LULA PRESO POLÍTICO

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quinta-feira, 31 de março de 2016

Bob Fernandes / Crise: Gilmar Mendes e o PMDB já escolheram um lugar na história

CONSULTA MÉDICA

VESTIDO VERMELHO



Mais uma da série "Diálogos Acadêmicos"
- Cara, sabe aquela mina que eu conheci no Tinder?
- Qual delas?
- A loira peituda.
- Qual?
- Eu mostrei a foto pra você na semana passada.
- Ah, beijiando o golfinho?
- Isso!
- Então, levei a mina no Outback ontem.
- E aí, comeu?
- Não. Vai vendo.
- O que?
- Ela chegou com um vestido vermelho.
- Puts, cara, não vai me dizer..
- Então, na hora eu gelei. 
- Por que você não fez logo a pergunta para ela. 
- Foi a primeira coisa que eu fiz.
- E ela?
- Ela deu risada. Falou que preferia que os pais morressem de câncer do que ser obrigada a votar no PT.
- Ufa, cara.
- É, puta susto. 
- E ai, comeu?
- Então. essa história do vestido vermelho deu maior merda. Logo que a gente chegou, três caras foram até a nossa mesa. Perguntaram se ela era comunista. Ela negou, mas não adiantou.
- Mas você não fez nada?
- Tentamos. Ela mostrou o whatssap com um monte de montagem sacaneando o Lula. Ele algemado pelo japonês. Até aquela que ele tá com o cu na mão ela mostrou?
- Como assim?
- É uma foto da mão do Lula sem o dedo e com o cu desenhado no meio.
- Kkkkkkk
- Você dá risada porque não sabe o fim da história.
- O que aconteceu?
- A mina tinha uma foto ao lado do tio e da tia.
- E daí?
- Os dois estavam de vermelho!
- Caraaaaalho
- E o tio era barbudo.
- E aí?
- Fudeu né. Pediram para ela ir embora.
- Vocês foram no motel depois?
- Não, eu fiquei. Tinha pedido um Premium Burgers Sandwiches.
- Humm
- Ela que escolha o vestido certo da próxima vez.
- É, vacilona.

No The Guardian, a mídia e o nazismo. O acordo entre a AP e o III Reich

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Por Fernando Brito, em seu blog

A agência de notícias americana Associated Press cooperou formalmente com o regime de Hitler nos anos 30, fornecendo a jornais americanos material diretamente produzido e selecionado pelo ministério de propaganda Nazi. A revelação foi feita por uma historiadora alemã, Harriet Scharnberg.  A reportagem é da edição de hoje do jornal inglês The Guardian e a tradução, em cima do laço, é da amiga jornalista Florencia Costa, a quem agradeço em nome dos leitores.

É uma lição sobre o que ocorre quando aqueles que controlam a mídia, por seus interesses econômico, se associam ao autoritarismo. Tivemos aqui nossas lições, mas parece que não aprendemos.


Philip Olterman, The Guardian

Tradução: Florencia Costa

Quando o partido Nazista conquistou o poder na Alemanha em 1933 um de seus primeiros objetivos foi dar o tom aos jornais nacionais e internacionais. O The Guardian foi banido em um ano e em 1935 até grandes agências britânicas-americanas como Keystone e Wide World Photos foram forçadas a fechar seus escritórios depois de serem atacadas por empregar jornalistas judeus.

Associated Press, que sempre se descreveu como “o corpo de fuzileiros navais do Jornalismo” (“a primeira a entrar e a última a sair”) foi a única agência de notícias ocidental que conseguiu ficar de portas abertas na Alemanha de Hitler.

Assim a AP, como é chamada a Associated Press, se beneficiou e tornou-se o principal canal de notícias e fotos do Estado totalitário.

Em um artigo na publicação acadêmica Studies in Contemporary History, a historiadora alemã Harriet Scharnberg mostra que a AP somente foi capaz de manter seu acesso firmando uma cooperação de “mão dupla” com o regime Nazista.

A agência, com sede em Nova York, cedeu controle de sua produção assinando o chamado Schriftleitergesetz (editor’s law), prometendo não publicar qualquer material “que enfraquecesse o Reich”.

