LULA PRESO POLÍTICO

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domingo, 15 de maio de 2016

O fascismo não me impressiona

Jornal O Dia, 3 de abril de 1964: “Fabulosa demonstração de repulsa ao comunismo''.
Jornal O Dia, 3 de abril de 1964: “Fabulosa demonstração de repulsa ao comunismo”.

Por Gustavo Barreto, via Consciência.net

É importante esclarecer: o fascismo e mesmo ideias neonazistas, longe de ser um anacronismo histórico, não deveria impressionar. Combater, mas não impressionar. Muito menos perder nosso tempo em inutilidades.
Hoje, a Polícia Militar – forma mais visível do regime militar – ainda opera sem comando civil em muitos casos, sendo responsável por 20 a 25% dos assassinatos no Rio (http://bit.ly/1OuqFvZ) e em São Paulo (http://glo.bo/1OuqHUq). Como os fascistas envergonhados reagem? Que absurdo, tem que investigar, não deveria acontecer – e acabou por aí, todos felizes porque não é comigo. E os fascistas honestos? Era bandido, um a menos.
Podemos, assim, entender como acontecia no regime militar. Sumiu? Foi torturado? Assassinado? Era “comunista”, não merecia mesmo viver, alguma coisa ele fez. É só não se meter em “confusão” que não morre.

Essa lógica continua. Não começou no governo Temer, e agora só tende a piorar, visto que o ex-comandante dessa polícia assassina é nosso ministro da “Justiça e Cidadania”.
Não se impressione com fascistas. São pessoas que adoram uma ditadura e seu sonho é ver a violência resolvida na base da porrada e da tortura. O ideal de nação dessas pessoas é um desses países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita ou o Barein, em que a imprensa só fala o que é “correto”, os defensores de direitos humanos são exemplarmente presos e a economia, por ser previsível e na mão de poucos, “dá certo”.
Brigar com um fascista numa discussão estéril na Internet só tira o precioso tempo de mobilização real pró-democracia. Não vale a pena. Fascistas vão aceitar qualquer coisa, até mesmo o extermínio físico da oposição, para ter um governo de “homens de bem”. Temos exemplos incontáveis na História e na Internet.
Outro interesse possível são daqueles que querem entender o fascismo, suas raízes, o discurso público em torno dele etc. Sugestão: entre no site da Biblioteca Nacional e busque os jornais dos anos 1930. É rápido e eficiente. Não precisa gastar horas em debates infrutíferos de gente que não sabe nem o que é direitos humanos direito.