LULA PRESO POLÍTICO

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sábado, 30 de janeiro de 2016

Uma nova modalidade de crime do judiciário brasileiro



Gestapo de Curitiba já usou de todos os métodos: prisões arbitrárias; chantagens contra familiares de presos; uso de policial expulso da corporação, por contrabando na fronteira, posteriormente reintegrado pelo mesmo Judiciário ao qual voltou a servir; omissão de depoimentos que inocentam, como aconteceu com Marcelo Odebrecht; vazamento seletivo de depoimentos que correm em segredo de justiça, quando não da VENDA de vídeos de depoimentos, por policiais federais, para a mídia; blindagem de citados mas que pertencem ao grupos dos investigadores e julgadores, onde vale tudo, desde o juiz recusar a denúncia do depoente, afirmando “isso não vem ao caso”, até colocarem tarjas pretas sobre os nomes de denunciados amigos, como aconteceu com o nome de José Serra; com o juiz mandando que se invada escritórios, para apreender as peças de defesa, elaboradas pelos advogados do réus; considerar ou desconsiderar documentos de acordo com os interesses políticos do juiz...

Na SS-TF, em Brasília, a banda não tem tocado muito diferente, quando não repetindo o mesmo repertório, dando salvo conduto para que o macabro concerto continue.

A polícia federal está investida de mais poderes que o Ministério da Justiça, ao qual está subordinada, fazendo o que quer, como quer, onde quer e quando quer; determinando quais presos deverão ficar incomunicáveis ou não, um atribuição dos juízes; e até colocando em isolamento, numa cela sem janela e sem sanitário, uma cadeirante em fase de recuperação pós operatória.

Mas isto é pouco, a justiça brasileira tem que se superar na arte do arbítrio e da manipulação, fazendo com as leis o que os militares fizeram com as baionetas, em 64.

A nova modalidade de embuste jurídico, de crime institucional, é a investigação paralela, o inquérito paralelo, não oficial, sem autorização judicial e nenhum controle de qualquer autoridade.

E como funciona este despautério?

Imagine que você comece a ser investigado por um juiz, com a polícia realizando diligências, o juiz ouvindo testemunhas, a perícia avaliando os documentos apreendidos...

Seus advogados estarão permanentemente atentos, inserindo nos autos do processo documentos que contradigam os que lhe incriminam, contestando depoimentos, “farejando” contradições e inconsistências nos depoimentos, pedindo detalhamentos de laudos, mostrando álibis... Como deve ser, para que o juiz tenha dados suficientes para formar juízo e pronunciar uma sentença.

Agora imagine que, enquanto tudo isto acontece, secretamente a polícia federal lhe investigue, sobre a mesma acusação que lhe fizeram, pegando depoimentos, apreendendo documentos... Sem que os seus advogados saibam, de maneira a lhe defender.

Ao fim do processo as duas investigações são juntadas, tendo já se exaurido o período de recursos da defesa, de maneira que apareçam muitos dados novos, contra você, sem chance de defesa, sejam eles verdadeiros ou não.

Assim, através desse mecanismo, a justiça brasileira está condenando.

E antes que eu dê o artigo por terminado, temos um novo herói na praça, um novo mito, o “japonês bonzinho”, o ex contrabandista, agora vendedor de depoimentos secretos para a mídia, segundo o Senador Delcídio Amaral.

Não demora a Globo vai premiá-lo, como fez com Joaquim Barbosa e Sérgio Fernando Moro.

O japa passa o dia fazendo selfies com coxinhas e paneleiros.

O jornal The Economist, um dos municiadores da Globo, e porta voz do capital internacional, trata o Moro como brazilian hero (herói brasileiro), enquanto o sério e independente jornal francês “Libération”, trata o “japonês bonzinho” como “a piada do momento”, o herói dos coxinhas e paneleiros.

Ou os defensores dos réus da Lava Jato e os departamentos jurídicos dos partidos progressistas recorrem às Cortes Internacionais, para mostrarem em que se transformou o Judiciário brasileiro, ou abrem mão dos julgamentos, encaminhando-se para as celas, passivamente.
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