Este compromisso fez com que a AP contratasse repórteres que também trabalhassem para a divisão da propaganda nazista. Um dos quatro fotógrafos empregados pela AP nos anos 30, Franz Roth, foi membro da divisão de propaganda da unidade paramilitar SS, cujas fotografias eram pessoalmente escolhidas por Hitler.

AP removeu as fotos de Roth de seu website a partir do momento em que Scharnberg publicou o resultado de sua pesquisa.

A AP também permitiu que o regime nazista usasse seus arquivos de foto para sua virulenta literatura de propaganda antissemita.

As publicações ilustradas com fotos da AP incluem brochuras de sucesso da SS como “Der Untermensch” (“O Sub-Humano”) e o manual “Os Judeus nos EUA”, que pretendiam demonstrar a decadência dos judeus americanos com a foto do prefeito de Nova York , Fiorello LaGuardia, comendo com as mãos em um buffet (veja abaixo).

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A descoberta acontece pouco antes do aniversário de 170 anos da AP, em maio, e levanta questões complicadas sobre o papel que a AP desempenhou ao permitir que a Alemanha Nazista escondesse sua verdadeira face durante os primeiros anos de Hitler no poder e também sobre a relação da agência de notícias com regimes totalitários contemporâneos.

O acordo da AP com o regime nazista permitiu que o Ocidente entrasse em uma sociedade repressora e isso permaneceu escondido. A invisibilidade produzida por este acordo fez com que, por exemplo, o fotógrafo P. Lochner, correspondente da AP em Berlin, ganhasse o Prêmio Pulitzer em 1939. O arranjo possibilitou aos nazistas também encobrirem alguns de seus crimes.

Scharnberg, historiadora da Universidade Martinho Lutero de Halle-Wittenberg, explicou que a cooperação da AP com o regime de Hitler permitiu aos nazistas “retratar a guerra de extermínio como uma guerra convencional”.

Em junho de 1941, as tropas nazistas invadiram a cidade de Lviv, no Oeste da  Ucrânia . Depois de descobrir evidências de assassinatos em massa praticados por tropas soviéticas, forças de ocupação alemãs organizaram pogroms de “vingança” contra a população judia da cidade.

As fotos dos corpos dentro das prisões de Lviv, de Franz Roth, foram selecionadas por ordem pessoal de Hitler e distribuídas para a imprensa americana via AP.

No lugar de imprimir fotos dos pogroms de Lviv, com suas milhares de vítimas, foram fornecidas à imprensa americana apenas fotos mostrando vítimas da polícia soviética e dos criminosos de Guerra ‘violentos’ do Exército Vermelho”, disse Scharnberg ao Guardian.

“Estas fotos contribuíram para disfarçar o verdadeiro caráter da Guerra liderada pelos alemãs”, disse a historiadora. “A decisão sobre que eventos iriam se tornar visíveis e quais permaneceriam invisíveis no fornecimento de fotos da AP seguiu os interesses alemães e a narrativa de guerra da Alemanha.

O sistema carcerário americano é privatizado e tem ações na bolsa: quanto mais pessoas presas melhor para o valor da ação.

Um grupo de presos em Sacramento (Califórnia).

