LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Moro não é um juiz, é um inquisidor


Por Max Cavalera 

A Lava-Jato criou uma nova modalidade de delação.

Por falta de uma palavra na língua portuguesa que explique mais exatamente o que está acontecendo no universo paralelo que se formou em Curitiba, fiquemos com "escandaloso" mesmo. Se antes ainda havia um mínimo de cuidado para acobertar os verdadeiros interesses que movem os atos do juiz Sérgio Moro e seus lacaios, agora simplesmente mandaram os pudores às favas.

Questão de dias após um dos inúmeros vigaristas que sucumbiram às torturas físicas e morais e acabaram por ceder ao vergonhoso expediente da delação ter afirmado que mentiu no seu depoimento ao acusar José Dirceu puramente para ter o benefício da redução de sua pena, Fernando Moura voltou atrás e tentou refazer mais uma vez a sua história furada.

Bastou uma "pressãozinha" dos procuradores para que já no dia seguinte Moura mudasse tudo pela segunda vez e voltasse a incriminar Dirceu. Nesse momento duas coisas ficam mais do que evidentes. Uma é que a delação desse bandido é tão desqualificada que até os seus próprios advogados abandonaram o caso. Outra é que inexiste qualquer resquício de imparcialidade e justiça nessa operação. A "meta" é destruir um partido especificamente.

Se a vida imita a arte, a operação Lava-Jato é a materialização na vida real do clássico "O Processo" de Franz Kafka. Com o detalhe assombroso que neste caso os absurdos nos procedimentos policiais e jurídicos são ainda mais inacreditáveis e revoltantes. Que o mestre Checo perdoe Sérgio Moro por ter criado algo ainda mais absurdo que o seu magistral realismo fantástico.

Moro, definitivamente, não é um juiz. É um inquisidor.
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