LULA PRESO POLÍTICO

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O horror que se avizinha é pior que o de 64




Mais uma vez o Estado Democrático de Direito está ameaçado.

Que o sistema judiciário brasileiro sempre foi lento, falho, corporativista e parcial não é segredo pra ninguém. Os abusos de poder, os desvios funcionais, a corrupção ligada à venda de decisões judiciais e a partidarização política que norteiam as ações de investigações, fizeram justamente do poder responsável pela garantia da aplicação dos direitos constitucionais, um dos maiores promotores de um Estado de exceção.

Se a operação Lava Jato - que é conduzida menos por um juiz do que por um agente político - já se transformou num marco histórico no judiciário de desrespeito aos mais básicos princípios do direito constitucional que se voltam não contra ações comprovadas, mas contra indivíduos específicos com posições políticas definidas, a Operação Zelotes começa a mostrar que não existem limites para os desmandos jurídicos quando o objetivo é desestabilizar uma democracia.

As mais recentes denúncias de que uma investigada na Zelotes está sendo mantida encarcerada em condições desumanas exclusivamente como forma de pressionar o seu marido a fechar um acordo de delação premiada que envolva especificamente um dos filhos do ex-presidente Lula, dá continuidade a uma série de violações aos direitos humanos que remontam desde a Inquisição na idade média e que se seguiram no decurso da história da humanidade.

O que deveria ser a maior e mais efetiva operação contra os grandes sonegadores desse país, cujos atores são os mais notáveis responsáveis por uma cadeia de injustiças sociais que são provenientes de seus atos, acabou por se transformar em mais um grande espetáculo de horrores construído sobre a divisão de classes e o ódio político, sempre com a contribuição milionária da grande imprensa brasileira.

Dois grandes pilares da democracia, um judiciário independente e uma imprensa livre, foram completamente cooptados pelos interesses de uma elite rancorosa, preconceituosa, racista e excludente. Desde março de 1964, o Estado Democrático de Direito não se viu tão ameaçado.
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