UM DIA HISTÓRICO
Por Milly Lacombe, em seu blog
Dilma tem sido uma enorme decepção. Fez uma primeira administração ruim e está se superando em descaso com o meio ambiente, com minorias e em austeridade nessa segunda, o que ajuda a nos afundar um tico mais. Para usar apenas uma palavra: lastimável. O PT deixou de fazer as reformas necessárias e sucumbiu aos esquemões de corrupção que há muitas décadas destroem o país. Só verdades.
Mas a passeata desse domingo 13 de março não tem nada a ver com Dilma, ou com Lula, ou com a nobre luta contra a corrupção e acho que a história tratará de colocar as coisas em seus devidos lugares e dar a elas os nomes que elas têm.
Se os problemas fossem Lula, Dilma e o PT acho que veríamos o resto dos povos vivendo razoavelmente bem. Países considerados de primeiro mundo estariam em paz e prosperando. Não é o caso.
Nos Estados Unidos a desigualdade bate recordes. Passei os últimos dois anos em Nova York e a população de mendigos chama a atenção de qualquer um. Há estudos e estudos a respeito de como as grandes cidades americanas enfrentam a crise dos sem-teto, sobre o aumento da desigualdade, sobre a população que hoje mora nas ruas, sobre famílias e crianças que não têm o que comer. Aqui mesmo nesse espaço há muitos textos sobre o tema.
O planeta inteiro vive essa crise e falar que a crise é apenas brasileira é dar a informação pela metade e sem contexto, e dar a informação pela metade e sem contexto é manipulação pura e simples. Não mudaria a narrativa se ficasse claro que a crise é mundial e não apenas nossa? Não seria interessante tentar entender por que o mundo inteiro passa por isso? Por que quando se fala da crise brasileira ela nunca é colocada em contexto? Não nos elevaria a um lugar de mais significado buscar essas respostas?
A desigualdade atinge todos os cantos e estamos mergulhados em dívidas e guerras e crises. Diariamente milhões de seres humanos tentam escapar da misérias de suas realidades, bombardeadas pelas grandes “democracias” do mundo, e vagam por aí sem pátria, sem nome, sem passado e sem futuro. Não é a toa que o zumbi é o personagem do momento.
Em larga escala somos todos zumbis, mortos-vivos comandados por corporações que se vestiram de instituição para fazer leis e comandar governos e polícias.
No meio desse barulho todo fica difícil encontrar resposta para a pergunta: o que de fato importa?
Certamente não coisas como desenvolvimento espiritual, felicidade, liberdade e criatividade – algumas das essências da natureza humana. O que importa nas sociedades atuais é crescer economicamente, e quem mede isso é o PIB. O sucesso de uma sociedade é medido pelo PIB, e nada mais.
O PIB é um troço que leva em conta gastos com saúde, por exemplo. Quanto mais gastos, melhor para a economia. Em outras palavras: quanto mais miséria e doenças melhor para o PIB, até porque não existe possibilidade de lucro em sociedades saudáveis e que vivam na mais harmônica paz.
Então a Guerra é outro grande estimulador do PIB: vamos bombardear e depois ganhamos na reconstrução. A paz não interessa porque não se ganha dinheiro com ela.
O sistema carcerário americano é privatizado e tem ações na bolsa: quanto mais pessoas presas melhor para o valor da ação.
Que nome dar a um sistema adoentado como esse? Um que nos priva de nossa mais essencial necessidade: a de sermos livres e criativos.
“[O capitalismo] Rouba do homem seus direitos, aturde o seu crescimento, envenena o seu corpo, o mantém na ignorância, na pobreza, na dependência, daí institui caridades que medram sobre os últimos vestígios do auto-respeito humano”, escreveu Emma Goldman há décadas.
No mundo inteiro o capitalismo estrebucha, e o efeito colateral desse fracasso se chama fascismo. Basta que olhemos para a história: sempre que o capitalismo mostra sua ineficiência surgem líderes fascistas que, usando o medo como arma, nos jogam uns contra os outros em nome de defender o sistema, e a concentração de renda e de poder.
Em troca pedem que a gente entregue liberdades, e a gente faz de bom grado. É quando passa a ser aceitável que um juiz faça o papel de justiceiro e que polícias se transformem em polícias políticas e invadam casas e comunidades e privacidades.
Assim nascem Trumps, Le Pens, Bolsonaros, Alckmins.
Um sistema que depende do consumo e da exploração do planeta para sobreviver e que tem como inimigas a eficiência, a sustentabilidade e a preservação não pode servir a nossos sonhos.
De tempos em tempos o capitalismo mergulha em uma crise e precisa se perguntar como fazer para que as pessoas sigam com os mesmos hábitos de consumo — que é, afinal, o que sustenta o sistema — diante da crescente pobreza da maioria e de tantas evidências de que estamos acabando com o planeta.
Aí entram empréstimos e a propaganda, essa distribuída por duas vias: publicidade e noticiário. O ser humano (especialmente o endividado) é facilmente condicionado a comportamentos que sejam adequados à manutenção do sistema.
O que estamos vendo no mundo todo, com partidos de extrema direita ganhando cada vez mais adeptos, é resultado desse completo fracasso do sistema capitalista.
Um mundo no qual 60 pessoas têm a mesma riqueza de 3.5 bilhões, no qual a cada minuto cinco crianças morrem de fome, no qual milhões de pessoas perdem a vida tentando escapar de suas nações miseráveis, no qual governos que ainda têm dinheiro gastam erguendo muros para que refugiados não entrem é um mundo em completo estado de putrefação e desespero.
E o ser humano desesperado acaba aceitando ser comandado por fascistas na esperança de que haja aí uma solução para seus problemas, nem que seja em detrimento de minorias.
Engana-se quem ainda acha que o destruidor do planeta, o grande causador de violências, e da pobreza e da miséria é um governo corrupto, ou uma corporação. O causador de todos os problemas é o sistema dentro do qual vivemos. Esse é o contexto que nos é escondido pelas corporações de mídia, essa é a narrativa que está faltando. Por que? É importante se fazer essa pergunta.
E quem for às ruas nesse dia 13 com a ilusão de que está indo protestar um governo corrupto estará apenas marchando lado-a-lado com líderes fascistas e empresários de baixa índole a quem interessa apenas manter as coisas como elas sempre foram.
A ilusão de que ao tirar Dilma estaremos tirando do poder toda a corrupção é letal porque o que estaremos eliminando com isso é uma coisa muito mais importante do que uma presidente inábil: a democracia.
Caberia justamente aos mais privilegiados, portanto àqueles que tiveram as melhores oportunidades na vida, o papel de ser responsável e desafiar os sistemas econômicos que funcionam doutrinando a massa e nos privando de liberdades. Mas a classe privilegiada estará amanhã nas ruas em nome da manutenção de todas coisas: a passeata desse domingo é uma desesperada tentativa de manter vivo e operante esse sistema que concentra a renda e o poder nas mãos de poucos.
Acho que esse 13 de março entrará para a história como mais um dia da infâmia, e a manifestação será mesmo eternizada como a marcha dos corruptos, uma na qual, em pouco tempo, muitos dos presentes jurarão que jamais fizeram parte.
Leiam também:

