LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Os grupos políticos da PF e a omissão de Dilma


Por Weden, via Jornal GGN
Os grupos políticos que hoje atuam na Polícia Federal já anunciavam sua atuação enviesada desde o segundo semestre de 2014. Pouco antes das eleições, delegados e agentes portavam claro discurso eleitoral, mostrando que a intenção era utilizar a operação Lava Jato de forma a interferir no resultado do pleito. Dilma nada fez. E continuou nada fazendo, ao manter um ministro da Justiça inerte e inepto após o 26 de Outubro.
A omissão pode custar muito caro para o governo, para o PT e para o país. Poder  paralelo em grupamentos armados é como um câncer. Não há como extirpá-lo sem prejuízo para o corpo. Embora a ação seja necessária.
Hoje Monica Bergamo afirma em sua coluna que Lula reclamou da  ação de grupelhos políticos na corporação e no Ministério Público. Ora, pelo menos na PF, estes grupelhos são bem conhecidos; eles próprios, confiando na permissividade do governo, não tentaram ser discretos.
Pelo contrário. Quanto mais o ministro da Justiça usava de sua demagogia característica, ao evocar um suposto republicanismo, mais a  PF era tomada de assalto por agentes e delegados opositores ao governo, sem nenhuma responsabilidade republicana.
Dilma não mexeu um dedo para evitar que o pior acontecesse. Tentou capitalizar politicamente junto a seu ministro a sua não ação. Pensou que poderia passar à história como aquela que deixou livre o "combate à corrupção". Não vai. Junto à opinião pública, mesmo injustamente, vai passar à história como um dos governos mais corruptos da história, carregando para a lama o seu antecessor.
É preciso reafirmar que o combate à corrupção é necessário e justo. Mas a atuação política num órgão como a PF não. E é esta atuação política que vem alimentando manchetes e envenenando a opinião pública.
Em 1999, quando Vicente Chelotti, então diretor geral da PF, garantiu ter informações incômodas ao governo, foi imediatamente afastado por FHC. A exoneração era uma mostra de  que ali tinha governo e comando.
Como se não bastasse a omissão de Dilma e a inépcia de José  Eduardo Cardozo, os dois ainda foram extremamente cúmplices dos grupos de mídia que vinham fustigando Lula de forma leviana.
Ao procurar a Veja para lhe oferecer entrevista, sabendo dos modos de ação desta revista, o ministro da Justiça escarneceu de todos aqueles que,  nas redes e movimentos sociais, vinham alertando para o tipo de campanha que tomava pulso durante o ano.
O mesmo fez Dilma Rousseff, ao procurar a Folha de S. Paulo, para publicar um artigo de início de ano, acreditando que poderia domar as feras com demonstrações de  gentileza. O que soou como uma atitude de desprezo por aqueles que, nos novos veículos, vinham advertindo o governo para uma atitude mais responsável em relação à PF.
Como resultado, em janeiro, Lula passou a ser vítima de uma perseguição ainda mais implacável e realmente pode ver complicada sua vida política e sua história. Ora, a grande imprensa não conseguiria tantos "fatos novos" se  não fosse a promiscuidade entre servidores públicos, que são os agentes da PF e procuradores, e grandes e bilionárias corporações midiáticas.
Tudo por erro de Dilma Rousseff, que pode passar à história,  com sua inação diante da "polícia política" instalada numa corporação que deveria ser comandada a partir de um dos seus ministérios, como a responsável indireta pela destruição da imagem do seu maior padrinho político e o responsável por sua ascensão à Presidência.
O que custará muito também, se o PT sair de cena muito enfraquecido, para milhões de pessoas beneficiadas  pelas políticas sociais ignoradas  pelo partido.
Postar um comentário