LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

TENTATIVAS DE DESESTABILIZAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MUDANÇAS POLÍTICAS


Por Flávio B. Prieto da Silva, em seu blog

Desde 2002, temos testemunhado várias tentativas de destituir governos democraticamente eleitos no continente sul americano com auxílio dos meios massivos de comunicação e de empresas. 

Na Venezuela, o proprietário de um grupo de empresas de comunicação e de petróleo se alçou presidente durante uma tentativa de golpe frustrada. Esse empresário e outros, como Gustavo Cisneros (conhecido no Brasil como o ‘Roberto Marinho da Venezuela’), participantes da tentativa de sedição, teriam se reunido com diplomatas dos Estados Unidos, país que reconheceu o governo golpista em menor tempo. 

Na Bolívia, empresários da ‘Media Luna’ (Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija), com ajuda de diplomatas externos, planejaram e tentaram impor em 2008 um movimento autonomista de oposição e insurreição ao governo central de Evo Morales, presidente democraticamente eleito, com a explosão de gasodutos, bloqueio de estradas, ocupação de prédios públicos e cerca de 30 mortos. O pretexto era garantir maior autonomia política para essas províncias, mais ricas e brancas que a média do país, e barrar o projeto ‘Renta Dignidad’ de aposentadorias. 

No Paraguai, os colorados que haviam governado o país por 61 anos não aceitaram a vitória eleitoral de Fernando Lugo e, a partir de sua posse, começaram a fustigá-lo, aproveitando um incidente com mortes em uma fazenda de um ex-senador colorado para pedir sua deposição. Julgado pelo Congresso no que se chamou de ‘julgamento relâmpago’, Lugo foi deposto por um parlamento com predomínio de latifundiários e donos de empresas. Também aí apontou-se a pressão dos Estados unidos, interessados em implantar suas bases militares no país.

Nas tentativas de reversão da vontade popular no Brasil e Argentina, sempre presente a mão de empresários. Tanto lá como cá, federações de indústrias, comércio e grupos de comunicação se erigem em porta-vozes da oposição política e financiam movimentos opositores oportunistas. 

No caso dos meios de massa, seu apoio aos partidos opositores é amplo e descarado, chegando ao ponto de encobrir quaisquer delitos praticados por seus políticos em gestões atuais e passadas para concentrar a carga contra as políticas, partido e integrantes do atual governo eleito e reeleito democraticamente em ambos os países. 

Já ao empresariado, além de declarações contra tributos e contra o rumo da economia, cabe o papel financiador. Presidentes do maior grupo de bebidas da América Latina e donos de imensas fortunas subvencionam, junto com outros empresários daqui e de fora, ruidosos movimentos de oposição de rua. 

O tambor das mídias associadas a partidos opositores e ao empresariado também bate sem parar, exigindo mudanças – ou, na verdade, retorno às políticas da direita que já nos governou por décadas. Tais pressões conseguiram facilitar a vitória eleitoral da direita na Argentina e no parlamento venezuelano. Resta apurar a participação externa aqui, uma vez que a mesma embaixadora que atuou no Paraguai na época de Lugo exerce desde 2013 suas funções diplomáticas no Brasil...
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