quarta-feira, 30 de março de 2016

Paulo Pimenta deixa delegado da PF em saia justa: Por que você chamou Lula para depor mas não o autor da emenda, FHC?; veja o vídeo

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No Viomundo

Em CPI do Carf, delegado da PF não sabe explicar por que chamou Lula para falar sobre MP editada por FHC
da Assessoria de Imprensa do deputado Paulo Pimenta (PT-RS)
O delegado da Polícia Federal, Marlon Cajado, não soube explicar por que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, autor de uma Medida Provisória para o setor automotivo sob suspeita, não foi chamado para prestar esclarecimentos no âmbito da operação Zelotes. O questionamento foi feito pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) em audiência da CPI do Carf, nesta terça-feira (29).
Pimenta fez uma série de perguntas que ficaram sem resposta. “Você chamou o ex-presidente Fernando Henrique, como autoridade da época, para explicar porque foi editada e a importância dessa Medida Provisória? Você não entendeu que era importante chamar o presidente que editou a MP original, só quem reeditou?
Sem respostas, o delegado se limitou a ficar em silêncio e a responder “não”, seguidas vezes, aos questionamentos feitos pelo deputado Paulo Pimenta.
Zelotes perde o foco das investigações, “um ano e até agora nada“
A investigação original da Zelotes surgiu para investigar 74 julgamentos suspeitos no Carf, o Conselho de Recursos Fiscais Administrativos, órgão ligado ao Ministério da Fazenda. A operação apurava sonegação fiscal, corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro em que grandes empresas, por meio de escritórios de advocacia, pagavam propina para os conselheiros do Carf anularem multas dessas empresas com o Fisco. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 20 bilhões.
Segundo Pimenta, houve uma mudança de rumo no meio do caminho da Zelotes. “Não se escuta mais falar nas investigações das empresas. Não se ouve mais falar na máfia do Carf. E as investigações passaram, agora, a se deter na venda de Medida Provisória?”, questionou.
Para Pimenta, “houve um corte ideológico” no episódio em que o delegado Marlon Cajado chamou o ex-Presidente Lula para prestar esclarecimentos. “Se era para as autoridades falarem sobre a Medida Provisória, todas elas deveriam ter sido chamadas. Se o presidente que reeditou tem com o que contribuir, imagina o presidente que editou a Medida Provisória, esse tem muito mais”.
Ao final da audiência, Pimenta reforçou que a Zelotes abandonou a linha de investigação contra as grandes empresas suspeitas de sonegação. Já o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA) criticou o trabalho de investigação da operação Zelotes. “Um ano e até agora nada”, disparou contra o delegado da Polícia Federal.
Assista ao vídeo

