar de destaque na história do país. Nunca houve um caso penal em que as violações às regras mínimas para um justo processo estejam ocorrendo em relação a um número tão grande de réus e de forma tão sistemática. O menoscabo à presunção de inocência, ao direito de defesa, à garantia da imparcialidade da jurisdição e ao princípio do juiz natural, o desvirtuamento do uso da prisão provisória, o vazamento seletivo de documentos e informações sigilosas, a negação de documentos às defesas dos acusados, a execração pública dos réus e a violação às prerrogativas da advocacia, dentre outros graves vícios, estão se consolidando como marca da Lava Jato, com conseqüências nefastas para o presente e o futuro da justiça criminal brasileira. O que se tem visto nos últimos tempos é uma espécie de inquisição (ou neoinquisição), em que já se sabe, antes mesmo de começarem os processos, qual será o seu resultado, servindo as etapas processuais que se seguem entre a denúncia e a sentença apenas para cumprir “indesejáveis” formalidades.”

A partir de hoje, pressupondo estar num país democrático, onde me estão garantidos os direitos de livre pensamento e de manifestação do livre pensamento, a partir de pesquisa na imprensa e nas redes sociais, redigirei e postarei uma série de matérias sobre o assunto, deixando claro, de antemão, que, por tudo o que tenho acompanhado sobre o assunto, a Lava Jato mais não é que um escritório dos interesses norte americanos no Brasil, repetindo em maior escala o que já foi feito no Paraguai e em outros países, com a finalidade de depor governantes que desenvolvam políticas nacionalistas e populares, em desacordo com os interesses das grandes corporações multinacionais e do governo dos Estados Unidos da América.

O projeto é antigo, guardei dados políticos e econômicos do que considero uma afronta à dignidade humana e a consciência de todo um povo, manipulada, através de uma mídia irmã siamesa de uma banda criminosa do judiciário.

Faltava-me embasamento jurídico, já que não tenho formação na Ciência do Direito, mas que este extenso documento veio dar.

A Lava Jato atende a algumas finalidades e pretendo examiná-las uma a uma:

1) enfraquecer a Petrobras, através da desmoralização internacional, e da perda de respeito pela empresa, pelo povo brasileiro;

2) preparar psicologicamente o povo, para que aceite naturalmente um golpe de estado, depondo uma presidente legitimamente eleita;

3) fornecer subsídios para que o legislativo leve avante o seu plano golpista;

4) debilitar a estatal, de maneira a facilitar a sua privatização ou pelo menos o seu fatiamento, para que haja intromissão de capital estrangeiro;

5) não conseguindo o golpe, para impedir a continuidade do atual projeto político nacional, inviabilizar a candidatura de Lula, pela via judicial, ou desgastá-lo politicamente, de maneira a facilitar as coisas para a oposição, boa parte dela denunciada na Lava Jato, mas blindada pelo juiz encarregado de fazer justiça e pela mídia, parte do movimento golpista;

6) criar o maior estardalhaço possível, para impedir que outras operações, onde rigorosamente não existe nenhum nome do governo ou a ele, direta ou indiretamente, ligado, ganhe espaço, como as operações Zelotes e Swissleaks;

7) criar a impressão de que uma conjuntura altamente desfavorável a todas as empresas petrolíferas do mundo, aqui seja conseqüência de corrupção.

Mais itens eu poderia enumerar, e o farei, na medida em que os artigos forem se sucedendo.

Espero que a administração do Face não entenda como “publicação que fere as normas de convívio” e me bloqueie, mais uma vez, ou que alguém do judiciário resolva me processar.

Se isto vier a acontecer, antecipadamente agradeço, pelo enriquecimento do meu currículo e dignidade conferida à minha biografia.

Há momentos em que a indignação não deixa outra alternativa senão a de usá-la de maneira útil.
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