Procurador que representou contra Lula será demitido


Por Luis Nassif, em seu blog

A maioria do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) votou pela demissão do procurador Douglas Kirchner, acusado de ter agredido a esposa e a mantido em cárcere privado.
O que chama atenção na matéria não é o julgamento em si. Com as evidências levantadas contra ele, dificilmente Douglas escaparia.
Chamam atenção outros fatos.
Primeiro, a informação de que Douglas estava em estágio probatório. Segundo, o fato de, depois de cometido o crime, ter sido transferido de Rondônia para o centro político do país. Terceiro, a facilidade com que um procurador inexperiente, desequilibrado – como se viu – pode provocar uma crise política. Basta uma parceria com um veículo de mídia para provocar um fato político contra um ex-presidente da República (!).
O uso abusivo das prerrogativas, sem nenhuma espécie de controle interno, ainda vai custar caro ao MPF.
Da Folha
DE BRASÍLIA
29/03/2016  19h47
A maioria dos integrantes do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) votou nesta terça-feira (29) pela demissão do procurador Douglas Kirchner, acusado de agredir a mulher e mantê-la em cárcere privado, em Rondônia.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que preside o conselho, adiantou sua posição, favorável ao desligamento do colega. Se o plenário confirmar a decisão, caberá a Janot assinar o ato administrativo oficializando a demissão, já que Kirchner está em estágio probatório.

Se ele já tivesse obtido a vitaliciedade, após a sentença do CNMP, seria necessário a abertura de um processo judicial para referendar o veredicto do Conselho.
Embora oito dos 14 membros do colegiado já tenham se manifestado, o pedido de vista do conselheiro Walter de Agra adiou a conclusão do julgamento nesta terça. Isso porque o pedido de vista permite que mesmo quem já votou possa mudar de opinião e apresentar outro entendimento sobre o caso.
Kirchner ganhou notoriedade por atuado na investigação que apura suspeitas de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha cometido tráfico de influência em favor da Odebrecht. Os advogados do petista o acusam de negar acesso aos documentos do inquérito.

De acordo com a denúncia, os episódios de violência ocorreram em 2014, quando Kirchner e a mulher, Tamires Souza Alexandre, participavam da seita religiosa Igreja Evangélica Hadar, em Porto Velho, capital de Rondônia.
Ele é suspeito de agredir Tamires, acompanhar castigos físicos impostos a ela por uma pastora da seita, além de tê-la mantido em cárcere privado, com alimentação reduzida e sem acesso a itens básicos de higiene pessoal.
A comissão formada para apurar o caso em curso no CNMP ouviu testemunhas que tiveram contato com Tamires logo após ela conseguir fugir do alojamento onde era mantida. A vítima, porém, não prestou depoimento.
O próprio procurador admitiu que acompanhou algumas cenas de punições à mulher, mas sua defesa alegou que ele sofre de uma espécie de transtorno psiquiátrico por fanatismo religioso. 

Se você mandar o cinegrafista eu julgo!

O que está por trás dos protestos no Brasil?

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O que leva a grupos empresariais nacionais e do exterior a financiarem movimentos “contra a corrupção” e pela redução do Estado no Brasil?

Os movimentos que levaram as pessoas às ruas no Brasil, primeiramente com pautas vagas como “contra a corrupção” e posteriormente contra o governo do PT aparentemente não são tão espontâneos assim, pois conforme indica reportagem da agência A Pública de junho de 2015, movimentos como o MBL (Movimento Brasil Livre) e o “Vem Pra Rua” recebem gordas contribuições para se manterem e angariarem novos seguidores para a sua “causa contra a corrupção” e a favor do Estado mínimo.

Este financiamento era primeiramente feito por grupos internacionais, entre os quais se destacavam as ligações com as think tanks mantidas pelos bilionários irmãos Koch para defender seus interesses. O site The Real News afirma que praticamente todos os movimentos de vanguarda “contra a corrupção” e que propagam as ideias liberais são financiados pelos irmãos Koch e que estes em realidade servem como parte de uma estratégia para defender seus interesses.

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Entre os pontos levantados pela reportagem da agência “A Pública”, destacam-se os seguintes:

-Fábio Ostermann, coordenador do MBL, é assessor do Deputado Marcel van Hattem (PP-RS)

-O Deputado, foi eleito com doações da Gerdau, e do grupo Évora – do pai de Anthony Ling, fundador do EPL –, também participou de cursos na Acton Institute University, a mais religiosa das fundações libertarianistas que compõem a rede de fellowship da Atlas e da Koch Foundation;

-O currículo de Fábio Ostermann, diz que ele foi Koch Summer Fellow na Atlas Economic Research Foundation.

-A Atlas é uma das principais parceiras do IHS -Institute of Human Studies- fundação da família Koch; um dos principais responsáveis pelos programas de Fellowship para estudantes. Só em 2012 foram distribuídos 900 mil dólares em doações de acordo com o formulário entregue ao IRS.

-Estes grupos começaram se reunir no Forum Da Liberdade, principal fórum conservador do país. Foi ali que, em 2006, foi lançado oficialmente o principal think tank da direita no Brasil, o Instituto Millenium.

-Armínio Fraga é sua figura mais conhecida no campo econômico. Seus mantenedores são a Gerdau, a editora Abril e a Pottencial Seguradora, uma das empresas de Salim Mattar, dono da locadora de veículos Localiza, amigo pessoal de Aécio Neves. A Suzano, o Bank of America Merrill Lynch e o grupo Évora, dos irmãos Ling;

-William Ling participou da fundação do Instituto de Estudos Empresariais (IEE) em 1984, que, formado por jovens líderes empresariais, organiza o Fórum desde a primeira edição; seu irmão, Wiston Ling, é fundador do Instituto Liberdade do Rio Grande do Sul; o filho, Anthony Ling, é ligado ao grupo Estudantes pela Liberdade, que criou o MBL;

-A rede de think tanks liberais e libertaristas no Brasil se completa com mais duas entidades: o Instituto Ordem Livre – que realiza seminários para a juventude – e o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista, do Rio de Janeiro.

-Todas as organizações compõem a rede da Atlas Network no Brasil, incluindo o MCN de Gloria Álvarez, a Universidade Francisco Marroquín e o Estudantes pela Liberdade, uma organização que nasceu dentro da Atlas em 2012;

-Entre as financiadoras do Students for Liberty, a Atlas levanta um volume bem maior de recursos para a organização, através de suas parceiras. Todos os maiores doadores do Students for Liberty também são doadores da Atlas. Nem sempre é possível saber a origem do dinheiro, apesar da obrigação legal de publicar;

-O relatório 2014-2015 da Students for Liberty mostra uma arrecadação de fundos impressionante: US$ 3,1 milhões comparados a apenas US$ 35,768 mil dólares obtidos em 2008, quando a organização foi fundada.

-Há dois brasileiros no International Board do Students for Liberty (entre dez membros), e o relatório deste ano dedica uma página especialmente às manifestações do MBL no Brasil.

-Os programas são realizados em parceria com outras fundações, principalmente o Cato Institute, a Charles G. Koch Charitable Foundation e o IHS, Institute of Human Studies – TODAS fundações ligadas à família Koch, uma das mais ricas do mundo.

-As 11 fundações dos Koch despejaram 800 milhões de dólares nas duas últimas décadas na rede americana de fundações conservadoras.

Atualmente, estes movimentos seriam financiados majoritariamente por empresários locais (brasileiros), o que explica a disposição destes grupos para “exigirem” junto ao congresso a rejeição da taxação de grandes fortunas.

Guerra psicológica em curso: mesmo com Temer, oposição hoje não tem votos para dar o golpe 29 de March de 2016

Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados
Globo, Gilmar e Cunha querem botar a faixa no Temer; 
mas batalha não acabou e haverá muita resistência

Não está escrito nas estrelas, nem na tela da Globo, que o golpe paulista vai vingar. Com ou sem PMDB, golpe pode ser barrado: nas redes, nas ruas, no STF e na ação miúda do governo.
Por Rodrigo Vianna, em seu blog
Hoje (terça-feira, 29 de março) é dia de guerra psicológica. E essa guerra vai-se estender por semanas. Por isso, muita calma nessa hora.
Entidades empresariais (as mesmas que apoiaram o golpe de 64) pagam anúncios gigantes em jornais defendendo o golpe jurídico/parlamentar contra Dilma. E o PMDB (com transmissão pela TV) anuncia rompimento formal com governo…
O objetivo de Temer/Cunha/Globo/Serra é criar uma onda, um clima de que “acabou o jogo”.
Isso é falso!
A oposição golpista, mesmo com adesão oficial do PMDB e do traidor Michel Temer, não tem 342 votos para dar o golpe. Ainda não tem. Poderá ter mais à frente? Quem sabe…
Mil conversas estão rolando: pedaços do PR, PSD e PP podem ocupar no governo os espaços abertos por Temer traíra e seus golpistas.
E atenção ao PRB: PT articula nos bastidores o apoio oficial a Crivella na disputa pela Prefeitura do Rio, além de mais espaço no ministério – o que em tese poderia garantir 24 votos do partido contra o impeachment. As conversas avançam rapidamente, e podemos ter surpresas nas próximas horas.
Claro que esse jogo é volátil. Muda a cada minuto. Faz parte do jogo desanimar o campo adversário com uma onda de “agora já era”.
Com pedaços do PR/PP/PSD, o governo poderia sim reunir tranquilamente 30 votos na Câmara (principalmente nas bancadas do Norte/Nordeste). Contaria, ainda,  com ao menos 10 dissidentes do PMDB (nem todos os ministros entregarão cargos, alguns têm capacidade de reunir pequenas “bancadas” avulsas). E mais a articulação com o PRB.
Reparem: isso poderia garantir em torno de 65 votos. Seriam suficientes para (somados aos 110 votos da bancada de esquerda, firmemente contra o golpe na Câmara) barrar o impeachment.
Reparem também que, desses 65 votos de centro-direita que o governo precisa garantir nos próximos dias, nem todos precisam ir a plenário e votar “não” ao impeachment. Basta que se abstenham. 
Fora isso, há reação nas ruas: a OAB golpista foi escorraçada na Câmara, um acampamento contra o golpe foi montado em São Paulo, e o dia 31 vem aí com marchas em Brasília e acampamentos contra o golpe Brasil afora.
E lembro a ação do jornalista Juca Kfouri, que sozinho pôs pra correr arruaceiros fascistas que o incomodavam de madrugada, em frente de casa – o que indica o caminho da indignação cívica e democrática contra o golpe, para além de qualquer defesa do PT (clique aqui para saber mais sobre a reação de Juca).
Isso tudo quer dizer que Dilma, necessariamente, fica?

Não. Quer dizer que o jogo está sendo jogado. E que a direita partidária, empresarial e midiática pretende desanimar a turma do lado de cá. Pelo que tenho visto nas ruas e nas redes, essa tentativa vai falhar.

Há cerca de 20% do país decidido a ir pra guerra contra o golpe. Se a esse pessoal o governo conseguir agregar setores centristas, mostrando que o golpe é paulista e joga contra os interesses do Norte/Nordeste, o impeachment será barrado. No voto.
Sem contar que há novidades para surgir no STF nos próximos dias. O tribunal pode ser instado a paralisar o processo de impeachment – já que o presidente da Câmara e ao menos 30 dos integrantes da comissão especial estão sob grave suspeita.
Mais que isso. Devemos ter claro que a defesa da democracia terá que se estender por muitos meses. Aconteça o que acontecer!
Se Dilma derrotar o impeachment, o país seguirá conflagrado. Mas ao menos teremos claro quem é quem. Teremos um governo sitiado, com uma base parlamentar pequena mas sólida. Temer terá ganho a pecha de traidor, de porteiro de filme de terror. E a esquerda poderá se recompor em outras bases. Na rua.
E se, ao contrário, Temer/Serra/Cunha/FIESP/Gilmar/Globo ganharem e derem o golpe, terão um governo que só se sustentará debaixo de porrada. Porque as ruas vão virar um inferno!
Portanto, não é hora de desespero, nem de euforia. O outro lado é muito forte. Mas não terá um passeio no parque pela frente.
Não está escrito nas estrelas, nem na tela da Globo, que o golpe paulista vai vingar. Com ou sem PMDB, pode ser barrado: nas redes, nas ruas e na ação miúda do governo.